9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIc0161 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da performance clínica de uma escala cromática para confecção de próteses faciais
Monise Barbuzano Lisi, Helena Cristina Aguiar, Ana Paula Macedo, Claudia Helena Lovato da Silva
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou a performance clínica de uma escala cromática para confecção de próteses faciais. Quarenta e três participantes tiveram a cor da pele identificada com auxílio de espectrofotômetro e foram distribuídos em 4 grupos de acordo com a classificação do Ângulo de Tipologia Individual (ITA) (n=10): A - Muito Clara e Clara; B - Média; C - Bronzeada; D - Escura e Muito Escura. Espécimes de silicone obtidos a partir da cor da pele de 180 indivíduos foram posicionados na protuberância zigomática dos participantes e 6 avaliadores (3 leigos e 3 profissionais) analisaram visualmente a cor do espécime e da pele por 5 segundos e atribuíram escores entre 3 (Não há diferença), 2 (Diferente, mas aceitável) e 1 (Diferente e não aceitável). Os graus de aceitação (GA = frequência de escores 2 ou 3/ total de escores) e de percepção (GP = frequência de escores 3/total de escores) foram calculados. O Teste do qui-quadrado (p<0,05) indicou diferença significativa na avaliação entre leigos e profissionais (p<0,001). Os profissionais atribuíram escore 3 (56; 43,4%) com menor frequência para a amostra de silicone e a pele, comparado aos leigos (88; 68,2%), porém, atribuíram escore 2 (60; 46,5%) com maior frequência do que leigos (39; 30,2%). O escore 1 foi mais frequente entre especialistas (13; 10,1%) em relação aos leigos (2; 1,6%). O GA foi elevado em ambos os grupos (Leigos = 98,4%; profissionais = 89,9%). O GP foi maior entre leigos (68,2%) do que entre profissionais (43,4%).

Em conjunto, esses resultados indicam que leigos superestimam a correspondência cromática enquanto profissionais têm maior capacidade discriminativa, identificando diferenças mesmo quando consideradas aceitáveis. De modo geral, a escala se mostrou aceitável.

(Apoio: FAPs - FAPESP   N° 2025/08679-0)
PIc0162 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise zimográfica da atividade de MMP-2 e MMP-9 no reparo alveolar em coelhos com aplicação de H-PRF
Rafaela da Silva Tristão, Maria Eduarda Merlin, Letícia Gabriela Artioli, Ailton Cravo Moraes Filho, Glauce Crivelaro Nascimento, Michel Reis Messora, Samuel Porfírio Xavier, Erick Ricardo Silva
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O reparo alveolar constitui um processo dinâmico e coordenado, que envolve inflamação, angiogênese e remodelamento da matriz extracelular, no qual as metaloproteinases (MMP-2 e MMP-9) exercem papel central. A fibrina rica em plaquetas obtida por centrifugação horizontal (H-PRF) tem sido proposta como biomaterial bioativo capaz de modular a cicatrização por meio da liberação de mediadores biológicos; entretanto, seus efeitos sobre a atividade das MMPs ainda não estão completamente elucidados. Este estudo experimental randomizado, do tipo split-mouth, em coelhos New Zealand avaliou o efeito do H-PRF sobre a atividade de MMP-2 e MMP-9 durante o reparo alveolar inicial. Após a exodontia dos incisivos laterais superiores, os alvéolos foram destinados ao grupo controle (coágulo sanguíneo) ou ao grupo teste (H-PRF). O H-PRF foi obtido a partir de sangue autólogo coletado por venopunção auricular e processado em centrífuga horizontal (Eppendorf 5702, Hamburgo, Alemanha), a 700 g por 8 minutos. As eutanásias foram realizadas em 3 dias e 2 semanas (n=6). A atividade enzimática foi avaliada por zimografia e quantificada por densitometria (p<0,05), em análise preliminar (n=4). Aos 3 dias, observou-se maior atividade de MMP-2 e MMP-9 no grupo H-PRF (p<0,05). Após 2 semanas, a MMP-2 permaneceu elevada, enquanto a MMP-9 foi reduzida (p<0,05).

Esses achados sugerem que o H-PRF pode acelerar a fase inflamatória inicial, favorecer sua resolução e promover remodelação tecidual sustentada; contudo, estudos com amostra completa são necessários.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/28372-6)
PIc0163 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise da resistência ao cisalhamento de dentes artificiais convencionais e impressos sobre bases de prótese impressas e convencionais
Fernanda Yumi Tsumura Medeiros, Marcio Katsuyoshi Mukai, Rafael Yagüe Ballester, Regina Tamaki, Ricardo Jun Furuyama, Gustavo Moreira Rodrigues, Carolina Mayumi Iegami
Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Um dos fatores que pode comprometer a longevidade de próteses totais impressas é a integridade da interface de união entre os dentes artificiais e a base da prótese. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar a resistência ao cisalhamento entre dentes artificiais convencionais e impressos sobre bases de prótese impressas. Foram avaliados dentes artificiais impressos e pré-fabricados em polimetilmetacrilato, divididos em quatro grupos: dente convencional e base convencional (G1-CC); dente convencional e base impressa (G2-CI); dente impresso e base convencional (G3-IC); dente impresso e base impressa (G4-II). Discos de dentes (5 mm de diâmetro e 2 mm de altura) foram unidos às bases e submetidos a 5.000 ciclos térmicos para simular doze meses de envelhecimento intraoral. O teste de cisalhamento foi realizado em máquina de ensaio universal (0,5 mm/min). Os dados foram analisados pelos testes de Shapiro-Wilk, Kruskal-Wallis e Dunn (nível de significância de 5%). Os resultados revelaram diferença estatística entre os grupos (p = 0,008). O grupo G4-II apresentou a maior média de resistência (13,0 ± 7,67 MPa) e o G2-CI a menor (3,60 ± 1,84 MPa). Observou-se que dentes e bases impressos apresentaram falhas coesivas, enquanto o grupo G2-CI apresentou falhas adesivas.

Considerando as limitações deste estudo, observa-se que a combinação totalmente impressa oferece maior compatibilidade química e resistência, sendo a alternativa mais promissora para próteses digitais, enquanto combinações mistas possivelmente exigem tratamentos de superfície específicos para otimizar a adesão.

(Apoio: Fudecto)
PIc0164 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DE COR DE PRÓTESES OCULARES EM PMMA ASSOCIADAS A NANOPARTÍCULAS DE PRATA
Maria Alice Silvany Dutton da Silva, Ana Carolina Lima Freeman, Andréa Fabiana de Lira
Clínica Odontológica ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E SAÚDE PÚBLICA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As próteses oculares em PMMA visam reestabelecer o recontorno da cavidade ocular e devolver a estética e longevidade; São melhores quando confeccionadas sob pintura manual com tinta acrílica, associada ao selamento com cianoacrilato. As nanopartículas de prata biogências visam o aprimoramento das propriedades químicas do PMMA de forma que não provoquem alterações na estrutura física e garantam a estabilidade da cor das próteses oculares. O objetivo da pesquisa foi verificar se a incorporação das nanopartículas de prata associada ao PMMA desencadeariam alterações cromáticas em próteses oculares. Foram confeccionados 120 corpos de prova, iniciados pela pintura manual nas proporções 1: 2 : 3 respectivamente, para garantir o tom de marrom. Posteriormente a pintura, realizou-se a secagem e o selamento das íris com polímero de metil metacrilato e cianoacrilato, seguindo para a polimerização associada a incorporação de nanopartículas de prata em 20% da massa, polimerizadas em microondas, desincluídas, recortadas e planificadas, para que na sequência, fossem realizadas as leituras em espectofotômetro, antes e após o envelhecimento por termociclagem, simulando 12 meses de uso. Resultado: Não houve alteração significante de cor. Palavras-chave: Nanopartículas, PMMA, Prótese.

Conclusões: O PMMA e a NAgP não interagiram alterando a cor

PIc0165 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL E DUREZA KNOOP DE PRÓTESES OCULARES EM PMMA IMPREGNADAS COM NANOPARTÍCULAS DE PRATA BIOGÊNICAS
Ana Carolina Lima Freeman, Maria Alice Silvany Dutton da Silva, Andréa Fabiana de Lira
Protése ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E SAÚDE PÚBLICA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As Nano partículas de prata (NagP) podem ser obtidas pela extração biogênica e a impregnação entre moléculas de PMMA e nanopartículas pode inserir melhores propriedades físicas, elos químicos estáveis, e, dependendo da concentração e do método de incorporação durante a polimerização, são recursos que aprimoram os materiais e têm sido testados para melhorar características de superfície sem causar danos estruturais às moléculas de PMMA, componente essencial na produção de próteses oculares, pois visam ter longevidade e lisura, por isso, são melhores, quando produzidas com pintura manual em tinta acrílica e seladas com cianoacrilato de metila. Verificar se a impregnação das nanopartículas de prata sobre a prótese ocular provoca alterações na rugosidade e dureza. Foram confeccionados 120 corpos de prova, pintados manualmente, selados e polimerizados com PMMA associado a 20% de nanopartículas de prata, processados em muflas de micro-ondas e planificados para leitura inicial e final de rugosidade em rugosímetro e a dureza Knoop em microdurômetro, antes e após o envelhecimento por termociclagem, simulando um ano de uso.

Não houve diferença significativa na rugosidade e na dureza Knoop. A NAgP não alterou as características superficiais do PMMA, elevando o potencial antimicrobiano do material.

PIc0166 - Painel Iniciante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Associação entre menopausa e dor crônica em mulheres com disfunção temporomandibular dolorosa
Laís Monteiro Pinheiro, Maysa Monica de Melo Silva, Lays Nóbrega Gomes, Raimundo Euzébio da Costa Neto, Yuri Wanderley Cavalcanti, Mayara Abreu Pinheiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é prevalente em mulheres e pode ser influenciada por alterações hormonais ao longo da vida, especialmente durante a menopausa. Este estudo teve por objetivo avaliar a associação entre menopausa, com e sem terapia de reposição hormonal, e o grau de dor crônica e limitação funcional mandibular em mulheres com DTM dolorosa. Trata-se de estudo transversal exploratório, aprovado em Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), com 45 mulheres com DTM dolorosa, divididas em três grupos: ciclos menstruais regulares (n=15), menopausa sem terapia hormonal (n=16) e menopausa com terapia hormonal (n=14). Foram utilizados o Graded Chronic Pain Scale (GCPS 2) e o Jaw Functional Limitation Scale (JFLS-8). Os dados foram analisados por ANOVA (Análise de Variância) e testes post-hoc de Tukey (α=5%). A média de idade das participantes foi de 50,0 anos (±13,7). Observou-se diferença significativa entre os grupos quanto ao escore de interferência da dor, com menores valores no grupo em terapia hormonal (p=0,003), sugerindo menor impacto funcional da dor. Conclui-se, portanto, que a terapia hormonal parece estar associada a menor interferência da dor e melhor desempenho funcional em mulheres com DTM dolorosa.

Conclui-se, portanto, que a terapia hormonal parece estar associada a menor interferência da dor e melhor desempenho funcional em mulheres com DTM dolorosa.

PIc0167 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Cicatrizador com campo eletromagnético pulsado miniaturizado modula o perfil proteômico da película salivar
Julia Nascimento Souza, Mel de Araújo Teixeira, Vallentine Louzada Miranda, Jamil A. Shibli, Maria Helena Rossy Pantoja Borges, Valentim Adelino Ricardo Barão, João Gabriel Silva Souza
ALBERT EINSTEIN INSTITUTO ISRAELITA DE ENSINO E PESQUISA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A tecnologia de campo eletromagnético pulsado tem sido introduzida como uma modalidade segura e eficaz para potencializar respostas biológicas. Essa tecnologia tem demonstrado eficácia na modulação da osseointegração, na cicatrização e na indução de um perfil microbiológico associado à saúde. No entanto, o efeito dessa abordagem na modulação do perfil de proteínas adsorvidas em implantes dentários ainda não foi avaliado, sendo investigado no presente estudo. Cicatrizadores de implantes dentais contendo dispositivo de campo eletromagnético pulsado foram utilizados. Dispositivos ativados foram comparados aos mesmos dispositivos sem ativação do campo. Os dispositivos foram expostos à saliva humana de cinco voluntários saudáveis para formação de película salivar por 2 horas e posteriormente analisados por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas em tandem. Foram identificadas 103 proteínas, com maior número no grupo com pulso (83) em comparação ao controle (76). A aplicação do pulso modulou o perfil proteômico em termos de composição e intensidade. Vinte e sete proteínas exclusivas foram identificadas no grupo com pulso, principalmente relacionadas a processos biológicos como diferenciação celular, resposta a estímulos e resposta imune.

Portanto, a tecnologia de campo eletromagnético pulsado é capaz de modular o perfil proteômico após a exposição à saliva, apresentando características associadas a processos de formação tecidual e repsosta do hospedeiro.

PIc0168 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Fibra de carbono ativado com íons prata, ouro e paládio por sputtering: avaliação do potencial osteogênico in vitro-resultados parciais
Júlia Fascioni Maluf de Oliveira, Bruna Emygdio de Melo, Milena Ronchi Schiavo Brunetto, Marcela Iunes da Silveira, Clarissa Carvalho Martins Maciel, Glenda Biasotto Porzani, Camilla Magnoni Moretto Nunes, Andrea Carvalho de Marco
Diagnóstico e Cirurgia INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o potencial osteogênico de feltros de fibra de carbono, obtidos a partir da Fibra têxtil Poliacrilonitrila (PAN) nas formas: não ativado (FFCNA), ativado (FFCA) e incorporadas por sputtering com íons prata, ouro e paládio. Os corpos de prova foram ativados e preparados em dimensões de scaffold tridimensional (5×2mm), esterilizados e divididos nos seguintes grupos: controle (C), não ativado (FFCNA), ativado (FFCA), com prata (FFCAAg), ouro (FFCAAu) e paládio (FFCAPd). As células-tronco mesenquimais da medula óssea de ratos Wistar foram isoladas, cultivadas em α-MEM suplementado e plaqueadas em meio osteogênico (10.000 células por poço). Os testes realizados foram: proliferação celular (3 dias); viabilidade celular (7 dias); conteúdo de proteína total e atividade da fosfatase alcalina (10 dias); quantificação e formação de nódulos de mineralização (14 dias). O grupo C apresentou maior taxa de proliferação em relação ao FFCA (p=0,0005) e ao FFCAAg (p=0,0043), assim como o FFCAAu apresentou maior proliferação em comparação ao FFCA (p=0,0004) e ao FFCAAg (p=0,0033), do mesmo modo o grupo FFCNA apresentou maior proliferação em comparação ao FFCA (p=0,0271). O grupo C apresentou menor quantificação de cálcio em relação ao FFCNA (p<0,0001), ao FFCA (p=0,0032), ao FFCAPd (p=0,0019) e o grupo FFCAAu (p=0,0010).Todos os grupos demonstraram viabilidade celular aos 7 dias e, aos 10 dias atividade metabólica celular e expressão de proteína osteogênica (fosfatase alcalina).

Todos os biomateriais demonstraram potencial atividade osteogênica; entretanto, o FFCAAu apresentou maior proliferação celular, evidenciando-se como biomaterial promissor para a regeneração óssea.

(Apoio: PIBIC Reitoria UNESP  N° 22379)
PIc0169 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Fibra de carbono ativado com íons cobre e platina por sputtering: avaliação do potencial osteogênico in vitro-resultados parciais
Francisco Barbieri Zilio, Bruna Emygdio de Melo, Milena Ronchi Schiavo Brunetto, Marcela Iunes da Silveira, Clarissa Carvalho Martins Maciel, Glenda Biasotto Porzani, Camilla Magnoni Moretto Nunes, Andrea Carvalho de Marco
Diagnóstico e Cirurgia INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou o potencial osteogênico de feltros de fibra de carbono, obtidos a partir da Fibra têxtil Poliacrilonitrila (PAN) nas formas; não ativado (FFCNA), ativado (FFCA) e incorporadas por sputtering com íons cobre e platina. Os corpos de prova foram ativados e preparados em dimensões de scaffold tridimensional (5×2mm), esterilizados e divididos nos seguintes grupos: controle (C), não ativado (FFCNA), ativado (FFCA), com cobre (FFCACu), e platina (FFCAPt). As células-tronco mesenquimais da medula óssea de ratos Wistar foram isoladas, cultivadas em α-MEM suplementado e plaqueadas em meio osteogênico (10.000 células por poço). Os testes realizados foram: proliferação celular (3 dias); viabilidade celular (7 dias); conteúdo de proteína total e atividade da fosfatase alcalina (10 dias); quantificação e formação de nódulos de mineralização (14 dias). O grupo C apresentou maior proliferação em relação ao FFCA (p=0,0001) e ao FFCAPt (p=0,0450), assim como o FFCNA apresentou maior proliferação em comparação ao FFCA (p=0,0076). O grupo C apresentou menor quantificação de cálcio em relação ao FFCNA (p<0,0001), ao FFCA (p=0,0023), ao FFCAPt (p=0,0009) e o grupo FFCACu (p=0,0052). Todos os grupos demonstraram viabilidade celular aos 7 e 10 dias, atividade metabólica celular e expressão de proteína osteogênica (fosfatase alcalina).

Todos os biomateriais demonstraram potencial atividade osteogênica; entretanto, o FFCA apresentou maior proliferação celular, destacando-se como biomaterial promissor para a regeneração óssea.

(Apoio: PIBIC Reitoria UNESP  N° 22398)
PIc0170 - Painel Iniciante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Percepção de Controle da Dor como Marcador de Resposta em pacientes com DTM Dolorosa Crônica após Programa de Educação em Dor com Mindfulness
Giovana Quaresma Del Grande, Beatriz Dorne, Alex Moreira Mélo, Melissa de Oliveira Melchior, Jardel Francisco Mazzi-Chaves, Lais Valencise Magri
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A disfunção temporomandibular (DTM) dolorosa crônica é influenciada por fatores físicos e psicossociais que podem interferir na resposta ao tratamento. Entre eles, a percepção de controle sobre a dor tem sido associada a melhores estratégias de enfrentamento. Assim, este estudo avaliou a associação entre o locus interno de controle da dor e a resposta clínica de pacientes com DTM dolorosa crônica submetidos a um Programa de Educação em Dor baseado em mindfulness. Trata-se de uma análise preliminar de estudo longitudinal com grupo intervenção (tratamento conservador associado ao programa educativo) e grupo controle (tratamento conservador isolado). O locus interno de controle da dor foi avaliado pela escala PLOC-C. Como desfechos clínicos, foram analisados dor (SF-MPQ) e ansiedade (GAD-7), considerando a variação entre os momentos inicial e final. No grupo intervenção, maiores escores de locus interno associaram-se à maior redução dos sintomas de ansiedade (p=0,04) e do escore total do McGill (p=0,02). Essas associações não foram observadas no grupo controle.

Os achados apontam que a maior percepção de controle da dor pode favorecer melhor resposta clínica à educação em dor baseada em mindfulness, destacando a importância de fatores cognitivos no manejo de pacientes acometidos pela DTM dolorosa crônica.

(Apoio: CNPq)



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