RESUMOS APROVADOS

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 891 a 900


PI0108 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 11

Qual presente a criança escolhe após exodontia de molar decíduo? Estudo transversal aninhado a ensaio clínico randomizado
Oliveira EV, Massignan C, Santos PS, Santana CM, Cardoso M, Bolan M
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar os fatores que influenciam na escolha do prêmio (neutro ou associado a um adjetivo - coragem/bom comportamento) após a exodontia de molar decíduo. Trata-se de um estudo transversal aninhado à um ensaio clínico randomizado com 77 crianças (4 a 10 anos). Independentemente do comportamento durante a exodontia todas puderam escolher entre adesivo (neutro), diploma de coragem e medalha de bom comportamento. O comportamento, a ansiedade e a dor das crianças foram avaliados com as escalas de Venham's Behavior Rating Scale (VBRS), Facial Image Scale (FIS) e Faces Pain Scale - Revised (FPS-R) respectivamente. Os responsáveis responderam qual presente achavam que a criança escolheria e um questionário socioeconômico. Análise descritiva e regressão logística multinomial ajustada foram usadas na análise dos dados (p<0,05). As crianças escolheram medalha (60; 77,9%) seguida de diploma (9; 11,7%) e adesivo (8; 10,4%). Metade dos responsáveis não acertou qual presente a criança escolheria (39; 50,6%). A cada ano a mais da criança, maior a chance de escolher diploma de coragem em relação ao adesivo (OR 3,16; IC: 1,12-8,92; p=0,02). Ser filho único diminuiu 94% a chance de escolher medalha de bom comportamento sobre adesivo em relação a ser filho mais novo (OR 0,06; IC: 0,00-0,72; p=0,02). As varáveis de ajuste foram sexo e dor autorreferida durante o uso do fórceps (p<0,20).
Concluiu-se que a maioria das crianças escolheu medalha de bom comportamento. A idade da criança e a ordem de nascimento influenciam na escolha do prêmio.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PI0110 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 11

Provável bruxismo do sono impacta na qualidade de vida relacionada à saúde bucal de pré-escolares?
Sousa MEM, Pereira LF, Lima LRS, Lima MDM, Moura MS, Moura LFAD, Lopes TSP, Lima CCB
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar o impacto o provável bruxismo do sono (PBS) na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) de pré-escolares. Participaram deste estudo transversal, de base populacional, 862 pré-escolares de cinco anos de idade matriculados em pré-escolas públicas e privadas de Teresina - PI e seus pais/responsáveis. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários, respondidos pelos pais/responsáveis, sobre condições sociodemográficas e de saúde e a versão brasileira do Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS) e exame clínico das crianças. O diagnóstico do PBS foi baseado na presença de desgastes dentários associado ou não ao relato de ranger dos dentes pelos pais/responsáveis. Como variáveis de confundimento para QVRSB, foram avaliadas experiência de cárie dentária (índice ceod) e maloclusão (Foster e Hamilton). Foram realizadas análise descritiva e regressão de Poisson (p<0,05). O PBS não impactou na QVRSB na seção da criança e escore total do ECOHIS (p>0,05) Na análise bivariada na seção da família, o PBS foi associado com pior QVRSB (p=0,014). Na análise multivariada final, crianças de pré-escola pública com experiência de cárie apresentaram pior QVRSB (p<0,05). Após remover a variável cárie dentária, a presença de PBS aumentou a probabilidade de impacto negativo na QVRSB na seção da família (RT = 1,41; IC 95% = 1,06 - 1,89).
Concluiu-se que PBS nos pré-escolares impactou negativamente na QVRSB de suas famílias, mas a presença de cárie dentária neutralizou este impacto.
(Apoio: CNPq  N° 129956/2020-1  |  UFPI)
PI0114 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 11

Avaliação das alterações de espaço no arco dentário inferior após a perda precoce unitária de molar decíduo: ensaio clínico randomizado
Santos N, Evangelista ME, Andriani JSP, Santos PS, Santana CM, Bolan M, Cardoso M
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou as alterações de espaço na arcada mandibular associada à perda precoce unitária de molar decíduo inferior em escolares com a presença ou ausência de mantenedor de espaço. Realizou-se um ensaio clínico randomizado, em amostra de 26 crianças entre 6 e 9 anos, com perda precoce de um primeiro ou segundo molar decíduo inferior, que buscaram atendimento nas clínicas odontológicas da Universidade Federal de Santa Catarina. Distribuíram-se em Grupo Controle (GC), sem mantenedor de espaço, e Grupo Intervenção (GI), com mantenedor de espaço tipo banda-alça. Todos os pacientes foram moldados previamente à exodontia, após 3 e 6 meses. Um avaliador, cegado e calibrado, mensurou as medidas estabelecidas. O teste ANOVA foi aplicado para medidas repetidas para avaliação entre os tempos e teste T para avaliação inicial e final, considerando p<0,05. O GC apresentou maior perda de espaço no local da extração (- 0,9 mm) em comparação ao GI (-0,4 mm) nos primeiros 3 meses após a perda precoce de molares decíduos (p < 0,05), porém após 6 meses, não houve diferença entre os grupos. Nos participantes do GC houve diminuição do espaço aos 6 meses, que foi maior nos participantes com o primeiro molar permanente (1oMP) sem oclusão com o antagonista (-2 mm) do que aqueles em oclusão (-0,7 mm) (p = 0,007). Outras medidas não apresentaram diferença.
Não houve diferença entre os grupos na perda de espaço no local da extração após 6 meses. Crianças sem o mantenedor de espaço e com 1oMP sem oclusão com antagonista apresentaram maior perda de espaço do que os pacientes com estes dentes em oclusão.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PI0116 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 11

Biocompatibilidade e mecanismo de ação de produtos para remoção químico-mecânica de tecido cariado
Leme RD, Lamarque GCC, Bastos LA, Arnez MFM, Paula-Silva FWG
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A remoção do tecido cariado através de brocas usualmente induz dor, ruídos e vibração, além de efeitos térmicos e de pressão que podem ser prejudiciais ao tecido pulpar. Portanto, diversas alternativas estão sendo desenvolvidas, como a estratégia para remoção químico-mecânica do tecido cariado. Esse trabalho teve por objetivo fazer um levantamento e uma revisão narrativa dos materiais disponíveis para remoção químico-mecânica do tecido cariado e avaliar a sua biocompatibilidade e mecanismos de ação. Foram avaliados os seguintes produtos comerciais: Hipoclorito de sódio (NaClO) a 5%, GK101, CaridexT, CarisolvT e Papacárie Duo®. Ao avaliar a citotoxicidade, o Papacárie Duo® demonstrou ser mais biocompatível, enquanto o NaClO a 5% foi o mais tóxico. Todavia, o seu uso em cavidades profundas precisa ser mais amplamente investigado, visto que o diâmetro dos túbulos dentinários são maiores próximos a polpa dentária, permitindo grande permeabilidade dos produtos através da dentina. Os produtos agem de maneira semelhante, interagindo com o colágeno parcialmente degradado do tecido cariado necrosado, facilitando a remoção da dentina cariada (infectada) e mantendo o tecido passível de remineralização (afetada).
Por ser menos traumática, essa técnica é amplamente aceita entre os pacientes fóbicos e crianças. A remoção químico-mecânica representa uma alternativa viável para o tecido cariado, porém a biocompatibilidade dos agentes é distinta dependendo da composição química do produto utilizado.
PI0119 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 12

Potencial de scaffold tubular de nanofibras associado a fibronectina na regeneração tecidual guiada do tecido pulpar
Pereira KANCR, Leite MLAS, Ribeiro RAO, Soares DG, Hebling J, de-Souza-Costa CA
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o potencial de scaffolds tubulares (SC-TBs) de nanofibras associado à fibronectina (FN) na regeneração pulpar mediada por células da papila apical humana (hAPCs). Para isso, fitas de nanofibras alinhadas à base de poli-caprolactona foram obtidas pela técnica de electrospinning e espiraladas manualmente usando um dispositivo esterilizado capaz de produzir SC-TBs com 3 mm de diâmetro e 8 mm de comprimento. A seguir, os SC-TBs foram tratados com 0 ou 10 μg/ml de FN. A fim de mimetizar a terapia regenerativa in vivo de dentes com rizogênese incompleta, os SC-TBs foram inseridos em dispositivos cilíndricos estéreis dispostos em placas de 48 compartimentos. A seguir, as hAPCs (3×105 células) foram semeadas na superfície superior dos SC-TBs e avaliadas quanto ao potencial de adesão, migração e proliferação celular e expressão gênica (ITGA5, ITGAV, COL1A1, COL1A3). Os dados numéricos foram submetidos aos testes de ANOVA/Tukey (α=5%). Foi observado que o pré-tratamento dos SC-TBs com 10 μg/ml de FN favoreceu uma maior migração das hPACs no interior do scaffolds, bem como uma maior adesão e proliferação celular e expressão gênica de marcadores relacionados à regeneração pulpar (p<0,05).
Concluiu-se que o SC-TB de nanofibras alinhadas associado à FN apresentou forte ação quimiotática e bioativa sobre hAPCs, indicando seu forte potencial na regeneração pulpar em casos de dentes com rizogênese incompleta.
(Apoio: CNPq  N° PIBIC/RT Projeto 203)
PI0120 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 12

Estratégias virtuais para divulgação de informações odontológicas para crianças durante a pandemia da COVID-19
Masson BC, Oliveira FMMPC, Carvalho MS, Arnez MFM, Queiroz AM, Lamarque GCC, Almeida-Junior LA, Paula-Silva FWG
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A utilização das redes sociais como veículo disseminador de notícias cresceu vertiginosamente durante a pandemia da COVID-19 devido ao seu amplo alcance e abrangência. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho é apresentar e comparar as estratégicas do canal de Alfabetização em Saúde Bucal para divulgação sobre informações odontológicas durante a pandemia. Foram criados e disponibilizados vídeos educativos na Plataforma YouTube sobre a odontologia nos tempos de COVID-19, ilustrando e explicando como proceder em casos de traumatismo dentário, novos equipamentos de proteção individual, paramentação e desparamentação e instruções para busca de atendimento nesse cenário pandêmico. Os conteúdos foram apresentados por cirurgiões-dentistas ou por meio de vídeos educativos lúdicos e tiveram como público-alvo crianças, cuidadores e profissionais da Odontologia. Os dados relacionados ao acesso foram coletados na Plataforma YouTube Studio e analisados por meio do teste de Mann Whitney (alfa= 5%). Foram publicados 5 vídeos relacionados à COVID-19, sendo o número total de visualizações de 1751, 5327 pessoas alcançadas, 85 envolvimentos e 9 horas de tempo de exibição. Não houve diferença entre o número de visualizações e pessoas alcançadas por vídeo, independente da forma de apresentação do vídeo ou do público-alvo (p > 0,05).
Assim, a veiculação virtual de informações confiáveis sobre odontologia em tempos de pandemia possui amplo potencial de disseminação e a forma de apresentação do vídeo não influenciou o alcance e número de visualizações.
(Apoio: Banco Santander  |  Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP  |  Fundação da USP)
PI0122 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 12

Conhecimento e atitudes de professores do ensino fundamental sobre condutas de urgência frente a um traumatismo dentário
Kneitz FB, Soares LP, Nascimento MSN, Fiche GE, Lamarca JH, Campos MJS, Scalioni FAR, Machado FC
Odontopediatria - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi avaliar o conhecimento e atitudes de professores escolares do ensino fundamental de Juiz de Fora, MG, sobre traumatismos dentários, bem como sobre as condutas de urgência a serem tomadas frente a estas injúrias. Foi aplicado um questionário estruturado on-line, abordando informações pessoais, experiências prévias e conhecimentos e atitudes sobre o tema. Foi realizada a análise descritiva e, para a análise estatística, utilizou-se o teste de qui-quadrado de Pearson com significância de 5%. A amostra foi composta por 217 professores que atuam em escolas privadas (n=93), públicas (n=92) ou ambas (n=32). Metade dos professores já presenciou uma situação de traumatismo dentário entre os alunos e 70,5% nunca receberam informação ou treinamento sobre o tema. Apesar de a maioria acreditar que um dente avulsionado deve ser procurado, apenas 6,5% consideram colocá-lo em sua posição original e 12,9% o enviariam para o dentista em meio adequado (leite). Somente 31,8% acham que o aluno que sofreu um trauma dentário deve ser encaminhado ao dentista dentro de 30 a 60 minutos e este resultado foi estatisticamente significativo em relação aos professores que relataram ter recebido informações prévias sobre o tema (p=0,034). Após receber orientação, 71% dos professores se sentiriam capazes de dar assistência a uma criança que sofreu um trauma dentário.
O estudo revelou que os conhecimentos e atitudes dos professores avaliados são insatisfatórios e há a necessidade do desenvolvimento de programas de orientação sobre o tema para esta população.
PI0124 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 12

Estudo longitudinal retrospectivo sobre saúde bucal de pacientes pediátricos com Transtorno do Espectro Autista atendidos na FO/UFRJ
Marques VO, Kort-Kamp LM, Castro GFBA

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Determinou-se a condição de saúde bucal de pacientes pediátricos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) atendidos na Clínica de Pacientes com Deficiência, FO-UFRJ. Este estudo longitudinal retrospectivo avaliou 656 prontuários de 1990 a 2020. Desses, selecionou-se 298 prontuários e a amostra foi dividida em 2 grupos: pacientes com TEA (G1) e pacientes com alterações neurológicas não TEA (G2). Os dados foram analisados descritivamente e pelos testes t de Student e Qui² (α= 0,05%). Os pacientes com TEA (n= 66) apresentaram predileção pelo sexo masculino (80,3%) (p= 0,00). A média de idade foi similar em G1 (7,3±2,7) e G2 (7,3±3,4), assim como a frequência de cárie (G1 56,1%; G2 59,5%), média de dentes cariados e índice de CPO-D. No entanto, o índice de ceo-d foi maior em G2 (3,6±4,4) (G1 2,4±3,1) (p= 0,04). Os procedimentos restauradores foram os mais realizados nos dois grupos (G1 54,5%; G2 62,1%), e mais de 66% de G1 e G2 apresentou bom comportamento. O uso de técnicas de controle de comportamento não farmacológicas foi similar em ambos os grupos, no entanto, G1 utilizou com maior frequência (15,2%) a sedação inalatória com N2O/O2 (G2 4,7%) (p= 0,00). A taxa de abandono de alta foi maior em G2 (55%) que em G1 (29,8%) (p= 0,00), assim como o número de revisões (p=0,02).
O número de pacientes com TEA atendidos no serviço aumentou consideravelmente de 2000 a 2020, tendo estes uma elevada necessidade de tratamento odontológico, assim como os pacientes com outras alterações comportamentais.
PI0128 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 12

Redução do número de procedimentos odontopediátricos no serviço público (SUS) em Goiás: reflexos da pandemia de COVID-19
Florêncio MMC, Vaz GG, Araujo RLF, Corrêa-Faria P
Universidade Federal de Goiás - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pandemia de COVID-19 exigiu mudanças na rotina e até mesmo adiamento de atendimentos odontológicos. O objetivo do estudo foi verificar o impacto da pandemia na atenção odontológica de crianças goianas. Um estudo ecológico retrospectivo foi realizado com dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) - número absoluto de restaurações, tratamentos endodônticos e extrações de dentes decíduos realizados em cada mês (2019 a janeiro de 2021). O desfecho do estudo - diferença no número de procedimentos - foi calculado de duas formas: 1) comparação do número de procedimentos realizados em fevereiro e março de 2019, quando foi confirmado o primeiro caso em Goiás; 2) comparação do número de procedimentos realizados em cada mês de 2020/21 com seu correspondente em 2019. A diferença no número de procedimentos foi calculada em número absoluto e em porcentagem de aumento/redução. No 1º mês da pandemia, houve redução de 24% no total de procedimentos. Maior redução foi observada para as restaurações (28%), seguido por extrações (21%). Ao comparar os meses de 2020 com os respectivos meses de 2019, houve redução de até 83% no total de procedimentos; no segundo semestre a redução variou entre 76% e 83%. Houve redução de até 100% do número de restaurações. Menor redução foi observada no número de procedimentos endodônticos (23 a 88%).
A pandemia impactou negativamente o número de procedimentos pediátricos realizados no SUS, em Goiás. A saúde bucal das crianças goianas pode ser comprometida com a redução dos atendimentos/procedimentos.
PI0132 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 12

Uso do Instagram® como instrumento de divulgação de evidências científicas no período da pandemia de Covid-19
Damasceno IBC, Chagas JS, Cruz LR, Dhyppolito IM, Santos APP, Barja-Fidalgo F
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Em 2018 o Instagram® (IG) contabilizou um bilhão de usuários e o projeto Crescer Sorrindo UERJ está ativo nesta plataforma com o objetivo de popularizar o conhecimento científico. Diante da dificuldade de acesso a evidências científicas e o crescente número de "fake news", em especial durante a pandemia de Covid-19, fica clara a importância de ampla divulgação de informações de qualidade. O objetivo desse estudo foi analisar o perfil de seguidores do IG @crescersorrindo_uerj e as métricas de publicações relacionadas à Covid-19. Foi utilizada a ferramenta IG Insights® para extração de dados, considerando o período de 17/04/2020 a 17/04/2021. Em abril de 2021 o perfil possuía 2.802 seguidores, sendo a maioria do sexo feminino (90%), entre 25-34 anos (34%) e do Brasil (96%). No período considerado foram feitas 9 publicações (6 posts e 3 vídeos) sobre o tema, cujo alcance (A) e interações (I) foram analisadas. Dentre os posts, os de maiores A abordaram os grupos de prioridade na vacinação (A: 2.130, I: 503); possíveis benefícios e eficácia da vacina (A: 1.400, I: 167) e as recomendações da FIOCRUZ para redução de risco de transmissão nas festas de fim de ano (A: 1.078, I: 155). Dentre os vídeos (IGTV), o de maior alcance foi sobre a "eficácia da CoronaVac" (A: 1.155, I: 137), seguido de "testagem para COVID-19" (A: 1.065, I: 66) e "o que esperar após a vacina" (A: 873, I: 75).
Nesse sentido, o IG mostra-se uma excelente ferramenta para a divulgação científica, contribuindo para a popularização do conhecimento baseado em evidência e para o combate às "fake news".