9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIa0032 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito do dessensibilizante na eficácia clareadora e sensibilidade dentária em diferentes concentrações: ensaio clínico randomizado
Gabriel Mayer, Cleyson José Crovador, Amanda Priscilla Soistak, Luis Fernando Páez Reyes, Ana Paula Taras, Luigi Schislowiscz Zapp, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Autodeclarado "Utilização de material de uma única empresa."

Este ensaio clínico randomizado, paralelo e duplo-cego teve como objetivo avaliar a eficácia clareadora (EC), o risco e a intensidade de sensibilidade dentária (SD) em pacientes submetidos ao clareamento dental caseiro com peróxido de carbamida (PC) a 10% e 22%, com e sem aplicação prévia de dessensibilizante 2%. Quarenta participantes foram aleatoriamente distribuídos em quatro grupos (n=10) de acordo com a concentração do PC e uso ou não de dessensibilizante: DPC10, PC10, DPC22 e PC22. A EC foi avaliada por espectrofotometria (ΔEab, ΔE00 e WID) e escalas Vita Classical e Bleachedguide (ΔSGU), considerando o tempo inicial, 7, 14, 21 e 30 dias após a conclusão. A SD foi registrada por meio da escala visual analógica (VAS 0-10), sendo calculados o risco absoluto (%) e a intensidade média. A análise estatística incluiu testes t pareados e independentes, Mann-Whitney e Shapiro-Wilk (α=0,05). Todos os grupos apresentaram aumento significativo da EC ao longo do tempo (p<0,05), sem diferenças entre os protocolos com e sem dessensibilizante, independentemente da concentração (p>0,05). O risco de SD foi maior nos grupos sem dessensibilizante (PC10: 40%; PC22: 60%) em comparação aos grupos com dessensibilizante (DPC10: 10%; DPC22: 20%), com baixa intensidade média em todos os grupos.

Conclui-se que o uso prévio de dessensibilizante não influenciou a eficácia clareadora, mas reduziu o risco de sensibilidade dentária, sem impacto relevante na sua intensidade.

(Apoio: CNPq)
PIa0033 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Microdureza de resinas compostas unicromáticas fotoativadas por unidades fotopolimerizadoras monowave e polywave
Livia Barretto Anhaia, Cleyson José Crovador, Jean Teruo Hamasaki, Pedro Lucas de Melo, Vinicius Borges Oliveira, Amanda Priscilla Soistak, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar a influência de diferentes unidades fotopolimerizadoras (UFPs) na microdureza Vickers (HV) e na razão base/topo de resinas compostas unicromáticas com diferentes sistemas fotoiniciadores. Quatro UFPs LED (monowave: Elipar DeepCure-L, e polywave: Valo Grand, Bluephase G4 e Quazar) foram previamente caracterizadas por esfera integradora, quanto à irradiância, energia radiante e espectro de emissão. Foram confeccionados espécimes cilíndricos (n=5) das resinas Palfique Omnichroma, Charisma Diamond ONE e Vittra APS Unique, com 2 mm de espessura, fotoativados por 20 s. Após 24 h de armazenamento, a HV foi avaliada nas superfícies de topo e base, sendo calculada a razão base/topo (%). Os dados foram submetidos à ANOVA de medidas repetidas, ANOVA um fator e pós testes apropriados (α=0,05). De modo geral, observou-se redução da microdureza em profundidade, com maiores valores de HV no topo em relação à base. A influência da UFP foi material-dependente. Para a Charisma Diamond ONE, houve efeito significativo da UFP, com a Elipar DeepCure-L apresentando maior razão base/topo quando comparada às demais UFPs, indicando polimerização mais homogênea. Para a Palfique Omnichroma e a Vittra APS Unique, não houve influência significativa da UFP, demonstrando comportamento semelhante entre os equipamentos avaliados. Os achados indicam que, mesmo em incrementos de 2 mm, a uniformidade cromática não elimina as limitações da polimerização em profundidade.

Concluiu-se que, nas resinas unicromáticas, houve redução da microdureza em profundidade de acordo com a unidade fotopolimerizadora utilizada, indicando que a uniformidade cromática não elimina as limitações ópticas relacionadas à transmissão da luz.

(Apoio: CNPq)
PIa0034 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Desempenho clínico de resinas fluida e convencional em lesão cervical não cariosa: ensaio randomizado de 6 meses
Deusimar Mendes de Olivierda Júnior, Ana Beatriz Bertan Clementino, Gabriela Aparecida Winkert Manfron, Nayara Passos da Silva, Michelle Nascimento Meger, Bianca Marques de Mattos de Araujo, Michael Willian Favoreto, Thalita de Paris Matos
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego e de boca dividida avaliou o desempenho clínico de 6 meses de resinas compostas fluida e convencional em lesões cervicais não cariosas. Quarenta e dois pacientes receberam 84 restaurações (n=42 por grupo) com resina convencional (Vittra APS) ou fluida (Vittra APS Flow). O desempenho clínico foi avaliado no baseline e após 6 meses pelos critérios FDI (Federação Dentária Internacional), considerando propriedades funcionais, biológicas e estéticas. A percepção do operador foi analisada por questionário estruturado. Os dados foram analisados pelo teste de Wilcoxon (α=0,05). A taxa de retorno foi de 100% e ambos os grupos apresentaram 100% de retenção. Não houve diferença significativa entre os materiais para nenhum critério clínico (p>0,05), sendo a maioria das restaurações classificada como clinicamente muito boa. Houve diferença significativa na percepção do operador quanto à viscosidade, escoamento excessivo e aplicabilidade clínica (p<0,05), favorecendo a resina convencional.

Conclui-se que ambos os materiais apresentaram desempenho clínico semelhante em curto prazo, porém a resina convencional proporcionou melhor controle durante a aplicação.

PIa0035 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Desempenho clínico de resinas ormocer monocromática e policromática em lesão cervical não cariosa: ensaio de 36 meses
Leticia Rossa da Costa Lima, Amanda de Oliveira de Miranda, Mylena de Abreu Cardoso, Yasmine Mendes Pupo, Alessandra Reis, Alessandro D. Loguercio, Michael Willian Favoreto, Thalita de Paris Matos
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego, de equivalência e de boca dividida avaliou o desempenho clínico de 36 meses de resinas compostas à base de ormocer monocromática e policromática em lesões cervicais não cariosas. Foram realizadas 120 restaurações (n=60 por grupo) com Admira Fusion X-tra (monocromática) e Admira Fusion (policromática), após isolamento absoluto e aplicação de adesivo universal em estratégia de condicionamento seletivo em esmalte. As restaurações foram inseridas incrementalmente e fotopolimerizadas. A avaliação clínica foi realizada pelos critérios FDI (Federação Dentária Internacional) longo do acompanhamento. A análise estatística seguiu o princípio de intenção de tratar, com curvas de Kaplan-Meier e teste log-rank para sobrevida, e testes de Mann-Whitney e Friedman (α=0,05). Após 36 meses, a taxa de retenção foi de 90,0% para a resina monocromática e 88,3% para a policromática, sem diferença significativa entre os grupos (p=0,75). A adaptação marginal apresentou discrepâncias mínimas em 20% das restaurações em ambos os grupos, e a pigmentação marginal foi observada em 3,7%, sem diferença entre os materiais (p>0,05). Não houve sensibilidade pós-operatória ou cárie secundária.

Conclui-se que ambas as resinas apresentaram desempenho clínico semelhante após 36 meses.

PIa0036 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Composição química dos biocerâmicos PBS CIMMO® HD, MTA Angelus® branco e Bio-C Repair® por MEV/EDS
Fabiana Câmara Titoneli, Marcela Corrêa Dos Santos, Daniela Landim Messias, Samuel Mageste Almeida, Mariane Floriano Lopes Santos Lacerda, André Luis Martins Leal, Warley Oliveira Silva, Anamaria Pessoa Pereira Leite
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo analisar a composição química dos cimentos PBS CIMMO® HD, MTA Angelus® branco e Bio-C Repair®, por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) acoplada à espectrometria de energia dispersiva (EDS). Foram confeccionados cinco corpos de prova de cada material, com 4 mm de diâmetro e 1 mm de altura, fixados em stubs com fita condutora de carbono e submetidos à metalização. As amostras foram analisadas em MEV/EDS, e os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov. Para variáveis com distribuição normal, aplicou-se a análise de variância (ANOVA), enquanto, para aquelas com distribuição não normal, utilizou-se o teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). Foram identificados 12 elementos químicos nas amostras analisadas: alumínio (Al), bário (Ba), carbono (C), cálcio (Ca), enxofre (S), ferro (Fe), magnésio (Mg), sódio (Na), oxigênio (O), silício (Si), tungstênio (W) e zircônio (Zr). O PBS CIMMO® HD apresentou O, C, Ca, Si, Al, Mg, S, Fe e Ba; o MTA Angelus® branco apresentou O, C, Ca, Si, Al e W; e o Bio-C Repair® apresentou O, C, Ca, Si, Al, Na e Zr. Cinco elementos (O, C, Ca, Si e Al) foram comuns a todos os materiais, sendo O, C e Ca os de maior concentração.

Conclui-se que os materiais avaliados apresentam diferenças composicionais relevantes, influenciando suas propriedades físico-químicas e biológicas, bem como sua indicação clínica no contexto da endodontia.

PIa0037 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação in vitro da aplicação única por sessão de géis clareadores de dois frascos
Murilo Belo Teixeira, Leticia Caroline Condolo, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Thalita de Paris Matos, Andrea Dos Santos de Castro, Eric Mayer dos Santos, Alessandro D. Loguercio, Michael Willian Favoreto
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a difusão de peróxido de hidrogênio (PH) na câmara pulpar, a eficácia clareadora, as propriedades físico-químicas e os efeitos sobre a superfície do esmalte de géis clareadores de dois frascos aplicados em sessões únicas de 30 min. Sessenta pré-molares e trinta molares humanos hígidos foram distribuídos aleatoriamente em seis grupos, de acordo com o gel utilizado: DSP White Clinic 35% (WC), Pola Office (PO), Potenza Bianco Pro 35% (PB), Total Blanc One Step Drop 35% (TD), Whiteness HP (WH) e Whiteness HP Maxx (WM). Todos os géis foram aplicados em três sessões de 30 min, com intervalo de sete dias. A difusão de PH foi determinada por espectrofotometria UV-Vis, a eficácia clareadora por espectrofotometria digital, o pH e a concentração de PH por pHmetro e titulação, respectivamente. A superfície do esmalte foi analisada por microscopia eletrônica de varredura, além de microdureza (VHN) e rugosidade (Ra). Os dados foram submetidos à ANOVA de dois fatores e ao teste de Tukey (α=0,05). O grupo PO apresentou a maior difusão de PH, enquanto o TD apresentou a menor (p<0,01). Todos os géis promoveram clareamento progressivo ao longo das sessões, sem diferenças entre os grupos (p>0,05). A maioria apresentou pH inicial ácido, enquanto o TD manteve pH neutro; após 30 min, todos mostraram instabilidade de pH. A concentração de PH diminuiu ao final da aplicação, mas permaneceu acima de 30%. Todos os grupos apresentaram alterações na superfície do esmalte, redução da VHN e aumento da Ra (p<0,001).

Uma única aplicação de 30 min por sessão foi suficiente para promover eficácia clareadora e alterações morfológicas. No entanto, apenas o TD apresentou menor difusão de PH na câmara pulpar, possivelmente em razão de seu pH inicial neutro.

PIa0038 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação ex vivo do LED violeta contínuo e pulsado na temperatura dental durante o clareamento em consultório
Karina Guimarães de Souza, Christian Ferreira Bernardi, Sophia Alcantara Ishikawa, Enzo Llobregat Ducatti, Thais Gimenez, Karen Muller Ramalho
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo analisar a variação de temperatura intrapulpar e da superfície do esmalte promovida por diferentes equipamentos LED violeta (405 nm) em protocolos contínuo e pulsado durante o clareamento dental. Três incisivos inferiores humanos foram preparados e submetidos à aplicação de peróxido de hidrogênio a 35%, sendo testados três dispositivos com diferentes configurações com potência/emissor LED: Equipamento #1 (300mW), equipamento #2 (375mw) e Equipamento# 3 (250 mW). Foram utilizados dois protocolos: contínuo por 30 minutos e pulsado (1 minuto ligado/30 segundos desligado). A temperatura foi registada em tempo real, a cada 5 minutos, por termopares posicionados na câmara pulpar e superfície dental. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores ou testes não paramétricos (α=5%). O aumento de temperatura variou conforme o dispositivo e protocolo, sendo maior no equipamento #2 (p<0,001). Nenhum grupo ultrapassou o limite crítico de temperatura de 5,5°C. As temperaturas intrapulpares variaram de 2,34°C a 4,42°C no protocolo contínuo e de 2,68°C a 3,41°C no pulsado.

Conclui-se que todos os dispositivos e protocolos promoveram aumentos de temperatura dentro de limites seguros, sendo a variação temperatura dependente da potencia do dispositivo.

PIa0039 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Longevidade de um protocolo prolongado de clareamento caseiro: um estudo clínico prospectivo
Gustavo Princival Perlott, Thalita de Paris Matos, Isabela Souza Vardasca, Mylena de Araújo Régis, Carlos Francci, Alessandro D. Loguercio, Alessandra Reis, Michael Willian Favoreto
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a estabilidade da cor após 1 ano de um protocolo prolongado de clareamento caseiro com peróxido de carbamida a 10%, bem como seus efeitos sobre autopercepção estética e qualidade de vida. Este estudo clínico prospectivo de braço único incluiu 40 adultos com caninos de cor A2 ou mais escura, submetidos a 56 dias de clareamento caseiro com peróxido de carbamida a 10%. A cor foi mensurada por métodos objetivos e subjetivos no início do estudo, ao término do tratamento, após 1 mês e após 1 ano. A autopercepção estética e qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHIP-14) foram avaliadas longitudinalmente. Os dados foram analisados com testes para medidas repetidas, com nível de significância de 5%. O protocolo promoveu clareamento significativo ao final do tratamento. Após 1 ano, observou-se manutenção parcial do ganho cromático (p<0,05), embora não tenha ocorrido regressão significativa em relação ao pós-tratamento imediato. Apesar disso, os resultados permaneceram superiores aos valores basais (p>0,05). Os desfechos centrados no paciente demonstraram melhora significativa da autopercepção estética e da qualidade de vida (p<0,05), com manutenção parcial desses benefícios ao longo de 1 ano (p<0,05).

O clareamento caseiro prolongado com peróxido de carbamida a 10% apresentou moderada estabilidade de cor após 1 ano, sem comprometimento da tolerabilidade clínica. Além da eficácia clareadora, o tratamento proporcionou benefícios relevantes do ponto de vista dos participantes.

PIa0040 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeitos dos agentes clareadores caseiros nas resinas unicromáticas: análise das alterações físicas e mecânicas
Lorena Ribeiro, Marcos Roberto de Lima Benati, Renata Siqueira Scatolin, Laura Nobre Ferraz
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou, in vitro, o efeito de agentes clareadores de uso caseiro sobre as propriedades físico-mecânicas de uma resina composta unicromática, em comparação a uma resina composta convencional. Foram confeccionadas 60 amostras de resina composta, distribuídas em dois grupos: resina composta convencional (Vitra APS - FGM) e resina composta unicromática (Vitra APS Unique - FGM). Cada grupo foi subdividido em três subgrupos (n=10), de acordo com o agente clareador utilizado: gel de peróxido de carbamida a 22%, gel de peróxido de hidrogênio a 7,5% e gel placebo (controle). As amostras foram avaliadas antes e após 15 dias de tratamento clareador. As variáveis de resposta foram: microdureza de superfície (KHN), rugosidade de superfície (Ra) e alteração de cor (∆E00). Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística apropriada, considerando o nível de significância de 5%. Houve diferença significativa na variação de cor entre a resina unicromática e a convencional quando utilizado o gel de peróxido de carbamida a 22% (p≤0,05), sendo maior para a resina unicromática. Para a rugosidade superficial, observou-se aumento significativo no tempo final em relação ao inicial, independentemente do tratamento (p≤0,05); contudo, a resina unicromática apresentou valores inferiores aos da resina convencional em todas as condições. A microdureza mostrou-se significativamente menor na resina unicromática em comparação à convencional em ambos os tempos avaliados (p≤0,05).

Conclui-se que os agentes clareadores afetaram as propriedades das resinas compostas, sendo os compósitos unicromáticos mais suscetíveis às alterações de cor e microdureza, apesar de apresentarem menor rugosidade superficial.

(Apoio: PIC  N° 200/2025)
PIa0041 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

AVALIAÇÃO DA RADIOPACIDADE DOS CIMENTOS CIMMO® DTA, CIMMO® HP, CIMMO® HD E BIO-C® REPAIR ANGELUS® ATRAVÉS DE RADIOGRAFIA DIGITAL
Stella Teixeira de Medeiros, Warley Oliveira Silva, Keslley Lauren Urbano, Karina Lopes Devito, Mariane Floriano Lopes Santos Lacerda, Anamaria Pessoa Pereira Leite

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A radiopacidade dos cimentos endodônticos é essencial para a adequada avaliação radiográfica e o acompanhamento clínico. Este estudo teve como objetivo avaliar a radiopacidade dos cimentos biocerâmicos CIMMO® DTA, CIMMO® HP, CIMMO® HD e BIO-C® Repair Angelus®, por meio da mensuração dos valores de cinza em radiografias digitais, considerando a escassez de evidências independentes sobre esses materiais nacionais. Foram confeccionados cinco corpos de prova por material (4 mm de diâmetro e 2 mm de espessura), moldados em matrizes de elastômero. Como referência, utilizaram-se uma secção mésio-distal de 2 mm de molar humano hígido e escala de alumínio com 12 degraus. As amostras foram posicionadas sobre placas de fósforo fotoestimuláveis e radiografadas em aparelho de raios X (70 kVp, 7 mA e 0,032 s). As imagens em formato TIFF foram analisadas no software ImageJ para obtenção dos valores médios de cinza. Para análise estatística, aplicaram-se os testes de Shapiro-Wilk e ANOVA, seguidos pelo post-hoc de Tukey (p≤0,05). Verificou-se diferença estatisticamente significativa entre os materiais (p<0,001), com maior radiopacidade para o CIMMO® DTA, seguido por CIMMO® HP e BIO-C® Repair, que não diferiram entre si, enquanto o CIMMO® HD apresentou os menores valores. Todos os cimentos exibiram radiopacidade superior à dentina, sendo que apenas o CIMMO® HD apresentou valores inferiores ao esmalte.

Conclui-se que, embora todos os materiais atendam aos requisitos normativos mínimos, apresentam comportamentos radiográficos distintos, possivelmente associados a variações composicionais e microestruturais, ressaltando a relevância de avaliações independentes para validação do desempenho e suporte à tomada de decisão clínica odontológica.




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