9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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FC012 - Fórum Científico
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Estomatite protética e tempo de edentulismo associados a alterações hemodinâmicas e ao risco cardiovascular: estudo caso-controle
Julio Cesar Taffarel, Lorena Mosconi Clemente, Helio Cesar Salgado, Evandro Watanabe, Claudia Helena Lovato da Silva, Adriana Barbosa Ribeiro
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar a associação entre estomatite protética (EP), tempo de edentulismo e parâmetros hemodinâmicos, incluindo pressão arterial sistólica (PAS) e variabilidade da frequência cardíaca (VFC), e Escore de Risco de Framingham (ERF), em edêntulos totais normotensos e hipertensos. Este estudo observacional caso-controle avaliou 45 indivíduos em três grupos (n=15) de usuários de prótese total: normotensos/pré-hipertensos (controle), hipertensos controlados (HC) e hipertensos não controlados (HNC), ambos sob tratamento com pelo menos um fármaco anti-hipertensivo associado a diurético. Avaliaram-se a frequência e o grau da EP, segundo a classificação de Newton modificada; o tempo de edentulismo e a frequência anual de consultas por questionários. A PAS foi obtida pela média de 3 mensurações e a VFC por eletrocardiograma expressa em SDNN (desvio padrão dos intervalos RR) e RMSSD (raiz quadrada das diferenças sucessivas entre intervalos RR); e o risco cardiovascular pelo ERF. ANOVA/Kruskal-Wallis com post hoc de Tukey e Dunn, correlação de Kendall e regressão linear múltipla foram aplicados. Observou-se aumento da PAS (C: 128±9,2; HC: 118±13,5; HNC: 169±16,5 mmHg) e do ERF (C: 10,0; HC: 12,9; HNC: 30,6) entre os grupos (p<0,001). A PAS associou-se positivamente à frequência (β=19,92; p=0,048) e ao grau de EP (β=7,40; p=0,025) e negativamente à frequência de consultas (β=-3,98; p=0,021). O tempo de edentulismo associou-se negativamente ao SDNN (β=-0,624; p=0,027), indicando pior modulação autonômica em indivíduos edêntulos há mais tempo.

A estomatite protética e o tempo de edentulismo associam-se a alterações hemodinâmicas, com impacto no risco cardiovascular, especialmente em indivíduos hipertensos.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/06043-7  |  CAPES  N° 88887.211187/2025-00)
FC013 - Fórum Científico
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Higienização de Próteses Totais Impressas e Convencionais - Um Estudo Clínico Controlado
Beatriz de Camargo Poker, Vinicius Sabedra, Adriana Barbosa Ribeiro, Mariane Gonçalves, Valdir Antônio Muglia, Júlio César Souza da Matta, Ana Paula Macedo, Claudia Helena Lovato da Silva
DMDP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico, aleatorizado e controlado avaliou a alteração de cor e a rugosidade de próteses totais impressas e convencionais após 2 meses de uso e após a imersão em soluções higienizadoras. Edêntulos totais (n=14) receberam, aleatoriamente, próteses totais impressas ou convencionais e foram instruídos a escová-las com escova macia e sabão neutro 3 vezes ao dia e a imergí-las em água durante a noite (T0). Após 2 meses de uso (T1), eles receberam, aleatoriamente, hipoclorito de sódio a 0,25% ou triclosan a 0,15% para imergirem as próteses por 20 minutos, diariamente, por 14 dias (T2). Após um período de washout de 7 dias (PWO) foi realizada a troca da solução de higiene, de forma cruzada, para imersão por 14 dias (T3). A cor da base e dos dentes (11,12 e 13) foi avaliada com espectrofotômetro e a alteração de cor foi obtida por meio do CIED2000 (ΔE00). A rugosidade foi mensurada com microscópio confocal a laser (µm; 10×) na base e nos dentes (11 e 21). As variáveis foram avaliadas em T0, T1, T2, PWO e T3. Os dados foram analisados pelo teste de Modelos Lineares Mistos (p<0,05). A alteração de cor não foi influenciada pela resina (impressa ou convencional) para base (p=0,409) e dente (p=0,949), pelos protocolos de higiene (base: p=0,540; dente: p=0,057) e pelo tempo (base: p=0,057; dente: p=0,694), ou pela interação entre os fatores (base: p=0,997; dente: p=0,881). A rugosidade não foi influenciada pela resina (convencional de base, impressa de base, convencional de dente, impressa de dente) (p=0,885), solução de higiene (p=0,999) e tempo (p=0,744) ou pela interação entre eles (p=0,318).

A cor e a rugosidade de próteses totais impressas e convencionais permaneceram estáveis após 2 meses de uso e após a imersão nas soluções higienizadoras.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/10451-7  |  FAPESP  N° 2024/13882-6)
FC014 - Fórum Científico
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

ASSOCIAÇÃO ENTRE O DIAGNÓSTICO DA DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E O POLIMORFISMO GENÉTICO DE ESR2 EM INDIVÍDUOS COM ARTRITE REUMATOIDE
Mariana Ferreira Silva Ventura, Simone Saldanha Ignacio de Oliveira, Vinicius Pascoal, Daiana Martins de Campos Furtado, Bruna Lavinas Sayed Picciani
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo analisar a correlação entre parâmetros clínicos, laboratoriais e a associação entre os polimorfismos dos genes Receptor de Estrógeno Beta (ESR2) com a Disfunção Temporomandibular (DTM) em indivíduos diagnosticados com Artrite Reumatoide (AR). Realizou-se um estudo observacional, descritivo e transversal com 97 adultos com AR. Os participantes foram submetidos à avaliação reumatológica, avaliação por meio do questionário DC/TMD (Critérios Diagnósticos para Disfunção Temporomandibular) e o exame de genotipagem dos polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) rs1676303 pelo método TaqMan em amostras de saliva. A amostra foi dividida em dois grupos: com DTM (n=69) e sem DTM (n=28). A prevalência de DTM (articular e/ou muscular) foi de 70,1%. A ausência de dor na escala de dor crônica graduada (GCPS) associou-se a uma redução de 90% nas chances de DTM (𝑝=0,008), enquanto qualquer pontuação superior a zero na escala de limitação mandibular (JFSL-20) elevou o risco da disfunção em 19 vezes (𝑝<0,001). Adicionalmente, o uso de associações medicamentosas para controle da AR reduziu a probabilidade de DTM em 81% quando comparado à monoterapia (𝑝=0,016). Na análise genética, a presença do genótipo TT no gene ESR2 demonstrou-se um fator protetivo significativo contra Desordens Degenerativas (𝑝=0,006 ATM direita e 𝑝=0,021 ATM esquerda).

A DTM foi altamente prevalente em indivíduos com AR. As limitações na função mandibular são preditores precoces da DTM e o controle sistêmico pela associação medicamentosa da AR possui um efeito benéfico secundário na redução da prevalência de DTM. A investigação genética destaca o papel protetivo do genótipo TT do gene ESR2 para alterações degenerativas da ATM.

FC015 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Associação entre fatores precoces da vida e fenótipos de risco cardiovascular e periodontal em adolescentes: estudo de coorte BRISA
Witalo Pereira de Jesus, Paulo Ricardo Higassiaraguti Rocha, Cecilia Claudia Costa Ribeiro, Renato Corrêa Viana Casarin, Daniela Bazan Palioto, Maria da Conceição Pereira Saraiva
Departamento de Cirurgia e Traumatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou a associação entre fatores precoces da vida com o fenótipo de risco cardiovascular (FRC) e fenótipo de risco periodontal (FRP). Para tanto, foram avaliados 3024 adolescentes de 11 a 13 anos, pertencentes à coorte BRISA de Ribeirão Preto, no período de 2022/23. Modelagem de equações estruturais, estratificada por sexo, incluiu dados coletados ao nascimento (2010) como status socioeconômico (SSE) (variável latente formada por escolaridade materna e nível socioeconômico), hipertensão e diabetes anterior e durante a gestação, idade materna, tabagismo materno, prematuridade e restrição de crescimento intrauterino. Fatores intermediários na adolescência incluíram índice de massa corporal (IMC), estágio puberal e atividade física. Os desfechos foram modelados como variáveis latentes: FRC, composto por pressão arterial sistólica e diastólica e velocidade de onda de pulso, e FRP, composto por bolsas periodontais, sangramento à sondagem e placa visível. O SSE exerceu efeito protetor sobre o FRP em meninos (β = −0,401; p < 0,001) e meninas (β = −0,312; p < 0,001). Maior idade materna apresentou efeito protetor entre os meninos (β = −0,093; p = 0,026), enquanto a exposição ao diabetes durante a gestação aumentou o risco de FRP entre as meninas (β = 0,094; p = 0,035). O estágio puberal e o IMC apresentaram efeitos de aumento de risco sobre o FRC em meninos (β = 0,176 e 0,307; p < 0,001) e meninas (β = 0,242 e 0,137; p < 0,001). O SSE apresentou efeitos totais protetores sobre o FRC em ambos os sexos.

O SSE no início da vida associou-se com FRC e FRP na adolescência, reforçando o papel das desigualdades sociais nas trajetórias de saúde, enquanto outros fatores perinatais e intermediários apresentaram associações distintas de acordo com o sexo.

(Apoio: DECIT/SCTIE/MS  N° 23110.002061-2018-05  |  CAPES  N° 88887.978414/2024-00  |  FAPESP  N° 2008/53593-0)
FC016 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Tratamento cirúrgico/restaurador de lesões cervicais não cariosas com resina bioativa: Estudo clínico randomizado
Renan Dalla Soares, Jamil A. Shibli, Micaele Araujo Fonseca, Gustavo Castro de Lima, José Augusto Rodrigues
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico prospectivo, longitudinal, controlado, randomizado e duplo-cego avaliou o efeito do tratamento cirúrgico/restaurador de recessões gengivais associadas a lesões cervicais não cariosas por meio de restaurações com resinas compostas bioativas (Giomer) e recobrimento com a técnica VISTA modificada. 31 pacientes com pelo menos um par de recessões gengivais RT1 e lesões cervicais não cariosas (LCNC) em dentes caninos ou pré-molares. O protocolo foi aprovado pelo CEP-UNG (nº 61395422.8.0000.5506). Cada paciente recebeu aleatoriamente uma restauração com Z350 XT (3M ESPE) e outra com Beautifil II (SHOFU). Após uma semana, as restaurações foram cirurgicamente recobertas. No início do estudo, após a restauração, 1, 3, 6 e 12 meses após cirurgia os dentes foram escaneados em 3D (Medit i600; Medit, Seul, Coreia). O ganho horizontal (recobrimento) e vertical (volume) foi medido no software Medit Design (Medit, Seul, Coreia). A normalidade dos dados de recobrimento (em mm) foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e avaliada por 2-WAY ANOVA para o fator Material, com medidas repetidas para o fator Tempo. Diferença estatisticamente significativa foi detectada apenas para o fator Tempo, com teste de Tukey (p<0,05). Ganho vertical: baseline 0,0 (±0,0)A; Pós-restauração 0,66 (±0,35)B; 1 mês 1,30 (±0,38)C; 3 meses 1,20 (±0,38)D; 6 meses 1,20 (±0,38)D; 12 meses 1,23 (±0,33)CD. Ganho horizontal: baseline 0,0 (±0,0)A; 1 mês 1,69 (±0,47)B; 3 meses 1,58 (±0,45)C; 6 meses 1,59 (±0,48)C; 12 meses 1,65 (±0,49)B.

A técnica VISTA modificada foi eficaz para recobrir recessões RT1 em LCNC restauradas em 100% dos casos, tanto associado com a resina composta bioativa ou convencional.




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