9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PE032 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Impressões de estudantes de odontologia sobre pesquisa qualitativa em saúde: contribuições para a formação profissional
Beatriz Brandão Mulford Faria, Emília Carvalho Leitão Biato, Nailê Damé-teixeira
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A formação em saúde tem sido historicamente influenciada por modelos positivistas, que privilegiam abordagens quantitativas ao invés de abordagens qualitativas. Nesse contexto, este estudo versou-se a perceber as impressões de estudantes de odontologia sobre a pesquisa qualitativa em saúde. O presente trabalho foi realizado por meio de grupos focais com estudantes de odontologia do primeiro semestre da Universidade de Brasília. O referencial teórico articula com as contribuições da filosofia da diferença e se apoia em autores como Canguilhem, ao problematizar os conceitos de normal e patológico e Derrida, ao questionar o pensamento dualista. Tais perspectivas sustentam a relevância da pesquisa qualitativa como ferramenta para compreender a complexidade do cuidado em saúde para além da normalidade. Os achados indicam que, embora ainda exista uma valorização predominante de métodos quantitativos na formação em saúde, os estudantes percebem a importância das abordagens qualitativas. Contudo, é perceptível a presença de lacunas nesse primeiro momento da formação acadêmica quanto ao domínio sobre esse tipo de pesquisa.

Depreende-se que a inserção e o fortalecimento da pesquisa qualitativa na formação em odontologia são fundamentais para o desenvolvimento de profissionais mais sensíveis às dimensões humanas do cuidado.

(Apoio: CNPq)
PE033 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Caracterização da oferta de componentes curriculares em Odontogeriatria em instituições públicas brasileiras
João Rubens Gomes de Bastos Manso, Ingrid Campos Costa, Túlio Eduardo Nogueira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a oferta, a distribuição e as características de disciplinas de Odontogeriatria (OG) ofertadas em cursos de graduação em Odontologia de instituições públicas brasileiras. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e baseado em análise documental. A coleta de dados foi realizada em portal eletrônico do Ministério da Educação (e-MEC), considerando os filtros: presenciais, gratuitos e ativos. Foram incluídas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas (federais e estaduais), sendo excluídas aquelas sem informações disponíveis. A coleta de dados foi realizada a partir dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) ou matrizes curriculares. Além da IES, considerou-se as seguintes variáveis relacionadas às disciplinas: oferta (sim/não), natureza e carga horária. Os dados foram tabulados e analisados por meio de estatística descritiva no Microsoft Excel. Foram considerados dados de 55 IES. Componentes curriculares de OG foram localizados em 50,9% (n= 28) das IES. A maior proporção de oferta foi observada no Centro-Oeste (2 dos 3 cursos), seguido pelo Sul (6 dos 10 cursos). Nenhum dos 3 cursos da região norte oferta disciplinas de OG. Entre as IES que ofertam, 60,7% (n= 17) apresentam a disciplina como obrigatória. A carga horária variou entre 20 e 210 horas (média= 59,3; DP= 36,2). Apenas 39,3% (n= 11) dos componentes consideram carga horária prática, variando de 4 e 150 horas (média= 59,8; DP= 37,1).

Conclui-se que a oferta de componentes curriculares de Odontogeriatria entre as IES públicas brasileiras é limitada e desigual regionalmente, com predomínio de disciplinas majoritariamente teóricas.

PE034 - Pesquisa em Ensino
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

IMPACTO DO DIABETES MELLITUS NO SUCESSO DA OSSEOINTEGRAÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS: REVISÃO DE LITERATURA E PROTOCOLOS ADAPTADOS
Cinthia de Almeida Peixoto
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Implantodontia consolidou-se como uma das modalidades terapêuticas mais previsíveis da Odontologia contemporânea, fundamentada no fenômeno da osseointegração. Entretanto, condições sistêmicas como o Diabetes Mellitus (DM) podem influenciar negativamente os processos biológicos envolvidos na cicatrização óssea e na manutenção da interface osso-implante. O DM caracteriza-se por hiperglicemia crônica, associada a disfunções microvasculares, estresse oxidativo e inflamação persistente, fatores que comprometem a angiogênese, a atividade osteoblástica e o remodelamento ósseo. Conclui-se que o DM não constitui contraindicação absoluta à implantodontia, desde que haja controle metabólico rigoroso e adoção de protocolos clínicos baseados em evidências.

O Diabetes Mellitus exerce influência relevante sobre a osseointegração de implantes dentários, principalmente por meio da hiperglicemia crônica e seus efeitos sobre o metabolismo ósseo, a angiogênese e a resposta imunoinflamatória. Contudo, os resultados analisados demonstram consistentemente que o DM, quando adequadamente controlado, não deve ser considerado contraindicação absoluta à instalação de implantes. Pacientes com controle metabólico satisfatório apresentam taxas de sobrevivência, perda óssea marginal e previsibilidade clínica semelhantes às de indivíduos não diabéticos. Conclui-se que a Implantodontia em pacientes diabéticos é viável, segura e previsível quando fundamentada no controle metabólico rigoroso e em evidências científicas, ampliando o acesso a tratamentos reabilitadores com qualidade e segurança.




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