9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PDIA01 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Membrana corialantóica (CAM) do embrião de galinha como método de avaliação in vivo da toxicidade de anestésicos tópicos odontológicos
Arthur Antunes Costa Bezerra, Yuri Martins Costa, Michelle Franz-Montan
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a confiabilidade preditiva do ensaio Hen's Egg Test on the Chorioallantoic Membrane (HET-CAM) na análise da toxicidade de formulações anestésicas odontológicas tópicas disponíveis comercialmente, comparando seus resultados com o Teste de Irritação Oral em hamsters (International Organization for Standardization - ISO 10993-105, padrão-ouro). Foram utilizados 21 hamsters, distribuídos em grupos experimentais: solução salina, EMLA®, Benzotop®, Lidocaína® e respectivos placebos do Benzotop® e Lidocaína®. As formulações foram aplicadas na mucosa oral conforme as diretrizes da ISO, sendo os tecidos avaliados histologicamente após 24 horas. Em paralelo, o ensaio HET-CAM foi realizado segundo o protocolo 96 do European Centre for the Validation of Alternative Methods - ECVAM, atribuindo-se pontuações à hemorragia, lise vascular e coagulação presentes nas imagens obtidas. A irritação foi classificada com base em escores histológicos no modelo animal e escores vasculares no HET-CAM, sendo os resultados dicotomizados em não irritante e irritante para análise comparativa. O HET-CAM não identificou verdadeiros positivos, impossibilitando o cálculo de sensibilidade. A especificidade foi de 16,7% (IC95%: 0,4-64,1%), indicando elevada taxa de falsos positivos.

Conclui-se que o modelo HET-CAM apresenta baixa especificidade e tendência à superestimação da irritação tecidual, possivelmente relacionada à sua elevada sensibilidade vascular. Os resultados evidenciam limitações do método como ferramenta isolada para predição de toxicidade oral e reforçam a necessidade de abordagens complementares in vitro e in vivo.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/24984-7  |  FAPs - FAPESP  N° 2024/11199-7  |  FAPs - FAPESP  N° 2020/03786-9)
PDIA02 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO E DA CITOCOMPATIBILIDADE DO ESPILANTOL ISOLADO DE ACMELLA OLERACEA E DA PROCAÍNA
Edith Camila Pereira Lima, Victor Zacharias Martin, Adriana da Silva Santos de Oliveira, Marili Villa Nova Rodrigues, Rodney Alexandre Ferreira Rodrigues, Camila Batista da Silva de Araujo Candido, Maria Helena Fernandes
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial anti-inflamatório e a citocompatibilidade do espilantol isolado de Acmella oleracea e do anestésico comercial de à base de Procaína Dordente®. Trata-se de um modelo in vitro utilizando culturas de fibroblastos gengivais humanos (HFs), expostas às diferentes concentrações de espilantol (EP) (0,035; 0,018; 0,009 mg/mL) e Procaína (Dordente®, DD) (0,375; 0,09; 0,04 mg/mL). Foram avaliadas a atividade metabólica (Resazurina), citotoxicidade (libertação de lactato desidrogenase, LDH), morfologia celular (citoesqueleto) e expressão de genes pró-inflamatórios (qPCR), nos períodos de 24 e 48 horas. A expressão gênica foi analisada após estímulo inflamatório com lipopolissacarídeo de Porphyromonas gingivalis (1 µg/mL). O EP apresentou citocompatibilidade adequada nas concentrações de 0,035 e 0,018 mg/mL, evidenciada pela atividade metabólica (86 e 91%, 48 h), pelos níveis libertados de LDH e morfologia celular comparáveis ao controle. Foi observada uma evidente citotoxicidade dependente da concentração e do tempo no DD (0,375; 0,09 mg/mL), representada pela redução da atividade metabólica, aumento da libertação da LDH e alterações morfológicas, dependentes do tempo de incubação. A análise da expressão gênica encontra-se em andamento.

Os achados indicam que o EP é um potencial composto natural bioativo a ser explorado como coadjuvante terapêutico em anestésicos locais tópicos com possível ação anti-inflamatória, apoiando o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para lesões orais em odontologia.

(Apoio: CAPES  N° 88887.962354/2024- 00)
PDIA03 - Prêmio DFL Inova Anestesia
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Avaliação da Toxicidade de Nova Formulação de Anestésico Tópico com extrato de Acmella oleracea pelo Método HET-CAM
Ana Julia Puppin de Campos-Toledo, Arthur Antunes Costa Bezerra, Rafaella Junqueira Merli Kozikoski, Amanda Gotardo Gonçalves, Gislaine Ricci Leonardi, Michelle Franz-Montan, Josilanny Araujo de Souza Alencar, Camila Batista da Silva de Araujo Candido
Biociências FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente trabalho objetivou avaliar a toxicidade de uma nova formulação de anestésico tópico contendo extrato de Acmella oleracea, através do modelo alternativo da membrana corioalantóica (CAM) do embrião de galinha. Foi empregada a metodologia descrita no protocolo HET-CAM DB-ALM nº 96 (ECVAM). Foram utilizados 24 ovos embrionados, incubados por 10 dias, com os ensaios realizados no 11º dia. Para acesso à CAM, foi confeccionada uma janela na casca dos ovos (18 mm). Após exposição da membrana, aplicou-se 300 mg das formulações EMLA® e Dermomax®, bem como 300 mg da formulação teste contendo 5% de extrato de Acmella oleracea e da base, composta por cera autoemulsionante, sem ativo. Após 3 minutos de contato, os materiais foram removidos com solução fisiológica 0,9%. Os efeitos vasculares (hemorragia, lise e coagulação) foram avaliados e pontuados conforme o protocolo, permitindo a classificação das formulações. A análise estatística foi realizada pelo teste de Kruskal-Wallis. A formulação teste e a base foram classificadas como levemente irritantes (pontuações 1 e 3), sem diferença significativa entre si (p > 0,05). EMLA® e Dermomax® foram classificadas como moderadamente irritante e irritante (pontuações 12 e 13), também sem diferença entre si (p > 0,05). Observou-se diferença significativa entre os grupos (p = 0,00037), com maiores pontuações para as formulações comerciais.

A nova formulação apresentou baixo potencial irritante no modelo HET-CAM, inferior às formulações comerciais avaliadas. Esses achados indicam promissora segurança e baixa toxicidade, com potencial para aplicação tópica em regiões sensíveis como a face e áreas próximas aos olhos. Sugerimos estudos adicionais para confirmar sua biocompatibilidade.

(Apoio: CAPES  N° 88887.148538/2025-00)



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