9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PIa0012 - Painel Iniciante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

ANÁLISE DO pH SALIVAR EM PACIENTES COM BRUXISMO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO
Camilly Luiza Estaflite, Rodolfo Jorge Fortes Kubiak, Daniela Cunha Coelho, Milena Sampaio Kuczera, Angela Graciela Deliga Schroder, Júlia da Silva Germiniani, Flávio Magno Gonçalves, Jose Stechman-Neto
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou a associação entre o bruxismo (do sono e em vigília) e parâmetros como pH salivar, temperatura oral e refluxo gastroesofágico (DRGE). A amostra foi composta por 42 indivíduos (média de 41,1 anos). Para a avaliação, aplicaram-se os questionários BruxScreen (bruxismo) e GERD (refluxo), além da mensuração do pH e temperatura via pHmetro digital. A análise estatística utilizou os testes U de Mann-Whitney e Exato de Fisher. O Bruxismo do Sono (BS) (n=29), demonstrou associação significativa com a redução do pH salivar (p=0,024), com média de 7,03 frente a 7,36 do grupo sem a condição. O Bruxismo em Vigília (BV) (n=23), não apresentou interferência significativa em nenhuma das variáveis analisadas. Com relação ao refluxo gastroesofágico, embora os escores tenham sido numericamente superiores em quem possui BS, não houve significância estatística para a associação direta (p=0,107).

O bruxismo do sono está associado à redução do pH salivar, sugerindo alterações no equilíbrio do ambiente oral. Já o bruxismo em vigília não demonstrou influência sobre os índices avaliados. A tendência de maiores escores de refluxo no grupo BS indica a necessidade de estudos com amostras mais amplas para confirmar essa correlação.

PIa0013 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito do ácido gástrico simulado na estabilidade da cor, rugosidade superficial e microdureza de resina impressa 3D para coroas
Bruno Manoel Medeiros E. Silva, Henrique César Schimitz Gassen, Isabela Kendra Rodrigues Oliveira, Marina Freitas Barão, Laura Costa Beber Copetti, Liliane Bonatto Drummond, Analucia Gebler Philippi, Thaís Marques Simek Vega Gonçalves
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença do refluxo gastroesofágico e a bulimia podem comprometer a longevidade de materiais restauradores devido à redução do pH oral. Paralelamente, a incorporação de carga em resinas de impressão 3D ampliou suas indicações, embora falte evidências sobre o comportamento desse material frente à exposição ácida. Assim, esse estudo in vitro avaliou o efeito do ácido gástrico simulado sobre a estabilidade da cor, rugosidade superficial e microdureza uma resina de impressão 3D para coroas. Foram confeccionados 45 espécimes de resina de impressão 3D (Varseo Smile, Bego). Após limpeza ultrassônica e envelhecimento artificial (5000 ciclos, 5 °C-55 °C), foi mensurada a cor, rugosidade e microdureza (baseline) e os espécimes foram divididos em grupos: experimental (HCl, pH 1,2) e controle (saliva artificial). As análises foram repetidas após 96, 168 e 240 horas. Em seguida, os espécimes foram imersos em café, vinho tinto ou água destilada, com reavaliações após 2.5, 5 e 7 dias. A cor foi mensurada por espectrofotometria (ΔE00), a rugosidade por perfilometria e a microdureza pelo método Vickers. Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas e teste de Sidak (α = 0,05). A exposição ao ácido não promoveu alterações significativas na rugosidade superficial (p=0,15), microdureza (p=0,33) ou cor (p=0,59). Contudo, as soluções corantes produziram alterações cromáticas relevantes, sendo o café responsável pelas maiores alterações (p=0.036), ultrapassando o limite de aceitabilidade clínica (Grupo experimental ΔE00=5,4 ± 0,6; Grupo controle ΔE00=4,12 ± 1,02).

Conclui-se que a resina de impressão 3D apresentou estabilidade físico-mecânica frente ao desafio ácido, porém a cor foi alterada por agentes corantes, especialmente o café.

(Apoio: CNPq  N° 8339503523048344)
PIa0014 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Rugosidade superficial e alteração de cor da zircônia impressa em 3D em comparação a cerâmicas após desafios erosivos, abrasivos e térmicos
Maurício César Nobre de sá, Cecilia Santos Galvão, Fabiana Silveira Ramalho Moreira, Gabriela Panca Sabatini, Mustafa Borga Donmez, Burak Yilmaz, Adriana da Fonte Porto Carreiro
DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro comparou a rugosidade superficial (Ra) e a alteração de cor da pigmentação extrínseca de 3 sistemas cerâmicos: Zircônia Impressa em 3D (ZI), Zircônia Fresada (ZF) e Dissilicato de Lítio Fresado (DLF) após desafios erosivos, abrasivos e térmicos. Corpos de prova cilíndricos (13×2 mm; N=16) de cada sistema cerâmico foram confeccionados, maquiados com pigmentação extrínseca e sinterizados. Após avaliação inicial (Ra e cor), os espécimes foram distribuídos em subgrupos (n=8): um submetido ao desafio erosivo (ácido clorídrico 5%; pH=2) e outro mantido em água destilada (pH=7). Em seguida, ambos os subgrupos foram submetidos ao desafio abrasivo através da escovação simulada (5.000 ciclos) e envelhecimento por termociclagem (10.000 ciclos). Ra e cor (ΔE₀₀) foram reavaliadas após cada desafio. A avaliação da rugosidade e cor foram realizados através dos testes ANOVA e Tukey. A interação entre materiais e cenários foi avaliado através de Modelos Lineares Generalizados e Bonferroni (α=0.05). ZF apresentou menor Ra inicial (p<.001). Em ambiente neutro, DLF apresentou menor Ra final e redução em relação ao inicial (p<.001), enquanto ZF apresentou o maior Ra final. Quanto a alteração de cor, ZF apresentou menores valores de alteração de cor (p=.013) no grupo exposto ao desafio ácido, ZI apresentou maior ΔE₀₀ após escovação (p≤.020), enquanto que DLF apresentou menores valores de ΔE₀₀ finais.

Considerando os limiares de tolerabilidade clínica, a zircônia impressa apresentou rugosidade semelhante à zircônia fresada e ao dissilicato de lítio fresado. Contudo, com exceção do DFL, o ΔE₀₀ foi moderadamente inaceitável na maioria dos grupos, indicando baixa durabilidade da pigmentação extrínsecas em zircônias CAD/CAM.

(Apoio: CNPq  N° 23077.087565/2025-61)
PIa0015 - Painel Iniciante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da atividade motora orofacial sob estados induzidos de estresse e ansiedade: análise preliminar de um estudo experimental
Eloísa Gabriel Bertoni Soares, Caio Sberni Pinheiro de Souza, Lais Valencise Magri, Jardel Francisco Mazzi-Chaves, Matheus Herreira Ferreira
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve com objetivo avaliar o impacto de estados induzidos de estresse e ansiedade na atividade eletromiográfica (EMG) dos músculos mastigatórios, sendo aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Pesquisa. 8 sujeitos (6 mulheres e 2 homens) foram incluídos em uma análise preliminar da avaliação da atividade EMG dos músculos masseter e temporal, composta por quatro blocos de 6 minutos: 1) bloco de repouso absoluto (controle negativo); 2) bloco de atividade passiva (leitura); 3) bloco de ansiedade antecipatória (paradigma da "ameaça de grito"); e 4) bloco de estresse cognitivo (Paced Auditory Serial Addition Test "PASAT-C"). A ordem dos blocos 3 e 4 foram randomizadas. O teste de Friedman com análise de Conover para comparações múltiplas foi empregado com 5% de significância. A idade mediana da amostra foi de 21,00 (intervalo interquartil [IIQ]=3,50). Para o musculo temporal houve diferença na área abaixo da curva eletromiográfica (tAUC) entre os testes (X2F=8,55; p=0,036), onde notou-se uma redução da tAUC do bloco ansiedade (mediana [IIQ] = 627,50 [690,70]) em relação aos blocos controle negativo (mediana [IIQ] = 1047,50 [887,70]; pbonferroni=0,47) e leitura (mediana [IIQ] = 1021,20 [805,20]; pbonferroni =0,47). Já para o músculo masseter, foi encontrado um resultado similar entre os blocos (X2F=12,45; p=0,006), com uma redução da tAUC no bloco ansiedade (mediana [IIQ] = 287,80 [495,10]) em comparação com os blocos leitura (mediana [IIQ] = 398,40 [619,30]; pbonferroni =0,009) e estresse (mediana [IIQ] = 406,60 [791,30]; pbonferroni =0,001).

Pode-se concluir de maneira preliminar, que o estado de ansiedade antecipatória tem um papel de redução da tAUC, tanto em temporal quanto em masseter.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/23302-7)
PIa0016 - Painel Iniciante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Bruxismo em vigília e fatores psicossociais: um estudo exploratório sobre estresse, ansiedade e coping
Maria Fernanda de Campos Müller, Victor Hugo Alves Ribeiro Silva, Melissa de Oliveira Melchior, Christie Ramos Andrade Leite-Panissi, Kranya Victoria Díaz-serrano, Edilaine Cristina da Silva Gherardi-donato, Jardel Francisco Mazzi-Chaves, Lais Valencise Magri
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo exploratório transversal, avaliou a associação entre a frequência de bruxismo de vigília (BV), avaliada por avaliação ecológica momentânea (AEM), e os níveis de ansiedade/estresse e estratégias de coping. A amostra foi composta por 17 mulheres e 1 homem, distribuídos em grupos de alta (n=8) e baixa frequência de BV (n=10), com base em dados da AEM. A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk. As comparações foram realizadas pelos testes de Student e Mann-Whitney, e as associações por correlações de Pearson e Spearman (α=0,05). As análises indicaram maiores níveis de ansiedade/estresse no grupo de alta frequência de BV (mín=2; máx=8) em comparação ao grupo de baixa (mín=1; máx=6), enquanto os escores de coping foram semelhantes (1-5). A frequência de BV mensurada por AEM foi maior no grupo de alta (55,0±28,33) em relação ao grupo de baixa (43,5±16,97). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos para ansiedade/estresse (t=1,76; p=0,097; U=58,5; p=0,10), coping (t=-1,6; p=0,12; U=24,5; p=0,17) e AEM (t=1,07; p=0,30; U=49,5; p=0,42). As análises não evidenciaram associações significativas, embora indicado correlações de baixa magnitude, entre ansiedade/estresse e coping (r=-0,32; p=0,19; ρ=-0,29; p=0,22), ausência de associação entre ansiedade/estresse e AEM (r=0,008; p=0,97; ρ=-0,063; p=0,80) e correlação negativa fraca entre coping e AEM (r=-0,23; p=0,35; ρ=-0,21; p=0,38).

Embora o grupo com maior frequência de BV tenha apresentado valores numericamente mais elevados de ansiedade/estresse e AEM, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos. A amostra reduzida e o caráter exploratório/transversal do estudo limitam a extrapolação dos resultados.

(Apoio: FAPs - Fapesp   N° 2024/23302-7, 2025/16735-7, 2025/15283-5)
PIa0017 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Microinfiltração bacteriana em interfaces implantares de conexões Hexágono Interno e Cone Morse: estudo in vitro
Luísa Rodrigues Pereira, Maria Eduarda Muniz Carneiro, Luzia Joana Vilela, Mauricio Greco Cosso, Maria Eugênia Alvarez-leite, Márcia Almeida Lana
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os microgaps entre o implante dentário e seus componentes podem favorecer a infiltração e permanência de bactérias na interface implantar. Essa infiltração pode induzir processos inflamatórios nos tecidos peri-implantares, comprometendo a osseointegração e aumentando o risco de falha. Nesse contexto, o selamento microbiológico dessa interface é fundamental para a longevidade dos implantes. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, a capacidade de selamento microbiológico nas interfaces implante/tap, implante/cicatrizador e implante/pilar protético de dois sistemas distintos de conexão: Hexágono Interno (HI) e Cone Morse (CM). Os conjuntos foram imersos em caldo BHI contendo Streptococcus sanguinis e incubados a 37 °C durante 14 dias. A cada 48 horas, as amostras eram transferidas para nova cultura bacteriana. Ao final do período experimental, os conjuntos foram desinfetados com peróxido de hidrogênio e lavados com solução salina estéril. Posteriormente, os taps, cicatrizadores e pilares protéticos foram removidos, e a coleta microbiológica realizada com a introdução de microbrush na porção interna do implante. Em seguida, a amostra coletada foi inoculada em caldo BHI e incubada a 37 °C por 48 horas. Após esse período, avaliou-se a turbidez do meio e realizou-se a semeadura em ágar BHI para análise do crescimento bacteriano. Para a comparação das taxas de contaminação bacteriana entre os sistemas de conexão, aplicou-se o teste exato de Fisher.

O sistema CM apresentou menor suscetibilidade à infiltração bacteriana nas interfaces implante/tap e implante/cicatrizador, quando comparado ao sistema HI, enquanto na interface implante/pilar protético não foi observada diferença estatisticamente significativa.

(Apoio: CNPq  N° 31602)
PIa0018 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeitos do peróxido de carbamida a 22% versus limpeza convencional na cor, superfície e citotoxicidade de resinas impressas 3D pigmentadas
Fabrício Erick da Silva Ferreira, Lucas Cavalcante de Sousa, Pamela Tayná Matias Bezerra, Fabiana Silveira Ramalho Moreira, Ellen Dayse de Freitas Ferreira, Marcos Vinícius de Carvalho Sousa Rosado, Carlos Augusto Galvão Barboza, Adriana da Fonte Porto Carreiro
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos do peróxido de carbamida a 22% comparado com métodos de limpeza convencionais na alteração de cor, propriedades superficiais e citotoxicidade de resinas impressas 3D pigmentadas. Espécimes em formato de disco (10x3mm) foram confeccionados usando resinas de impressão 3D para base (BioDenture) e dentes (BioProv) de próteses. As amostras foram submetidas a manchamento com café por 12 dias. Em seguida, quatro protocolos de limpeza foram realizados durante 14 dias: peróxido de carbamida a 22% (PC), hipoclorito de sódio a 1% (HS), tablete efervescente (TB) e água destilada (CT, controle) (n=12). Alteração de cor (ΔE00), rugosidade superficial (Ra), microdureza (HV), ângulo de contato (°) e citotoxicidade (%) foram avaliados após os protocolos de limpeza. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e ANOVA de dois fatores. O grupo HS apresentou maior alteração de cor em relação ao grupo CT (p<0,05), embora todos os protocolos tenham apresentado eficácia clareadora de muito boa a excelente. Os grupos PC e TB apresentaram maior rugosidade em comparação ao CT para a resina de dente (p<0,05). O grupo PC apresentou maiores valores de microdureza em relação ao CT (p<0,05). Além disso, o grupo PC apresentou menor ângulo de contato em comparação aos demais métodos (p<0,05). Após 24 horas, a viabilidade celular do grupo PC foi significativamente menor (p<0,05).

Apesar do efeito clareador satisfatório, o peróxido de carbamida a 22% aumentou a rugosidade e a hidrofilia, além de reduzir a viabilidade celular dos materiais avaliados. Dessa forma, seu uso deve ser contraindicado para a limpeza de próteses impressas em 3D.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  )
PIa0019 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação comparativa da qualidade da malha e da acurácia da linha de término produzida por diferentes sistemas de escaneamento intraoral
Manuela Cardoso Burgos, Bárbara Inácio de Melo, Matheus Henrique Ribeiro Cardoso, Karen Katlein Dolenkei, Bianca Caroline Silva, Marcelo Zanchetta do Nascimento, Luís Henrique Araújo Raposo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os escâneres intraorais (IOSs) geram malhas STL usando algoritmos proprietários; no entanto, a qualidade clinicamente perceptível dessas malhas e sua relação com a delineação da linha de término permanecem pouco investigadas. Este estudo objetivou avaliar qualitativamente as malhas STL produzidas por dez IOSs, analisando a qualidade da tesselação e de delineação da linha de término percebida. Um modelo typodont mandibular padronizado com preparo para coroa total no primeiro molar inferior direito foi escaneado dez vezes por sistema (n = 10). Três examinadores com diferentes nível de experiência calibrados realizaram avaliações cegas da qualidade da tesselação e da delineação da linha de término. Os dados qualitativos foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Dunn-Bonferroni. Diferenças significativas entre os sistemas foram observadas para as pontuações de delineamento da linha de término (P < 0,05), enquanto a qualidade da tesselação não foram verificadas diferenças significativas entre os sistemas avaliados (P > 0,05). Embora não tenham sido observadas diferenças significativas entre os avaliadores, o operador com maior experiência apresentou maior score e visualizou melhor a linha de término.

A avaliação qualitativa das malhas não evidenciou diferenças significantes entre IOSs contemporâneos que não se mostraram uniformemente distribuídas dentre os parâmetros avaliados. Entretanto, a delineação da linha de término se mostrou o critério clínico mais sensível para discriminar o desempenho entre os diferentes sistemas de escâneres intraorais.

(Apoio: CNPq  N° 421484/2025-0  |  CAPES  |  FAPEMIG)
PIa0020 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise transcricional integrativa in sílico de osteoblastos cultivados em titânio com nanotopografia na presença de osteoclastos
Mayane Fernanda David, Otávio Guilherme Gonçalves de Almeida, Karina Fittipaldi Bombonato Prado, Luciana Oliveira de Almeida, Rayana Longo Bighetti-trevisan
Odontologia UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Diversos estudos têm demonstrado o papel da superfície de Ti com nanotopografia (Nano), obtida através de condicionamento com H2SO4 e H2O2 no processo de osteogênese; entretanto, diferentes processos biológicos, vias de sinalização e genes, modulados durante a diferenciação osteogênica sobre essa superfície, na presença de osteoclastos, permanecem desconhecidos. Assim, o objetivo desse estudo foi realizar uma análise integrativa, através de estudo in sílico, para identificação de distintos processos biológicos, vias de sinalização e genes, não relacionados à osteogênese, modulados em osteoblastos cultivados sobre o Ti Nano na presença de osteoclastos. Foram utilizados dados de sequenciamento de RNA (RNA-Seq) depositados em repositórios públicos, para análises da expressão diferencial de genes por DESeq2 (FC>1,7; p≤0,05) e de enriquecimento de processos biológicos pelo Gene Ontology (GO). Foram identificados 4106 genes diferencialmente expressos, os quais participam da ativação de vias de sinalização e processos biológicos envolvidos com reparo de DNA e manutenção celular, como regulação da transdução de sinal por p53, replicação de DNA, senescência e apoptose; com alterações associadas à produção de matriz e organização de filamentos de actina, como a via de sinalização e resposta celular ao ácido retinóico e organização do citoesqueleto e com regulação da proliferação e adesão celular através da ativação das vias de sinalização relacionadas ao fator de crescimento transformador beta e da cascata ERK1/ERK2.

Os resultados deste estudo contribuem para o entendimento de diferentes eventos celulares e moleculares que medeiam a remodelação óssea e que podem contribuir com a osseointegração.

(Apoio: FAPESP  N° 25/06482-4)
PIa0021 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Quanto tempo os protocolos de clareamento dental levam para atingir o ponto de saturação?
Nicolly Barchiki, Maria Eduarda Cavassin, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Thalita de Paris Matos, Alessandro D. Loguercio, Alessandra Reis, Michael Willian Favoreto
Odontologia UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo in vitro foi caracterizar o padrão de mudança de cor ao longo do tempo e determinar o tempo para estabilização clinicamente (ponto de saturação) para clareamento caseiro (AHB) e clareamento em consultório (IOB). Além disso, estimou um fator de conversão entre semanas de AHB e sessões de IOB. Foram randomizados em dois grupos 60 molares humanos extraídos: IOB (peróxido de hidrogênio 35%, 50 min/sessão) ou AHB (peróxido de carbamida 10%, 3 h/dia) por 8 ciclos (sessões para IOB ou semanas para AHB). A cor dental foi avaliada por espectrofotômetro (ΔEab, ΔE00, ΔWID) e por guia de cor (ΔSGUs). O tempo mediano para estabilização (MTS) foi definido como o primeiro ciclo após o qual as mudanças entre ciclos permaneceram abaixo dos limiares de aceitabilidade (AT) e perceptibilidade (PT). O tempo de estabilização da cor foi analisado por Kaplan-Meier com teste log-rank. Regressões ajustadas de Cox e Deming estimaram razões de risco e fatores de conversão. Utilizando o AT, a estabilização foi alcançada em 13/30 (AHB) e 11/30 (IOB) espécimes para ΔEab e o MTS não foi atingido; com resultados semelhantes para ΔE00 e ΔWID. As ΔSGUs estabilizaram em todos os espécimes (MTS:3-4 ciclos). Utilizando o PT, a maioria dos espécimes atingiu a estabilização (MTS:5-7 ciclos), sem diferença significativa entre os protocolos. Foi observada uma associação moderada (R²=0,59), sendo que uma sessão de IOB produziu aproximadamente 0,85 da mudança de cor alcançada por uma semana de AHB.

A estabilização da cor depende do limiar adotado. A maioria dos espécimes estabilizou entre 5-7 ciclos considerando AT e entre 3-4 ciclos considerando PT com ΔSGUs. Em média, uma sessão de IOB produz quase o mesmo efeito de uma semana de AHB.

(Apoio: CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq  N° 304817/2021-0  |  CNPq  N° 406840/2022-9)



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