RESUMOS APRESENTADOS

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RCR044 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Cirurgia de freio lingual em recém-nascido com laser de diodo de alta potência. Relato de caso
Carolina Gonçalves Garcia, Luciane Hiramatsu Azevedo
Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste relato de caso foi avaliado um bebê de 6 dias, do sexo feminino. A mãe procurou ajuda pois durante as mamadas sentia dor, presença de fissura mamilar, curto intervalo entre mamadas, além de estalos e engasgos. A nutrição era via natural, mas foi introduzida fórmula via copinho pois bebê estava perdendo peso. Não usava mamadeira e chupeta. Foi verificada a interferência do frênulo na movimentação da língua pelo Protocolo de Avaliação do Frênulo Lingual em Bebês (Teste da Linguinha), escore total da história e exame clínico: 16; já pelo Protocolo de Avaliação de Anquiloglossia em Bebês Amamentados (Teste TABBY) não pontuou, com escore: 6. A frenectomia lingual foi feita com o laser de alta potência de diodo (1,5W, em contato) e aplicação imediata de laser de baixa potência (1J vermelho) para modular inflamação, reduzir sintomatologia dolorosa e acelerar reparo. Não houve intercorrência transoperatória. Foram avaliadas fichas para avaliação de dor durante a amamentação e do bebê por 7 dias. A dor inicial na amamentação era 10 pela Escala EVA. No pós-operatório de 7 dias a dor à amamentação foi 1, e do pós operatório do bebê foi 0 - Escala NIP (Neonatal Infant Pain Scale), sendo feita administração de Paracetamol 200mg/mL apenas no primeiro dia; mãe relatou melhora na amamentação, sendo apenas via natural. No pós operatório de 1 mês foram refeitos os Testes da Linguinha escore total da história e exame clínico: 5, e TABBY escore: 8. No pós-operatório de 3 meses cessaram os sintomas de estalos e engasgos.

Frente aos resultados concluímos que frenectomia lingual com laser de alta potência, com aplicação imediata do laser de baixa potência forneceram maior efetividade na amamentação pela liberação dos movimentos linguais, e maior conforto pós-operatório.

(Apoio: CNPq  N° 131438/2023-9)
RCR045 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Desafios na odontopediatria: doenças raras e suas implicações
Mariné Olmos Villagomez, Taíssa Cássia de Souza Furtado, Maya Fernanda Manfrin Arnez, Fabrício Kitazono de Carvalho, Alexandra Mussolino de Queiroz, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva
Clinica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Revisar conceitos básicos sobre doenças raras e suas manifestações bucais. Uma doença é considerada rara quando afeta até 65 pessoas por 100.000 indivíduos ou 1,3 pessoas por 2.000 indivíduos. As doenças raras têm múltiplos sinais e sintomas que são diferentes de doença para doença e de pessoa para pessoa. As manifestações clínicas costumam ser frequentes e podem se assemelhar a doenças comuns, dificultando o diagnóstico precoce. Geralmente, as doenças raras são crônicas, progressivas, degenerativas e apresentam risco de morte, afetando a qualidade de vida das pessoas acometidas. Muitas vezes, o indivíduo perde a autonomia para andar, sentar, comer, respirar, causando sofrimento clínico e psicossocial às pessoas acometidas e seus familiares. Muitas doenças raras não têm cura e o tratamento é fundamentalmente para diminuir complicações, sintomas e evitar que a doença se agrave e evolua. O tratamento geralmente é realizado por equipes multidisciplinares. Os cuidados bucais variam de acordo com a condição clínica bucal e geral do paciente, devendo ser realizados de acordo com protocolos padronizados, quando disponíveis, e de acordo com as necessidades e limitações dos pacientes. A maioria das doenças raras é causada por alterações genéticas e cerca de 75% delas são diagnosticadas na infância. Como várias doenças raras apresentam manifestação oral, o odontopediatra deve estar ciente de sua importância no diagnóstico precoce, encaminhamento do paciente e realização do tratamento odontológico.

Devido a prevalência das doenças raras e suas manifestações bucais, o seu conhecimento e aplicação de condutas adequadas se tornam necessários.