9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PE021 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Panorama da TeleOdontologia nos cursos de graduação de Odontologia em Universidades Públicas do Brasil
Maria Clara de Jesus Santos, Miguel Henrique de Oliveira Vital, Maria Vitória Matos de Almeida, Brenda Casé do Vale, Maria Isabel de Castro de Souza
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho teve como objetivo mapear nos projetos pedagógicos e grades curriculares dos cursos de graduação de Odontologia presentes em instituições de ensino superior (IES) públicas brasileiras, atividades envolvendo a temática teleodontologia. Trata-se de um estudo de metodologia quali-quanti realizado a partir da pergunta norteadora: "Os projetos pedagógicos ou grades curriculares da graduação em Odontologia abrangem a temática teleodontologia ou saúde digital?" Para o mapeamento das informações foram consultadas as bases de dados pública do Ministério da Educação (https://emec.mec.gov.br/emec/) para identificação das IES públicas que possuíam cursos de graduação na área de Odontologia e, no segundo momento, as páginas eletrônicas destas instituições a fim de identificar se a temática proposta foi contemplada no ensino, pesquisa ou extensão. Um total de 50 IES públicas (01 = âmbito municipal; 21 = âmbito estadual; 28 = âmbito federal) foram identificadas das quais 86% (43) apresentaram a temática que foi categorizada nas seguintes variáveis: 33 projetos de extensão, 20 projetos de pesquisa e/ou iniciação científica, 2 disciplinas obrigatórias de graduação, 8 disciplinas eletivas de graduação. Em 50% da amostra o programa PET Saúde Digital estava presente.

Com base nesses achados é possível concluir que muito embora as políticas públicas sobre saúde digital tenham se fortalecido nos últimos anos, a teleodontologia ainda é pouco prevalente como um conteúdo obrigatório nos currículos de graduação de instituições de ensino superior públicas no Brasil.

(Apoio: Faperj)
PE022 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Percepções de estudantes de Odontologia de uma universidade brasileira sobre profissionalismo
Alan Gustavo Stahlhoefer, Isabelle Foches de Jesus, William Augusto Gomes de Oliveira Bellani, Joao Armando Brancher, Pablo Guilherme Caldarelli, Carla Castiglia Gonzaga, Marilisa Carneiro Leão Gabardo
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A percepção de profissionalismo foi avaliada em graduandos em Odontologia de uma universidade brasileira. Com delineamento transversal e amostra de conveniência, participaram indivíduos de ambos os sexos, que responderam ao questionário Professionalism Mini-Evaluation Exercise (P-MEX). O instrumento contém 21 itens sobre relações profissional-paciente, interprofissionais, habilidades reflexivas e gerenciamento do tempo. Foram coletados dados sobre: sexo, idade, turno de estudo e tempo de resposta ao questionário. Após análise descritiva realizou-se comparação por gênero, idade e tempo de resposta com os desfechos, pelo teste U de Mann-Whitney. Para o turno, aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis, seguido de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner, quando p<0,05. Utilizaram-se os softwares Jamovi (versão 2.3.26) e R Core (p<0,05). Participaram 133 estudantes: 78,9% do gênero feminino e média de idade de 25,3 (± 5,8) anos. A média geral do escore P-MEX foi 3,73 (± 0,46) e o critério "habilidades reflexivas" apresentou a maior pontuação. Diferenças significativas (p<0,05) foram observadas em alguns itens de acordo com sexo, idade, turno e tempo de resposta. Não houve impacto significativo nos escore total ou critérios.

Houve percepção positiva de profissionalismo na amostra, sugerindo que o ambiente institucional favorece o desenvolvimento de competências profissionais.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PE023 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Uso da inteligência artificial por docentes de graduação em Odontologia no estado do Paraná, Brasil
Karine Fatima Lyko, Gabriela Loewen Brotto, Francielle Topolski, Flávia Sens Fagundes Tomazinho, Joao Armando Brancher, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Pablo Guilherme Caldarelli
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inteligência artificial (IA) tem-se mostrado um recurso inovador em várias áreas, incluindo a Odontologia. Esta pesquisa investigou como docentes de graduação em Odontologia no Paraná utilizam a IA como ferramenta de suporte de ensino, com foco nos desafios e potencialidades da sua implementação por meio de questionário. Neste estudo transversal, foram enviados 392 convites via correio eletrônico, WhatsApp (mensagens individuais e grupos de docentes) e Instagram, destinados a professores de instituições públicas e privadas. Os participantes que aceitaram e concordaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, responderam a um questionário online com 20 questões sobre uso, percepção, impacto acadêmico e desafios da IA, e acessaram material informativo para baixar. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel® e analisados por frequências. Participaram do estudo 61 docentes, sendo 75% de instituições privadas (n=46), 14% públicas (n=9) e 8% de ambas (n=5), com a maioria 60% do gênero feminino (n=37) e média de idade de 41 anos. Observou-se que 67% utilizam IA (n=41), com destaque para o ChatGPT (49%, n=30). As principais aplicações foram a elaboração de provas e preparo de aulas. O impacto da IA no desempenho acadêmico foi considerado moderadamente positivo por 55% (n=34). Entre os desafios, destacaram-se a falta de treinamento 32% (n=20), custo 11% (n=7) e preocupações com privacidade 6% (n=4). Além disso, 19% (n = 12) não utilizam IA indicando barreiras iniciais à adoção dessas tecnologias. Apesar disso, reconhece-se seu potencial e necessidade de maior capacitação e suporte institucional 19% (n=12).

Conclui-se que a IA já está inserida no ensino odontológico no Paraná, porém sua integração requer estratégias estruturadas.

PE024 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Análise da oferta de componentes curriculares de Inovação Tecnológica e Digital em cursos de Odontologia
Pedro Francisco de Paulo e Paula, Tânia Adas Saliba, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inovação tecnológica e digital vem transformando a odontologia e desperta a atenção sobre a importância da capacitação profissional para a utilização destes recursos. Objetivou-se analisar os componentes curriculares sobre Inovação Tecnológica e Digital nos cursos de graduação em Odontologia de Instituições de Ensino Superior. Trata-se de um estudo de análise documental, no qual os dados foram coletados das páginas eletrônicas oficiais de cursos de odontologia de faculdades públicas e privadas, devidamente registradas no Conselho Regional de Odontologia do estado de São Paulo, no ano de 2026. Do total de 74 faculdades (7 públicas e 67 particulares), 24 possuem a mesma matriz curricular. Verificou-se, em relação ao total de instituições (n=64), que somente 5 públicas e 28 particulares possuem componentes curriculares relacionados a tal temática. No total de componentes curriculares, foram identificadas 26, com carga horária média de 40 horas, considerando 8 optativas e 18 obrigatórias. Notou-se que 8 (30,77%) componentes curriculares são relacionadas à odontologia digital, 2 (7,69%) à inteligência artificial, 3 (11,54%) à teleodontologia, 11 (42,31%) às inovações tecnológicas, 1 (3,85%) à saúde digital e 1 (3,85%) às habilidades de informática. Houve variabilidade em relação ao período do curso em que os componentes curriculares são administrados. Observou-se que 9 instituições não disponibilizaram a matriz curricular na página eletrônica.

A Inovação Tecnológica e Digital é um diferencial estratégico na formação profissional que ainda não está amplamente integrada nas matrizes curriculares dos cursos de Odontologia no estado de São Paulo.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PE025 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Percepções e experiências de estudantes de Odontologia quanto ao uso da inteligência artificial: estudo qualitativo
Ranielle Cristine Alves Martins, Steven Kadeem Moore, Túlio Eduardo Nogueira
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi explorar percepções e experiências de estudantes de Odontologia acerca do uso da inteligência artificial (IA) na rotina acadêmica. Neste estudo qualitativo foram incluídos estudantes de graduação em Odontologia da Universidade Federal de Goiás. Foram realizadas entrevistas individuais presenciais com uso de roteiro semiestruturado. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas por meio de análise temática. Participaram sete estudantes (idade média: 26,4 anos; min:20, max:39), 3 mulheres e 4 homens, em diferentes momentos do curso: segundo ano (n=2), terceiro ano (n=1), quarto ano (n=1) e quinto ano (n=3). Emergiram 5 principais temas: a integração e apropriação da IA no processo de aprendizagem; percepções de benefícios e potencialidades; limitações e preocupações; barreiras operacionais e necessidade de orientação institucional. A partir destes, foram ainda identificados 13 subtemas. A IA foi descrita como integrada à rotina acadêmica e mediadora do aprendizado, com destaque para a otimização e ampliação do aprendizado e expectativas de uso futuro. As principais preocupações envolveram confiabilidade das informações, manutenção do pensamento crítico, dependência tecnológica e autonomia cognitiva. Também foram relatadas dificuldades técnicas e de usabilidade, além da ausência de orientação institucional, com adoção de estratégias individuais pelos estudantes.

Conclui-se que a IA é amplamente utilizada como suporte à aprendizagem, contribuindo para o desempenho acadêmico, mas apresenta desafios relacionados à confiabilidade, ao pensamento crítico e à dependência, evidenciando a necessidade de orientação institucional estruturada para uso responsável.

PE026 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Diretrizes Curriculares Nacionais e formação docente: do discurso à organização curricular no mestrado acadêmico
Maria Augusta Ramires Piemonte, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Pablo Guilherme Caldarelli
PPGO UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo analisou-se como as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) são incorporadas na formação docente nos mestrados acadêmicos em Odontologia do Brasil. Tratou-se de pesquisa documental, quantitativa, com base na análise de ementas de 61 programas de mestrado em Odontologia do Brasil. Os dados foram obtidos por meio da Plataforma Sucupira e das páginas institucionais, sendo organizados em planilha e analisados de modo descritivo. Foram identificadas 630 disciplinas, sendo 214 relacionadas à formação docente. Disciplinas específicas (n=57; 95%) e estágio docente (n=47; 78,3%) estavam previstos na maioria dos programas. A organização foi heterogênea, com variações na carga horária, de 30 h a 1515 h. A presença das DCN na organização dos currículos foi irregular, sendo identificada nos objetivos (n=21; 70%), nas referências (n=21; 67,7%) e nas ementas (n=18; 58,1%). Predominaram disciplinas com baixa articulação entre elementos pedagógicos, com 33 (54,1%) programas classificados com menor grau de maturidade pedagógica. As ementas indicaram formação centrada na prática, com pouca clareza quanto aos fundamentos pedagógicos e uso recorrente de termos pedagógicos sem detalhamento de sua aplicação. Embora presente, a formação docente permanece pouco integrada ao conjunto da formação.

Por fim, as DCN aparecem nos documentos, mas não se consolidam como referência organizadora do currículo, evidenciando um descompasso entre as diretrizes formativas e a organização efetiva da formação docente.

PE027 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Autoavaliação crítico-reflexiva em atividades clínicas no curso de Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP
Larissa Kely Faustino da Silva, Geanny Carolline Pereira Leão, Fernanda Lopez Rosell, Tânia Adas Saliba, Aylton Valsecki Junior
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A autoavaliação crítico-reflexiva é um dos instrumentos que balizam a avaliação formativa, envolvendo a participação ativa do estudante e o desenvolvimento de autonomia no processo de ensino-aprendizagem. No contexto de formação de profissionais de saúde, contribui para o aprimoramento de competências, liderança e tomada de decisão, favorecendo a capacidade de transformação diante das demandas profissionais. Este estudo teve como objetivo verificar a capacidade de autoavaliação crítica e reflexiva dos estudantes da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP), a partir de disciplinas clínicas que utilizam esses processos autoavaliativos, como estratégia de produção de autonomia no cuidado. Trata-se de um estudo descritivo baseado na análise das reflexões que foram produzidas por turmas de estudantes do 3º ano e 5º ano no curso de Odontologia, no período de três anos. As análises buscaram identificar a presença de reflexões críticas, a percepção de potencialidades e/ou fortalezas, fragilidades e/ou inseguranças e a capacidade de formulação de plano de melhoria diante do refletido. Os resultados indicam baixos níveis de reflexão contínua, e que, embora a maioria dos estudantes tenha apresentado ao menos uma reflexão, são baixos os percentuais de aprofundamento nas análises.

Conclui-se que os processos avaliativos formativos são mais efetivos quando integrados às atividades didáticas ao longo do curso, do que quando aplicados pontualmente. Identificou-se baixa adesão dos estudantes na aplicação pontual, pouco empenho na reflexão crítico-reflexiva e a percepção dessa autoavaliação como exigência, distante da construção do perfil do profissional de saúde preconizado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais.

PE028 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Percepção de Cirurgiões-Dentistas sobre Diversidade e Inclusão no Atendimento Odontológico
Priscila Moraes Lima, Fábio Silva de Carvalho, Patrícia Elizabeth Souza Matos, Ana Bruna Ferreira Ribeiro, Érica Jamilly Mendes Ferreira, Loiana Gomes Silva, Charles Souza Santos, Manoelito Ferreira Silva-Junior
Departamento de Saúde I (DS I) UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a percepção de cirurgiões-dentistas atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) sobre diversidade e inclusão no atendimento odontológico. O estudo qualitativo é uma segunda etapa de pesquisa nos cenários de prática do PET-Saúde Equidade em Jequié-BA com amostra de exaustão de profissionais que desejaram participar de outras etapas do estudo. Os dados foram coletados entre janeiro e março de 2026 por uma pesquisadora, nas Unidades de Saúde, com uso de roteiro-guia, com entrevistas gravadas e transcritas. A análise pela Classificação Hierárquica Descendente utilizou o software IRaMuTeQ. Participaram nove cirurgiões-dentistas, correspondendo a uma taxa de resposta de 90%. O corpus originou 206 segmentos de texto, com aproveitamento de 87,8%. A análise identificou quatro classes temáticas sobre diversidade e inclusão: 1) Fragilidades na formação e capacitação profissional; 2) Limitações no conhecimento das políticas públicas; 3) Priorização do cuidado e invisibilidade das vulnerabilidades; e 4) Acolhimento e inclusão no cuidado odontológico.

Evidenciou-se fragilidade formativa, desconhecimento das políticas e tensão entre práticas igualitárias e a perspectiva da equidade, embora também tenham sido observados avanços pontuais nas percepções dos profissionais pela atuação do PET-Saúde. Destaca-se a necessidade de manutenção dos investimentos em educação permanente e reorganização das práticas no atendimento odontológico, visando um cuidado mais inclusivo, equitativo e sensível às vulnerabilidades sociais.

PE029 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

SENSO DE COERÊNCIA E VIVÊNCIAS ACADÊMICAS DE GRADUANDOS EM ODONTOLOGIA DA UFMG
Maxwell Gonçalves Coelho, Rodolfo Alves de Pinho, Ivana Meyer Prado, Saul Martins Paiva
Saúde da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a associação entre o Senso de Coerência e caraterísticas sociodemográficas, acadêmicas e expectativas dos estudantes de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou-se um estudo transversal piloto, com 52 graduandos do 10° período . Os participantes responderam a 2 questionários: um sobre dados sociodemográficos, acadêmicos e expectativas profissionais, composto por 49 perguntas, além da Escala de Senso de Coerência (SOC), composta por 13 perguntas. O SOC mensura a orientação de um indivíduo para ver a vida como compreensível, manejável e significativa. Seu escore varia de 13 a 65 pontos, sendo que valores mais altos indicam um SOC mais forte. Foram realizadas análises descritivas e bivariada, através dos testes T de Student, Kruskal-Wallis e ANOVA (P<0,05). A maioria dos participantes era do sexo feminino (80,8%), com média de idade de 26,4 anos (±2,32) e de cor/raça autodeclarada branca (63,5%). A média do escore da SOC foi 25,8 (±4,61). Estudantes que apresentaram maiores escores do SOC foram aqueles de cor/raça branca (p=0,026), sem perspectiva de estabilidade financeira nos 5 primeiros anos após formados (p=0,050), que se sentiam representados por seus professores (p=0,023) e que consideravam que a sua cor/raça não interferia no seu processo formativo (p=0,009).

Conclui-se que o Senso de Coerência dos estudantes do 10º período esteve associado à cor/raça branca, ausência de perspectiva de estabilidade financeira, dúvida quanto à representatividade estudantil, representatividade docente e ausência de interferência da cor/raça durante o processo formativo.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG   N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PE031 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Normatização do uso da Inteligência Artificial nas Instituições de Ensino Superior na Odontologia
Edgard Bergamaschi Junior, Fernando Yamamoto Chiba, Tânia Adas Saliba, Suzely Adas Saliba Moimaz
Depto. de Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do trabalho foi verificar a existência e analisar portarias, regulamentos e demais documentos orientadores estabelecidos por Instituições de Ensino Superior (IES) sobre o emprego da Inteligência Artificial (IA). Trata-se de uma pesquisa documental, qualitativa, descritiva. Foram consultadas as páginas eletrônicas das 3 IES públicas de São Paulo. A técnica empregada foi a análise de conteúdo, e as dimensões analisadas foram relacionadas ao uso da IA no ensino-aprendizagem e pesquisa. Os documentos analisados foram: Resolução UNESP 13/25 dispõe sobre a utilização da IA na Universidade e o "Guia para a utilização de IA na graduação da UNESP: integridade, inovação e equidade" de 2026, estabelece as normas. A Portaria USP GR nº 9004, de 10 de março de 2026, dispõe sobre a criação do Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial (ETDIA), junto ao gabinete do reitor, que tem como finalidade propor diretrizes e políticas sobre o uso ético e responsável da IA. Há um documento anterior onde constam algumas orientações sobre o uso da IA no documento Guia de boas práticas científicas de 2025. O documento da Unesp conta com normas divididas em "O que você PODE, NUNCA ou TALVEZ possa fazer", em ítens específicos direcionados aos discentes, docentes e gestores e técnico-administrativos. O discente pode usar IA para traduzir textos e elaborar resumos. Nunca pode fazer, submeter trabalhos gerados por IA como originais. O docente pode usar IA para criar planos de aula, e que nunca pode fazer a utilização de IA para criar materiais didáticos e avaliar trabalhos sem validação humana.

A regulamentação do uso da IA nas IES está sendo realizada e os documentos propostos apresentam conteúdo esclarecedor sobre o tema.

(Apoio: CAPES)



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