9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 78 Resumo encontrados. Mostrando de 41 a 50


PIb0122 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

O CANABIDIOL PODE PROMOVER ANALGESIA EM ODONTOLOGIA? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Fabio Alves Filho, Bergson Carvalho de Moraes, Ana Celine Bruneli Cavalcanti Santo André, Gabriel Cao Grana Silvestre, Natacha Kalline de Oliveira, Maria Cristina Zindel Deboni
Cirurgia, Prótese e Traumatologia - ODC UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se o canabidiol (CBD) mostra evidências de promover analgesia em tratamentos odontológicos. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados Cochrane Library, PubMed e Scopus, além de busca manual, por dois revisores independentes. As estratégias de busca utilizadas foram: ((((cannabidiol) OR (cannabis)) OR (CBD)) AND (anxiety)) AND (dentistry) e ((((((cannabidiol) OR (cannabis)) OR (CBD)) AND (dental pain)) OR (orofacial pain)) OR (temporomandibular pain)) AND (dentistry), até 20 de fevereiro de 2026. Foram incluídos exclusivamente ensaios clínicos randomizados que investigaram o uso do CBD para dores decorrentes de procedimentos odontológicos ou relacionadas à região orofacial. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta RoB2 (Cochrane, UK). Após aplicação do filtro "clinical trial", 3301 estudos foram identificados, sendo 8 incluídos na síntese final: 4 com desfecho de dor orofacial e 4 relacionados à analgesia pós-operatória. A maioria dos estudos demonstrou redução significativa da dor nos grupos que receberam CBD. Contudo, foram observadas limitações metodológicas relevantes, especialmente nos domínios de randomização e métodos de análise dos desfechos. No total, 62,5% dos estudos apresentaram alto risco de viés geral, enquanto apenas um estudo, relacionado à analgesia pós-operatória, foi classificado como baixo risco de viés.

O canabidiol demonstra potencial para reduzir a dor no contexto odontológico. Entretanto, não existem evidências disponíveis que comprovem a promoção de analgesia efetiva em tratamentos odontológicos. Ensaios clínicos randomizados bem delineados são necessários para confirmar sua eficácia na prática odontológica.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/22642-1)
PIb0123 - Painel Iniciante
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Produção científica global sobre estimativa do sexo a partir de caracísticas cranianas: Uma análise bibliométrica
Maria Júlia Jales Zimmer, Lucas Menezes Dos Anjos, Natalia de Oliveira Miranda, Mariana Ferrari Carlsson, Beatriz Alvares Cabral de Barros, Aurélio de Oliveira Rocha, Cesar Augusto Magalhães Benfatti
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como alvo analisar a produção científica global sobre a estimativa do sexo a partir de características do crânio. Uma estratégia de busca específica foi aplicada na base de dados Web of Science Core Collection (WoS-CC), em abril de 2026. Os artigos foram selecionados por dois revisores independentes, com base na leitura de títulos e resumos. Foram extraídos dados referentes ao tipo de publicação, autoria, país de origem e instituição de afiliação, e as redes de colaboração científica foram analisadas por meio do software VOSviewer. Ao todo, 239 estudos foram incluídos. A Índia destacou-se como o país com maior número de publicações (n=50), contúdo, o continente com maior número de publicações foi a Europa (n=113). O autor mais produtivo foi Franklin, D., com 8 artigos. O estudo mais antigo foi publicado em 1990 e, ao longo de 36 anos, 173 publicações (72%) concentraram-se na última década. A maioria dos estudos utilizou o crânio como um todo para estimativa do sexo (n=97); entretanto, entre as estruturas analisadas isoladamente, destacaram-se a mandíbula (n=32), o forame magno (n=28) e o processo mastoide (n=21). O método mais empregado foi a análise morfométrica (n=138), seguido pela tomografia computadorizada (n=90). O periódico com maior número de publicações foi o Journal of Forensic Science (n=30), seguido pelo Forensic Science International (n=26).

Conclui-se que a produção científica sobre estimativa do sexo por características cranianas tem crescido nas últimas décadas, refletindo maior interesse pelo tema, com destaque para Índia e Estados Unidos. Predominam estudos com o crânio completo, especialmente utilizando métodos morfométricos e, cada vez mais, tomografia computadorizada.

PIb0124 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação dos resultados percebidos por pacientes submetidos à cirurgia ortognática com e sem mentoplastia
Ana Eliza Lopes Barbosa, Thiago Lopes de Almeida, Maria Rogéria Barbosa, Nilton Rodrigues Alves Peres Domingues, Alexandre de Lima Alves, Mariana Barbosa Câmara-Souza, Gustavo Antonio Correa Momesso, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A mentoplastia é uma técnica utilizada para complementar a cirurgia ortognática em casos nos quais o contorno do terço inferior da face necessita de aprimoramento estético e funcional. O objetivo foi avaliar por meio do FACE-Q, as diferenças nos resultados percebidos por pacientes submetidos à cirurgia ortognática com e sem mentoplastia. Foram incluídos 64 pacientes que foram submetidos a cirurgia ortognática sendo 34 com mentoplastia e 30 sem. Após cirugia o questionário foi aplicado e a coleta de dados foi feita de forma online, por meio da plataforma Google Forms. Entre os pacientes que não realizaram mentoplastia, foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os sexos. As mulheres apresentaram estatisticamente maiores escores de satisfação com a decisão, satisfação com o queixo e satisfação com o resultado quando comparadas aos homens. Observou-se ainda tendência à diferença para função psicossocial. Em relação aos sintomas iniciais de recuperação no grupo com mentoplastia, verificou-se maior frequência de relatos de inchaço, sensibilidade, desconforto, rigidez facial e dormência, predominantemente em intensidades moderada a extrema. Entre os pacientes com adição de mentoplastia, as mulheres demonstraram maior percepção da área sob o queixo quando comparadas aos homens, os resultados indicam que o sexo pode ser um fator relevante na percepção dos desfechos cirúrgicos e deve ser considerado no planejamento pré-operatório.

Os achados demonstraram que a adição da mentoplastia à cirurgia ortognática não resultou em diferenças estatisticamente significativas, sugerindo que ambas as abordagens promovem níveis semelhantes de satisfação com a aparência facial, função psicossocial e qualidade de vida.

(Apoio: Bolsa UNISA)
PIb0125 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

A exposição simultânea de flúor e alumínio e os comprometimentos associados a composição e microarquitetura do osso alveolar em ratos
Emanuelly Camilly Soares de Lima da Silva, Cristian Dos Santos Pereira, Vinicius Ruan Neves Dos Santos, Felipe Oliveira Nunes, Ana Carolina Alves de Oliveira, Alda Sofia Pessanha de Sousa Moreno, Fabricio Mezzomo Collares, Rafael Rodrigues Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A combinação entre flúor (F) e alumínio (Al) revela afinidade química elevada que pode desencadear desastres ecológicos de grande magnitude, impactos profundos e duradouros para o meio ambiente e para saúde humana. Desse modo, o objetivo deste estudo foi avaliar os possíveis danos da coexposição crônica e simultânea de flúor e alumínio sobre o osso alveolar de ratos. Para isso, 40 ratos Wistar machos com 21 dias de vida foram randomizados em quatro grupos, sendo eles: controle, F, Al e F+Al por 60 dias. O grupo controle recebeu água deionizada, F recebeu flúor na dose 5mg/L na água de beber, Al recebeu alumínio na dose de 8,3mg/kg em seus pellets e o grupo F+Al ambos xenobióticos. A dose foi ajustada com os valores máximos considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde. Ao fim da exposição, os animais foram eutanasiados para coleta de osso alveolar, destinado para determinação dos níveis de F e Al, analisados pela técnica de emissão de raios gama induzida por partícula, espectroscopia raman, e microtomografia computadorizada para qualidade óssea (micro-CT). Os dados obtidos foram analisados por ANOVA uma via com pós-teste de Tukey com p<0,05. Os resultados permitiram identificar que os níveis de F encontravam-se elevados nos grupos F e F+Al em comparação ao controle, não sendo observados níveis de Al. Na verificação da espectroscopia raman, o nível carbonato/fosfato estava alto em F+Al, entretanto os níveis de fosfato/amida III e fosfato/amida I estavam reduzidos. A análise de micro-CT não foi capaz de identificar diferenças entre os grupos experimentais.

Nesse sentido, o estudo permitiu concluir que a administração simultânea de F e Al, frequente em crises ambientais, pode representar um agravo à composição físico-química do osso alveolar.

(Apoio: CNPq  N° 307747/2025-5  |  INCT 3D-Saúde  N° 406436/2022-3)
PIb0126 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Preservação do rebordo alveolar com enxerto xenógeno e membrana de colágeno em diabéticos: Análise do volume ósseo
Lucas Portugal Duarte, Luiza Vale Coelho, Bruna Araujo Milan, Samuel Macedo Costa, Clarina Louis Silva Meira, Emanuela Prado Ferraz
Depto de CTBMFP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A manutenção do rebordo alveolar em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é desafiadora, pois a hiperglicemia prejudica o reparo e remodelação óssea, comprometendo a previsibilidade dos implantes. Este braço de um estudo paralelo avaliou o efeito da preservação alveolar com enxerto xenógeno e membrana reabsorvível, na altura, espessura e volume ósseo residual em pacientes com DM2. Pacientes com HbA1c entre 6% e 10%, sob acompanhamento médico e indicação de exodontia de dentes unirradiculares, foram submetidos à adequação da cavidade oral, tomografia computadorizada (TC) e escaneamento inicial (T0). Após a exodontia, os alvéolos foram randomizados em Intervenção ou mantidos sem tratamento (Controle). Após três meses (T3), novas avaliações (TC e escaneamento) mensuraram as variações (T3-T0) com o software NemoFAB/NemoCAST (Nemotec®). Os dados foram comparados por Mann-Whitney (p ≤ 0,05). Foram incluídos de maneira randômica 9 alvéolos (4 Intervenção e 5 Controle). A espessura óssea variou +0,86 mm em Intervenção e −0,12 mm no Controle, sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,73). A altura variou de +0,73 mm em Intervenção e +0,18 mm no Controle, sem diferença significativa (p = 0,29). Já o volume ósseo estimado aumentou +4,42 mm³ em Intervenção e reduziu de −9,8 mm³ no Controle, com diferença estatisticamente significativa (p = 0,03), indicando maior estabilidade tridimensional do rebordo com a preservação alveolar.

Apesar da limitação do tamanho amostral, os resultados sugerem que a preservação alveolar promove aumento do volume ósseo em pacientes com DM2.

(Apoio: PIBIC/CNPq  N° 998/2025)
PIb0127 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

POTENTE ATIVAÇÃO DA VIA NFκB E DOS PRINCIPAIS INFLAMASSOMAS EM SÍTIO COM PERI-IMPLANTITE EXPERIMENTAL EM RATAS TRATADAS COM ZOLEDRONATO
Rodrigo Isaias Lopes Pereira, Luan Felipe Toro, Vinícius Franzão Ganzaroli, Arthur Michellim Kirasuke, Celso Koogi Sonoda, Leticia Helena Theodoro, Edilson Ervolino, Valdir Gouveia Garcia
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar o padrão de ativação da via NFκB e dos principais inflamassomas, NLRP3 e AIM2, em sítio com peri-implantite experimental (PIE) em ratas tratadas com dosagem oncológica de zoledronato. Na 0ª semana, 14 ratas senescentes foram submetidas à exodontia do incisivo superior direito e instalação de um implante de titânio no sítio de extração dental. Na 8ª semana, a plataforma dos implantes foi exposta e nela foi acoplado um componente transmucoso. Na 9ª semana as ratas foram distribuídas nos grupos: VEI-PIE, tratadas veículo e ZOL-PIE, tratadas zoledronato (100 µg/Kg). Veículo (VEI) ou zoledronato (ZOL) foi administrado pela via intraperitoneal, a cada quatro dias, da 9ªsemana até a 19ªsemana. Na 14ª semana foi instalada uma ligadura de algodão ao redor do componente transmucoso/implante para indução da PIE. A eutanásia foi realizada na 19ª semana. As amostras de maxila envolvendo o sítio com PIE foram dissecadas, devidamente processadas e submetidas ao método da imunoperoxidase indireta para detecção de p65phophoS276, NLRP3 e AIM2. ZOL-PIE apresentou maior densidade de imunomarcação para p65phophoS276, NLRP3 e AIM2 que VEI-PIE.

Conclui-se que o tratamento com dosagem oncológica de zoledronato exacerba a inflamação peri-implantar em sítio com PIE, o que se constitui em importante fator de risco para a osteonecrose dos maxilares relacionada à medicamentos associado aos implantes osseointegrados.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/23178-4)
PIb0129 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Uso da aromaterapia com óleos essenciais no manejo da dor e ansiedade na exodontia de terceiros molares inferiores
Isadora Ildefonso Monteiro Rodrigues, Maria Eduarda Martins Costa, Luana Prado de Queiroz, Livia Mara Teixeira Santos, André Luís Gomes Normando, Lia Freire Gonçalves Nobre, Ylana Rosa Matos, Edson Luiz Cetira Filho
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a influência da aromaterapia com óleos essenciais de lavanda e laranja no manejo da dor, parâmetros clínicos e na qualidade de vida de pacientes submetidos à exodontia de terceiros molares inferiores. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado. Os voluntários foram avaliados quanto à dor (EVA), ansiedade (IDATE), qualidade de vida (OHIP-14), parâmetro clínicos, além de serem submetidos ao teste olfativo de Connecticut. Os indivíduos foram submetidos a uma cirurgia padronizada para exodontia dos terceiros molares inferiores, com uso de aromaterapia em ambiente controlado. Os participantes foram distribuídos randomicamente em três grupos, com 16 indivíduos cada: grupo lavanda, grupo laranja e grupo controle. Os desfechos foram avaliados antes e aos 7 dias no pós-operatório. O questionário IDATE não demonstrou diferença significativa entre os grupos. A dor apresentou pico após 2 horas, com redução a partir de 4 horas em todos os grupos (p<0,001), Apenas o grupo laranja mostrou nova redução significativa após 12h de pós-operatório (p<0,001). Na avaliação da qualidade de vida, apenas o grupo lavanda demonstrou aumento significativo dos escores após 7 dias (p=0,008).O grupo laranja apresentou menor consumo total de analgésicos (p=0,032). Em relação aos parâmetros hemodinâmicos, houve redução da pressão diastólica no transoperatório nos grupos laranja (p=0,001) e placebo(p=0,028), além de aumento da saturação de oxigênio nos grupos lavanda(p=0,006) e laranja (p=0,004).

Conclui-se que a aromaterapia com óleos de lavanda e laranja pode ser eficaz no controle da dor, apresentando efeitos distintos sobre a qualidade de vida.

PIb0130 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Levantamento dos acidentes perfurocortantes na Clínica Odontológica da UNAERP no período de 2000 a 2025
Lorenzo Val Seabra, José Roberto de Freitas, Vanessa Ribeiro Callegari Stateri, Fuad Jacob Abi Rached-junior, Mariana Lima da Costa Valente, Yara Teresinha Correa Silva-sousa, Edson Alfredo
Odontologia UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Uma estratégia para minimizar e controlar riscos de acidentes ocupacionais é o registro detalhado das ocorrências, permitindo a adoção de medidas preventivas, acompanhamento e avaliação de sua efetividade. O objetivo deste estudo foi analisar a ocorrência de acidentes perfurocortantes e suas principais causas, durante os procedimentos realizados em pacientes na Clínica Odontológica da UNAERP, entre os anos de 2000 e 2025. Foram analisados os registros de 655 acidentes no Livro de Ocorrências, sendo que os resultados mostraram um decréscimo e estabilização no período de 2004 a 2014, acréscimo no quinquênio de 2015-2019 e novamente decréscimo em 2020-2025, ressaltando que, houve a suspensão das aulas clínicas no período de março a setembro-2020, devido à pandemia da COVID-19. Os acidentes com agulhas, brocas e sondas exploradoras foram responsáveis por 50,5 % de todos os acidentes verificados no período analisado. Ações prevencionistas e orientações durante a realização dos procedimentos são implementadas desde 2004, o que provavelmente colaborou para o decréscimo das ocorrências no período citado. Tendo em vista os números registrados nos últimos anos, as atividades realizadas na Clínica Odontológica passaram, em 2016, a ter apoio de uma enfermeira Padrão e, em 2017, criou-se uma Comissão Interna de Biossegurança com representantes do corpo docente, discente e auxiliares de esterilização. Em 2020 foi implantado o Guia de Biossegurança para Atividades Clínicas e Laboratoriais no Curso de Odontologia Pós-Pandemia da COVID-19.

As ações adotadas no último quinquênio foram eficazes na redução dos acidentes, sendo a conscientização prevencionista um fator determinante para a minimização e controle dos riscos no ambiente de trabalho.

PIb0131 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Alterações metabolômicas salivares associadas à remoção do biofilme dental por escovação em crianças
Breno Barbalho Teteo, Laryssa Carvalho, Liana Bastos Freitas Fernandes, Ana Paula Valente, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo
Departamento de Odontopediatria UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar se a remoção do biofilme oral influencia os metabólitos salivares de baixo peso molecular antes e após a escovação dentária. Saliva total não estimulada foi coletada de 20 crianças com idades entre 3 e 12 anos durante 5 minutos, em dois momentos distintos: antes e 2 minutos após um procedimento de escovação dentária profissional sem o uso de dentifrício, realizado por um pesquisador calibrado. O volume foi determinado utilizando uma proveta graduada. As amostras foram congeladas a −80 °C e posteriormente centrifugadas a 10.000 × g a 4 °C por 1 hora. Os sobrenadantes foram analisados por espectroscopia de RMN de ¹H utilizando um espectrômetro de 500 MHz. Para avaliar diferenças entre os dois momentos, foi realizada Análise Discriminante por Mínimos Quadrados Parciais Ortogonais (O-PLS-DA), e os escores de Importância das Variáveis na Projeção (VIP) foram obtidos utilizando o MetaboAnalyst 3.0, com nível de significância estabelecido em p < 0,05. A média de idade dos participantes foi de 7,95 anos (± 1,47), sendo 55% do sexo feminino. O índice CPO-D médio foi de 2,75 (± 3,64). A porcentagem média de biofilme antes da escovação foi de 20,52% (± 8,16). A análise multivariada demonstrou acurácia moderada (ACC) de 0,68, alto R² de 0,76 e Q² negativo de −0,96. A análise dos escores VIP revelou níveis elevados de acetato, açúcares, serina, taurina e aminobutirato antes da remoção do biofilme. Contudo, níveis aumentados de N-acetilglucosamina, glicina, alanina, etanol, metanol, piruvato e glutamato foram detectados após a remoção do biofilme.

A remoção do biofilme oral teve um pequeno efeito sobre o metaboloma salivar, embora indique que determinados metabólitos podem ser afetados e considerados na interpretação dos dados.

(Apoio: CNPq  N° PIBIC 2024-2027)
PIb0132 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação volumétrica da reabsorção radicular em pacientes submetidos à expansão dentoalveolar com alinhadores: estudo em TCFC
Giovanna Augusta de Oliveira, Guido Artemio Marañón-vásquez, Maria Bernadete Sasso Stuani, Fabio Lourenco Romano, Mírian Aiko Nakane Matsumoto
Departamento de Clinica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de alinhadores ortodônticos tem crescido, sendo aplicado na expansão dentoalveolar para correção do apinhamento por aumento do perímetro da arcada. A aplicação de forças ortodônticas pode favorecer a reabsorção radicular externa, levando à redução do volume das raízes dentárias. O objetivo deste estudo foi avaliar a reabsorção radicular externa (RRE) de pré-molares superiores em pacientes com má oclusão Classe I submetidos à expansão dentoalveolar maxilar com alinhadores transparentes (AT). As tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) pré e pós-tratamento foram utilizadas para avaliar a RRE de 228 pré-molares superiores de 30 pacientes após um período médio de tratamento de 20,7 meses, utilizando os softwares de código aberto ITK-SNAP 3.8.0 e 3D Slicer 5.0.3. As alterações no volume radicular foram correlacionadas com dados demográficos: sexo, idade, duração do tratamento, quantidade de expansão e inclinação dos pré-molares. As análises estatísticas foram realizadas com o software Jamovi 2.3.21.0, adotando nível de significância de 5%. Houve diminuição significativa do volume radicular após o tratamento (P < 0,05). A quantidade de perda de volume radicular não diferiu significativamente entre primeiros e segundos pré-molares, nem entre os lados direito e esquerdo (P > 0,05). Não foi encontrada relação significativa entre as variáveis avaliadas e as alterações no volume radicular dos pré-molares (P > 0,05).

O tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes induziu RRE leve na maioria dos pré-molares avaliados. Idade, sexo, inclinação vestibular e quantidade de expansão não tiveram efeito significativo nas dimensões radiculares.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/04340-8)



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