RESUMOS APRESENTADOS

2725 Resumo encontrados. Mostrando de 441 a 450
PN-R0417 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
Avaliação do conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre as estratégias de tratamento para o desgaste dental erosivo
Isabelly de Carvalho Leal, Ana Vitória Cordeiro Rocha, Cibele Sales Rabelo, Maria Clara Lima Barbosa Cardoso, Edison Augusto Balreira Gomes, Caroline Nágila do Nascimento Terto, Gabriela de Albuquerque Almeida Figueredo, Vanara Florêncio Passos
Professora do Curso de Odontologia UNIVERSIDADE DE FORTALEZA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi analisar o conhecimento dos cirurgiões-dentistas (CD) sobre as estratégias de tratamento para as lesões de erosão dentária (ED) e identificar os fatores que influenciam a sua tomada de decisão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (5.235.376). Foi conduzido um estudo exploratório e descritivo que consistiu na aplicação de questionário aos CD do Brasil através da plataforma Google Forms. O questionário foi composto por 3 partes divididas em: Características demográficas e profissionais; Questões sobre a percepção dos profissionais frente a casos de lesões de ED; Questões relacionadas a casos clínicos e suas possíveis estratégias de tratamento ou orientações. Após um período de divulgação por 7 meses, obtivemos 315 respostas registradas com origem de 23 estados do Brasil. Os dados foram submetidos ao teste de Qui-quadrado de Pearson aplicando um nível de significância de 5%. A maioria dos profissionais não utiliza nenhum sistema de pontuação para registrar a extensão das lesões de ED (n=99), também relatam nunca ter aferido a produção de saliva em pacientes com ED (86,31%) e apenas 26,99% sempre obtém a história alimentar dos pacientes com ED. Não houve associação positiva (p>0,05) entre o padrão de respostas e as características demográficas ou profissionais.
Os CD brasileiros parecem ter bom conhecimento sobre as orientações necessárias ao paciente com ED. Além disso, a maioria apresenta confiança para realizar o tratamento e declara encontrar a provável causa do desgaste. Entretanto, o manejo para diagnóstico ainda é muito negligenciado e os profissionais não demonstram estar cientes das diretrizes recentes que abordagens minimamente invasivas são preferíveis para o tratamento das lesões de ED.
PN-R0419 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
Resistência de união e nanoinfiltração de dentes restaurados com adesivo experimental contendo biovidro 45S5: avaliação de 1 ano
Kamila Nogueira Borges da Costa, Andressa Thayane Dos Santos Candeira, Nycole Susi Ferreira de Araujo, Nicole Paiva Veras, Ceci Nunes Carvalho, José Roberto de Oliveira Bauer, Edilausson Moreno Carvalho, Meire Coelho Ferreira
Programa de Pós-Graduação em Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência de união (RU) e nanoinfiltração (NI) de um bond experimental contendo biovidro 45S5 na dentina após 24 h e 1 ano. Vinte terceiros molares hígidos foram divididos em dois grupos (n=10): controle (sistema adesivo autocondicionante comercial: Primer + Bond do Clearfil SE Bond [CF]) e experimental (Primer CF + Bond experimental com biovidro 45S5 a 10% [Bond 45S5 10%]). Os dentes foram restaurados com resina composta (Filtek Z250 XT). Corpos de prova (cps) foram obtidos e avaliados quanto a RU (Mpa) após 24 h e 1 ano. Um cp de cada dente foi utilizado para NI. Os dados de RU e NI foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk, testes t de Student e Mann-Whitney (α = 0,05). Após 24 h, para a RU, o Bond 45S5 10% mostrou um desempenho similar (26,86±8,72) ao CF (32,16±6,65) (p=0,144). Quanto a NI, o Bond 45S5 10% apresentou uma média de infiltração (2,34±2,01) significativamente inferior ao CF (4,74±2,19) (p<0,001). Na avaliação de 1 ano para RU, o Bond 45S5 10% (16,47±7,70) (p=0,007) demonstrou um desempenho significativamente inferior ao CF (31,13±9,04). Para NI, o grupo Bond 45S5 10% apresentou infiltração significativamente inferior (1,43±1,78) ao grupo CF (6,59±7,95) (p<0,001). Ao comparar os dados de 24 h com 1 ano quanto a média de RU para o Bond 45S5 10%, diferença significativa foi observada (p=0,017). Para o CF, não houve diferença entre os tempos (p=0,878). Para a NI do Bond 45S5 10%, houve diferença significativa entre os tempos (p= 0,045), com diminuição da infiltração. Para o CF, não houve diferença significativa (p=0,710).
Quanto a resistência de união, o Bond 45S5 10% mostrou piora do seu desempenho com 1 ano de avaliação. Quanto a infiltração marginal, esse adesivo mostrou um desempenho melhor.
(Apoio: CAPES N° 8887.799882/2022-00 | CNPq N° 422197/2021-1 | BEEP N° 01807/21)
PN-R0420 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
Análise da interferência de cimentos endodônticos na resistência de união de pinos de fibra de vidro
Monique Machado Paulart, Rafael Coutinho Silva, Mariana de Almeida Barbosa, Bruna Michels, Julia Carelli, Katia Raquel Weber, Flávia Sens Fagundes Tomazinho, Carla Castiglia Gonzaga
Dentística UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este trabalho avaliou a influência de resíduos de dois cimentos endodônticos na resistência de união de pinos de fibra de vidro após envelhecimento. Sessenta dentes unirradiculares tiveram os canais preparados com instrumentos WaveOne Gold® Medium (35/.05) de 21 mm, e foram obturados com um de dois cimentos endodônticos (Bio-C-Sealer e AHPlus). Os condutos foram preparados e pinos de fibra de vidro (Exacto #1) foram cimentados após limpeza da superfície com álcool 70º, com cimento auto-adesivo (RelyX U200). Em seguida, metade dos espécimes ficaram imersos em água destilada a 37ºC por 7 dias e a outra metade foi submetida a envelhecimento com 10.000 ciclos térmicos. As raízes foram seccionadas para a obtenção de fatias com 1 mm de espessura, uma para cada terço radicular, e submetidas ao ensaio de push-out. Os dados foram avaliados por ANOVA 3 fatores (cimento endodôntico, tempo de envelhecimento e terço) (α=5%). Não foi observada diferença estatisticamente significante na interação tripla para a resistência de união. O menor valor de resistência de união foi observado para o grupo AHPlus, 7dias, terço cervical (8,37 ± 4,33 MPa), enquanto que o maior valor foi determinado para o grupo Bio-C-Sealer, 7 dias, terço médio (11,40 ± 4,02 MPa).
Pode-se concluir que o tipo de cimento, resinoso ou biocerâmico, o tempo de armazenamento e os terços radiculares não influenciaram na resistência de união de pinos de fibra de vidro.
PN-R0421 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
Resistência de união ao cisalhamento de cimento resinoso universal à resina nanoparticulada fotopolimerizada submetida à micro-ondas
Jordana Dias Martins, Gabriela El-corab Fiche, Flávia Almeida Ribeiro Scalioni, Joana Alexandra Marques Simões, João Carlos Tomás Ramos, João Miguel Marques Dos Santos, Laísa Araujo Cortines Laxe
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo avaliou a resistência de união ao cisalhamento (SBS) de um cimento resinoso universal dual à resina composta fotopolimerizada e submetida à micro-ondas, após diferentes tratamentos da sua superfície para adesão. 32 placas da resina nanoparticulada 3MTM FiltekTM Z350 XT, A2B (3M ESPE) foram fotopolimerizadas com LED Optilight (1200 mW/cm2; Gnatus) por 60s sobre cada um dos 4 quadrantes do topo da placa, a partir de matriz de silicone (14 x 2 x 12mm). Em seguida, as placas passaram pelo processo de polimerização complementar em forno micro-ondas por 5min., sob alta potência, em água, e foram divididas em 4 grupos (n=8), de acordo com o tratamento superficial da resina: C (controle) - jateamento com Al2O3 50μm; OA - jato Al2O3 e adesivo 3MTM ScotchbondTM Universal Plus (3M ESPE); OS - jato Al2O3 e silano RelyXTM Ceramic Primer (3M ESPE); OSA - jato Al2O3, silano e adesivo (3M ESPE). 32 cilindros (2,95 x 2mm) do cimento resinoso 3MTM RelyXTM Universal foram construídos com auxílio de tubo Tygon sobre as superfícies resinosas tratadas para cada grupo e fotopolimerizados por 40s com LED Optiligth. O teste SBS foi realizado em máquina de ensaio universal (Schimadzu Corporation) à 0,5 mm/min e 5k-N. As falhas foram classificadas como adesivas, coesivas no cimento ou resina e mistas a partir de estereomicroscópio (Nikon SMZ1500). Os dados foram submetidos à ANOVA (α = 0,05). Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos testados (p = 0,390). Houve predominância de falhas coesivas na resina, em todos os grupos.
Concluiu-se que a aplicação do cimento resinoso universal à superfície da resina polimerizada jateada com Al2O3 é suficiente para garantir uma resistência de união semelhante ao uso de agentes de união intermediários.
(Apoio: Santander | CAPES)
PN-R0422 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
Efeito do pré-aquecimento do cimento na resistência de união das cerâmicas de zircônia e dissilicato de lítio
Stéphanny Maria Meira, Karina Silveira de Castro Namorato, Lorrany Raicy Costa, Maria Letícia de Barros Massahud, Maristele Silva Cavalcanti, Alberto Nogueira da Gama Antunes
Pós-Graduação UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve como objetivo comparar a resistência de união de materiais resinosos com as cerâmicas de zircônia e dissilicato de lítio, bem como variando a temperatura do cimento. Foram utilizados fragmentos em cerâmica de zircônia (HT White,Talmax, Brasil) e de dissilicato de lítio, em blocos de CAD/CAM IPS E.max (Ivoclar, Liechtenstein), divididos em grupos de acordo com o primer ou adesivo utilizado: (Clearfil SE Bond, KURARAY NORITAKE, JAPÃO; Single Bond Universal, 3M ESPE, EUA e Clearfil Ceramic Primer, KURARAY NORITAKE, JAPÃO); o cimento (Nx3 light cure, Kerr, EUA) em temperatura ambiente e pré-aquecidos a 69ºC. Discos de resina Z100 (3M ESPE, EUA), foram cimentados sobre as cerâmicas (n=30), polimerizados por 20 segundos usando o Valo (Ultradent, EUA) e armazenadas em água destilada por 48 horas até o momento do ensaio mecânico. Após esse período, foi realizado o teste de resistência ao cisalhamento na Emic 500 (Emic Model 500; São José dos Pinhais, Brasil). Em seguida ao teste, as superfícies das cerâmicas foram examinadas em microscopia óptica para determinação do padrão de fratura (coesivo no cimento, mista ou adesiva).
Sendo assim, após a análise de variância três critérios (Jamovi Software, Amsterdan, Holanda), foi verificado que os métodos de tratamento e o aquecimento do material cimentante não foram capazes de causar diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Também não houve diferença entre as duas cerâmicas avaliadas e o padrão de fratura coesivo foi predominante nas condições experimentais.
(Apoio: CAPES)
PN-R0425 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
Resistência imediata ao cisalhamento de sistemas adesivos aplicados em dentina após o tratamento com Bioglass® 45S5
Aléxia Caroline Leandro da Conceição, Laísa Inara Gracindo Lopes, Ane Poly, Gisele Damiana da Silveira Pereira
Clínica odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Tratamentos dentinários têm sido propostos para minimizar a degradação da camada híbrida. Objetivou-se avaliar, in vitro, a influência do pré-tratamento com suspensão de um biovidro, Bioglass® 45S5, aplicado na dentina de profundidade média, na resistência imediata ao cisalhamento de sistemas adesivos. Para tal, 44 fragmentos dentais, obtidos de terceiros molares humanos, foram embutidos em resina epóxi e distribuídos, aleatoriamente, em 4 grupos experimentais (n=11): Grupo 1 (G1) - Adper Single Bond 2 sem Bioglass®; G2- Adper Single Bond 2 + Bioglass®; G3- Single Bond Universal sem Bioglass®; G4- Single Bond Universal + Bioglass®. Os procedimentos adesivos foram realizados, de acordo com a instrução dos fabricantes, após o condicionamento ácido da dentina em todos os grupos e aplicação da suspensão do biovidro nos grupos experimentais (G2 e G4). Cilindros com 3 mm de diâmetro e 5 mm de altura foram feitos com resina Opallis cor EA2, obtendo-se 44 corpos de prova. Após 24 horas de armazenamento em estufa a 37ºC com 100% de umidade relativa, as amostras foram submetidas ao ensaio de resistência imediata ao cisalhamento a uma velocidade e 0,5 mm/min. Os resultados foram tabulados e submetidos à análise estatística. O teste de Tukey HSD mostrou não haver diferenças estatística significativa entre os grupos em função do tipo do sistema adesivo e da aplicação do Bioglass® (p<0,05). Os valores médios em MPa foram: G1- 11,44 MPaa; G2- 12,22 MPaa; G3- 11,45 MPaa; G4- 11,99 MPaa.
Concluíu-se que o tratamento prévio com a suspensão de Bioglass® 45S5 na dentina condicionada não influenciou significativamente os valores de resistência imediata ao cisalhamento dos sistemas adesivos, convencional de dois passos ou universal, avaliados.
PN-R0427 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 2
O reparo das cerâmicas vítreas é afetado por diferentes tratamentos de superfície? Uma revisão sistemática e meta-análise
Iara de Oliveira Nogueira, Carolina Nemesio de Barros Pereira, Lucas Guimarães Abreu, Ivana Marcia Alves Diniz, Claudia Silami Magalhães, Rodrigo Richard da Silveira
Departamento de Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desta revisão sistemática e meta-análise foi analisar a influência de diferentes protocolos para reparar superfícies de cerâmicas vítreas com resina composta. As bases de dados eletrônicas PubMed, Scopus, ISI Web of Science e Embase foram pesquisadas para selecionar estudos que comparassem valores de resistência de união ou taxas de sobrevida das cerâmicas vítreas, reparadas com resina composta, utilizando diferentes protocolos de tratamento de superfície. Não houve restrição de ano de publicação ou idioma. Dados foram extraídos dos estudos incluídos, e as diferenças médias foram calculadas. Um intervalo de confiança de 95% foi adotado, aplicando-se o modelo de efeito aleatório (Rev Man 5.4). A busca identificou 5037 estudos, e 165 foram avaliados para elegibilidade. Finalmente, 123 estudos in vitro foram incluídos na revisão sistemática e 48 na meta-análise. Considerando diferentes cerâmicas vítreas, testes de resistência de união e espécimes envelhecidos ou não envelhecidos, 36 meta-análises compararam o efeito dos protocolos de reparo, incluindo várias condições: apenas adesivo, silano mais adesivo isolado ou precedido por ácido fluorídrico (AF), abrasão com partículas de óxido de alumínio (Al2O3), abrasão com partículas de Al2O3 revestidas com sílica, ponta diamantada e irradiação a laser.
Para a cerâmica feldspática, o AF, abrasão com Al2O3, sílica ou ponta diamantada melhoraram a retenção micromecânica do reparo; aplicar silano foi essencial para superfícies condicionadas com AF, mas o uso do adesivo foi facultativo quando o silano foi aplicado. Para leucita e dissilicato de lítio, os resultados foram inconclusivos em termos de sugerir outro tratamento além do AF, seguido da aplicação de silano e adesivo.
PN-R0432 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 3
Análise da composição do cimento MTA Angelus® e dos cimentos Portland CPII-e, CPII-f e CPII-z através do teste EDS
Roberto César Botelho Silva, Ana Luiza Santos Sandim, Jáder Camilo Pinto , Anamaria Pessoa Pereira Leite, Bruno Salles Sotto-maior
ORE UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Agregado de Trióxido Mineral (MTA) é um biomaterial à base de silicato de cálcio. Este produto é utilizado para selar comunicações entre o exterior e o interior do dente (Ravindranath et al., 2020; Ruchi et al., 2021). O MTA é indicado para várias situações clínicas na endodontia, mas seu alto custo limita sua utilização (Pushpalatha et al. 2022). O cimento Portland (CP), que compõe 75% do MTA, é uma alternativa potencial devido ao seu custo mais baixo e propriedades semelhantes ao MTA. No entanto, o CP não possui óxido de bismuto, componente responsável pela radiopacidade do MTA. Há preocupações sobre a possível citotoxicidade do CP, pois é produzido em larga escala sem foco na biocompatibilidade (Pushpalatha et al. 2022). Este estudo investigou a composição química do cimento MTA Angelus® branco e cinza, bem como dos cimentos Portland CPII-E, CPII-F e CPII-Z, utilizando espectrometria de energia dispersiva acoplada à microscopia eletrônica de varredura. A análise rastreou os elementos químicos e suas concentrações em cada amostra. Descobriu-se que o MTA branco e cinza compartilham elementos como Bi, Si, Fe, O e Ca, com Tc adicional no MTA branco e Mg, S, Al, K e C no MTA cinza. Os três tipos de CP possuem Mg, Si, S, Fe, O, K e Ca em comum, com Al, Cr, Ti e C adicionais no CPII-E; Al e C no CPII-F; e Cr, Ti, Zn e Cu no CPII-Z. Os dados seguiram uma distribuição normal e foram analisados estatisticamente com testes de Shapiro-Wilk. Os testes ANOVA e Tukey foram utilizados para comparações entre os grupos e o test 't' de Tukey foi usado quando havia apenas dois grupos para comparação. O nível de significância é 5%.
Conclui-se que, apesar das semelhanças químicas, o CP contém metais pesados e impurezas e não possui bismuto, que confere radiopacidade ao MTA Angelus.
PN-R0433 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 3
Influência da Incorporação de Nanotubos de Dióxido de Titânio nas Propriedades Físicas do Cimento de Ionômero de Vidro após desafio químico
Gabriela Alves Ramos, Fernando Pelegrim Fernandes, Erika Soares Bronze-uhle, Fabiana Mantovani Gomes França, Francisco Humberto Nociti-júnior, Paulo Noronha Lisboa Filho, Kamila Rosamilia Kantovitz
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se a influência da incorporação de nanotubos de dióxido de titânio (nTiO2) ao cimento de ionômero de vidro convencional (CIV) quanto a microdureza (MD) e rugosidade de superfície (RS) submetidos ao desafio erosivo (DE). Ao CIV (Ketac Molar EasyMix) foram incorporados 0% (controle) e 5% em peso de n-TiO2 (≅20 nm). MD Knoop (50 g / 10 s) e RS (1,25 mm de extensão/ cut-off de 0,25 mm) foram realizadas antes e após 5 dias de DE em 72 amostras cilíndricas (4 x 2 mm) (n=18). As amostras foram imersas individualmente em 2 mL de HCl 0,01 M (pH 2,0, 2 min) seguido por saliva artificial (pH 7,0, 60 min), a 37oC. Os dados foram submetidos a Shapiro-Wilk, Levene, ANOVA 2-critérios fatorial 2x2 e Tukey teste (α<0,05). Antes do DE, CIV apresentou menores valores de MD (48,05±10,8) e RS (0,065±0,01) que CIV+5% nTiO2 (59,84±10,5) e (0,076±0,01), respectivamente (p=0,043). Após DE, RS do CIV apresentou maiores valores (0,086±0,01) que CIV+5% nTiO2 (0,078±0,01)(p=0,0004). Quanto a MD, CIV (38,20±6,5) e CIV+5%nTiO2 (36,70±5,3) apresentaram diminuição dos valores apresentados antes de DE (p<0,001), sem diferença significativa entre os grupos (p>0,05).
Concluiu-se que a incorporação de 5% de nTiO2 ao CIV otimizou as propriedades físicas (MD e RS) do material após o desfio erosivo, podendo representar estratégia inovadora.
PN-R0435 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários
Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 - 17h30 - Sala: 3
Influência da fotopolimerização com LEDs monowave e polywave no grau de conversão de cimentos resinosos duais e fotoativados
Sinara Cunha Lima, Jéssyca Maria França de Oliveira Melo, Renata Cimões, Juliana Raposo Souto Maior, Bruna de Carvalho Farias Vajgel
Depto. de Prótese e Cirurgia Buco-facial UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve como objetivo avaliar a influência de diferentes fotopolimerizadores no grau de conversão (GC) de dois cimentos resinosos fotoativados (Variolink® Esthetic LC e Rely X Venner®) e dois duais (Variolink N base® e Rely X Ultimate®) sob matriz cerâmica através da Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR). Foram confeccionados 192 corpos de prova de cimento resinoso com 5 mm de diâmetro e 1 mm de espessura, sendo 48 amostras para cada tipo de cimento. Metade das amostras de cada grupo (n=24) foram fotopolimerizadas utilizando a luz monowave Radii Cal (LED A) e a outra metade utilizando a poliwave Valo Grand Cordless (LED B) com a interposição de um disco cerâmico IPS e.max® Press cor A2, 1,5mm de espessura e média opacidade. Para o grupo controle de todos os grupos, 12 corpos de prova foram fotopolimerizados por cada LED A e B sem a interposição do disco cerâmico. Observou-se diferença significativa entre todos os cimentos estudados (p < 0,05). Os cimentos resinosos fotoativados tiveram o maior GC comparado aos cimentos resinosos duais, tendo o Variolink-LC o maior GC (51,58 ± 3,82%) e o Rely X- ULT o menor GC (26,75 ± 2,99%). Quanto à influência da luz fotopolimerizadora no GC, para os cimentos estudados, o Rely X Ultimate, Rely X Venner®, Variolink Esthetic LC® apresentaram diferença significativa para o GC, tendo os maiores valores para o LED B. Os valores mais expressivos do GC foram apresentados pelos cimentos resinosos fotoativados quando fotopolimerizados pelo LED B.
O fotopolimerizador Valo Grand Cordless teve maior influência no GC dos cimentos resinosos. Os cimentos resinosos fotoativados apresentaram GC significativamente maior que os cimentos resinosos duais, independente do tipo de LED utilizado.