9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 76 Resumo encontrados. Mostrando de 21 a 30


PId0261 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Mapeamento científico baseado em métricas de ensaios clínicos sobre infiltração de resina em odontologia
Livia Cordeiro Szymczak, Aurélio de Oliveira Rocha, Lucas Menezes Dos Anjos, Isabela Ramos, Carla Vânia de Oliveira Figueiredo, Michael Willian Favoreto, Alessandra Reis, Mariane Cardoso
odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A infiltração resinosa é uma técnica minimamente invasiva utilizada no manejo de lesões de mancha branca. Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil das publicações e o interesse social sobre o tema por meio de uma análise baseada em métricas. As bases de dados Web of Science e Scopus foram utilizadas para a busca, realizada em março de 2026 por dois pesquisadores. Foram extraídas as principais características dos estudos, incluindo número e densidade de citações, ano de publicação, idioma, temáticas (objetivo principal, tipo de mancha e características metodológicas), periódico, país, instituição, autores e palavras-chave. A altmetria foi obtida por meio da plataforma Dimensions, e o software VOSviewer foi utilizado para gerar redes de colaboração. A correlação de Spearman foi aplicada para análise dos dados. Foram selecionados 101 estudos publicados entre 2010 e 2026. O Journal of Dentistry foi o periódico de maior destaque (n = 16). A maioria dos estudos teve como objetivo avaliar a paralisação de lesões cariosas por meio de ensaios clínicos randomizados. O país com maior número de publicações foi a Índia (n = 14), e o autor mais produtivo foi Meyer-Lueckel H (n = 8). O VOSviewer indicou a existência de colaboração entre autores e a coocorrência de palavras-chave. A análise no Dimensions revelou maior interesse social das publicações por leitores do Mendeley e usuários da plataforma X.

Conclui-se que os estudos clínicos sobre infiltração resinosa aumentaram nos últimos 10 anos, com destaque para ensaios clínicos randomizados voltados à paralisação de lesões cariosas. A produção científica concentrou-se principalmente na Índia, e o maior interesse social foi observado entre leitores do Mendeley e usuários da plataforma X.

PId0262 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Presença de espaços vazios após a cimentação de pinos de fibra de vidro com diferentes materiais
Dominique Lara Estolano Martins, Júlia Brito de Moura Montan, Carolina Oliveira de Lima, Maíra do Prado
Graduação em odontologia UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a presença de espaços vazios após a cimentação de pinos de fibra de vidro com diferentes materiais. Quarenta e cinco caninos unirradiculares tiveram suas coroas removidas e as raízes padronizadas em 15mm. Em seguida, foram instrumentadas com o sistema Reciproc e obturadas. Posteriormente, foi realizado o preparo do espaço para pino com a broca nº 1 do sistema Whitepost DC. As amostras foram analisadas por microtomografia computadorizada, a fim de permitir o pareamento e a distribuição em 3 grupos (n=15). As amostras foram distribuídas, de acordo com o material de cimentação/ estratégia adesiva utilizada: resina Stela (SDI), cimento resinoso autoadesivo Dual Set PP (SDI) e cimento resinoso convencional AllCem Core (FGM). A cimentação foi realizada de acordo com as recomendações dos fabricantes. Após a cimentação dos pinos Whitepost DC1, as amostras foram novamente analisadas por microtomografia computadorizada, para a avaliação tridimensional da presença de espaços vazios na cimentação dos pinos de fibra de vidro. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p>0,05).

Os diferentes materiais, resina composta fluida e cimentos resinosos, apresentaram comportamento semelhante quanto à formação de espaços vazios, quando foram utilizados na cimentação de pinos de fibra de vidro.

(Apoio: FAPs - Faperj  N° SEI E-26/200.254/2023   |  FGM Dental Group  |  SDI)
PId0263 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Quantificação do desgaste do esmalte prévio à infiltração resinosa
Maria Clara Alves da Silva Barros, Camila Pasim Rossini, Jessé de Castro Figueiredo, Felipe Berger, Guilherme Siqueira Santos Azinaro, Laurindo Borelli Neto, Alessandra Bühler Borges, Carlos Rocha Gomes Torres
Departamento Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o desgaste do esmalte dental promovido por diferentes técnicas empregadas previamente à infiltração resinosa. 30 espécimes circulares com superfícies planificadas e polidas foram obtidos a partir de dentes incisivos bovinos. A seguir, os contornos iniciais das superfícies foram analisados em um perfilômetro de contato (Marsurf, Mahr). Os espécimes foram divididos em 6 grupos (n=5) de acordo com o tratamento aplicado: IE - gel de ácido clorídrico a 15% (Icon Etch, DMG) por 2min, POA - pedra abrasiva de óxido de alumínio (Dura White, Shofu), ML - broca multilaminada de 30 lâminas (KG Sorensen), DM - ponta diamantada com grão médio (KG Sorensen), DF - ponta diamantada com grão fino (KG Sorensen), DEF - ponta diamantada com o grão extrafino (KG Sorensen). Os instrumentos rotatórios foram usados em contra-ângulo de baixa rotação, realizando movimentos da esquerda para a direita, em uma área com aproximadamente 3mm de largura, durante 5 segundos. O contorno final foi avaliado da mesma forma. O perfil inicial foi sobreposto ao final em software e a profundidade do desgaste mensurada em µm. Os dados foram analisados por ANOVA a 1 fator e Tukey (α=0,05). A ANOVA mostrou diferenças entre grupos (p=0,001). Médias (DP) e Tukey: ML-1,15(0,22)a, POA-3,94(1,30)a, DEF-5,66(1,75)a, DF-7,37(0,39)a, DM-14,49(2,51)b, IE-21,05(5,19)c. Grupos com mesmas letras não diferem.

O tratamento com ácido clorídrico promoveu o maior desgaste de todos os grupos, seguido pela ponta diamantada de diamante médio. Os demais instrumentos apresentaram os menores níveis de desgaste.

PId0264 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

INFLUÊNCIA DO CAFÉ NA MANUTENÇÃO DA COR APÓS CLAREAMENTO DENTAL CASEIRO E EM CONSULTÓRIO: ENSAIO CLÍNICO
Nicole Remedi de Menezes, Bruna Rocho da Rocha, Vitória Sartori Uberti, Laura Barzotto Klafki, Izabella Amelia Zimmermann, Eduarda Bagatini Eccher, Juliana Nunes Rolla
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Um sorriso mais claro é amplamente valorizado por transmitir saúde e estética, impulsionando a popularização do clareamento dental, um procedimento não invasivo que utiliza peróxidos para a realização do tratamento. Entretanto, sua longevidade pode ser influenciada por hábitos como o consumo de café. Este estudo comparou a manutenção da cor entre as técnicas de clareamento caseiro supervisionado e em consultório, considerando a frequência de ingestão de café, além de avaliar a sensibilidade dentária. Participaram 25 indivíduos (n=25), divididos em dois grupos: baixo (G1) e alto consumo de café (G2). Todos foram submetidos às duas técnicas, aplicadas em hemiarcadas superiores distintas de forma randomizada. A cor foi avaliada por espectrofotometria nos períodos inicial, final, 6 e 12 meses. Os dados foram analisados por ANOVA de duas vias e teste de Tukey (p<0,05). O consumo de café influenciou o efeito clareador inicial (p<0,05), porém não houve diferença significativa na manutenção da cor ao longo do tempo entre os grupos ou técnicas. A sensibilidade foi menor na técnica caseira, sendo leve e transitória.

Conclui-se que ambas as técnicas apresentam eficácia e longevidade semelhantes, independentemente do consumo de café.

PId0265 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Estabilidade de cor e liberação iônica do esmalte tratado com coating bioativo à base de S-PRG sob desafio cariogênico e manchamento
Thirza Dias Gomes, Abigail Andrade Pires, Leily Macedo Firoozmand
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Materiais bioativos são promissores visto que a liberação de íons pode auxiliar na prevenção de lesão inicial de cárie (LIC), porém com o tempo, estes podem sofrer alterações de cor, comprometendo a estética. Este estudo in vitro avaliou a estabilidade de cor e a distribuição iônica do esmalte tratado com coating bioativo a base de Giomer, partículas de ionômero de vidro pré-reagidas (PRG) sob desafio cariogênico (DC). Blocos de esmalte bovino foram padronizados, randomizados e distribuídos em quatro grupos (n=5): PRG-DC (aplicação PRG e DC), PRG-C (aplicação PRG e controle), DC (somente DC) e C (controle). Os grupos submetidos ao DC foram expostos à ciclos des-remineralizantes, por 8 dias, enquanto os controles permaneceram em água destilada. Todos os grupos foram expostos a um protocolo de manchamento para verificação da estabilidade de cor por espectrofotometria (ΔEab, ΔE00 e ΔWID), e a variação de cor foi mensurada após o tratamento (T1) e após manchamento (T2). A superfície foi analisada por MEV/EDS e a as imagens analisadas em imageJ para LIC. Foi empregada a ANOVA de medidas repetidas (a=5%). Apenas o grupo (C), sem tratamento, desenvolveu LIC, e o mapeamento elementar (MEV/EDS) demonstrou uma camada com os íons (F, Sr, Al, B, Si e Na) sobre o esmalte tratado, com redução ionica após o DC. Os grupos, os tempos (T1 e T2) e o efeito interação apresentaram diferença para ∆WID, ΔEab e ΔE00 (p<0,001), sendo que em T2, PRG-DC não diferiu dos controles (DC e C), enquanto em todos parametros PRG-C apresentou maior alteração cromática em T1 e T2.

Conclui-se que o coating à base de S-PRG em condições de desafio cariogênico, previne o desenvolvimento de LIC pela presença de uma camada iônica, e não promove significativas alterações cromáticas no esmalte dental.

(Apoio: CNPq)
PId0266 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência da Espessura de Restaurações Indiretas em Resina Composta na Resistência à Fratura: Revisão de Escopo
Marina Luiz, Carolina Eduarda Vergutz, Haysla Camily Santos de Lima, Ana Paula Varela Brown Martins
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desgaste erosivo é uma condição multifatorial de alta prevalência, resultante de processos químico-mecânicos de origem não bacteriana. Em casos de progressão avançada, intervenções restauradoras indiretas em resinas compostas podem ser uma alternativa relevante para dentes posteriores. Contudo, são escassas as evidências sobre a espessura mínima necessária das restaurações para suportar cargas mastigatórias. Assim, esta revisão de escopo objetivou mapear e sintetizar as evidências disponíveis sobre a influência da espessura de restaurações indiretas em resina composta na resistência à fratura. A revisão foi conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, com protocolo na plataforma Open Science Framework (https://osf.io/afdn7/; DOI: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/4TWEXXXXXXXXX). Realizada busca abrangente nas bases de dados, e duas pesquisadoras independentes realizaram a seleção dos estudos e a extração dos dados, sendo uma terceira revisora consultada em casos de divergência. Foram incluídos três estudos laboratoriais, todos conduzidos em pré-molares hígidos submetidos a cargas compressivas axiais até fratura. Restaurações do tipo onlay e maior espessura apresentaram maior resistência à fratura. Após envelhecimento artificial, restaurações indiretas demonstraram desempenho superior, enquanto resinas compostas indiretas apresentaram menor resistência à fratura em comparação a outros materiais restauradores avaliados.

Conclui-se que maior espessura restauradora e recobrimento das cúspides parecem favorecer a resistência à fratura. Entretanto, a limitada quantidade de estudos e a heterogeneidade metodológica restringem conclusões definitivas.

PId0267 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Incorporação de nanopartículas de clorexidina-hexametafosfato ao Biodentine: Análise da resistência de união
Maria Clara Amorim Veiga, Bianca de Sousa Veiga, Giulia Paranhos Laterça Falcão, Dominique Lara Estolano Martins, Renata Antoun Simão, Maíra do Prado
Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da incorporação de nanopartículas de clorexidina-hexametafosfato (Nps CHX-HMP) ao Biodentine. Dez fatias de raiz foram produzidas a partir dos terços cervicais e médios das raízes de incisivos bovinos. Uma broca carbide cilíndrica de 0,8 mm foi usada para perfurar três cavidades semelhantes a canais dispostos paralelamente ao canal radicular, em cada fatia de raiz, com distância mínima de 1mm entre as cavidades. As amostras foram imersas nos diferentes irrigantes, por diferentes tempos, simulando um protocolo de irrigação empregado durante o tratamento endodôntico: hipoclorito de sódio 2,5% (NaOCl) + água destilada (AD) + EDTA 17% + AD + NaOCl + AD. Após, as cavidades foram preenchidas com Biodentine, seguindo as recomendações do fabricante. Em cada slice, o material foi utilizado, variando a % de nanopartículas de clorexidina incorporadas ao pó do cimento (0%, 1% e 2%). As amostras foram submetidas a ensaio de resistência de união pelo teste de push-out. O padrão de fratura foi classificado em adesiva, coesiva ou mista. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos avaliados (0%, 1% e 2% de Nps). O padrão de fratura foi principalmente do tipo adesivo.

A incorporação de nanopartículas de clorexidina-hexametafosfato, nas concentrações avaliadas, não comprometeu a resistência de união do cimento reparador Biodentine à dentina.

(Apoio: FAPs - Faperj  N° SEI E-26/200.254/2023  |  Funadesp  N° 1700473)
PId0268 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da resistência ao cisalhamento de sistemas de colagem ortodôntica com o uso de adesivo universal
Maria Clara Gomes Gonçalves de Almeida, Matheus Moraes de Aguiar, Ana Luiza Pantarotto, Manuela Acevedo Diaz, Beatriz Longo Schneider, Gabriela Fagundes Costa, Fernando Akio Maeda, Lucas Hian da Silva
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o efeito da pré-aplicação de adesivo universal na resistência ao cisalhamento de cinco sistemas de colagem ortodôntica ao esmalte após desafio erosivo com refrigerante. Espécimes de esmalte bovino foram distribuídos em 10 grupos (n=10), de acordo com o sistema de colagem ortodôntica utilizado e a aplicação prévia ou não do adesivo universal. Os sistemas avaliados foram Transbond XT, Ortholink, Orthocem, Natural Ortho e Fill Magic Orthodontic. Nos grupos com adesivo universal, o material foi aplicado antes da resina. A resina ortodôntica foi aplicada por meio de um molde metálico e pressionada sobre a superfície por um pino acrílico transparente para fotoativação. Os espécimes foram submetidos a desafio erosivo por 2 h com Sprite Zero® e armazenados por 24 h em saliva artificial. O teste de resistência ao cisalhamento foi realizado em máquina de ensaio, com dispositivo tipo lâmina à velocidade de 0,5 mm/min. A análise de falha foi realizada por estereomicroscopia. Os dados foram analisados por ANOVA de 2 fatores e teste de Tukey (α=,05). A pré-aplicação do adesivo universal aumentou a resistência ao cisalhamento (P<,001), com média de 18,90 ±3,12 MPa, em comparação com 16,68 ±2,55 MPa nos grupos sem adesivo. O sistema de colagem também influenciou os resultados (P=,002), sendo o Fill Magic Orthodontic o único material com média inferior aos demais, 15,86 ±3,75 MPa. Todos os espécimes apresentaram falha adesiva.

A pré-aplicação do adesivo universal aumentou a resistência de união das resinas ortodônticas ao esmalte após desafio erosivo com refrigerante.

PId0269 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência de Diferentes Protocolos de Desinfecção nas Propriedades da Resina para Guia Cirúrgico
Querem Hapuque de Souza, Adriana Cláudia Lapria Faria Queiroz, Gabriela de Arruda Ribeiro, Anselmo Agostinho Simionato, Ricardo Faria Ribeiro, Renata Cristina Silveira Rodrigues
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A precisão de guias cirúrgicos é decisiva para o sucesso da implantodontia guiada, entretanto, não há padronização quanto à desinfecção desses dispositivos e são desconhecidos os efeitos sobre o material. Este estudo avaliou a resistência à flexão, o módulo de elasticidade, a rugosidade superficial e a alteração dimensional da resina para guias cirúrgicos após desinfecção. Foram impressos 100 corpos de prova, sendo 50 barras para ensaios mecânicos e de rugosidade, e 50 guias para análise dimensional, distribuídos nos grupos: controle, autoclave, clorexidina, álcool e glutaraldeído (C, AUTO, Cl, A e G). Excluiu-se a autoclave pela formação de trincas no material. As barras foram imersas nas soluções conforme o grupo e posteriormente testadas e os guias foram escaneados antes (T0) e após (T1) os tratamentos para análise por Root Mean Square (RMS). Os dados foram submetidos aos testes de normalidade e homogeneidade de variâncias. Resistência à flexão, módulo de elasticidade e rugosidade superficial foram analisados por ANOVA, com aplicação de pós testes apropriados. Os dados da alteração dimensional não possuem distribuição normal e homogeneidade de variâncias, sendo analisados por modelo linear generalizado e Wald teste. Adotou-se um nível de significância de 5%. A desinfecção não afetou significativamente a resistência à flexão. Cl apresentou maior módulo de elasticidade e redução da rugosidade, enquanto os demais grupos apresentaram aumento apenas da rugosidade, especialmente G. Na comparação da precisão dimensional entre os tempos, somente A apresentou maior RMS após imersão.

Conclui-se que os protocolos de desinfecção impactam algumas propriedades da resina para guia cirúrgico, sendo a autoclave inapropriada ao material.

(Apoio: CNPq  N° 107701/2025-1)
PId0270 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Influência da cor, APS, distância e tempo de exposição no grau de conversão e comportamento térmico de barreiras fotopolimerizáveis
Pedro Henrique Brandt, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Helena Faix Uchaka, Camila Farias Monteles, Erika Dalet de Paula Koday, Clara Silva Carneiro, César Augusto Galvão Arrais, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a influência da cor, presença do APS, tempo de exposição, distância da fotoativação no grau de conversão (GC) e no comportamento térmico da barreira gengival fotopolimerizável Top Dam (FGM). Foram avaliados os fatores: cor (azul, verde, violeta e perolado), presença de APS (sem e com), tempo de exposição (5, 10, 15 e 20 s) e distância da unidade fotopolimerizadora LED Quazar (FGM) (1 e 10 mm; 600 mw/cm2 e 1200 mw/cm2). Para a análise do grau de conversão, foram preparados 256 espécimes, distribuídos nas 64 condições experimentais (n = 4), analisados por espectroscopia micro-Raman. A variação de temperatura foi avaliada por meio de 48 medições (n = 3) considerando os parâmetros "barreira" e "distância" em um modelo dentário com termopar tipo T com captação por software T.C. Chart 1.03 em cada tempo. Os dados foram analisados por ANOVA de quatro fatores e teste de Tukey (α = 0,05). O GC e temperatura foram significativamente influenciadas pela cor, presença de APS, irradiância e tempo de exposição (p < 0,05), com interações significativas entre os fatores avaliados. A presença de APS, maior irradiância e maiores tempos de exposição aumentaram os valores de GC, enquanto as barreiras peroladas apresentaram os maiores valores e as verdes os menores (p < 0,05). Foram observadas maiores temperaturas para as barreiras violeta e verde, especialmente na presença de APS e sob maior irradiância (p < 0,05).

Conclui-se que o grau de conversão e o comportamento térmico da barreira gengival Top Dam (FGM) são influenciados pela cor, presença de APS e condições de fotoativação, destacando a importância da avaliação conjunta desses fatores para otimizar a polimerização e minimizar riscos térmicos.

(Apoio: CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001)



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