9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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FID001 - Prêmio Maria Fidela de Lima Navarro
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Verde

A radioterapia compromete a espessura e as propriedades viscoelásticas da película adquirida em pacientes com câncer de boca e orofaringe
Talita Mendes Oliveira Ventura, Tiago Mello Scherrer, Maria Julia Bueno Galharde, Paulo Sérgio da Silva Santos, Camila Lopes Cardoso, Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Ciências Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A película adquirida do esmalte (PAE) constitui uma interface biológica essencial para a proteção da superfície dentária contra desafios ácidos. Pacientes com câncer de boca (CB) e orofaringe (CO) submetidos à radioterapia apresentam alterações salivares que podem comprometer sua formação e funcionalidade. Assim, este estudo investigou, pela primeira vez, o impacto do CB, do CO e da radioterapia sobre as propriedades viscoelásticas da PAE por Microbalança de Cristal de Quartzo com Monitoramento de Dissipação (QCM-D). A saliva de pacientes com CB e CO antes (BRT), durante a radioterapia (DRT; 2-5 semanas) e de indivíduos saudáveis (controle) (n=9/grupo) foi adsorvida sobre sensores de hidroxiapatita. Após a formação da PAE, os filmes foram submetidos a desafio ácido com ácido cítrico 1% (pH 2,5). As respostas de frequência (ΔF) e dissipação (ΔD) foram ajustadas pelo modelo de Voigt, considerando significância de 5%. Embora o grupo DRT tenha apresentado elevada adsorção inicial à hidroxiapatita, a modelagem revelou um importante comprometimento estrutural da PAE. O grupo controle apresentou espessura e massa superiores (66,68±0,06nm; 6668,05±5,95ng/cm²) em comparação a BRT (45,30±0,01nm; 4530,31±1,44 ng/cm²) e DRT (41,74±0,02 nm; 4174,47±2,01 ng/cm²) (p<0,001). A viscosidade aumentou durante a radioterapia (266,58±2,32µ; p<0,001), enquanto a elasticidade foi reduzida (2,81±0,03 k) (p<0,05). Além disso, o desafio ácido demonstrou menor resistência da PAE nos grupos BRT e DRT.

Conclui-se que o CB e CO, assim como o tratamento radioterápico, comprometem a organização estrutural e a funcionalidade da PAE, tornando-a mais fina, mais viscosa, menos elástica e potencialmente menos protetora frente aos desafios ácidos.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)  N° 2024/17375-1; 2021/03389-2)
FID002 - Prêmio Maria Fidela de Lima Navarro
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Verde

Preditores da presença de arqueias metanogênicas na saliva: uma análise multivariada
Jéssica Luiza Mendonça Albuquerque de Melo, Camila Pinho E. Souza Coelho, Jéssica Alexandra de Vasques Castro Oliveira, Joana Rodrigues da Silva, Júlia Maria de Sousa Munduri, Rafaella Cristhina Rego Marques, Jéssica Alves de Cena, Nailê Damé-teixeira
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a associação entre parâmetros clínicos, salivares, sociodemográficos e hábitos à presença do gene mcrA, marcador molecular de arqueias metanogênicas. Neste estudo transversal, avaliou-se uma subamostra de 67 indivíduos (55±10,3 anos) provenientes de uma coorte de participantes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e controles saudáveis. Foram coletados dados de saúde geral, hábitos como frequência de escovação(FE), atividade e número de lesões ativas de cárie (total de lesões-TLA, cavitadas-LCA e não cavitadas-LNCA), sangramento à sondagem(SS), fluxo salivar, glicose salivar e capacidade tamponante(CT). A detecção do gene mcrA foi realizada por PCR, a partir de amostras de saliva, utilizando primers LuF/LuR. Modelos de regressão logística binária foram gerados para identificação de preditores independentes, com ajuste para potenciais confundidores (OR; IC 95%). O gene mcrA foi detectado em 24 amostras (36% dos indivíduos). A análise multivariada revelou que a CT(OR 4,32; p=0,002) e a glicose salivar(OR 1,68; p=0,008) foram preditores independentes e consistentes em todos os modelos testados. Para a atividade de cárie, o número TLA associou-se à presença do gene mcrA (OR 1,24; p=0,032), perdendo significância após ajuste pela FE(OR 1,20; p=0,075). Porém, o número de LNCA manteve associação significativa(OR 2,17; p=0,007), mesmo após o ajuste (OR 2,13; p=0,011). O parâmetro socioeconômico avaliado foi fator protetor (OR 0,03; p=0,003).

Conclui-se que a CT e a glicose salivar foram os preditores mais consistentes para a presença de mcrA. Embora a higiene bucal influencie a associação com o TLA de cárie, ela foi insuficiente para suprimir a relação entre as arqueias metanogênicas e o nicho metabólico das LNCAs.

(Apoio: CAPES  N° 23106.089636/2025-76  |  FAPs - FAPDF  N° 00193-00001824/2023-45  |  CNPq  N° 408020/2021-0 )
FID003 - Prêmio Maria Fidela de Lima Navarro
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Verde

Responsividade do MIHIS: primeiro instrumento específico para mensurar o impacto da HMI na qualidade de vida
Vanessa Silva da Costa, Letícia Yumi Arima, Saul Martins Paiva, Matheus de França Perazzo, Giovanna Bueno Marinho, Ana Carolina Cheron Gentile, Bruna Cordeiro Amarante, Marcelo Bönecker
Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) é um defeito do esmalte de origem sistêmica que impacta negativamente a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal (QVRSB) de crianças. O objetivo deste estudo foi avaliar a responsividade do instrumento Molar Incisor Hypomineralization Impact Scale (MIHIS) e da versão reduzida do Brazilian Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (B-P-CPQ) na detecção de mudanças após o tratamento odontológico. Realizou-se um estudo longitudinal com 63 crianças e seus responsáveis, com coletas no momento inicial, na alta clínica e após 14 a 30 dias. A responsividade foi quantificada pelo Tamanho do Efeito (ES) e pela Média de Resposta Padronizada (SRM). Após reavaliação via Análise Fatorial Exploratória (AFE), o MIHIS resultou em 17 itens divididos nos domínios Psicossocial (DP) e Funcional (DF), demonstrando responsividade moderada em ambos os retornos. O DF obteve os maiores índices na alta clínica (ES=0,51; SRM=0,59), enquanto o B-P-CPQ demonstrou uma percepção parental de melhora mais robusta apenas no retorno. A concordância entre os relatos de pais e filhos evoluiu de fraca para moderada após o retorno. O controle da sensibilidade e restaurações de resina ou Cimento de Ionômero de Vidro (CIV) foram preditores de melhora infantil. Para os pais, tratamento endodôntico, extração de dentes permanentes, reconstruções com peças indiretas ou bandas ortodônticas foram preditores de melhora parental.

O tratamento odontológico promoveu melhora significativa e estável na QVRSB tanto na percepção das crianças quanto dos cuidadores, independente da severidade inicial da HMI, confirmando o MIHIS como um instrumento responsivo, válido e confiável para monitorar o sucesso terapêutico da HMI.

(Apoio: CNPq  |  CAPES N° 001 | FAPEMIG RED-00204-23| CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia N° 406840/2022-9  |  CAPES)
FID004 - Prêmio Maria Fidela de Lima Navarro
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Verde

Efeito do conhecimento profissional e tipo de fonte de luz na qualidade das restaurações em resina composta bulk-fill - estudo de base prática
Laryssa Silva da Cunha, Paulo César Bandeira Junqueira, Maryuri Del Carmen Macias Bautista, Ianca Daniele Oliveira de Jesus, Airin Avendano Rondon, Richard Bengt Thomas Price, Gisele Rodrigues da Silva, Carlos José Soares
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a qualidade de restaurações em resinas compostas bulk-fill classe I sob efeito de fontes de luz de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e do conhecimento profissional. Vinte e quatro cirurgiões-dentistas da rede SUS de Uberlândia-MG realizaram restaurações em manequim padronizado, utilizando resina composta bulk-fill regular e flow. As restaurações foram fotoativadas com fontes de luz das UBS ou com fonte de luz de referência (VALO Grand, Ultradent), antes e após capacitação profissional. As fontes de luz foram caracterizadas quanto à potência radiante, espectro de emissão e perfis de irradiância. Um questionário avaliou práticas clínicas sobre uso de resinas bulk-fill e fotoativação. Dureza Vickers foi mensurada em 4 profundidades. Os dados foram analisados por ANOVA em 2 fatores com medidas repetidas e teste de Tukey (α=0,05). A potência radiante variou entre 147,2 e 1090,9 mW e a irradiância de 271,3 a 1597,8 mW/cm². Observou-se variabilidade nas práticas clínicas, com melhora após capacitação. A microdureza reduziu com a profundidade (p<0,001). O uso de fonte de luz de referência apresentou maiores valores em todas as profundidades. Após capacitação, houve melhora no desempenho das fontes de luz das UBS, especialmente no protocolo resina flow com cobertura oclusal com resina regular, eliminando diferenças na profundidade crítica (4 mm).

Fontes de luz das UBSs e deficiência no domínio teórico de uso de resinas bulk-fill resultaram em menor desempenho das restaurações. A capacitação profissional foi determinante para melhorar os parâmetros avaliados, evidenciando que a educação continuada é essencial para mitigar limitações técnicas e otimizar a eficiência na atenção ao cuidado no SUS.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9/ APQ-03238-24)



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