9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIc0214 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise proteômica comparativa da saliva de adultos com e sem fissuras labiopalatinas transforame unilateral
Guilherme Vilchenski Silva, Vinícius Antunes Meloni, Even Akemi Taira, Vinícius Taioqui Pelá, Carolina Ruis Ferrari, Bruno Mariano Ribeiro Braga, Talita Mendes Oliveira Ventura, Marília Afonso Rabelo Buzalaf
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho objetivou avaliar o perfil proteômico da saliva de adultos com fissuras labiopalatinas transforame unilateral, com idade entre 18 a 25 anos. Vinte voluntários foram selecionados, sendo 10 pessoas com fissuras labiopalatinas e 10 pessoas sem fissuras labiopalatinas, de ambos os gêneros, em bom estado de saúde geral e bucal, sem gengivite, periodontite ou outras condições que afetassem os fluidos orais, e sem uso de medicamentos. A saliva não estimulada foi coletada por 10 min em recipientes de plástico de 50 ml, esterilizados, imersos em gelo. As coletas eram realizadas no período da manhã, entre 8h e 11h. As amostras passaram por centrifugação a 14000 g por 20 min a 4ºC. Os sobrenadantes foram coletados e na sequência colocados em um tubo de microcentrífuga de polipropileno e mantidos a -80°C até a análise. Após as coletas, realizou-se a extração das proteínas, que foram submetidas à cromatografia líquida de fase reversa interligada a um espectrômetro de massas (nLC-ESI-MS/MS). Quantificação proteômica livre de marcadores foi feita utilizando o software (PLGS). Foram identificadas 316 proteínas no total, sendo que 78 foram identificadas exclusivamente no grupo sem fissura, e 93 no grupo com fissura. Dentre elas, 81 proteínas apresentaram diferença de expressão, sendo que 23 tiveram sua expressão aumentada e 58 foram sub-reguladas. Foram detectadas cinco imunoglobulinas e outras proteínas, como estaterina, Cistatina-C e Cistatina-S, com expressão reduzida, todas relacionadas à resistência aos ácidos no desenvolvimento da cárie dentária.

Conclui-se que esse estudo evidenciou alterações proteômicas associadas à fissura labiopalatina as quais podem contribuir para o aumento da suscetibilidade a doenças bucais.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/02197-0)
PIc0216 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Mudança climática e aquecimento global: estamos próximos a um colapso da saúde salivar?
Eduarda Carvalho Leite, Fernanda de Paula E. Silva Nunes, Carlos Daniel Correa de Oliveira Melo, Daniela Corrêa Grisi, Joana Rodrigues da Silva, Priscilla Fernandes do Nascimento, Rafaella Cristhina Rego Marques, Nailê Damé-teixeira
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se investigar a associação entre variáveis climáticas e o fluxo salivar entre 2017 e 2023. Para isso, foram analisados exames salivares de 364 pacientes atendidos no Hospital Universitário de Brasília, dos quais 286 compuseram a amostra final. Os fluxos salivares não estimulado (USF) e estimulado (SSF) foram mensurados por sialometria padronizada. Dados de temperatura do ar (°C) e umidade relativa (%) referentes à data de cada coleta foram obtidos no Instituto Nacional de Meteorologia. Já as associações entre clima e fluxo salivar foram avaliadas por correlação de Spearman. Foi construída uma projeção exploratória para avaliar conceitualmente como tendências climáticas observadas poderiam se traduzir em mudanças de longo prazo até 2050. Observou-se que entre 2018 e 2023, houve aumento da temperatura média anual (Δ=+2,03 °C) e redução da umidade relativa (Δ=−7,96%). A umidade relativa apresentou correlação positiva com USF (ρ=0,14; p=0,014) e SSF (ρ=0,15; p=0,008), sugerindo menores fluxos em condições de ar seco. O USF apresentou tendência de queda, enquanto o SSF permaneceu estável. Não houve associação significativa entre temperatura e fluxo salivar. A projeção hipotética indicou risco de comprometimento progressivo da função salivar até 2050, caso as tendências atuais de aquecimento global persistam de forma linear.

Conclui-se que a umidade relativa está correlacionada ao fluxo salivar, evidenciando a influência climática na homeostase oral. Ademais, a persistência do aquecimento global pode intensificar disfunções salivares, portanto os próximos passos incluem modelos de predição e avaliação sazonal em Brasília.

PIc0217 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da disponibilidade de serviços de sedação consciente em cursos de odontologia de instituições públicas no Brasil
Ana Clara Tapajós Pinto, Rafael Dos Reis Moraes, Mariana Farias da Cruz Zefiro , Luana Mota Kort-Kamp , Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo identificou e avaliou a disponibilidade de serviços de sedação consciente (SED) em cursos de Odontologia de instituições de ensino superior (IES) públicas no Brasil. A identificação das IES foi realizada pela plataforma e-MEC, do Ministério da Educação. Foi coletado o contato e desenvolvido um questionário eletrônico (21 questões), enviado através de um e-mail padronizado destinado aos coordenadores dos cursos, abordando o perfil de ensino da IES e a existência e funcionamento de SED. Em casos de informações desatualizadas no e-MEC ou ausência de resposta, após 30 dias realizou-se nova tentativa de contato via perfil institucional da IES no Instagram e, após 60 dias, uma última tentativa foi realizada por meio do perfil pessoal do coordenador do curso. Os dados foram tabulados no SPSS versão 20.0 e analisados descritivamente. Foram identificadas 56 IES com curso de Odontologia gratuito, sendo 32 federais, 23 estaduais e 1 municipal. Ao final, 18 (32%) IES responderam à pesquisa, sendo 7 (38,9%) da região Nordeste, seguida por 5 (27,8%) do Sudeste; a maioria (72,2%) pertencente ao âmbito federal. Doze (66,7%) informaram não ofertar atendimento odontológico (AO) sob sedação; apenas 33,3% (6) realizam AO sob sedação consciente com 50% possuindo um SED específico e 50% realizando a sedação vinculada a uma disciplina clínica; sedação inalatória e medicamentosa é ofertada por 3 dessas IES, 2 medicamentosa e 1 apenas a inalatória. Todas ofertam esse atendimento para crianças e pacientes com deficiências; na maioria (83,3%) não há custo financeiro para o paciente e 3 (50%) realizam coleta de dados para pesquisa.

Conclui-se que a disponibilidade de SED nas IES públicas brasileiras é uma prática limitada e pouco democrática.

(Apoio: CNPq)
PIc0218 - Painel Iniciante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise da biocompatibilidade do LDT11 e LDT11Ca em um modelo de cocultura com dentina bovina cariada
Ana Clara Fernandes Souza, Bruna Leis Endres, Mariana Martins Ornelas, Andressa Souza de Oliveira, Cleonice Andrade Holanda, Luiz Antonio Soares Romeiro, Fernanda Cristina Pimentel Garcia, Nailê Damé-teixeira
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Busca-se analisar a viabilidade celular das células mesenquimais da polpa dentária humana (DPSCs) quando expostas a ácidos anacárdicos saturados, derivados semissintéticos obtidos a partir do líquido da casca da castanha de caju natural (LDT11 e seu quelado com cálcio LDT11Ca) em modelo de cocultura com dentina radicular bovina cariada. Raízes de incisivos bovinos foram seccionadas (~5 mm) e esterilizadas. Para mimetizar o desafio cariogênico, as amostras foram incubadas em meio Brain Heart Infusion (BHI) inoculado com Streptococcus mutans-UA159 e submetidas a ciclos alternados de tratamento com meio BHI, com e sem 1%-sacarose (7 dias; 37°C; microaerofilia). Em seguida, o modelo de cocultura foi realizado com DPSCs isoladas a partir de dentes extraídos, crescidas juntamente com os espécimes de dentina radicular bovina cariada após nova esterilização, em meio com 100 µg/mL de LDT11 ou LDT11Ca. Foram incluídos controle positivo (sem tratamento, com lesão cariosa) e controle negativo (sem tratamento, sem lesão cariosa). Após 24h e 72h de tratamento, a viabilidade celular foi quantificada por MTT (absorbância λ=570 nm). Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Dunn (α=0,05). O tratamento com LDT11 reduziu a viabilidade celular em comparação ao grupo controle positivo (24h: p < 0.0001 e 72h: p = 0.0053) e ao LDT11Ca (24h: p = 0.0013; 72h: p = 0.0002). O LDT11Ca não apresentou citotoxicidade, mantendo taxas de viabilidade celular compatíveis com os grupos controle em ambos os períodos avaliados.

O LDT11 isolado apresenta citotoxicidade em modelo de cocultura, possivelmente associada à sua alta afinidade iônica com o cálcio dentinário. Entretanto, a quelação prévia do composto com cálcio (LDT11Ca) suprimiu esse efeito.

PIc0219 - Painel Iniciante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Potencial antimicrobiano e anticárie do óleo essencial de Matricaria chamomilla L. sobre esmalte bovino: um estudo in vitro
Yaneki Gabriely Heezen, Luiz Henrique Dias Pollo, Camila Médola Conquista, Monique Malta Francese, Aline Silva Braga, Ana Carolina Magalhães
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compostos naturais antimicrobianos têm despertado interesse no controle da cárie dentária. Este estudo avaliou o potencial antimicrobiano e anticárie do óleo essencial de Matricaria chamomilla L. em modelo de biofilme microcosmo sobre esmalte bovino. Amostras de esmalte foram distribuídas aleatoriamente em seis grupos (n=12): Fluoreto (225 ppm F⁻), M. chamomilla (MIC 0,1%, Via Aroma), M. chamomilla + Fluoreto, M. chamomilla 10×MIC, Clorexidina 0,12% (controle positivo) e PBS (controle negativo). O biofilme foi cultivado por 5 dias (37 °C, 5% de CO2), com aplicação dos tratamentos do 2º ao 5º dia (1x/dia, 1 min.). Ao final, o biofilme foi coletado para quantificação de Lactobacillus spp. (log₁₀ UFC/mL) e detecção de Streptococcus mutans por análise de Unidades Formadoras de Colônias (UFC). A desmineralização foi avaliada por Microrradiografia Transversal (TMR) para determinação da perda mineral integrada (ΔZ) e profundidade da lesão (LD). Os dados foram analisados estatisticamente (p<0,05). Os grupos contendo M. chamomilla, associados ou não ao fluoreto, reduziram significativamente Lactobacillus spp. em relação ao PBS, sendo a associação superior à clorexidina (ANOVA/Tukey, p<0,0001). Para S. mutans, observou-se maior porcentagem nos grupos PBS e Fluoreto em relação aos demais (Fisher, p<0,0001). O fluoreto isolado (3500 ± 933,7%vol.μm) e M. chamomilla + Fluoreto (3249 ± 1098,4%vol.μm) reduziram significativamente ΔZ comparados ao placebo (5698 ± 2007,2%vol.μm), sem diferença significativa para LD entre os grupos.

Portanto, a M. chamomilla apresentou ação antimicrobiana, porém seu efeito anti-cárie foi demonstrado apenas quando associada ao fluoreto, podendo atuar como coadjuvante no controle da cárie dentária.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/07248-2)
PIc0220 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Recidiva do apinhamento dos incisivos inferiores: fatores associados e o papel das contenções ortodônticas
Maria Luiza Martins Vieira, Michely Cristina Goebel, Isabela Ramos, Julia Maldonado Garcia, Roberto Rocha, Daltro Enéas Ritter, Mariane Cardoso, Carla Miranda Santana
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou as evidências atuais sobre a recidiva do apinhamento dos incisivos inferiores e o papel das contenções ortodônticas, por meio de revisão narrativa da literatura. Em fevereiro de 2026, foi conduzida uma busca estruturada nas bases de dados Pubmed, Scopus, Embase, Google Acadêmico e literatura cinzenta, a fim de identificar estudos relacionados ao tema. Dois revisores independentes selecionaram estudos que abordavam predominantemente o apinhamento dos incisivos inferiores, as contenções ortodônticas e a recidiva, sem restrição de ano de publicação ou idioma. Foram excluídos artigos não relacionados à temática principal ou indisponíveis na íntegra. Os estudos incluídos foram analisados descritivamente, com ênfase na etiologia e classificação do apinhamento dentário, no papel das contenções ortodônticas na manutenção do alinhamento dentário e nos fatores associados à recidiva. A estabilidade ortodôntica é um processo dinâmico que requer acompanhamento clínico contínuo e individualizado, para minimizar recidiva. O uso de contenções, assim como seu tipo e material, permite maior estabilidade a longo prazo, contudo, mecanismos biológicos como o crescimento craniofacial, o envelhecimento do sistema estomatognático e a remodelação óssea contínua precisam ser considerados.

Os achados indicam a necessidade de contenções individualizadas, pois fatores biológicos e individuais influenciam a estabilidade ortodôntica. Há escassez de estudos clínicos longitudinais que padronizem protocolos e embasem decisões clínicas.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina  N° 62/2024)
PIc0222 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

PRF e iPRF de pacientes saudáveis, diabéticos e periodontais apresentam propriedades antimicrobianas distintas em biofilme ex-vivo
Ursula Modesto Sandi, Gustavo Quilles Vargas, Nathália Rohwedder Dos Santos, Larissa Matias Malavazi, Lissandra Crispim de Faria Cruz, Felipe Marcondes, Yan Gabriel Borges Nascimento, Bruno Bueno-Silva
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o potencial antimicrobiano da fibrina rica em plaquetas, nas formas de membrana (PRF) e injetável (iPRF), obtidas de pacientes com diferentes condições periodontais e sistêmicas. Amostras de biofilme, saliva e sangue foram coletadas de quatro grupos de participantes: periodontais e sistemicamente saudáveis (G1), periodontais saudáveis com diabetes (G2), periodontite com diabetes (G3) e periodontite sem comprometimento sistêmico (G4). As membranas de PRF foram obtidas por centrifugação a 2110 rpm por 10-min, enquanto o iPRF a 1600 rpm por 5-min. O inóculo de biofilme e as amostras de PRF foram adicionados a placas de 24 poços contendo discos de hidroxiapatita revestidos com saliva. Após 7 dias de incubação anaeróbia e renovação do meio a cada 48 horas, a atividade metabólica (AM) do biofilme foi avaliada por ensaio XTT. A análise estatística foi realizada por meio do teste de Kruskal-Wallis seguido do pós-teste de Dunn. Nos grupos G1, G3 e G4 PRF e iPRF reduziram significativamente a AM do biofilme vs. controle. O PRF apresentou reduções, respectivamente, de 74, 67 e 72%, e o iPRF, respectivamente, de 63, 84 e 68% (p ≤ 0,05), sem diferença entre formas. No G2, houve redução sem significância (p > 0,05). Na avaliação da biomassa, a PRF em membrana promoveu redução significativa nos grupos G1 e G3 (p ≤ 0,05), enquanto nos grupos G2 e G4 não foram observadas diferenças significativas (p > 0,05). O iPRF, por sua vez, não apresentou diferença significativa em relação ao controle em nenhum dos grupos.

Conclui-se que a PRF, em ambas as formas, apresenta potencial como adjuvante na terapia periodontal. Entretanto, o diabetes em pacientes periodontalmente saudáveis pode comprometer sua eficácia, sendo necessários estudos clínicos adicionais.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/05629-9)
PIc0223 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Ação antibiofilme do extrato de barbatimão sobre cepas multirresistentes de K. pneumoniae e análise da citotoxicidade em queratinócitos
Sarah Giovanna Alves Flavio, Júlia Andrade de Oliveira, Letícia de Miguel Nazario, Luma de Mello Arruda Lage, Raquel Teles de Menezes, Luciane Dias de Oliveira, Vanessa Marques Meccatti Domiciano
Biociências e diagnóstico bucal INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A bactéria Klebsiella pneumoniae representa desafio em UTIs devido à multirresistência. O objetivo foi investigar a ação antibiofilme do extrato hidroalcoólico de cascas de barbatimão (Stryphnodendron adstringens) contra cepas multirresistentes de K. pneumoniae, bem como sua citotoxicidade em queratinócitos. O extrato foi preparado e analisado quanto a sólidos solúveis, flavonoides, fenóis totais, atividade antioxidante e perfil fitoquímico por HPLC. A concentração inibitória mínima (CIM) e microbicida mínima (CMM) foram determinadas pelo ensaio de microdiluição em caldo (CLSI, M7-A9). A ação antibiofilme foi avaliada pelo teste MTT, utilizando a CMM e 2 concentrações acima, tanto para prevenção como para tratamento do biofilme formado, pelo tempo de 5 min e 24 h. A citotoxicidade sobre queratinócitos (HaCat) foi avaliada pelo teste MTT. Os dados foram analisados (ANOVA e teste de Tukey, 5%). O extrato de barbatimão (EHB) foi bactericida para todas as cepas analisadas em culturas planctônicas, com CBM de 0,18%. O EHB preveniu a formação do biofilme de K. pneumoniae nas concentrações de 0,18% e 0,36% para cepa ATCC e na concentração de 0,36% para cepa clínica multirresistente, com diferença estatística em relação ao controle (p<0,05). No tratamento dos biofilmes maduros, o EHB promoveu redução significativa, em relação ao controle (p<0,05), no tempo de 5 min, para cepa ATCC. Nos testes de citotoxicidade, o EHB promoveu alta viabilidade de queratinócitos (HaCat).

Conclui-se que o EHB possui ação bactericida sobre K. pneumoniae, com potencial para inibir a formação do biofilme, e é biocompatível às células epiteliais, podendo ser alternativa promissora ao enfrentamento de patógenos resistentes.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/16639-2)
PIc0224 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Opacidades demarcadas do esmalte em pacientes com deficiência
Alda Cristina Castro da Silva, Maria Aline Morais Souza, Lilian Resende Naves Cantarelli, Fabiana Sodré de Oliveira, Marco Aurélio Benini Paschoal, Débora Souto-Souza, Ana Paula Turrioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A proposta do trabalho foi avaliar a prevalência de opacidades demarcadas do esmalte, sem envolvimento de primeiros molares permanentes, associadas a fatores sociodemográficos, hábitos de higiene bucal e variáveis pré, peri e pós-natais em pacientes com deficiência. Trata-se de estudo transversal realizado no Setor de Pacientes Especiais (SEPAE) do Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia (HO-UFU), com amostra de 114 pacientes entre 8 e 63 anos. Realizou-se análise descritiva e testes de associação qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, com nível de significância de 5%. A prevalência de opacidades foi de 21,1% (n=24). A amostra foi composta por 60,5% (n=69) do sexo masculino. Observou-se bruxismo em 50% (n=57), cárie em 8,8% (n=10), dentes perdidos em 17,5% (n=20) e restaurados em 17,5% (n=20). Quanto à higiene, 37,7% (n=35) realizavam higiene duas vezes ao dia, 93,9% (n=107) utilizavam escova manual, 93,0% (n=106) dentifrício fluoretado e 57% (n=65) não utilizavam fio dental. A via de alimentação oral foi a predominante (94,7%,n=108). Considerando o tipo de deficiência, as opacidades foram observadas em pacientes com paralisia cerebral (28,2%; n=39), deficiência intelectual (25,0%; n=8), TEA (21%; n=32), síndrome de Down (20,0%; n=15) e síndromes raras (5,0%; n=20). Houve associação significativa entre opacidades e síndromes raras (p=0,042), e baixo peso ao nascer (p=0,047).

Conclui-se que as opacidades apresentam prevalência relevante em pacientes com deficiência sugerindo influência de condições sistêmicas precoces no desenvolvimento do esmalte e reforçando a importância do acompanhamento odontológico e tratamento preventivo.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq INCT Saúde Oral e odontologia  N° 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PIc0225 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Dentes supranumerários: características e associação com sequelas em pacientes pediátricos
Patrick Alves da Silva, Arthur Blasco, Brenda Casé do Vale, Rafaela Sena da Paixao, Ana Carolina Santos de Ferrante, Mirian de Waele Souchois de Marsillac, Vera Campos, Michele Machado Lenzi
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os dentes supranumerários (DSs) podem interferir no desenvolvimento da dentição e causar complicações clínicas. Este estudo retrospectivo avaliou as características e as sequelas associadas aos DSs tratados na clínica ambulatorial de cirurgia da disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FOUERJ), de março de 2012 a dezembro de 2024. Foram analisados 232 prontuários de pacientes não sindrômicos com DSs, de 4 a 14 anos (9,16 ± 1,96). Os dados foram submetidos à análise descritiva e ao teste do qui-quadrado (p < 0,05), utilizando o SPSS 22.0. O total de DSs foi de 299, com maior ocorrência na dentição mista (86%) e no sexo masculino (70%), em uma razão de 2,36:1 (p < 0,0001). Os DSs foram predominantemente únicos (75%), localizados na maxila (89%), na região anterior (91%) e com forma conóide (47%). A ocorrência de DSs permanentes foi de 285 (95%) e de decíduos, 14 (4%). O tratamento mais frequente foi o cirúrgico associado ao ortodôntico (45%). Observou-se associação entre o tipo de dente e o tipo de sequela (p < 0,05), sendo a impactação mais comum nos dentes permanentes (28%), seguida do atraso de erupção (19%). Nos decíduos, o diastema ocorreu em 50% dos casos e em 35% houve ausência de sequelas.

Conclui-se que os DSs apresentaram maior frequência em pacientes do sexo masculino, na dentição mista, com ocorrência única, localização na maxila e na região anterior, com predomínio de forma conóide, e estão associados a diferentes sequelas conforme o tipo de dentição. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce para a realização de tratamento ambulatorial, considerando não apenas a sequela, mas também a colaboração da criança.




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