RESUMOS APROVADOS

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 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 971 a 980


PI0330 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 11

Uso de ansiolíticos/antidepressivos por estudantes universitários no Brasil
Sousa MLC, Firmino RT, Gomes RDAD, Nunes WB, Paiva SM, Granville-Garcia AF
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se investigar a prevalência e os fatores associados ao uso de ansiolíticos/antidepressivos em estudantes universitários. Foi um estudo transversal realizado com 963 estudantes de ambos os sexos, maiores de idade e integrantes de universidades públicas ou privadas do país. Os dados foram coletados no período entre setembro e dezembro de 2020, via questionário na plataforma SurveyMonkey, contendo perguntas sobre dados socioeconômicos, autopercepção de saúde, uso de medicamentos ansiolíticos/antidepressivos, histórico de depressão, acompanhamento psicológico/psiquiátrico e sobre o curso de graduação. A análise estatística foi feita por regressão de Poisson com variância robusta (α = 5%). A amostra foi constituída em sua maioria pelo sexo feminino (75,2%), idade média de 23 anos (DP= ±4,8) e alunos de universidades privadas (52%). O uso das medicações foi relatado por 15% dos estudantes e o diagnóstico médico de depressão por 20,4%. As variáveis insatisfação com a saúde geral (RP = 1,43; 95%IC: 1,10-1,86), diagnóstico médico de depressão (RP = 3,58; 95%IC: 2,62-4,89), acompanhamento psicológico/psiquiátrico (RP = 2,64; 95%IC: 1,79-3,92) e sexo feminino (RP = 1,56; 95%IC: 1,05-2,33) foram associadas ao consumo de ansiolíticos/antidepressivos pelos discentes.
O sexo, a insatisfação com a saúde geral, o acompanhamento psicológico/psiquiátrico e o diagnóstico médico de depressão influenciaram o uso de ansiolíticos/antidepressivos por estudantes de graduação.
(Apoio: CAPES  |  CNPq)
PI0334 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 11

Avaliação da metodologia de ensino Team Based Learning versus método tradicional na aprendizagem de acadêmicos de Odontologia
Freitas JVP, Teófilo MIS, Rolim JPML
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo quantitativo e prospectivo comparou o efeito de duas metodologias de ensino: aulas em formato tradicional e aulas em formato de metodologia ativa, TBL(team based learning) no conhecimento dos alunos do 2º semestre do curso de Odontologia do Centro Universitário Christus (Fortaleza-CE). Dividiu-se os alunos, aletoriarmente, em dois grupos: grupo controle n = 60 (tradicional) e grupo experimental n = 60 (TBL), ambos matriculados na disciplina de Parasitologia e Microbiologia em diferentes momentos: grupo controle, no 2º semestre de 2019 e grupo experimental, no 1º semestre de 2020. Em 2019 e em 2020, de acordo com o grupo analisado correspondente, aplicou-se um questionário contendo questões subjetivas para os docentes e discentes avaliarem a aquisição de aprendizagem. As questões abordaram os domínios do módulo de Parasitologia humana, , sendo classificadas na categoria 5 de Bloom. A soma das respostas corretas pôde variar de zero a 30. O escore final dos estudantes foi comparado pelo teste de Mann-Whitney. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0.05). Resultou-se em uma média de escores no grupo controle e no grupo experimental,respectivamente, de 23,1 e 25,7. Não sendo encontrada diferença estatística entre os grupos (p=0,260).
Concluiu-se que o modelo de ensino, TBL, no formato de avaliação adotado, não resultou em uma influência direta, tanto positiva quanto negativa, na aquisição de conhecimentos em parasitologia dos alunos em comparação à metodologia tradicional.
PI0335 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 11

Avaliação de cotistas e não cotistas na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
Cardoso MSI, Chene ARC, Miranda MSL, Ferreira LC, Colares GF, Pinheiro HHC, Silveira ADS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

No Brasil estão em vigor políticas públicas que reservam vagas para grupos historicamente sub representados no ensino superior. Esta pesquisa transversal teve como objetivo avaliar o desempenho acadêmico e as dificuldades enfrentadas por um grupo de alunos cotistas (GC) e não cotistas (GN) da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Este estudo foi aprovado pelo CEP/UFPA sob CAAE nº 32741520.0.0000.0018 e parecer nº 4.169.455. O questionário em formato eletrônico foi disponibilizado a todos os estudantes matriculados em 2020 e 2021. Os alunos que aceitaram participar da pesquisa declararam anuência ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e à consulta ao seu histórico acadêmico. Os dados foram apurados no programa Microsoft Excel e analisados no software Jamovi versão 1.2.27. Foi considerado nível de significância de 5%. Com uma taxa de resposta de 39,92% (200 voluntários), observou-se um melhor desempenho acadêmico do GN (7,91±1,12) quando comparado ao GC (7,31±1,41), no que se refere ao Coeficiente de Rendimento Geral (CRG) (p=0,001). Além disso, verificou-se diferença (p<0,0001) na quantidade de alunos que declararam enfrentar dificuldades: 83 (86,5%) alunos do GC e 63 (60,6%) do GN. Na análise múltipla, as variáveis forma de ingresso (GC ou GN), enfrentamento de dificuldades, recebimento de auxílios e atividades fora da Faculdade explicam somente 10% da variável CRG (R² = 0,098).
Os resultados demonstraram que alunos do grupo GC tem menor CRG e enfrentam mais dificuldades quando comparados aos alunos do grupo GN.
(Apoio: PROPESP UFPA   N° PIBIC2020 - PRO4275-2020)
PI0338 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 11

Avaliação da saúde periodontal e os hábitos de higiene oral de crianças e adolescentes com deficiência visual
Passos SCS, Dode CB, Charles DM, Risso PA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal objetivou descrever a condição de saúde periodontal (CSP) e os hábitos de higiene oral (HHO) de crianças e adolescentes (07 a 18 anos) com deficiência visual (cegos ou baixa-visão) escolares do Instituto Benjamin Constant (IBC), Rio de Janeiro. Para tanto, um único examinador calibrado (p=0,94) realizou o exame clínico oral, em consultório dentário. A CSP foi avaliada pelo Índice Periodontal Comunitário modificado e os HHO pela aplicação de questionário validado respondido com auxílio do responsável/cuidador, com informações sobre escovação supervisionada, frequência de escovação/dia e uso de fio dental. Os dados foram analisados pelos testes Qui-quadrado (p≤0,05). Do total de 156 incluídos (12,7±3,0 anos; 52,6% meninas, 55,1% cegos), 51,3% (n=80) apresentaram sangramento gengival. Destes, a maioria realizava a escovação não supervisionada (77,5%; p=0,8), duas vezes ou menos ao dia (51,3%; p=0,2), e não usavam fio dental (80%; p=0,8). O tipo de deficiência visual não influenciou na CSP (p=0,11; OR=1,2 (0,93-1,77).
Conclui-se que a CSP de crianças e adolescentes com deficiência visual pode ser considerada insatisfatória. Sugere-se que a escovação supervisionada seja incentivada e que os responsáveis/cuidadores sejam orientados para que ensinem as técnicas e contribuam para a autonomia das crianças e adolescentes, minimizando a barreira imposta pela deficiência visual para a execução da correta HO.
PI0340 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 11

Análise bibliométrica da produção científica sobre Hipomineralização Molar-Incisivo publicados no SBPQO de 2015 a 2020
Feitosa AAB, Fernandes RP, Sousa SA, Serpa EBM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se o perfil da produção científica brasileira sobre Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) mediante resumos publicados nos Anais da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), de 2015 a 2020. A busca empregou as seguintes palavras-chave: "hipomineralização do dente", "hipoplasia do esmalte", "hipomineralização molar-incisivo, "hipoplasia molar-incisivo", "anomalia dentária", "HMI" e "MIH", sendo classificados por ano de publicação, tipo de estudo, estado em que foi realizado, instituição de ensino, temática estudada. Foram excluídos os trabalhos vinculados à categoria Lunch & Learning. Dos 18873 resumos, 97(0,5%) foram selecionados para análise, dos quais 31 (31,9%) foram publicados em 2020. A área em que mais publicou sobre HMI foi a Odontopediatria com 46 (47,4%), sendo o estudo do tipo transversal o mais utilizado, 72 (74,2%), seguido de 9 caso controle (9,2%), predominaram trabalhos realizados na Universidade Federal do Paraná, com 15 (15,4%) e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ambas com 10 (10,3%) trabalhos. A bibliometria é um método de análise quantitativa para a pesquisa científica.
Os indicadores de produção são úteis para o planejamento e a execução de políticas públicas, diante disso, podemos concluir que os resumos sobre HMI representam uma pequena parcela dos trabalhos apresentados na SBPqO, aumentou consideravelmente ao longo dos anos, concentrando-se em algumas instituições, com foco na prevalência e com desenho transversal.
(Apoio: CNPq)
PI0342 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 12

Desigualdades regionais no acesso ao tratamento do câncer de boca no Brasil
Dinísio TM, Bigoni A, Silva VKS, Toporcov TN, Menezes FS
Materiais Dentários e Prótese - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse trabalho investigou se o atraso no tratamento do câncer de boca (CB) está relacionado às desigualdades socioeconômicas e de acesso à atenção primária à saúde. A partir do Painel de Monitoramento de Tratamento Oncológico do Ministério da Saúde, realizou-se um estudo ecológico envolvendo as neoplasias malignas de boca diagnosticadas em indivíduos adultos (≥20 anos) segundo as unidades da federação (UF) do Brasil (2013-2017). A variável dependente foi o percentual de casos com atraso superior a 60 dias entre o diagnóstico e o início do primeiro tratamento. As variáveis explicativas foram o coeficiente de gini, o índice de desenvolvimento humano (IDH) e a cobertura de equipes de saúde bucal (eSB) e de equipes de saúde da família (eSF). Após verificar a normalidade e a homoscedasticidade, utilizaram-se o coeficiente de correlação de Pearson e os modelos de regressão linear. Dos 20.398 casos registrados no período, 13.171 (64,6%) apresentaram um atraso no tratamento com destaque para os estados do norte e nordeste do país. O atraso no tratamento oncológico do CB aumentou com a desigualdade socioeconômica mensurada pelo coeficiente de gini (r= 0,43). Entretanto, ele reduziu conforme a maior cobertura de eSB (r= -0,31) e de eSF (r= -0,27).
Portanto, identificaram-se desigualdades regionais no atraso para o início do tratamento do CB no Brasil. O fortalecimento e a expansão da atenção primária podem melhorar o acesso destes pacientes ao tratamento oncológico, reduzindo mortes potencialmente evitáveis.
PI0343 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 12

Fatores contextuais e individuais associados à autopercepção da saúde bucal entre adultos e idosos de áreas rurais ribeirinhas
Andrade JO, Herkrath FJ, Gomes AC, Souza VGL, Guedes AC, Mainbourg EMT, Pereira MLG, Herkrath APCQ
Clinica Odontológica - Prótese Dental - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como propósito investigar o papel dos fatores sociais, demográficos, clínicos e relacionados ao serviço na autopercepção da saúde bucal de adultos e idosos residentes em 40 localidades rurais ribeirinhas do rio Negro, Manaus. No inquérito transversal de base domiciliar a coleta foi realizada por meio de questionários desenvolvidos no REDCap. Inicialmente foi realizada análise descritiva dos dados e em seguida análises de regressão logística ordinal entre as variáveis independentes e o desfecho de autopercepção da saúde bucal. As variáveis com p≤0,20 nas análises bivariadas foram incluídas na análise múltipla considerando-se a hierarquia entre as variáveis contextuais e as individuais no modelo. Foram avaliados 603 indivíduos, sendo que 25,4% relataram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com sua saúde bucal. Residir em um dos territórios avaliados foi associado com uma melhor autopercepção da saúde bucal (OR=0,49; IC95% 0,26-0,90). Pior percepção da saúde geral (OR=1,77; IC95% 1,43-2,19), ter referido dor dentária nos últimos seis meses (OR=1,56; IC95% 1,05-2,33) e apresentar perda de ao menos um elemento dentário (OR=4,28; IC95% 2,00-9,15) foram associados a uma pior autopercepção. O edentulismo total, contudo, mostrou-se como um fator de proteção para o desfecho (0,46; IC95% 0,26-0,80). Foi identificada uma prevalência elevada de insatisfação com a saúde bucal.
Os resultados sugerem a necessidade de reorientação do modelo de cuidado, buscando a melhora das condições de saúde bucal e dos impactos na qualidade de vida dos indivíduos
(Apoio: CNPq)
PI0345 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 12

Fatores associados ao alto escore de medo da Covid-19 entre universitários do Sudeste do Brasil
Carvalho GR, Perry EL, Schavarski CR, Pordeus IA, Serra-Negra JMC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pandemia COVID-19 tem afetado emocionalmente várias pessoas, gerando medo de adoecer e/ou da morte. O objetivo deste estudo foi avaliar quais fatores estão associados ao alto escore de medo da COVID-19 em estudantes universitários. Participaram deste estudo transversal 311 estudantes de faculdades odontológicas da região sudeste do Brasil. Os participantes foram contatados via WhatsApp e redes sociais para responder a um questionário online, na plataforma Google Forms, com avaliação sociodemográfica e a versão brasileira da fear COVID-19 scale (FCS). Quanto maior o escore da FCS, maior o medo de Covid-19. Análise descritiva, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis foram utilizadas (p<0,05). A média de idade dos participantes foi 26,8 anos (+8,6), a maioria era do sexo feminino (82,0%), 64,6% pertenciam a instituições públicas e 84,2% estavam em ensino remoto emergencial (ERE). Maiores escores da escala FCS foram encontrados nos participantes do sexo feminino (p=0,001), entre os que estavam em ERE (p=0,027), residiam com alguém próximo que fazia parte do grupo de risco (p=0,001) e que estavam cumprindo o distanciamento social (p=0,000).
Concluiu-se que o alto escore de medo de Covid-19 apresentou associação entre os estudantes do sexo feminino, com suas rotinas de estudo adaptadas ao ERE, que residiam com alguém parte do grupo de risco e que cumpriam as regras de distanciamento social.
(Apoio: CNPq  N° 405301/2016-2)
PI0348 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 12

Cuidado à saúde bucal de idosos domiciliados: modelo teórico multidimensional
Oliveira TFS, Embaló B, Pereira MC, Mello ALSF
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compreender quais as dimensões presentes no cuidado à saúde bucal de idosos domiciliados e elaborar um modelo teórico. Estudo transversal, qualitativo, com referencial da Teoria Fundamentada nos Dados. Participaram 24 idosos domiciliados e 13 cuidadores, intencionalmente selecionados, cadastrados na Atenção Primária à Saúde, Florianópolis (SC). A coleta de dados foi realizada no domicílio, seguindo roteiro de entrevista. As falas foram gravadas em áudio, transcritas e analisadas por comparação constante. A elaboração do modelo seguiu a vertente glaseriana do método. Identificaram-se fragilidades no processo de cuidado em todos os elementos de caracterização (quem, porque, quando, como e onde), destacando-se as relacionadas ao próprio idoso, à sua condição de saúde bucal, ao cuidado realizado no domicílio, ao acesso aos serviços odontológicos e à participação do cirurgião-dentista. O somatório dessas fragilidades promove uma ruptura nas possibilidades de cuidado à saúde bucal nas múltiplas dimensões: individual, familiar, profissional e institucional.
Estratégias de cuidado à saúde bucal prestado aos idosos em domicílio devem ser implementadas em cada uma das dimensões identificadas a fim de superar as fragilidades e promover melhores condições de saúde bucal e acesso aos serviços odontológicos.
(Apoio: CAPES  N° 2  |  CNPq  N° 1  |  PIBIC  N° 1)
PI0349 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 12

Estresse, depressão e ansiedade em dentistas brasileiros durante a pandemia de COVID-19: uma análise por meio de redes psicométricas
Jural LA, Alencar CM, Silva AM, Magno MB, Silva CM, Pithon MM, Pires PP, Maia LC
Saúde Coletiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se compreender os sintomas de depressão, estresse e ansiedade (DEA) em dentistas brasileiros frente à COVID-19. Utilizou-se um questionário on-line com questões sociodemográficas e de risco associado à COVID-19. Os dados sobre DEA foram obtidos por meio da Depression, Anxiety & Stress Scale-21 validada para o português. Foram desenvolvidas análises por redes psicométricas constituídas por sistemas multicausais nos quais os itens foram inseridos como nodos conectados por arestas. Visando manter apenas as conexões ≠ 0, utilizaram-se penalizações por meio de um algoritmo de aprendizado de máquina. Um total de 1676 profissionais, dos quais 20,2% pertenciam a algum grupo de risco para COVID-19, integraram um sistema, cuja rede foi composta por 21 nodos e 132 arestas ≠ 0. Os nodos mais ativos pelo índice de influência esperada foram representados pelos itens "Senti que ia entrar em pânico" (Z = 1,47); "Senti-me depressivo e sem ânimo" (Z = 1,42) e "Senti que estava sempre nervoso" (Z = 1,16). Ao obter redes distintas para profissionais fora (PFR) ou dentro (PDR) do grupo de risco para COVID-19, rankings individuais foram apresentados para os cinco nodos mais influentes, com ambos indicando maior atividade das dimensões de depressão e estresse. Contudo, os nodos mais ativos para PFR e PDR apontam para uma diferença de influência entre os itens das três dimensões em suas respectivas redes.
Desse modo, verificou-se que os sintomas de DEA em dentistas são influenciados por itens específicos e variam de acordo com o enquadramento ou não em grupos de risco para a COVID-19.
(Apoio: CNPq  N° 147858/2020-8   |  CNPq  N° 310225/2020-5)