9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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FC006 - Fórum Científico
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Biosilicato® na redução da hipersensibilidade dentária em crianças com HMI: Um ensaio clínico randomizado
Thalia Carvalho de Almeida Dos Santos, Paulla Iaddia Zarpellon Barbosa, Lucas Masaru Marubayashi, Oscar Peitl Filho, Kelly Fernanda Molena, Fabrício Kitazono de Carvalho, Fernanda de Carvalho Panzeri, Alexandra Mussolino de Queiroz
DCI UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipersensibilidade dentária é uma condição frequente em crianças com HMI, e representa um desafio clínico no manejo desse defeito. Este estudo avaliou a eficácia da suspensão de Biosilicato® 10% como agente dessensibilizante em comparação ao verniz fluoretado (Duraphat®) em dentes com HMI. Foram incluídas 42 crianças (6-12 anos) com HMI e escore ≥2 na escala SCASS, randomizadas em dois grupos (n=21): GI (Duraphat®) e GII (Biosilicato®). Após profilaxia e isolamento relativo, os materiais foram aplicados por 15s nas superfícies afetadas, semanalmente por 4 semanas. A sensibilidade foi avaliada pelos índices SCASS e VAS antes de cada aplicação e após 1, 2, 4 e 8 semanas do término. A análise estatística incluiu os testes de Friedman com pós-teste de Durbin-Conover para medidas repetidas, e Mann-Whitney para comparação entre grupos, adotando nível de significância de 5%. Ambos os tratamentos promoveram redução significativa dos escores de sensibilidade ao longo do acompanhamento (p<0,05). O Biosilicato® apresentou maior e mais duradoura redução da hipersensibilidade quando comparado ao Duraphat®.

Conclui-se que a suspensão de Biosilicato® 10% é uma alternativa eficaz para o controle da hipersensibilidade em dentes com HMI.

(Apoio: CAPES)
FC007 - Fórum Científico
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Informações sobre Ronco e Apneia Obstrutiva do Sono no Facebook: um Estudo Infodemiológico
Mirian Fernandes de Castro Braga, Ivana Meyer Prado, Ana Elisa Ribeiro, Letícia Lima Morais Carvalho, André Lucas Vieira Passos de Sousa, Matheus Lotto , Thiago Cruvinel, Júnia Maria Cheib Serra-negra
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi analisar postagens sobre ronco e apneia obstrutiva do sono (AOS) no Facebook. Desenvolveu-se um estudo transversal infodemiológico que analisou postagens públicas em inglês no Facebook, obtidas por meio da plataforma CrowdTangle. As 5.000 com maior engajamento foram triadas, sendo incluídas as 500 com maior engajamento. Dois pesquisadores independentes e calibrados classificaram as postagens quanto à veracidade, motivação, sentimento, perfil do autor, características do conteúdo e formato, incluindo terapêuticas. A modelagem de tópicos foi realizada por meio do BERTopic. Os desfechos analisados foram interação total e escore de sobre-desempenho (overperforming score). Foram utilizados testes não paramétricos, qui-quadrado e regressão logística múltipla (p<0,05). A maioria das postagens apresentou conteúdo factual (82,8%) e sem motivação financeira (73,6%). Observou-se que o tema mais abordado foi o uso de CPAP/AOS e houve baixa frequência de conteúdos que abordavam terapêutica odontológica, tais como expansão maxilar e dispositivos intraorais. A desinformação destacou-se em postagens recentes e predominantemente de caráter comercial (96,5%). Postagens com desinformação apresentaram menor probabilidade de alta interação total (OR = 0,50; IC95%: 0,30-0,82). O sentimento positivo esteve fortemente associado ao sobre-desempenho (OR = 2,71; IC95%: 1,77-4,17), independentemente da acurácia científica.

Concluiu-se que apelos comercial e emocional positivo apresentaram maior visibilidade algorítmica. A limitada abordagem sobre a acurácia científica e terapêuticas médica e odontolológica no manejo do ronco/AOS, reforçam a necessidade de maior disseminação destas informações.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9)
FC008 - Fórum Científico
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Baixa sobrevida restauradora em molares com HMI: adesão comprometida ou fratura pós-eruptiva? Um ensaio clínico randomizado
Bianca Longo Polo, Ana Clara Amaro Ferdin, Giovanna Demarquis Pinto, Ana Paula Boteon, Franciny Querobim Ionta, Letícia Maria Pereira Teixeira Fitipaldi, Heitor Marques Honório, Daniela Rios
Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado avaliou a sobrevida de restaurações com cimento de ionômero de vidro (CIV) e resina composta (RC) em molares afetados por hipomineralização molar-incisivo (HMI), bem como o comportamento das opacidades residuais. Foram incluídas crianças com ao menos 1 molar permanente com HMI e fratura pós eruptiva (FPE), sem acometimento maior que metade da coroa. A FPE foi restaurada com CIV (Equia Forte®) ou RC (Clearfil SE Bond® + Filtek Z350XT®). Os desfechos analisados incluíram sobrevida das restaurações (critérios ART modificados) e ocorrência de novas fraturas pós-eruptivas nas opacidades residuais, por meio de análises de regressão de Cox e curvas de Kaplan-Meier (α = 0,05). Após 12 meses, não houve diferença significativa na sobrevida das restaurações entre os materiais (CIV: 91,67%; RC: 88,89%; p = 0,690). Entretanto, foram observadas várias falhas devido à FPE nas opacidades residuais adjacentes à restauração (CIV: 38,9%; RC: 36,1%; p=0,531). Embora o número de superfícies envolvidas e o tipo de isolamento tenham se associado à falha restauradora, nenhuma variável (arco dentário, material restaurador, sexo, idade, índice CEO e CPOD, presença de dente antagonista, uso de isolamento absoluto, cor da opacidade, número de faces e área da FPE) apresentou associação significativa com a ocorrência de FPE nas opacidades residuais. As restaurações de CIV e RC apresentarem bom e semelhante desempenho.

As falhas do tratamento estiveram principalmente relacionadas à FPE das opacidades residuais, e não ao material restaurador, reforçando a necessidade de uma nova proposta de manejo que vá além de abordagens centradas na restauração, que proteja o esmalte remanescente contra FPE.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/07737-3)
FC009 - Fórum Científico
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Menos é mais? O que dentistas brasileiros realmente valorizam ao escolher métodos diagnósticos de cárie
Laura Regina Antunes Pontes, Ana Clara Falabello de Luca, Gabriela do Manco Machado, Ha Lim Kim, Maximiliano Sérgio Cenci, Fernanda Campos de Almeida Carrer, Fausto Medeiros Mendes, Mariana Minatel Braga
Ortodontia e Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a escolha por estratégias diagnósticas em cárie por dentistas brasileiros, de acordo com suas consequências para o tratamento subsequente. Um experimento de escolha discreta (DCE) com dentistas de diferentes regiões do Brasil foi realizado. Estratégias hipotéticas variando conforme a viabilidade de implementação, a probabilidade de erros, o viés temporal da intervenção, o sobrediagnóstico e a complexidade clínica foram apresentadas. A consequência da estratégia foi considerada o desfecho primário e modelou-se, usando modelos logit mistos, como os demais atributos interferiam nessa escolha. Foram analisados 825 participantes. Os dentistas preferiram estratégias que não tratem mesmo quando necessário (56%;IC: 55%-57%) em comparação àquelas que levam ao tratamento desnecessário (44%;IC:43%-45%). Estratégias que posterguem a primeira intervenção (OR=1,1;IC95%:1,05-1,15) e métodos menos complexos (OR=1,2; IC95%:1,15-1,25), assim como número de horas trabalhadas no serviço público (OR=1,06;1,01-1,12), aumentaram a probabilidade de escolha de estratégias que levem a tratamentos desnecessários. A simplicidade operacional aumentou a probabilidade dessa escolha em 5%. Por outro lado, a maior idade dos profissionais produziu o efeito inverso, reduzindo a escolha por estratégias que levem a tratamentos desnecessários (p=0,01).

Embora os dentistas prefiram estratégias que levem a menos intervenções, atributos relacionados à simplificação clínica e ao viés de tempo ganho, assim como o esquema de trabalho, poderiam aumentar a probabilidade de escolher métodos potencialmente mais intervencionistas, devendo esses pontos ser bem explorados na implementação de evidências sobre estratégias diagnósticas.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/01823-5  |  CNPq  N° 443951/2023  |  CNPq  N° 409689/2023-8)
FC010 - Fórum Científico
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Análise da qualidade do ar durante impressão 3D e propriedades físico-químicas de resinas fotopoliméricas com diferentes pós-curas
Amanda Das Graças Soares, Paola Bernardes, Samara Carbone, Rafael Rocha Pacheco, Luís Henrique Araújo Raposo
Prótese fixa e materiais dentários UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O crescente uso da impressão tridimensional (3D) na odontologia digital exige avaliação da segurança ocupacional, dos impactos ambientais e das características físico-químicas de resinas fotopoliméricas de acordo com os protocolos de processamento. Este estudo avaliou a qualidade do ar durante a impressão 3D com diferentes resinas, mensurando compostos orgânicos voláteis (COVs) e material particulado fino (MP₂,₅), além do grau de conversão (GC) e microdureza Knoop (KHN) sob diferentes estratégias de pós-processamento. Modelos de arco completo foram obtidos com três resinas: padrão (ST), à base de óleo vegetal (PB) e lavável em água (WW). COVs e MP₂,₅ foram monitorados em tempo real durante a impressão. O GC foi avaliado por FTIR-ATR e a KHN por microdurômetro em três momentos: sem pós-cura (WPC), pós-cura ultravioleta padrão (SPC) e pós-cura UV seguida de exposição solar por 1 hora (PCS). Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis/DSCF, ANOVA dois fatores/Tukey HSD e correlação de Pearson (α=0,05). As resinas e os protocolos de pós-processamento resultaram em diferenças significativas (P<0,001), com forte correlação negativa entre KHN e emissões de COVs (R=0.999). ST e PB apresentaram os maiores níveis de COVs (P=0,770), enquanto WW exibiu os maiores picos de MP₂,₅ (P<0,001). WW e PB resultaram em GC superior (P<0,001), enquanto ST apresentou maior KHN (P<0,001). O protocolo SPC aprimorou GC e KHN para todas as resinas; já o PCS gerou diferenças significativas apenas para ST e WW (P<0,001).

A composição da resina influenciou as emissões durante a impressão 3D, enquanto os protocolos de pós-processamento afetaram as propriedades físico-químicas. A exposição solar complementar potencializou a polimerização e dureza.

(Apoio: CAPES  N° Nº 001  |  CNPq  N° #421484/2025-0; #406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
FC011 - Fórum Científico
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

HRP e scaffold no clareamento dental: é possível otimizar tempo e preservar o substrato?
Lara Maria Bueno Esteves, Carlos Alberto de Souza Costa, Cristina de Mattos Pimenta Vidal , Karen Milaré Seicento Aidar, Jully Anna Cardoso Correa, Marissa Geretti Timpurim Silva, Heloísa Vitória Amorim Pereira Corrêa, André Luiz Fraga Briso
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se comparar uma estratégia clareadora que utiliza peroxidase (HRP) associada a um scaffold polimérico e ao peróxido de hidrogênio (H₂O₂) a 35% a 15 min com a técnica convencional (H₂O₂ a 35% a 45 min), avaliando os efeitos clareadores e impactos estruturais, químicos e mecânicos no esmalte. O estudo foi conduzido em 3 fases para análise dos protocolos CN (controle), G45 (H₂O₂ 35%-45 min), G15 (H₂O₂ 35%-15 min) e G15SP (scaffold + HRP + H₂O₂ 35%-15 min). Na Fase I, 60 discos (n=15) foram avaliados quanto ao índice de clareamento (∆WID) 48 horas após cada sessão (T1, T2, T3) e 15 dias após o término (T4). A produção de espécies reativas de oxigênio foi analisada ao final do tempo experimental pela sonda fluorescente carboxy-H₂DCFDA. Na Fase II, o esmalte de 5 pré-molares hígidos foi isolado, triturado e analisado por ATR-FTIR quanto a carbonato e fosfato, para avaliar alterações químicas antes e após o tratamento. Na Fase III, pré-molares hígidos (n=12) foram utilizados para avaliação da microdureza superficial, rugosidade, caracterização química por espectroscopia de energia dispersiva de raios X e análise da topografia do esmalte, antes e após o tratamento. Observou-se que G15SP e G45 apresentaram eficácia clareadora semelhante, superior aos G15 e CN. O melhor desempenho do G15SP esteve associado ao aumento de ROS, sem comprometer o substrato. Em contraste, G45 apresentou maior desequilíbrio mineral, redução da razão Ca/P e maiores alterações em rugosidade e microdureza.

O protocolo G15SP associa eficácia clareadora à significativa redução do tempo clínico e ao menor impacto sobre o substrato. A combinação de HRP ao scaffold desponta como abordagem promissora, ao otimizar o clareamento e preservar a integridade estrutural do esmalte.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2022/04364-6  |  CAPES  N° 88887.802663/2023-00  |  CNPq  N° 156744/2021-0)



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