RESUMOS APROVADOS

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 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 561 a 570


PN0927 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 18

Gestão de organização social e acreditação no sistema único de saúde (SUS) e as implicações na saúde do trabalhador
Souza LA
Programa de Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os trabalhadores da saúde estão submetidos, usualmente, às condições precárias de trabalho, estresse e aos riscos ocupacionais. Em adição, as novas exigências da gestão pública, mediante organização social, acompanhadas da avaliação/certificação de qualidade, sendo mais frequente, a acreditação. Esse estudo objetiva avaliar as implicações da gestão de organização social e da acreditação da qualidade, na saúde dos trabalhadores, sob a percepção dos trabalhadores e gestores. Utilizou-se da abordagem qualitativa, com suporte da analise temática de conteúdo, o estudo foi desenvolvido em uma unidade de saúde mista, da rede SUS municipal, administrada por OS e certificada pela acreditação. Utilizou-se as técnicas de grupo focal e entrevista individual, por amostragem intencional. Os resultados demostram concordâncias entre gestores e trabalhadores a respeito dos benefícios da acreditação, mas revelam contrapontos, os profissionais relatam um agravamento à sua saúde e bem-estar, sobrecarga de atribuições e elevadas exigências de metas/indicadores, e excessivos registros documentais, não reconhecidas pelos gestores. Ademais, afirmam que a gestão de OS, conduz à insegurança, à baixa perspectiva de valorização, insatisfação profissional e adoecimento.
Por conseguinte, é premente minimizar os efeitos prejudiciais à saúde dos trabalhadores, mediante a promoção de espaços de negociação democráticos e a aplicação de medidas práticas de promoção e proteção à saúde do trabalhador, concomitante ao processo de acreditação.
PN0930 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 19

Análise da associação entre etiologia e grau de severidade das injúrias dentárias traumáticas
Soares YO, Lazzari JM, Pereira AC, Pecorari VGA, Vargas Neto J, Santos ECA, Ferraz CCR, Soares AJ
Endodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A etiologia das injúrias dentárias traumáticas (IDT) está relacionada aos hábitos sociais. Os costumes e o modo de vida da sociedade alteram-se ao longo dos anos e movem as taxas de acidentes de trânsito e agressões físicas, por exemplo. Dessa forma, o grau de severidade das IDT também parece se alterar, à medida que os indivíduos vêm modificando seu comportamento. Sendo assim, este estudo investigou a razão de chance de IDT severas terem ocorrido devido às diferentes etiologias. Para isso, 837 prontuários de indivíduos assistidos no Serviço de Atendimento aos Traumatismos Dentários (SATD-FOP/UNICAMP), entre 2002 e 2019, foram selecionados. A etiologia e o grau de severidade foram categorizados, assim como as IDT classificadas para análise de associação univariada através do teste X2, seguida de análise de regressão multinominal. O fator etiologia apresentou-se associado à severidade das injúrias (p=0,000). A queda foi mais frequente (310/37%) e teve 46,7% das IDT classificadas como severas. No entanto, acidentes de trânsito e outros impactos (281/33,6% dos casos) foram responsáveis por 64% de IDT severas. Além disso, o envolvimento de 3 ou mais dentes em indivíduos maiores de 15 anos, nessa etiologia, foi 1,6 vezes mais frequente do que aqueles que sofreram quedas. Esses dados apontam para tratamentos mais complexos e de múltiplas abordagens.
As chances de IDT severas ocorrerem em acidentes de trânsito e outros impactos são aumentadas em 78% (OR-1,78; IC95%: 1,135-2,795) quando comparadas às IDT severas de indivíduos envolvidos em quedas.
(Apoio: CAPES  N° 88887.342795/2019-00)
PN0932 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 19

Impacto da COVID-19 na prática odontológica do estado de São Paulo, Brasil
Lima TD, Pelozo LL, Corona SAM, Miranda CS, Souza-Gabriel AE
Dentística - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o impacto da pandemia da COVID-19 na prática odontológica do estado de São Paulo, o mais afetado do Brasil. Um questionário autoaplicável com 26 questões de múltipla escolha dividido em cinco seções (dados epidemiológicos, conhecimento da doença, conscientização e modificações na prática odontológica, aspectos financeiros e psicológicos) foi enviado aos dentistas do estado de São Paulo. Foi utilizada estatística descritiva para avaliar a distribuição de frequências das variáveis, que foram comparadas por sexo, idade, tempo de experiência clínica e ambiente profissional por meio dos testes Qui-quadrado, McNemar e Wilcoxon (α = 0,05). Um total de 302 respostas válidas foram recebidas em 15 dias. A maioria dos participantes tinha até 34 anos (61,6%) e 74,5% eram mulheres. Poucos dentistas (7,6%) tiveram COVID-19 e mais de 99% conheciam as formas de disseminação e sintomas da doença. Quase metade dos participantes com mais de 55 anos interromperam completamente os atendimentos por mais de quatro semanas (p=0,014). Foi observada alteração no padrão de equipamentos de proteção individual (EPI) (p<0,05) e os dispositivos de tecido foram substituídos por descartáveis. A remuneração mensal foi reduzida (86,8%), 90,2% deles estavam inseguros quanto à contaminação.
Concluiu-se que os dentistas paulistas demonstraram conhecimento sobre a doença e adotaram protocolos rígidos de biossegurança no atendimento odontológico. No entanto, a pandemia afetou negativamente os aspectos financeiros e psicológicos desses profissionais.
PN0934 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 19

Teleodontologia como ferramenta de monitoramento e orientação durante pandemia covid-19: relato de experiência
Araújo DA, Sato TP, Ramos CJ, Barbieri AA, Teixeira SC
Social e Preventiva - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Relato de experiência com objetivo de descrever o uso da Teleodontologia para monitorar o cuidado em saúde bucal possibilitando a detecção de quadros de urgência em Odontologia e a orientação dos usuários do Sistema Único de Saúde sobre o atendimento odontológico durante a pandemia COVID 19. Para tanto os graduandos em Odontologia contactaram, via telefone, famílias atendidas pelo convênio serviço escola e, após explicações pertinentes e obtenção de consentimento do usuário, aplicavam um questionário pré-clínico baseado no fluxo Fast-Track para Atenção Primária à Saúde - proposto pelo Ministério da Saúde e, em caso de demanda odontológica referida, aplicava-se ainda questionário de Saúde Bucal baseado no questionário para anamnese recomendado pelo CFO e American Dental Association. Participaram da ação 18 famílias das quais 14 responderam aos questionamentos, destas 7 apresentaram integrantes com demanda odontológica referida
Os atendimentos propiciaram a orientação sobre o atendimento em ambiente ambulatorial contribuindo para o acesso integral e oportuno aos serviços de Odontologia.
PN0936 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Saliva, biofilme dentário e saburra lingual em pacientes com síndrome metabólica
Capela IRTCS, Yamashita JM, Anjos AMPE, Groppo FC, Sales-Peres SHC
Saúde Coletiva - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta pesquisa teve por objetivo identificar saliva, acúmulo de biofilme dentário e saburra lingual em pacientes eutróficos e comparar com os portadores de síndrome metabólica. A amostra foi constituída por 150 indivíduos, divididos em dois grupos: grupo controle (GEU: 75) e grupo experimental (GSM: 75). Foram realizadas as análises: 1. Antropométrica- índice de massa corpórea (IMC-kg/m2) circunferência abdominal (CA-cm); 2. Biofilme dentário- fluorescência vermelha (QLF- Quantitative Light-induced Fluorescence); 3. fluxo salivar estimulado em mL/min e; 4. índice de saburra lingual. Foram adotados os testes Mann-Whitney, Qui-quadrado e Exato de Fisher (p<0,05). Os dois grupos apresentaram mais mulheres, GEU=29;82.9% e GSM=22;88%, que homens. O IMC foi maior no GSM (44,5; IC95% 32-69) que no GEU (22,3; IC95%16,3-25,8) kg/m2. A circunferência abdominal encontrada em GEU foi 75cm (IC95% 61-94) e em GSM foi 123cm (IC95%98-170). Foram encontradas diferenças entre os grupos (p<0,0001): volume de saliva (GEU= 5, IC95% 0,8-12; GSM=3,4, IC95% 0,6-11,4), fluxo salivar (GEU= 1, IC95% 0,16-2,4; GSM=0,68, IC95% 0,12-2,28) e índice de saburra (GEU=16,7; IC95% 5,6-55,6; GSM=33,3; IC95% 5,6-83,3). A análise QLF mostrou maior adesividade de biofilme dentário na superfície dentária dos pacientes do GSM.
Os fatores protetores como saliva e os de exposição como o biofilme dentário e adesividade da saburra lingual, apresentaram as piores condições nos indivíduos obesos com síndrome metabólica, evidenciando a necessidade da atenção especial para esse grupo de pacientes.
(Apoio: FAPESP  N° 2015/05749-5)
PN0939 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Os povos indígenas e a Covid-19 nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de Mato Grosso: Um estudo ecológico
Oliveira JMA, Moimaz SAS, Garbin AJI, Saliba TA
Saúde Coletiva Em Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os povos indígenas são alvo de preocupação global em relação a Covid-19. O objetivo neste estudo foi analisar os dados epidemiológicos da Covid-19 nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de Mato Grosso e avaliar a importância da educação em saúde no combate a pandemia nas comunidades indígenas. Trata-se de um estudo observacional, ecológico, de caráter quantitativo realizado no mês de novembro de 2020 em Mato Grosso. Foram coletados dados sobre a Covid-19 disponíveis nos sistemas públicos da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) notificados nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), bem como do número de Unidades Básicas de Saúde Indígenas localizadas nos distritos do estado. Em relação ao número de Unidades Básicas de Saúde Indígena, o estado conta com 176 unidades e 51 delas apenas no Distrito de Cuiabá. A taxa de incidência do DSEI Cuiabá foi de 17.412,5 por 100.000 habitantes. Quanto a taxa de mortalidade, o DSEI Cuiabá apresentou 310,9 por 100.000 habitantes. Em relação ao Brasil, a taxa de mortalidade estava em 80,2 por 100.000 habitantes e taxa de incidência de 2934/100.000habitantes.
O número de Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em Mato Grosso está de acordo com o recomendado pelo ministério da saúde, entretanto, as taxas de mortalidade e incidência da Covid-19 nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas se encontram elevadas quando comparadas com as taxas de mortalidade e incidência do Brasil. Medidas de prevenção e educação em saúde são determinantes no combate á patologias respiratórias em comunidades indígenas no Brasil.
(Apoio: CAPES)
PN0940 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Fatores individuais e contextuais associados à insatisfação com a saúde bucal em adolescentes brasileiros: uma análise multinível
Lopes MWP, Signor GR, Perusso N, Cardoso MZ, Lana TMSD, Bervian J, Collares KF, Borba M
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Indicadores subjetivos são alternativa para entender como doenças afetam o indivíduo, mas a literatura sobre fatores associados à autopercepção em saúde bucal em adolescentes é escassa. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre fatores individuais, contextuais e autopercepção em saúde bucal em adolescentes. Este estudo transversal foi realizado em 2019 com escolares aos 12 anos de idade, de 20 escolas públicas e privadas de Passo Fundo (RS), cujos cuidadores consentiram sua participação na pesquisa. O processo de amostragem usou uma randomização por cluster em dois estágios. Dois examinadores calibrados conduziram os exames seguindo as recomendações da OMS. O desfecho "autopercepção da saúde bucal" foi obtido pela questão do CPQ11-14 "Você diria que a saúde dos seus dentes, lábios, mandíbulas e boca é? ". Os fatores individuais foram obtidos por meio de questionários (aplicados a crianças e cuidadores) e exames. Os fatores contextuais foram obtidos por sites governamentais. Uma regressão de Poisson multinível foi usada para avaliar a associação entre os resultados e as variáveis preditoras. Foram devolvidos 593 questionários e a prevalência de autopercepção insatisfatória foi de 39,8%. A regressão mostrou que escolares com cárie dentária, má oclusão e dor dentária apresentaram probabilidade 54%, 86% e 39% maior de estarem insatisfeitos com sua saúde bucal, independente das variáveis contextuais.
Os fatores individuais clínicos foram associados à autopercepção insatisfatória, independentemente dos fatores contextuais.
(Apoio: CAPES  N° Modalidade II  |  CAPES  N° Modalidade I)
PN0941 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Impacto da má oclusão na qualidade de vida relacionada à saúde de adolescentes: um estudo longitudinal
Freitas MOS, Herkrath FJ, Vettore MV, Rebelo MAB, Queiroz AC, Rebelo Vieira JM, Pereira JV, Herkrath APCQ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da má oclusão na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em adolescentes, com base no modelo teórico de Wilson e Cleary. Foi realizado estudo longitudinal envolvendo 415 escolares de 12 anos de idade, com seguimento de dois anos e avaliação em quatro tempos (baseline, 6 meses, 1 ano e 2 anos). A má oclusão foi avaliada por meio do DAI e a QVRS pelo Kiddo-KINDL. Para avaliar o bem-estar social e limitação funcional foram mensurados os domínios correspondentes do CPQ11-14. A análise dos dados foi realizada através da modelagem de equações estruturais com a variação na QVRS nos tempos de estudo avaliada por um modelo de crescimento latente. O modelo de mensuração foi composto pelo crescimento latente e os construtos status socioeconômico e apoio social. Foi identificada uma piora da QVRS dos adolescentes ao longo do tempo de acompanhamento (declive médio = -1,17; p<0,001). Adolescentes com maior severidade da má oclusão no baseline apresentaram pior evolução no bem-estar social (β=0,116) e limitação funcional (β=0,109) do CPQ11-14. Uma melhor evolução no bem-estar social foi protetora para a piora na QVRS (β=-0,213), assim como menor redução na autoestima (β=0,609). Escolares do sexo feminino, apesar da pior QVRS no baseline, mostraram menor redução da QVRS ao longo do tempo (β=-0,223). A má oclusão apresentou efeito indireto na QVRS através do impacto no bem-estar social (β=-0,025).
Os achados permitiram avaliar os mecanismos pelos quais a má oclusão pode impactar na qualidade de vida de adolescentes.
(Apoio: CAPES  |  FAPEAM  |  CNPq)
PN0942 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 19

Conhecimentos e práticas sobre o controle de infecção cruzada durante a pandemia de Covid-19 no contexto da odontologia
Vargas RP, Reis GR, Zeola LF, Herval AM, Naves KSC, Menezes MS
Dentística e Materiais Odontológicos - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar por meio de questionário on-line, a percepção de Cirurgiões-Dentistas (CD) e acadêmicos de odontologia sobre o controle de infecção no cenário da pandemia da COVID-19. O questionário foi dividido em duas fases (validação e transversal). A primeira possibilitou verificar o nível de clareza das perguntas, por meio da percepção de pós-graduandos. Já a segunda teve como propósito a aplicação, em todo território brasileiro, do questionário validado. O questionário foi hospedado na plataforma Google Forms, composto por 26 questões relacionadas a biossegurança no atendimento clínico. O estudo contou com a participação de 1.216 voluntários, no período de novembro de 2020 a janeiro de 2021. Foram feitas análises estatísticas descritivas com frequências absolutas e relativas das variáveis categóricas e as distribuições das variáveis numéricas. A significância foi definida em P=0,05. Como resultado, 92% dos voluntários acreditam que o CD é um dos profissionais mais expostos ao coronavírus e 81,4% relataram algum nível de receio ou despreparo para executar atendimentos clínicos às pessoas diagnosticadas com COVID-19. Além disso, foi constatado que a restauração em resina composta é o procedimento mais executado pelos respondentes, todavia, relatam também possuir dúvidas quanto à limpeza das pontas polidoras utilizadas no procedimento.
Nessa conjuntura, salienta-se a importância de melhor compreensão do controle de infecção cruzada, não somente para a COVID-19, mas também para os demais microrganismos presentes no meio oral.
PN0947 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 20

Fatores associados à necessidade de tratamento odontológico em crianças de 5 anos: um estudo transversal
Moraes CN, Cavalcanti YW, Cunha IP, Pereira AC, Herval AM, Lucena EHG, Araújo ECF, Bulgareli JV
Ciências da Saúde e Odont. Infantil - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi investigar a associação da necessidade de tratamento odontológico com variáveis contextuais, de estrutura do serviço odontológico e individuais. Um estudo transversal com dados secundários do Levantamento de Saúde Bucal nos Municípios do Estado de São Paulo, publicado na Pesquisa Estadual de Saúde Bucal de São Paulo de 2015, realizada em 415 municípios (64,34%), com escolares de 5 anos, com 31.592 crianças. Houve a construção de dois modelos de regressão múltipla com abordagem hierárquica, no primeiro modelo a variável dependente foi a necessidade de tratamento odontológico dividida em com ou sem necessidade, no segundo modelo foi o número de dentes com necessidade de tratamento, as variáveis independentes foram em níveis, contextuais (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), zona de moradia), de estrutura do serviço de saúde (cobertura de saúde bucal na atenção básica e disponibilidade do centro de especialidades odontológicas, fluoretação das águas) e individual (sexo e etnia). Crianças com pelo menos um dente necessitando de tratamento odontológico foi de 45%. Morar em cidades com maior IDH-M e maior cobertura de atenção básica contribuiu significativamente para o menor número de dentes que precisam de tratamento. Residir na zona rural, ser do sexo masculino e ser indígena, preto ou pardo esteve associado com o maior número de dentes com necessidade de tratamento odontológico.
A necessidade de tratamento foi associada as variáveis em diferentes níveis, oferecendo informações relevantes para nortear as políticas de saúde.