9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


Resultado da busca [Siglas PIa0001 a PIa0078 ]
 74 Resumo encontrados. Mostrando de 71 a 74


PIa0074 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

ANÁLISE COMPARATIVA DOS VALORES DE COLUTÓRIOS COMERCIALIZADOS NO ESTADO DA BAHIA
Ana Bruna Ferreira Ribeiro, Marianna Miranda Sampaio, Érica Jamilly Mendes Ferreira, Priscila Moraes Lima, Manoelito Ferreira Silva-Junior
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi comparar o custo de colutórios comercializados no estado da Bahia. O estudo de análise econômica foi realizado com dados secundários públicos, baseado nos itens classificados conforme a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM:3306.90.00). Em sites de distribuidoras foram extraídas informações do código de barras (EAN), princípio ativo, presença de álcool, presença de fluoreto e quantidade em mililitros (mL). Os preços médios anuais (01/abril/2025 a 01/abril/2026) foram obtidos no aplicativo Preço da Hora para a Bahia. Foram excluídos colutórios do tipo spray, combo com outros produtos, infantis ou sem quantidade. Os valores anuais foram padronizados para 100 mL. A análise foi realizada no Bioestat (5.3) pelas medianas, utilizando os testes Mann-Whitney ou Kruskal Wallis/Dunn (p<0,05). Foram identificados 732 e incluídos 158 colutórios. Houve diferença entre os princípios ativos, onde colutórios com cloreto de cetilpiridínio (n=69, R$R$3,41), apresentou valores menores comparado a clorexidina (n=14, R$9,50) e óleos essenciais (n=28, R$5,57), mas sem diferença para triclosan (n=12, R$4,04) ou outros (n=35, R$4,33) (p<0,001). Os colutórios com fluoretados (n=93, R$4,26) apresentaram menores valores comparado aos não fluoretados (n=49, R$6,14) (p=0,0043). Não houve diferença significativa para colutórios com (n=22, R$4,33) ou sem álcool (n=124, R$4,69) (p=0,3489).

Os colutórios comercializados na Bahia apresentaram alta amplitude de preço. Os valores foram influenciados pelo tipo de princípio ativo e presença de fluoreto, mas não com a presença de álcool.

PIa0075 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Relação entre avaliação odontológica pré-operatória e infecções após cirurgias cardíacas: estudo retrospectivo
Nicole Galdino Rusaffa, Marcela Alves Dos Santos-paul, Ana Eliza Durães de Faria, Itamara Lucia Itagiba Neves, Ricardo Simoes Neves, Bianca de Fátima Borim Pulino, Raphael Capelli Guerra, Heloisa Fonseca Marão
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a prevalência e o histórico de infecções após cirurgias cardíacas coronárias e valvares em hospital terciário e verificar a relação entre essas infecções e a avaliação odontológica prévia. Foi realizado um estudo retrospectivo no InCor-HCFMUSP, avaliando pacientes submetidos à cirurgias cardíacas eletivas entre janeiro de 2018 e abril de 2019. Os dados foram obtidos de banco institucional e prontuários eletrônicos. Foram excluídos casos de urgência/emergência, infecções pré-cirúrgicas e registros incompletos. A avaliação odontológica foi composta de exame clínico e radiográfico e a liberação odontológica como ausência de focos infecciosos após tratamento. A análise estatística incluiu testes qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas e teste t de Student para variáveis quantitativas, adotando nível de significância de 5%. A amostra foi composta por 1276 cirurgias, com prevalência de infecção de 10,6%, sendo as infecções do sítio cirúrgico as mais prevalentes representando (6,2%), enquanto a pneumonia foi a menos observada (0,2%). O tempo de internação hospitalar e os óbitos relacionados à infecção apresentaram diferença estatisticamente significativa (p<0,0001). Em relação à avaliação odontológica, 62,3% dos pacientes no grupo de cirurgia valvar foram avaliados e 25,8% no grupo de cirurgia coronária. Não foi observada infecção em 89,8% dos pacientes que realizaram avaliação odontológica; houve uma diferença significativa entre a duração da internação hospitalar e a avaliação odontológica (p=0,0187; p=0,0317).

Desta forma, a prevalência de infecção pós-cirúrgica foi considerada alta e tempo de internação hospitalar foi menor nos pacientes que realizaram avaliação odontológica.

PIa0076 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

MALOCLUSÃO E BULLYING: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS EM ESCOLARES DE TERESINA-PI
José Renato da Costa Santos Filho, Maria Eduarda Matos Sousa, RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Lúcia de Fatima Almeida de Deus Moura, Marina de Deus Moura de Lima, Marcoeli Silva de Moura, Cacilda Castelo Branco Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal objetivou analisar a associação entre maloclusão e bullying verbal em escolares. Foram avaliados 1.053 escolares, de 8 a 10 anos de idade, matriculados em escolas públicas e privadas de Teresina, Piauí. Os dados foram coletados por meio de questionários socioeconômico e demográfico, versão brasileira do Child Perceptions Questionnaire (CPQ8-10), além de exame clínico das crianças. O bullying verbal foi avaliado por meio de pergunta "Nas últimas 4 semanas, com que frequência outras crianças tiraram sarro de você ou lhe apelidaram devido aos seus dentes ou sua boca?, do CPQ8-10. A maloclusão foi classificada pelo Dental Aesthetic Index (DAI) e cárie dentária pelos índices ceod/CPOD. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas e regressão de Poisson com variância robusta (p<0,05). A prevalência de bullying verbal foi de 21,7% e a de maloclusão de 66,3%. Na análise ajustada, renda familiar de até 1 salário mínimo (RP=1,42; IC95%=1,07-1,90; p<0,016), experiência de cárie (RP=1,76; IC95%=1,33-2,34; p<0,001) e a maloclusão incapacitante (RP=1,60; IC95%=1,15-2,23; p=0,006) permaneceram associadas ao bullying verbal.

Conclui-se que maloclusão incapacitante, renda familiar, experiência de cárie foram fatores associados ao bullying verbal em escolares, reforçando a importância da saúde bucal na dimensão psicossocial do cuidado odontológico infantil.

(Apoio: CNPq  N° 1  |  CAPES  N° 2  |  UFPI  N° 3)
PIa0078 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

TENDÊNCIA TEMPORAL DAS AÇÕES COLETIVAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE BOCA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (2020-2025)
Beatriz Luiza Germinari Basana, Amanda Tenório Pedro, Flávio de Melo Garcia, Luiz Renato Paranhos, Cristiane Maria da Costa Silva
odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A implantação de ações coletivas de prevenção do câncer de boca (ACPC) no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço na consolidação de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e à redução da mortalidade. Este estudo analisou a tendência temporal dessas ações no Brasil (2020-2025) e associações com indicadores estruturais, assistenciais e de incidência da doença. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, utilizando dados do Sistema de Informações do SUS (DATASUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram analisados o número ACPC realizadas, além do número de participantes, biópsias e de casos de câncer de boca por 100.000 habitantes. Os indicadores estruturais incluíram a cobertura de saúde bucal da atenção primária, Indice de Desenvolvimento Humano e de GINI. Tendências temporais foram avaliadas por regressão de Prais-Winsten, com estimativa das taxas de incremento anual (TIA) e as associações, por regressão de Poisson com variância robusta, utilizando o software R. Observou-se aumento significativo no número de ACPC no Brasil (TIA=68,28%; p=0,03), com crescimento em todas as macrorregiões, especialmente no Sul e Sudeste. O número de participantes e de biópsias também apresentou tendência crescente significativa em parte das regiões. A incidência de câncer de boca permaneceu estável no período (p>0,05). Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre as ACPC e as demais variáveis (p>0,05).

Embora tenha sido observada expansão das ações coletivas e de biópsias, os casos de câncer de boca mantiveram-se estáveis. Esse padrão sugere possível aumento da capacidade de detecção, mas ainda sem evidência de alteração na tendência temporal da ocorrência da doença.




.