9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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PDA01 - Prêmio Anestesie DFL - Pesquisa Nacional em Anestesia Odontológica
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Satisfação De Crianças E Responsáveis Com Diferentes Métodos de Anestesia Tópica em Odontopediatria: Estudo Transversal
Nicolle Silveira Pinho, Michely Cristina Goebel, Isabela Ramos, Karina Cardoso, Carla Miranda Santana, Filipe Colombo Vitali, Pablo Silveira Santos, Mariane Cardoso
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a satisfação de responsáveis e crianças frente a duas formas de anestesia tópica - gel de benzocaína 20% (G1) e crioterapia (G2) - durante procedimentos odontológicos. Trata-se de um estudo transversal com base em dados secundários coletados previamente em um ensaio clínico randomizado, incluindo crianças e seus responsáveis, totalizando 40 díades de participantes, selecionados por conveniência. A satisfação foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), posteriormente dicotomizada para a análise, entre "Satisfeito" (> 8,1) e "Não Satisfeito" (< 8,0). A comparação entre os grupos foi feita por meio do teste qui-quadrado de Pearson (exato de Fisher) e estimada pela razão de chance (Odds ratio) com intervalo de confiança de 95%. A amostra foi composta principalmente por crianças do sexo feminino (n=21). No grupo G1, 17 crianças (85%) e 20 responsáveis (100%) relataram satisfação com o atendimento odontológico. Resultados semelhantes foram observados no G2, com 17 crianças (85%) e 19 responsáveis (95%) satisfeitos. O teste qui-quadrado não demonstrou associação estatisticamente significativa (p>0.05) e a razão de chance foi igual a 1 para ambos os grupos, indicando ausência de associação entre satisfação autorrelatada e técnica anestésica tópica.

Conclui-se que ambas as técnicas apresentaram elevados níveis de satisfação entre crianças e responsáveis, sem evidência de diferença estatística significativa entre os métodos avaliados.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Fapesc  N° 62/2024  |  Fapesc  N° 25/2025)
PDA02 - Prêmio Anestesie DFL - Pesquisa Nacional em Anestesia Odontológica
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Fatores associados à ansiedade odontológica em crianças submetidas a procedimentos com anestesia local: um estudo observacional
Karina Cardoso, Aurélio de Oliveira Rocha, Isabela Ramos, Beatriz Moraes Rosa, Pablo Silveira Santos, Filipe Colombo Vitali, Carla Miranda Santana, Mariane Cardoso
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se identificar os fatores associados a ansiedade odontológica em crianças e suas implicações em procedimentos envolvendo anestesia local. Trata-se de uma análise observacional prospectiva, que incluiu participantes com idades entre cinco e dez anos. Todos compareceram a duas consultas: um procedimento preventivo na primeira consulta e um procedimento sob anestesia local na segunda. A ansiedade autorrelatada foi mensurada utilizando a Escala de Imagem Facial (FIS) antes de ambas as consultas. As variáveis adicionais incluíram dados demográficos, dor autorrelatada (Escala de Wong-Baker), comportamento da criança (Escala de Frankl), ansiedade dos pais (Escala de Ansiedade Odontológica - DAS), idade na primeira consulta odontológica, queixa principal e experiência prévia com anestesia local. A regressão logística binária foi utilizada para avaliar as associações com a ansiedade odontológica pediátrica durante o procedimento anestésico. Sessenta participantes foram incluídos no estudo. Observou-se ansiedade em 46,33% das crianças antes da consulta preventiva e em 68,33% antes do procedimento anestésico. A ansiedade odontológica durante o procedimento com anestesia local esteve associada à ansiedade na consulta preventiva (OR = 20,26; p < 0,001). Níveis mais elevados de ansiedade também estiveram associados a maior dor autorrelatada (OR = 0,093; p = 0,026). Não foram encontradas associações significativas entre ansiedade e as demais variáveis do estudo.

Conclui-se que ansiedade odontológica durante procedimentos que envolvem anestesia local foi associada à ansiedade observada durante consultas preventivas, e crianças mais ansiosas relataram maior dor durante o procedimento anestésico.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESC  N° 25/2025  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESC  N° 25/2025)
PDA03 - Prêmio Anestesie DFL - Pesquisa Nacional em Anestesia Odontológica
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Anestesia local no comportamento infantil durante o atendimento de traumatismo dentário na dentição decídua
Raquel Gonçalves Vieira-Andrade, Anna Vitória Mendes Viana Silva, Jéssica Madeira Bittencourt, Kamila Rodrigues Junqueira Carvalho, Letícia Pereira Martins, Izabella Barbosa Fernandes, Fernanda Morais Ferreira, Patricia Maria Pereira de Araujo Zarzar
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar a associação entre anestesia local e comportamento infantil durante o atendimento odontológico de crianças com traumatismo dentário. Realizou-se um estudo transversal retrospectivo com os prontuários clínicos de 702 crianças atendidas na clínica do projeto de extensão "Atendimento Odontológico a Pacientes com Traumatismos Dentários na Dentição Decídua" da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais, entre 2007 e 2025. Foram obtidas informações sociodemográficas, clínicas, comportamentais e relativas à realização de anestesia durante o primeiro e segundo atendimentos odontológicos. O diagnóstico dos traumatismos (Andreasen et al. 2007) e o comportamento infantil (escala de Frankl) foram avaliados. Os pacientes receberam anestesia tópica (benzocaína 200 mg/g), seguida de anestesia local (lidocaína 2% associada à epinefrina 1:100.000), quando necessária. Regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p<0,05) foi realizada. As variáveis associadas ao comportamento infantil não colaborador na primeira consulta foram crianças com idade até 3 anos (RP=2,99, IC=2,27-3,93), ausência de atendimento imediato (RP=0,73; IC=0,60-0,90), presença de lesão de tecido mole (RP=1,37, IC=1,10-1,69), e realização de anestesia (RP=1,74, IC=1,31-2,31). Já no segundo atendimento, as variáveis associadas ao comportamento infantil ruim foram o sexo feminino (RP=0,78, IC=0,66-0,92), idade da criança até 3 anos (RP=1,48, IC=1,24-1,76) e a presença de lesão de tecido mole (RP=1,34, IC=1,13-1,58).

Concluiu-se que a necessidade de anestesia esteve associada ao comportamento não colaborador apenas na primeira consulta.

(Apoio: CAPES  N° 001  |    N° FAPEMIG)



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