9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIc0193 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeitos da cessação do tabagismo na perda óssea radiográfica peri-implantar: estudo prospectivo de 6 meses
Bianca Keiko Almeida Hayashi, Pedro Souza Candido da Silva, Thaís Emilia da Silva, Thomaz Henrique de Moura Santos, Claudio Mendes Pannuti, Isabella Neme Ribeiro Dos Reis
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tabagismo está associado a efeitos adversos no tratamento com implantes, incluindo maior perda óssea marginal peri-implantar e mais falhas tardias. Apesar disso, os efeitos da cessação do tabagismo sobre os tecidos de suporte peri-implantares ainda não foram avaliados em estudos prospectivos. Este estudo avaliou a influência da cessação do tabagismo sobre a perda óssea marginal peri-implantar em pacientes reabilitados com implantes dentários. Trata-se de estudo prospectivo e intervencional, de 6 meses, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FOUSP. Foram incluídos fumantes maiores de 18 anos, com indicação de implante unitário e intenção de cessar o tabagismo. Foram excluídos indivíduos com condições sistêmicas relevantes ao tratamento com implantes, histórico de medicação antirreabsortiva ou radioterapia em cabeça e pescoço. Os participantes foram encaminhados ao Ambulatório Antitabágico do HU-USP e receberam aconselhamento, terapia cognitivo-comportamental e, quando necessário, reposição de nicotina e/ou bupropiona. Foram instalados implantes Nobel Biocare Replace Tri-Channel®, e a perda óssea foi avaliada por radiografias periapicais digitais na instalação da prótese e após 6 meses. As imagens foram analisadas no software ImageJ por examinador calibrado e cego quanto ao hábito tabágico. A amostra incluiu 142 implantes, sendo 95 em fumantes e 47 em ex-fumantes. Após 6 meses, a perda óssea marginal foi significativamente maior em fumantes do que em ex-fumantes nas faces distal (0,36±0,44 mm vs. 0,01±0,19 mm) e mesial (0,40±0,52 mm vs. 0,03±0,23 mm), assim como na média entre as duas faces (0,38±0,44 mm vs. 0,02±0,17 mm; p<0,001).

A cessação do tabagismo foi associada a menor perda óssea marginal peri-implantar.

PIc0194 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Validação de Inteligência Artificial na Monitorização da Estabilidade de Cor em Recobrimentos Radiculares: Estudo Piloto de 6 Meses
Ayrton Cesar Lima da Conceicao, Paula de Oliveira Cunha, Carla Andreotti Damante, Matheus Völz Cardoso
Faculdade de Odontologia Fametro Manaus CENTRO UNIVERSITÁRIO FAMETRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A estabilidade cromática dos tecidos periodontais é um importante indicador de sucesso em cirurgias reconstrutivas, embora sua avaliação ainda apresente limitações metodológicas. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) surge como alternativa para automatizar e padronizar a análise de cor. Este estudo preliminar avaliou a acurácia e a concordância clínica de um algoritmo de IA, desenvolvido no Google Colab, na detecção de variações cromáticas (Delta E) após procedimentos de recobrimento radicular. Os resultados foram comparados ao espectrofotômetro (padrão-ouro) e ao método indireto por software de imagem. Foram analisados dados longitudinais de 10 pacientes em dois momentos: baseline e 6 meses pós-operatório. A cor foi mensurada por três métodos: direto (EasyShade), indireto (Photoshop) e IA. Além do Delta E, avaliaram-se o Índice de Branqueamento (WID) e os parâmetros L*, a* e b*. A análise estatística incluiu correlação de Pearson, viés médio e método de Bland-Altman. A IA apresentou maior sensibilidade na detecção de mudanças cromáticas em relação ao método indireto. O viés médio foi de 4,67 unidades de Delta E (p=0,127), com variações clinicamente perceptíveis. Observou-se redução significativa no WID (p=0,007), sugerindo adequada cobertura radicular. A análise de Bland-Altman indicou concordância clinicamente aceitável para a IA, enquanto o método indireto apresentou maior variabilidade, sem diferença estatística entre os métodos digitais (p = 0,674).

Conclui-se que a IA é uma ferramenta promissora, acessível e confiável para análise cromática em periodontia, favorecendo o acompanhamento clínico com maior padronização e menor viés.

PIc0195 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Impacto do tratamento da periodontite na glicemia e pressão arterial de pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia
Lilian Eduardo Marinho, Natalia Oliveira de Lucena, Michelle Agostini, Carina Maciel Silva-boghossian
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do tratamento da periodontite em parâmetros sistêmicos (glicemia e pressão arterial periférica - PA) em pacientes com e sem câncer de cabeça e pescoço. Foram incluídos 20 pacientes com periodontite e sem outra complicação sistêmica (GPerio) e 15 pacientes com câncer de cabeça e pescoço que receberiam tratamento radioterápico (GOnco). O tratamento da periodontite no GOnco aconteceu antes do início da radioterapia. Foram realizados exames periodontais completos, mensuração da glicemia capilar e da PA antes do tratamento da periodontite (T0), aos 30 (T2) e 180 dias pós-terapia periodontal. Diferenças entre os grupos nos tempos de avaliação foram verificadas pelo teste t de Student, e as diferenças dentro do grupo ao longo do tempo, pelo Modelo Linear Geral para medidas repetidas, considerando-se p<0,05. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da UFRJ (nº 6.195.045). A glicemia capilar reduziu significativamente em T2 em relação a T0 para ambos os grupos (p<0,05). A PA sistólica reduziu significativamente em ambos os grupos ao longo do estudo, enquanto a PA diastólica reduziu significativamente apenas no GOnco (p<0,05). Não houve diferença entre os grupos em nenhum tempo experimental tanto para glicemia quanto para PA.

O tratamento da periodontite pode contribuir para a melhora da glicemia e da pressão arterial em pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia.

(Apoio: FAPs - Faperj  N° E-26/211.330/2021  |  CNPq  N° bolsa IC  |  CAPES  N° bolsa)
PIc0196 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeitos imunológicos de ômega-3 e aspirina como adjuvantes à antibioticoterapia sistêmica na periodontite em diabetes tipo 2
Maria Luiza Costa Tonalezzi, Sandy Lima Araújo, João Victor Mendes de Moura, Sergio Atala Dib, Giuseppe Alexandre Romito, Leticia Bezinelli, Magda Feres, Nidia Cristina Castro dos Santos
periodontia SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito imunológico de imunomoduladores (IM) ômega-3 e aspirina associados a antibióticos sistêmicos (ATB) metronidazol + amoxicilina como adjuvantes à instrumentação subgengival (IS) no tratamento da periodontite estágio III/IV, grau B/C, em pacientes com diabetes tipo II (DM2) por 1 ano. Pacientes com periodontite e DM2 foram selecionados conforme critérios de inclusão e exclusão e randomizados em 3 grupos: Controle (placebo + IS); ATB (metronidazol 400mg + amoxicilina 500mg 3x/dia por 14 dias) + IS; e ATB + IM (ômega-3 1g/dia + aspirina 100mg/dia por 6 meses). Foram realizadas avaliações clínicas periodontais e coletas de fluido gengival crevicular (FGC) no pré-tratamento, 3 e 6 meses e 1 ano pós-tratamento para análise de 9 citocinas avaliadas por ELISA Multiplex. 51 pacientes foram selecionados e receberam tratamento. Após 1 ano, a porcentagem de indivíduos que atingiram o desfecho clínico (≤ 4 sítios com PS ≥5 mm) foi de 82% para o ATB, 71% para ATB+IM e 41% para o Controle (p=0,046). Observou-se redução significativa de citocinas pró-inflamatórias (IFN-γ, IL-1β, IL-6 e IL-17) nos grupos testes e aumento de IL-10 no grupo ATB+IM.

O uso de ATB e IM adjuntos à terapia periodontal promoveu benefícios clínicos e reduziu mediadores pró-inflamatórios no FCG em pacientes com DM2 em comparação à IS somente. A combinação de IM e ATB promoveu aumento dos níveis de IL-10, sugerindo efeito regulador de ômega-3 e aspirina na resposta imune local.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/14439-0)
PIc0198 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

EFEITO ANTIANGIOGÊNICO DO BEVACIZUMABE NA CICATRIZAÇÃO TECIDUAL DE ÚLCERAS TRAUMÁTICAS ORAIS EM UM MODELO ANIMAL COM RATOS
André Luís Gomes Normando, Antônio Asriel Dos Santos Almeida, Giselly Dos Santos Gomes, Bárbara Albuquerque Azevedo, Jonas Pereira da Silva, Yasmim Teles da Silva, Edson Luiz Cetira Filho, Paulo Goberlânio de Barros Silva
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As úlceras traumáticas orais (UTO) são processos dolorosos significativos em cavidade oral e antineoplásicos comumentes utilizados no tratamento oncológico, como o Bevacizumabe (BV), um anticorpo monoclonal anti-Fator de Crescimento do Endotélio Vascular (VEGF), podem retardar significativamente a cicatrização tecidual. Este estudo objetivou avaliar a influência do tratamento com BV na cicatrização de UTO em ratos. Assim, 80 ratos Wistar foram tratados com solução salina (0,1ml/kg) ou BV (5mg/kg) por via endovenosa. Após 30 min da administração do fármaco, os animais foram submetidos à indução da UTO. Os animais foram eutanasiados após 3, 7, 14 e 21 dias (n=10/grupo/dia) e foram mensurados a área da úlcera, a variação de massa corpórea e a contagem de células inflamatórias polimorfonucleares (PMN), mononucleares (MN), o número de vasos e de fibroblastos na área de úlcera. Testes ANOVA/Bonferroni foram utilizados (p<0,05, GraphPad Prism 5.0). A área de úlcera no grupo BV foi significativamente superior nos dias 3 (p=0,002), 7 (p=0,005) e 14 (p=0,002), com menor ganho de massa no dia 7 (p=0,017). O número de PMN foi superior no grupo BV no dia 3 (p=0,041) e 7 (p=0,023) e de MN no dia 7 (p=0,007). O número de vasos e fibroblastos não diferiu entre os grupos (p>0,05).

Dessa forma, o tratamento com BV demonstra piora significativa no tamanho da UTO em decorrência de prolongamento e intensificação do processo inflamatório.

PIc0199 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação radiográfica do osso perilesional em pacientes diagnosticados com osteonecrose: estudo piloto longitudinal
João Lucas Marques, André Goulart Poletto, Riéli Elis Schulz, Liliane Janete Grando, Filipe Ivan Daniel, Sandi Maisa Depra, Eduardo do Nascimento Isidoro, Gustavo Davi Rabelo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi realizar uma comparação da intensidade dos pixels em radiografias panorâmicas de pacientes com osteonecrose, antes (T1) e depois do tratamento (T2). Foi realizado um estudo piloto longitudinal com 9 pacientes, por meio da avaliação de regiões de interesse (50×50 pixels) no osso perilesional, e foram extraídas métricas de histograma, incluindo média, mediana, desvio-padrão (DP), percentis 10 (P10) e 90 (P90). As modalidades de tratamento incluíram cirurgia (77,7%) e terapias adjuvantes. A análise descritiva demonstrou tendência de aumento dos níveis de cinza entre T1 e T2 para as variáveis de intensidade: média (T1: 123,3±30,8; T2: 133,0±25,3), mediana (T1: 124,8±31,1; T2: 133,9±25,4), P10 (T1: 111,2±31,4; T2: 120,7±25,7) e P90 (T1: 135,0±30,5; T2: 145,1±25,9). O desvio-padrão manteve-se estável (T1: 9,13±3,01; T2: 9,12±2,21). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre T1 e T2 para nenhuma das variáveis analisadas (p>0,05, Wilcoxon). Apesar disso, observou-se tendência consistente de aumento dos valores de intensidade, com diferenças medianas variando aproximadamente entre +9 e +10 níveis de cinza. O intervalo temporal entre T1 e T2 apresentou variabilidade entre os pacientes, podendo influenciar a magnitude das alterações observadas.

Conclui-se que o estudo demonstrou que há uma tendência para um aumento na intensidade dos pixels, mostrando maior radiopacidade no osso perilesional após tratamento da necrose. Porém, é necessário análise confirmatória com um número mais expressivo de indivíduos somado à outras variáveis que podem ser obtidas das imagens radiográficas.

(Apoio: CNPq  N° 403656/2021-4  |  EBSERH )
PIc0200 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Prevalência de disfunções temporomandibulares e fatores associados em cuidadores de pacientes oncológicos pediátricos
Júlia Vassoler Duarte, Lucas Alves da Mota Santana, Caroline Alfaia Silva, Matheus Antoni da Silva Costa, Lidiane de Paula Ribeiro, Ricardo Luiz Cavalcanti de Albuquerque Júnior, Margarite Maria Delmondes Freitas, Elena Riet Correa Rivero
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Cuidadores de pacientes oncológicos pediátricos enfrentam elevada carga de estresse crônico, aumentando a vulnerabilidade física a disfunções temporomandibulares (DTM). O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência dos diferentes subtipos de DTM e sua associação com fatores sociodemográficos e tempo de cuidado nessa população. Cento e trinta e oito cuidadores foram avaliados transversalmente em instituições de referência. Os parâmetros avaliados incluíram questionários sociodemográficos e o diagnóstico clínico de DTM através do protocolo Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD). Os desfechos de interesse foram a prevalência de dor miofascial, deslocamento de disco e alterações osteoarticulares, e sua correlação com variáveis de vulnerabilidade social. Os resultados evidenciaram uma alta prevalência de DTM (97,1%). A dor miofascial (85,5%) e as alterações osteoarticulares (85,5%) foram significativamente associadas ao sexo feminino (p=0,010 e p<0,001), baixa escolaridade (p=0,015 e p=0,008) e tempo de cuidado superior a quatro anos (p=0,017 e p=0,004). Além disso, a baixa renda familiar associou-se à dor miofascial (p=0,010). Na análise multivariada, o sexo feminino (OR=7,16), a baixa renda (OR=3,19) e o tempo de cuidado prolongado (OR=3,76) mantiveram-se como fortes preditores de risco para a dor miofascial.

A elevada prevalência de DTM nesta população é fortemente impulsionada por vulnerabilidades sociodemográficas e pela cronicidade do cuidado, destacando a dor orofacial como um indicador de sobrecarga. Políticas de apoio social e rastreio precoce são essenciais para proteger a saúde física desses cuidadores.

(Apoio: CAPES  |  CNPq)
PIc0201 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

PAPEL DA IMUNOEXPRESSÃO DO RECEPTOR TOLL LIKE 6 NO PROGNÓSTICO CARCINOMA DE CELULAS ESCAMOSAS ORAL
Aira Leticia de Menezes Paiva, Suely Cristina Aragão Veras Dos Santos, Jonas Pereira da Silva, André Luís Gomes Normando, Paulo Goberlânio de Barros Silva
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar dos avanços terapêuticos o carcinoma espinocelular (CEC) de boca ainda apresenta baixa taxa de sobrevida, o que faz do estudo de proteínas regulatórias do microambiente tumoral indispensável. Os Receptores Toll-Like (TLR) são receptores da resposta imune inata presentes em queratinócitos e fagócitos responsáveis por iniciar a resposta imune inata, podendo ser importantes na imunidade contra tumores. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da imunoexpressão tumoral para o TLR6 em características clínico-patológicas e no prognóstico do CEC de boca. Para isso, 220 CEC de boca foram selecionados para imunoistoquímica para TLR6 e ki-67 e associação com dados clínico-patológicos e sobrevida livre de recorrência (SLR). Após contagem de percentual de células imunopositivas em núcleo e citoplasma do tumor, testes qui-quadrado, Log-Rank Mantel-Cox e regressão de Cox foram usados (p<0,05, SPSS v20,0). A SLR mediana foi de 18,5 (IC95% = 14,70-22,30) meses e o percentual de casos positivos para TLR6 foi 92 (58.2%) em núcleo e 58 (30,2%) em citoplasma (p<0,001). Invasão linfovascular (p=0,002) foi diretamente associada a TLR6-nuclear, e a queratinização (p=0,024), o polimorfismo celular (p=0,042) e a invasão linfovascular estão inversamente associadas a TLR6-citoplasmático. Pacientes com alta de expressão nuclear de TLR6 (p=0,003), mas não citoplasmática (p=0,380)) apresentou melhor SLR. Não houve correlação entre TLR6 e ki-67 (p>0,05).

Dessa forma, a desregulação na expressão nuclear de TLR6 e a perda de expressão citoplasmática deste marcador podem ser um indicador de prognóstico no CEC de boca.

(Apoio: CNPq  N° 402237/2023-4)
PIc0202 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Utilidade da técnica de cell block no diagnóstico do ceratocisto odontogênico: análise retrospectiva de 20 anos
Maria Luiza Sardá, Gilberto de Souza Melo, Felipe Daniel Búrigo Dos Santos, Elena Riet Correa Rivero
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a utilidade de características observadas em exame citológico para o diagnóstico presuntivo de ceratocisto odontogênico. Foram avaliadas 207 lesões submetidas à punção aspirativa e processadas pela técnica de cell block no Laboratório de Patologia Bucal (LPB) da Universidade Federal de Santa Catarina, entre 2006 e 2026. Dessas, 29 casos com confirmação histopatológica de ceratocisto odontogênico após biópsia foram incluídos no presente estudo. A análise citológica desses casos revelou a presença de paraceratina em todos os espécimes.

Considerando que o ceratocisto odontogênico é a única lesão intraóssea dos maxilares que apresenta paraceratina em sua constituição, a avaliação citológica do conteúdo intraluminal por meio da técnica de cell block mostrou-se altamente relevante. Assim, esse método pode contribuir significativamente para o diagnóstico presuntivo quando associado às características clínicas e radiográficas.

(Apoio: FAPESC  N° 2024TR002242)
PIc0203 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Uma variação genética no gene RCF1 é um marcador de susceptibilidade para fissura palatina não sindrômica na população brasileira
Letícia Ferreira Dias, Lilianny Querino Rocha de Oliveira, Renato Assis Machado, Ricardo Della Coletta
Patologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre as variantes genéticas rs2066782 em RCF1, rs2229989 em SOX9 e rs9621049 em TCN2 e o risco de fissura palatina não sindrômica (FPNS) na população brasileira. A amostra foi composta por 316 indivíduos com FPNS e 582 controles, todos genotipados por ensaios de discriminação alélica. A ancestralidade genômica foi estimada por meio de um painel de marcadores INDEL validado para a composição tri-étnica da população brasileira. As análises estatísticas incluíram a avaliação do equilíbrio de Hardy-Weinberg (HWE) e regressão logística múltipla, com sexo e ancestralidade genômica incluídos como covariáveis. Não foram observadas diferenças significativas na ancestralidade genômica ou na distribuição por sexo entre casos e controles, e todos os genótipos dos controles estavam em conformidade com as expectativas de HWE. Entre as variantes avaliadas, rs2066782 mostrou associação significativa com FPNS: o alelo G (OR = 0,64; IC 95%: 0,46-0,88; p ajustado = 0,002) e o genótipo GG (OR = 0,25; IC 95%: 0,09-0,74; p ajustado = 0,01) estiveram ambos associados a menor risco. As outras variantes (rs2229989 e rs9621049) não mostraram associações significativas com a suscetibilidade à FPNS. Esses achados sustentam o papel da variante rs2066782 em RCF1 como um marcador genético de suscetibilidade à FPNS na população brasileira.

Esses achados sustentam o papel da variante rs2066782 em RCF1 como um marcador genético de suscetibilidade à FPNS na população brasileira.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/03542-6)



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