2090 Resumo encontrados. Mostrando de 281 a 290
PN0282 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Odontologia para pacientes com necessidades especiais: uma análise bibliométrica de 20 anos
Siqueira LS, Ferreira SH, Amorim LM, Costa JRS, Rodrigues PH, Santos CN, Bönecker M, Kramer PF
UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi avaliar a produção científica relacionada a odontologia para pacientes com necessidades especiais (OPNE), mediante uma análise bibliométrica. A busca foi conduzida de acordo com Medical Subject Headings (MeSH) Pubmed, utilizando os termos ("Disabled Persons" AND "Dentistry"), de janeiro/2000 a dezembro/2019. Três examinadores selecionaram os artigos por meio do título, resumo e leitura na íntegra. Os dados foram categorizados em: periódico, país, delineamento, temática e classificação das comorbidades e desordens associadas. Foram incluídos 391 artigos, publicados em 139 revistas. Os periódicos Special Care in Dentistry (53), Dental Clinics of North America (15) e British Dental Journal (15) foram responsáveis por 21% das publicações; e 46 países publicaram trabalhos, destacando-se os Estados Unidos (38%), seguidos da Índia (29%) e Reino Unido (24%). Estudos transversais representaram 52% das publicações, seguidos de revisão de literatura (25%); e a temática de maior abordagem foi diagnóstico bucal (27%), seguido de acesso e serviços de saúde (19%) e educação e prevenção (12%). A classificação das comorbidades evidenciou que a maioria dos estudos envolveu deficiências generalizadas/não-especificadas (60%).
Embora seja evidente a construção do conhecimento científico na área de OPNE nos últimos 20 anos; uma postura crítica em relação ao que está sendo produzido permite a reorientação de linhas de pesquisa e da dinâmica da geração de evidências científicas na área da saúde.
PN0283 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Associação entre práticas alimentares familiares e a saúde bucal em pré-escolares
Rocha AC, Crema AFA, Menoncin BLV, Crispim SP, Fraiz FC
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esta pesquisa teve por objetivo avaliar a associação entre as práticas alimentares familiares e a saúde bucal de pré-escolares. Foram incluídos na pesquisa 585 pais de pré-escolares de Curitiba que responderam um questionário envolvendo aspectos sociodemográficos, habilidades culinárias parentais, práticas alimentares adotadas para as crianças e a percepção parental da condição de saúde bucal de seus filhos. Para o consumo de alimentos ultraprocessados cariogênicos (AUC), foi utilizado um questionário de frequência alimentar. Para fornecer informações sobre a alimentação infantil, foram utilizadas escalas de mensuração de práticas alimentares saudáveis (PAS) com adaptações, sendo os valores categorizados em alimentação ruim (>P25=>35), razoável (P25-P75=35-75) e boa (>P75=<46), assim como a escala sobre Habilidades culinárias (HC), com os valores categorizados em baixa, moderada e alta. As associações foram avaliadas através do teste qui quadrado e qui quadrado de tendência linear (α = 0,05). O alfa de Cronbach para a escala PAS foi de 0,793 e para HC foi de 0,896. As práticas alimentares ruins foram associadas à menores HC (p>0,001), percepção parental de pior saúde bucal (p=0,003), maior relato de dor dental nas crianças (p=0,002), maior consumo infantil de AUC (p>0,001), biscoitos doces (p>0,001), guloseimas (p=0,029), refrescos (p>0,001) e refrigerantes (p>0,001).
Pode-se concluir que existe associação entre as melhores práticas alimentares familiares adotadas para as crianças e melhores condições de saúde bucal em pré-escolares.
PN0284 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Current protocols of retention and long-term orthodontic follow-up related to Initial age and treatment duration: An online survey
Azevedo RCC, Uchôa SMMA, Patel MP, Silva HDP, Nahás ACR, Matias M, Maltagliati LA
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O principal objetivo desse trabalho foi fazer um levantamento dos protocolos atuais utilizados pelos ortodontistas para as fases de contenção e pós-contenção considerando a idade, início e duração do tratamento fixo. Um questionário com 12 perguntas de escolha múltipla foi desenvolvido utilizando uma plataforma online e enviado a ortodontistas especialistas, envolvidos no tratamento de pacientes. O questionário foi organizado em três secções que representam informação específica sócio-demográfica dos inquiridos, fase de tratamento ativo, e fase de contenção. 743 respondentes devolveram o questionário (32%). A dentição permanente precoce no início do tratamento e a duração do tratamento entre 12 a 24 meses foi a combinação mais prevalente, resultando em tratamento corretivo concluído antes do crescimento completo. Todos os respondentes usam contensores após a terapia ortodôntica. A combinação preferível foi a placa de Hawley na arcada superior e a contenção 3x3 fixa na arcada inferior. A experiência não teve influência em quase todas as variáveis, exceto no acompanhamento pós-tratamento. A maioria dos ortodontistas experientes prefere controlar os seus pacientes por mais tempo, enquanto que os menos experientes dão-lhes alta após 12 meses. A maioria dos tratamentos começa antes ou durante a puberdade e termina com o crescimento incompleto, sem um protocolo de acompanhamento e contenção bem definidos.
Independente da idade de início do tratamento ou tempo da terapia, nenhuma individualização é feita para contenção e acompanhamento pós-tratamento.
PN0286 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Acesso das crianças da primeira infância ao serviço de saúde bucal na atenção básica do município de iguaracy - pe
Queiroz VKP, Barros PAG, Virgínio TS, Imparato JCP
odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
É importante que a promoção à saúde bucal seja enfatizada na sociedade, para proporcionar a população conhecimentos necessários sobre a saúde da criança e assim, consequentemente, obter uma boa adesão e acesso das mesmas nos consultórios odontológicos. Desse modo, o trabalho tem por objetivo verificar a frequência dos cuidados odontológicos na primeira infância na Atenção Básica do Município de Iguaracy- PE. Foi realizada a análise de documentos, através da coleta de dados dos prontuários odontológicos dos pacientes de 0 a 06 anos de idade, ambos os sexos, atendidos nas duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município, no período de 2016 a 2020. A análise das variáveis categóricas, os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher foram utilizados para verificar a associação entre as variáveis. Os testes foram aplicados com 95% de confiança e erro de 5%, o programa utilizado foram os softwares SPSS. Das 286 crianças, foram registrados apenas 28 prontuários odontológicos (9,8%), com uma frequência maior para a faixa etária de 04 a 06 anos de idade (92,8%), ocorreram 57 atendimentos, sendo 27 atendimentos de retorno e, apresentando como motivo principal a consulta de rotina (53,6%). O ano que mais prevaleceu foi o de 2020, comparado com os anos anteriores, com um total de 36 consultas durante todo o ano.
Há uma necessidade dos gestores públicos e de saúde investirem mais em ações que envolvam a união das equipes de saúde com a comunidade, atuando desde a gestação, para estimular cada vez mais a frequência das crianças da primeira infância nos consultórios odontológicos,para a prevenção.
PN0287 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Impacto do tratamento ortodôntico com Invisalign® na qualidade de vida relacionada á saúde oral em pacientes com periodontite severa
Amad RCOA, Nahás ACR, Maltagliati LA, Patel MP, Retamal-Valdes B, Shibli JA, Matias M
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo piloto foi avaliar o impacto do tratamento ortodôntico com Invisalign® na qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pacientes com histórico de periodontite severa. Sete pacientes adultos com histórico de periodontite severa foram recrutados do Centro de Estudos Clínicos da Universidade Guarulhos (CEC/UNG) e tratados com Invisalign® na Clínica de Mestrado em Ortodontia da mesma Instituição. O questionário Oral Health Impact Profile-14 (OHIP-14) foi utilizado para avaliar o impacto do tratamento ortodôntico com Invisalign® na qualidade de vida relacionada à saúde bucal destes pacientes, em três tempos de avaliação: Antes do início do tratamento ortodôntico (T0), 3 meses (T1), e 6 meses após o início do tratamento (T2). A análise estatística dos dados obtidos no OHIP-14 foi realizada por meio do teste qui-quadrado e análise de regressão logística. O tratamento ortodôntico teve um impacto negativo nos domínios "Limitação Funcional" e "Dor Física" aos 3 (p=0,017) e 6 meses de tratamento (p=0,008); embora, nesse último, já mostrando diminuição no escore de OHIP. A análise de regressão logística mostrou que o gênero feminino, o trespasse horizontal aumentado e a ausência de selamento labial influenciaram nas respostas mais negativas às avaliações aos 3 meses de tratamento.
O tratamento com Invisalign® provocou um impacto negativo momentâneo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pacientes, determinados principalmente nas dificuldades de fala e dor, causadas pela movimentação ortodôntica nos 3 primeiros meses do tratamento.
PN0288 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Influência de diferentes condicionamentos ácidos na resistência ao cisalhamento de braquetes ortodônticos
Gomes AMR, Campagnaro R, Santin GC, Cotrin P, Pinzan-Vercelino CRM, Valarelli FP, Freitas KMS
PPGOdonto UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo objetivou comparar a resistência ao cisalhamento de braquetes ortodônticos colados com diferentes condicionadores ácidos. Foram utilizados 100 incisivos bovinos extraídos, realizado limpeza e polimento, fixados em tubos de PVC com resina acrílica e divididos em 5 grupos, utilizando-se diferentes condicionadores ácidos por 15 segundos: Grupo 1: ácido fosfórico Ultra-Etch. Grupo 2: Ácido fosfórico All Prime. Grupo 3: Ácido fosfórico Alfa Etch - DFL. Grupo 4: Ácido fosfórico Condac37 - FGM. Grupo 5: Ácido fosfórico com extrato de semente de uva. Após o condicionamento realizado, os braquetes foram colados com o sistema adesivo Transbond XT e fotopolimerizados por 20 segundos. O teste de cisalhamento foi realizado em uma máquina de ensaios universal EMIC DL 500. O índice de remanescente adesivo (IRA) também foi avaliado. A comparação intergrupos foi realizada pelo teste ANOVA a um critério de seleção e teste qui-quadrado. Os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significante da força de cisalhamento e do IRA entre os grupos. O IRA resultou em fraturas entre adesivo e esmalte em todos os grupos.
Concluiu-se que os diferentes condicionadores ácidos não influenciaram a resistência de união de braquetes ortodônticos.
PN0289 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Prevalência de aumento de hábitos bucais deletérios em crianças brasileiras durante a pandemia: estudo transversal
Kominami PAA, Carvalho IPPA, Kammer PV, Takeshita EM, Bolan M, Massignan C
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo transversal foi avaliar a influência da pandemia da COVID-19 nos hábitos bucais deletérios de crianças (3-10 anos). Um questionário foi enviado via WhatsApp e redes sociais para famílias brasileiras (março-abril/2021), contendo questões sobre teste positivo de Covid-19, escolaridade, trabalho, brincar ao ar livre, uso de eletrônicos, aula presencial e presença de hábitos deletérios (roer unha, usar chupeta, chupar dedo, apresentar respiração bucal), determinados pela escala entre melhora e piora durante a pandemia. Os dados foram analisados no SPSS, utilizando estatística descritiva e regressão logística binária não ajustada e ajustada pelo método Backward Elimination (Wald). Ao total, 466 crianças fizeram parte da pesquisa. De acordo com relato dos pais, a prevalência de aumento de hábitos bucais deletérios durante a pandemia foi de 20,4%, na qual foi observado que meninos tiveram 1,75 vezes mais chance de apresentarem mais hábitos bucais deletérios durante a pandemia (intervalo de confiança CI 1.10-2.81; p=0.01). As crianças cujos pais mantiveram a rotina de trabalho durante a pandemia tiveram 57% menos chance de terem piora nos hábitos bucais deletérios durante a pandemia do que as crianças cujos pais trabalharam em jornada horária reduzida ou que precisaram procurar renda extra (IC 0.20-0.90; p=0.02).
Uma em cada cinco crianças apresentou aumento de hábito bucal deletério durante a pandemia. O aumento de hábitos bucais deletérios está associado ao sexo da criança (meninos) e ao regime de trabalho dos pais durante a pandemia.
PN0290 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Prevalência de elementos supranumerarios em crianças portadoras de microcefalia
Alves CCB, Eisler-Hoffman L, Delgado IF, Narimatsu DMS, Tesoni CP, Almeida KR, Ortolani CLF
Odontologia UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Analisar clinicamente 50 crianças acometidas por microcefalia decorrente da síndrome congênita do Zika vírus (SCZv), com o intuito de observar a prevalência de elementos supranumerários e comparar com os mesmos índices relatados na literatura para crianças normorreativas. Uma amostra de 50 crianças entre 18 e 36 meses de idade, portadoras de microcefalia e pertencentes a uma associação de atenção à criança especial de Salvador, BA, foi examinada clinicamente por duas examinadoras, sob luz natural e utilizando-se afastadores descartáveis para a melhor visualização das estruturas.Como resultados, duas crianças (4% da amostra) apresentaram múltiplos elementos supranumerários e uma criança (2% da amostra) apresentou apenas um elemento supranumerário, totalizando 6% da amostra com a alteração.
Ainda que sejam necessárias investigações com amostras maiores, pudemos concluir que crianças portadoras de microcefalia apresentam maior incidência de anomalias dentárias de número, quando comparadas à população de crianças normorreativas.
PN0291 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação cefalométrica do posicionamento do osso hioide de indivíduos cearenses portadores de apneia obstrutiva do sono
Pereira AB, Coelho ILR, Sobreira-Neto MA, Fonteles CSR, Costa FWG, Ribeiro TR, Fabbro CD, Chaves Júnior CM
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou avaliar o posicionamento do osso hioide por meio do exame cefalométrico em pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), comparando-os com um grupo controle. Foram selecionados 50 voluntários cearenses com idade entre 18 e 65 anos que, após se submeterem a uma avaliação clínica e polissonográfica, obtiveram o diagnóstico de AOS (grupo AOS). O grupo controle foi composto por 25 indivíduos cearenses, adultos, com oclusão dentária normal e sem sinais e sintomas de AOS. Após análise cefalométrica dos dois grupos, foram identificadas e avaliadas as grandezas lineares entre o osso hioide e as regiões mandibular e cervical, a fim de localizá-lo no sentido vertical e anteroposterior. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, teste de Friedman e análise de correlação de Pearson. Os valores médios das grandezas cefalométricas anteriormente citadas apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos (p=0.001). Houve um aumento simultâneo entre as medidas cefalométricas nos pacientes do grupo AOS.
Concluiu-se que os indivíduos do grupo AOS apresentaram um posicionamento mais inferior do osso hioide quando comparados aos indivíduos do grupo controle. A avaliação cefalométrica para identificar o posicionamento do osso hioide mostra-se relevante, uma vez que este serve como ancoragem dos músculos da língua. O posicionamento mais inferior do osso hioide e da língua pode facilitar o colapso faríngeo ao nível de orofaringe, como observado nos pacientes com AOS.
PN0292 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Manifestações clínicas de erupção dentária e fatores de risco em três regiões do brasil: estudo multicêntrico de coorte ao nascimento
Mantelli AR, Kramer PF, Oliveira AF, Coelho EMRB, Alves NM, Souza GL, Amorim LM, Feldens CA
Odontopediatria UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi estimar a incidência de sinais e sintomas de erupção dentária reportados pelos pais e investigar os fatores de risco. Em estudo de coorte ao nascimento em três capitais do Brasil (Manaus, Porto Alegre e Salvador), foram coletados na base variáveis sociodemográficas e antropométricas, aos 6 meses variáveis comportamentais e antropométricas e aos 12 meses dados de saúde e exame físico odontológico, incluindo o desfecho primário do estudo (n=289). A análise incluiu regressão de Poisson com variância robusta com cálculo dos Riscos Relativos (RR). A incidência de manifestações clínicas de erupção dentária foi de 82,4%, diferindo entre as cidades. Análise multivariável mostrou maior ocorrência do desfecho em Salvador (RR 1,39; IC 95% 1,23-1,58), quando a escolaridade materna era maior de 11 anos (RR 1,31; IC 95% 1,04-1,65), com maior número de moradores na casa (RR 1,15; IC 95% 1,02-1,29), quando havia fumante na casa (RR 1,16; IC 95% 1,03-1,31) e quando a criança teve gripe ou resfriado no primeiro ano de vida (RR 1,23; IC 95% 1,09-1,38). Os sintomas mais reportados foram febre (50,5%), irritabilidade (42,6%), coceira (40,8%) e diarreia (35,3%); 82% dos pais tomaram alguma atitude para aliviar os sintomas, incluindo automedicação sistêmica como analgésico, anti-inflamatório e antidiarreico.
Concluiu-se que o relato de manifestações clínicas de erupção dentária está associado à comunidade avaliada, a fatores socioeconômicos das famílias e características de saúde da criança, sendo observado um alto índice de automedicação.
(Apoio: CAPES N° 8887.662699/2022-00)
