RESUMOS APRESENTADOS
Resultado da busca [Siglas PNb0174 a PNb0346 ]
158 Resumo encontrados. Mostrando de 141 a 150
PNb0340 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Efeito da alcalinização e funcionalização de discos de titânio sobre a viabilidade e resposta oxidativa de osteoblastos em cultura 3D
Ana Carolina Chagas, Taisa Nogueira Pansani, Carlos Alberto de Souza Costa, Isabela Massaro Ribeiro, Fernanda Gonçalves Basso
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A funcionalização de superfícies tem por objetivo favorecer a resposta biológica tecidual. Este estudo avaliou o efeito da alcalinização e funcionalização de superfícies de titânio (Ti) com colágeno tipo I (COL) e naringenina (NA) sobre a viabilidade e resposta oxidativa de osteoblastos cultivados em matriz tridimensional e expostos a desafio inflamatório com fator de necrose tumoral alfa (TNF-). Para isso, discos padronizados de Ti foram polidos manualmente, seguido de alcalinização (Alc) com hidróxido de sódio (NaOH - 5M) a 60oC, por 24h. Após esterilização em autoclave, os discos foram submetidos ou não à funcionalização com COL (1mg/mL) ou COL+NA (10ug/mL), a 37oC, por 4h. Osteoblastos foram cultivados em matriz de colágeno preparada com meio de cultura DMEM completo (1,77mg/mL), por 24h. Então, os discos tratados foram posicionados no centro da matriz 3D, na presença ou ausência de TNF- (100ng/mL), estabelecendo os seguintes grupos: TiAlc (controle); TiAlc+TNF-; TiAlc+COL; TiAlc+COL+TNF-; TiAlc+COL+NA; e TiAlc+COL+NA+TNF- . A viabilidade (prestoBlue) e a resposta oxidativa (MitoSox) celular foram avaliadas pós 24hs. Os dados obtidos foram submetidos ao teste ANOVA/Tukey (=0,05). A viabilidade dos osteoblastos foi reduzida apenas em TiAlc+TNF-. A resposta oxidativa celular foi maior somente quando os discos foram expostos ao TNF-; (TiAlc+TNF-, TiAlc+COL+TNF-, e TiAlc+COL+NA+TNF-). Porém, células semeadas sobre discos funcionalizados e não expostos ao TNF- (TiAlc+COL e TiAlc+COL+NA) tiveram a resposta oxidativa negativamente modulada.
Pode-se concluir que a funcionalização de superfícies de Ti alcalinizadas com COL e NA é capaz de aumentar a viabilidade e modular a resposta oxidativa de osteoblastos.
PNb0341 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Efeito da dimensão da plataforma switching na estabilidade óssea: estudo clínico
Leticia de Santana Mascarenhas, Gabriela Moretto, Lorena Gonçalves Alexandrino, Flávia Noemy Gasparini Kiatake Fontão, Elcio Marcantonio Junior, Luis Eduardo Marques Padovan, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
Implantodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo avaliou o efeito da dimensão da plataforma switching na estabilidade óssea de pacientes submetidos a instalação de implantes com plataforma cone Morse modificada, com 16º de angulação interna, entre 4 e 11 meses após o carregamento protético. Foram avaliados 119 implantes em 45 pacientes, em dois períodos experimentais (momento de instalação do implante e na visita de manutenção - entre 4 e 11 meses do carregamento protético). Foram utilizadas as seguintes análises: 1) Análise radiográfica, para mensuração do nível ósseo peri-implantar 2) Análise clínica, através da profundidade de sondagem, índice de placa, índice de inflamação peri-implantar, índice de sangramento a sondagem, mobilidade e complicações protéticas. Também foi comparado o nível ósseo peri-implantar de acordo com o diâmetro dos implantes utilizados: 3.5, 3.75, 4.0 e 4.3mm. Foi observado que a variação de perda óssea foi de 0.36 ± 0.34 mm, o índice de correlação foi de r = -0.01 e o valor de p = 0.22. Isso significa que a correlação entre a variação do nível ósseo peri-implantar com o diâmetro do implante não foi significativo. A taxa de sobrevivência da amostra total foi de 97.47%.
Os implantes avaliados apresentaram um bom comportamento clínico em relação ao nível ósseo peri-implantar, independente do grau de plataforma switching obtido.
PNb0342 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Impacto da associação de cafeína e nicotina sobre o reparo ósseo peri-implantar em ratos
William Ananias Mansor Fernandes, Samir Absy, Mounir Colares Mussi, Mônica Grazieli Corrêa, Suzana Peres Pimentel, Fabiano Ribeiro Cirano, Marcio Zaffalon Casati, Raissa Micaella Marcello Machado
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da cafeína, nicotina, e sua associação na biomecânica e osseointegração de implantes inseridos em tíbias de ratos. Para tanto, foram utilizados 40 ratos Wistar machos, divididos em 4 grupos: 1- Grupo placebo (PL) (N=10): água destilada; 2- Grupo NIC (N=10): nicotina 1,67 mg/kg; 3- Grupo CAF (N=10): cafeína (30 mg/kg); 4- Grupo CAF + NIC (N=10): cafeína associada a nicotina. Todas as substâncias foram administradas, diariamente, por duas semanas previamente às cirurgias para instalação dos implantes e permaneceram até o final do experimento. Os animais foram submetidos à instalação de implantes de titânio (um em cada uma das tíbias - Dia 0) e a eutanásia ocorreu 30 dias após as cirurgias. Foi realizada a análise de torque reverso (TR) em uma das tíbias e a outra foi coletada para a análise histomorfométrica do preenchimento ósseo dentro da área das roscas dos implantes (BAFO) e do contato direto osso-implante (BIC). Observou-se menores valores de TR para o grupo NIC+CAF, comparado aos grupos NIC e CAF isolados (p<0.05). Em relação ao BAFO, observou-se que NIC+CAF apresentou as menores porcentagens (p<0.05). Quanto ao BIC, verificou-se que o grupo CAF e CAF+NIC apresentaram menores porcentagens, quando comparado a NIC (p<0.05).
Pode-se concluir que a associação de cafeína e nicotina influencia negativamente a biomecânica e a osseointegração de implantes, reduzindo a resistência ao torque de remoção, bem como o preenchimento da área das roscas e o contato direto osso-implante. Além disso, a cafeína isoladamente influenciou negativamente no contato direto osso-implante, de forma semelhante à associação das duas substâncias.
(Apoio: CAPES)
PNb0343 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Efeito de lâminas cervicais descompressivas na osseointegração de implantes. Estudo histomorfométrico em coelhos
Vitor Ferreira Balan, Eduardo Pires Godoy, Letícia Gabriela Artioli, Erick Ricardo Silva, Samuel Porfírio Xavier
CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo prospectivo foi avaliar se diferentes dimensões de lâminas descompressivas na região cervical de implantes podem otimizar o processo de osseointegração. Foram utilizados 12 coelhos New Zealand White fêmeas pesando de 3.5 a 4.0 kg. 48 implantes de 3,75 mm de diâmetro por 10 mm de altura com três modelos diferentes de desenhos de lâminas descompressivas cervicais (Grupo Controle - GC - sem diferença radial; Grupo Teste 1- GT1- diferença radial de +0,05 mm; Grupo Teste 2 -GT2- diferença radial de +0,2 mm) foram instalados em metáfise e diáfise da tíbia dos coelhos de forma randomizada. A eutanásia foi realizada após 10 semanas e as biópsias coletadas foram submersas em solução de paraformaldeído 10% e encaminhados para o processamento histológico. A avaliação histomorfométrica foi realizada nas regiões coronal, lâmina, média, apical e em todo o comprimento dos implantes, utilizando o software Image J a fim de mensurar a porcentagem de Contato Osso-Implante (%BIC) nas diferentes regiões de instalação. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística ANOVA. Nenhuma diferença estatisticamente significativa na %BIC em todo comprimento do implante entre GC, GT1 e GT2, respectivamente, em metáfises (36,79% ± 7,21%; 36,63% ± 8,74%; e 39,94% ± 9,99%, p > 0,05) ou em diáfises (40,27% ± 9,48%; 42,70% ± 6,26%; e 46,29% ± 5,50%, p > 0,05). Verificou-se maior %BIC na região de lâmina no GC quando comparado a GT1(53,4% ± 23,3%; 33,6% ± 14,7%, p=0,035) e GT2(53,4% ± 23,3%; 34,4% ± 15,5%, p=0,012), respectivamente.
Conclui-se que as diferentes lâminas cervicais não influenciaram o processo de osseointegração. Entretanto na região das lâminas descompressivas, foi observada uma menor %BIC em GT1 e GT2 quando comparados a GC.
(Apoio: CAPES N° 88887.712690/2022-00)
PNb0344 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Membrana de Bioresina para Regeneração Óssea Guiada: Estudo Microtomográfico Preliminar em Calvária de Ratos
Eduardo Pires Godoy, Letícia Gabriela Artioli, Vitor Ferreira Balan, Erick Ricardo Silva, Samuel Porfírio Xavier
Biologia Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo pré-clínico in vivo avaliou microtomograficamente a regeneração óssea guiada (ROG) com o uso de membrana de óleo de soja epoxidado acrilado impressa. Foram utilizados 24 ratos machos adultos Sprague Dawley, divididos em Grupo Teste (GT, n=12) e Grupo Controle Positivo (GCP, n=12). Em cada animal, foi confeccionado um defeito ósseo crítico de 7 mm de diâmetro sobre o osso parietal esquerdo. Os defeitos foram preenchidos com biomaterial granular de origem suína, tendo o GT recebido recobrimento com a membrana de bioresina. Após 4 e 8 semanas, os animais foram eutanasiados e os espécimes obtidos foram encaminhados para processamento microtomográfico. A análise microtomográfica consistiu na avaliação dos seguintes parâmetros: porcentagem de volume ósseo (BV/TV), presença de enxerto residual e densidade óssea (BS/TV). Em 4 semanas, os resultados obtidos para BV/TV foram de 11,58% ± 3,57% e 7,93% ± 1,94% para os grupos GT e GCP, respectivamente. Em 8 semanas, os resultados obtidos para BV/TV foram de 15,25% ± 4,30% e 10,05% ± 4,91% para os grupos GT e GCP, respectivamente. A densidade óssea do osso neoformado foi de 3,75/mm2 ± 1,36/mm2 e 4,18/ mm2 ± 1,44/ mm2 no grupo GT após 4 e 8 semanas, respectivamente. No grupo GCP foi de 4,24/mm2 ± 1,78/mm2 e 4,66/mm2 ± 2,61/mm2, após 4 e 8 semanas respectivamente. A porcentagem de biomaterial residual foi de 1,30% ± 1,06% e 1,19% ± 0,66 no grupo GT, após 4 e 8 semanas respectivamente. No grupo GCP, o BV/TV foi de 1,45% ± 1,09% e 0,59% ± 0,75%, após 4 e 8 semanas respectivamente. Não foram observadas diferenças estatísticas entregrupos e intragrupos (p>0,05).
Estes resultados preliminares apresentaram uma tendência de maior neoformação óssea no grupo teste, embora não tenha sido observada diferença estatística.
(Apoio: CAPES N° 88887.699517/2022-00)
PNb0345 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação e caracterização de membranas não-reabsorvíveis expostas à contaminação microbiana in vitro
Lucas Trevisan Suzzin, Verci Alves de Oliveira Junior, Daniel Sundfeld Neto, Núbia Inocencya Pavesi Pini, Ana Paula Uber, Samira Salmeron
odontologia ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou avaliar e comparar a contaminação microbiana entre membranas não reabsorvíveis que são indicadas para ficarem expostas na cavidade oral durante os procedimentos de regeneração tecidual guiada. Para isso, foram obtidas amostras de quatro tipos de membranas, Bone Heal® (BH), Cytoplast Txt-200® (CT), Lumina PTFE® (L) e Surgitime Titanium Seal® (STS), que foram distribuídas aleatoriamente nos grupos experimentais: grupo E (controle) - membranas estéreis e grupo C - membranas contaminadas in vitro por biofilme oral humano. A análise microbiológica (N=32) foi realizada por meio da contagem de unidades formadoras de colônias (UFC/mL) para avaliar o grau de contaminação. A caracterização das membranas (N=24) foi realizada por microscopia eletrônica de varredura/espetroscopia de dispersão de energia (MEV/EDS) por meio de análises qualitativas da superfície e composição. ANOVA a um critério e teste de Tukey foram os testes utilizados para comparar as UFC/mL entre os grupos C e o teste t pareado foi utilizado para comparar as UFC/mL entre os grupos E e C de cada membrana, todos com nível de significância de 5%. As membranas apresentaram valores de contaminação semelhantes, sendo BH a menos contaminada e L a mais contaminada (p=0,005). As superfícies mostraram diferentes padrões e desenhos e os elementos identificados na composição das membranas foram compatíveis com os materiais dos quais são feitas.
Todas as membranas estudadas se contaminaram, entretanto, com padrões distintos de contaminação que se devem, provavelmente, em virtude das diferenças verificadas na estrutura e composição dessas membranas. Destaca-se a membrana BH por apresentar o menor grau de contaminação.
PNb0182 - Painel Efetivo
Área: 1 - Anatomia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Parâmetros radiômicos do osso mandibular trabecular no hiperparatireoidismo primário e hipoparatireoidismo
Fábio Wildson Gurgel Costa, Davi de sá Cavalcante, Lucio Mitsuo Kurita, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Ana Carolina da Silva Saraiva, Marcela Lima Gurgel, Catarina Brasil D'alva, Ana Rosa Pinto Quidute
CLÍNICA ODONTOLÓGICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou realizar análise radiômica do osso trabecular mandibular comparativa entre pacientes com hiperparatireoidismo primário (HPTP) e hipoparatireoidismo (hipoPT), além de investigar o potencial de preditores radiômicos para rastreio de baixa densidade mineral óssea (DMO). Foi realizado um estudo caso-controle de pacientes com HPTP (n=25) e hipoPT (n=25) pareados por sexo e idade com 50 indivíduos do grupo controle. Por meio de radiografias panorâmicas, foram extraídos atributos radiômicos primeira ordem (intensidade de píxeis), segunda ordem (Gray Level Co-occurrence Matrix [GLCM] - contraste, correlação, energia e homogeneidade) e ordem estatística superior (dimensão fractal e lacunaridade). As imagens foram segmentadas em regiões de interesse (ROI) mandibulares (50x50 pixels): côndilo (R1), centro do ramo (R2), entre raízes de molares (R3) e abaixo do forame mentual (R4). HPTP e hipoPT apresentam características radiômicas diferentes em relação ao grupo controle em todas as regiões de interesse (ROIs) (p<0,05), com destaque para os seguintes atributos: R1 - dimensão fractal e lacunaridade; R2 - contraste e homogeneidade; R3 - lacunaridade, dimensão fractal, contraste, correlação, energia e homogeneidade R4 - dimensão fractal e homogeneidade. Parâmetros radiômicos com melhor predição para baixa DMO (área sob a curva ROC) no grupo HPTP foram intensidade de píxeis (R2), energia e homogeneidade (R3) e homogeneidade (R4), sendo no grupo hipoPT o contraste (R2).
O osso trabecular mandibular dos grupos HPTP e hipoPT diferiu do grupo controle em relação a parâmetros radiômicos. Esses atributos de imagem demonstraram maior capacidade preditora para baixa DMO no grupo HPTP.
(Apoio: FAPs - FUNCAP - Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico N° FPD-0213-00294.01.00/23 | CNPq - FUNCAP N° 315479/2021-3)
PNb0192 - Painel Efetivo
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Fatores diretos e indiretos que influenciam a idade da erupção do primeiro dente decíduo: estudo de coorte com bebês prematuros e a termo
Cristiane Baccin Bendo Neves, Bianca Spuri Tavares, Joana Ramos-jorge, Jéssica Madeira Bittencourt, Jhonathan Lopes Silva, Saul Martins Paiva
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi testar um modelo de caminhos para determinação dos fatores de risco diretos e indiretos para idade da erupção do primeiro dente decíduo de bebês. Foi realizado um estudo de coorte com 46 bebês prematuros e 48 nascidos a termo com idade mínima de quatro meses. Os bebês foram acompanhados mensalmente por dois examinadores calibrados para verificar a cronologia de erupção do primeiro dente decíduo. As mães responderam a um questionário sociodemográfico e de comportamento em saúde. Cadernetas de Saúde da Criança e prontuários médicos foram avaliados. Foram realizadas Análise de Componentes Principais e análise de caminhos. Dois modelos foram construídos: um para idade cronológica e outro para idade corrigida de erupção dentária. O modelo da idade cronológica da erupção dentária demonstrou que os prematuros apresentaram risco aumentado de ter erupção dentária mais tardia em comparação aos nascidos a termo (β= 0,888; p<0,001). Houve associações indiretas entre condições socioeconômicas e de saúde com idade de erupção dentária, mediadas pela idade gestacional. Baixo nível socioeconômico (β=0,297; p=0,010), medicação durante a gravidez (β=0,337; p<0,001), ≤6 consultas pré-natais (β=0,198; p=0,025) e complicações durante o parto (β=0,214; p= 0,007) estiveram associados a partos prematuros. As mesmas associações diretas e indiretas também foram encontradas para a idade corrigida, com diferenças apenas nos valores de β.
Os bebês prematuros apresentaram maior risco de atraso na erupção dentária em comparação aos bebês nascidos a termo, tanto considerando a idade cronológica quanto a corrigida. A idade gestacional mediou a associação entre condições socioeconômicas e de saúde com a idade de erupção dentária.
(Apoio: FAPs - FAPEMIG N° APQ-01290-17)
PNb0194 - Painel Efetivo
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Efeito esquelético e dentário da expansão maxilar dento-suportada e dento-ósseo suportada (MARPE) em pacientes pós-surto de crescimento
Luciana Quintanilha Pires Fernandes, Giselle Naback Lemes Vilani, Jonas Capelli Júnior
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A expansão rápida da maxila (ERM) visa o aumento transversal da maxila, gerando um movimento de rotação do complexo zigomático-maxilar. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos na base óssea, no processo alveolar da maxila e nos primeiros molares superiores, através de medidas angulares, após ERM dento-suportada e dento-ósseo suportada (MARPE), e identificar o fulcro de rotação. Foram selecionados 31 pacientes (grupo MARPE: n = 14, média de 16 anos; grupo HYRAX: n = 17, média de 14 anos) com indicação de ERM, submetidos à tomografia computadorizada antes (T1) e após ERM (T2) e após seis meses de contenção (T3). As tomografias foram sobrepostas na base do crânio e as medidas foram realizadas pelo mesmo examinador de forma aleatória. No grupo MARPE, o fulcro de rotação foi na altura da sutura frontozigomática (SFZ) ou acima desta, enquanto no grupo HYRAX foi na altura da SFZ ou abaixo desta. A resposta esquelética foi de 70% (2o) e 33% (1,09o), a resposta alveolar foi de 18% (0,52o) e 20% (0,68o) e a resposta dentária foi de 12% (0,34o) e 47% (1,54o) nos grupos MARPE e HYRAX, respectivamente, havendo diferença estatisticamente significativa entre os grupos nas regiões esquelética (p = 0,005) e dentária (p < 0,001). Após contenção, observou-se recidiva de 41% e 50% na região esquelética, 27% e 53% na região alveolar e 28% e 32% na região dentária nos grupos MARPE e HYRAX, respectivamente, não havendo diferença estatisticamente significativa entre os grupos.
Apesar de ambas as técnicas terem sido eficientes na correção da deficiência transversa, sem diferença na estabilidade dos resultados, a diferença encontrada sugere que a técnica MARPE deve ser indicada para casos em que se deseja o mínimo de movimentação dentária compensatória.
(Apoio: CAPES | FAPERJ)
PNb0209 - Painel Efetivo
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis
Efeito de distratores, parâmetros mastigatórios e estresse sobre a ingestão alimentar de escolares entre 10-12 anos de idade
Luciano José Pereira, Adelucas de Souza, Álvaro Eduardo Alves, Fabiana Freitas Faria Oliveira, Karen Rodrigues Lima, Paula Midori Castelo
Medicina UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se avaliar a influência do uso de distratores durante as refeições (smartphones e gibi), sobre a ingestão calórica de escolares entre 10-12 anos de idade. Estudantes (n=120) de escolas públicas e privadas participaram de sessões de refeições experimentais, com intervalo de pelo menos sete dias. Na primeira sessão, foram coletadas informações sobre sexo, idade, índice de massa corporal (IMC), performance mastigatória (X50) e limiar de deglutição. Nas três sessões seguintes, foram realizadas refeições padronizadas de lanche da tarde sem distração, com uso de smartphone ou lendo gibis em ordem aleatória. Em cada sessão foi aplicado o Child Three-Factor Eating Questionnaire (CTFEQr-21) para avaliar o comportamento alimentar. Ao final de cada refeição foi mensurada a ingestão calórica total (em quilocalorias). Na última sessão, os voluntários responderam a Escala de Estresse Infantil (ESI) referente ao mês pregresso. Um modelo linear geral misto de três vias e modelos hierárquicos de regressão linear múltipla foram aplicados para estimar a influência dos fatores avaliados sobre a ingestão calórica. Observou-se que o consumo calórico foi maior no sexo masculino e estudantes de escolas públicas (p<0,05). A performance, o número de ciclos e o limiar de deglutição foram semelhantes entre os participantes (p>0,05). Considerando o Estresse Infantil, houve interação entre sexo e tipo de escola nos domínios de Reações Psicológicas, Reações Psicológicas com Componentes Depressivos e Geral.
Conclui-se que a presença de distratores não influenciou a ingestão calórica de crianças entre 10-12 anos de idade, sendo os principais fatores de interferência o sexo masculino e o fato de estudar em escola pública.
(Apoio: CNPq | FAPs - FAPEMIG | CAPES)