Os implantes dentários instalados em osso tipo IV apresentam uma taxa de sucesso menor? Uma revisão sistemática e meta-análise
Rosa CDRD, Gomes JML, Lemos CAA, Limírio JPJO, Bento VAA, Sayeg JMC, Pellizzer EP
Materiais Odontológicos e Prótese - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo dessa revisão sistemática foi avaliar a taxa de sucesso dos implantes instalados em osso do tipo IV de acordo com a classificação por Lekholm e Zarb de 1995, quando comparado com os ossos tipo I, II, e III. Esta revisão foi realizada conforme o PRISMA e está registrada no PROSPERO (CRD42021229775). A busca foi realizada nos bancos de dados PubMed / MEDLINE, Scopus e Cochrane até janeiro de 2021. A questão PICO foi: "Implantes dentários instalados em osso tipo IV têm uma menor taxa de sucesso quando comparados a implantes instalados em osso tipo I, II e III?". Após a busca nas bases de dados, 61 foram eleitos para ler na íntegra, 36 foram excluídos. Assim, 25 estudos fizeram parte da análise qualitativa e quantitativa. O número total de participantes incluídos foi de 8648, com idade média de 53,5 anos, avaliando 17.318 implantes. A meta-análise realizada mostrou que os implantes instalados no osso tipo I (p <0,00001; RR: 2,18; IC 95%: 1,63-2,92), II (p <0,00001; RR: 2,27; IC 95%: 1,81 -2,86) e III (p <0,00001; RR: 1,82; IC 95%: 1,45-2,29) apresentam uma taxa de sucesso significativamente maior do que os instalados no osso tipo IV. A instalação de implantes dentários no osso tipo IV necessita de maiores cuidados, pois os implantes dentários instalados no tipo I, II , e III ossos têm uma taxa de sobrevivência significativamente maior quando comparado com o tipo IV osso. A taxa de sucesso alcançada pelo osso tipo I não apresentou diferença significativa quando comparada ao tipo II, sendo superior ao tipo III.RS244 - Painel Revisão Sistemática
Área:
10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Analgesia preemptiva em cirurgia de implantes dentários: uma revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados
Mattos-Pereira GH, Brant RA, Martins-Pfeifer CC, Cota LOM, Lima RPE, Costa FO
Odontologia - CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo foi conduzido afim de avaliar a eficácia da analgesia preemptiva após a cirurgia de implantes dentários, quando comparado ao controle - placebo ou não tratamento, em ensaios clínicos randomizados (ECRs) (#CRD42020168757). Uma busca sem restrições de idioma ou data de publicação foi realizada em seis bases de dados e literatura cinza. Foram realizadas duas meta-análises de efeito aleatório, comparando a eficácia da analgesia preemptiva versus o grupo controle, em 1 a 2 horas após a cirurgia e 6 a 8 horas após a cirurgia. Foi calculada a diferença média padronizada (DMP) e o intervalo de confiança (IC) de 95%. A interpretação do resultado considerou a certeza da evidência avaliada pelo Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation approach (GRADE) juntamente com a magnitude do efeito. Cinco estudos foram incluídos na revisão e quatro na meta-análise. Na análise qualitativa, todos os estudos demonstraram que a analgesia preemptiva contribuiu para uma melhora do controle da dor pós-operatória comparado ao controle. A analgesia preemptiva apresentou pequena redução da dor em comparação com o controle 1 a 2 h após a cirurgia (DMP: -0,43; IC: -0,71; -0,15, baixa certeza), e grande redução da dor 6 a 8 horas após a cirurgia (DMP: -1,64; IC: -3,14; -0,14, muito baixa certeza). A evidência, de que a analgesia preemptiva possa ter um grande efeito redução da dor, no período de 6 a 8 horas após a cirurgia, é incerta.RS246 - Painel Revisão Sistemática
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Implantes de diâmetro reduzido para próteses parciais fixas e removíveis: Revisão sistemática e meta-análise
Bezerra AP, Badaró MM, Herdt B, Duarte L, Sakurada MA, Gonçalves TMSV
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esta revisão sistemática avaliou o comportamento clínico, em longo prazo, de implantes de diâmetro reduzido (IDR) associados às próteses parciais fixas (PPF) e removíveis (PPR). Após registro no PROSPERO (CRD42020153729), as buscas foram realizadas em 6 bases de dados e na literatura cinzenta até dezembro 2020, sem restrições de idioma, tempo de publicação ou acompanhamento. O estudo foi conduzido de acordo com as diretrizes do PRISMA. O risco de viés foi avaliado de acordo com o desenho do estudo e metanálises de efeito randômico foram aplicadas (p = 0,05). A busca inicial resultou em 861 títulos e resumos, mas apenas 16 estudos foram incluídos. No total, 1.592 IDRs e 339 implantes de diâmetro convencional (IDCs) foram instalados em 1.044 pacientes (54,5 ± 5,9 anos), sendo 1286 PPFs e 30 PPRs associadas aos IDRs. O acompanhamento variou de 12 meses a 10 anos e apenas 17 falhas foram registradas. As taxas de sucesso (P = 0,55) e sobrevivência (P = 0,38) das PPFs suportadas por IDRs foi semelhante àquelas das próteses suportadas por IDCs, porém, a perda óssea foi menor no grupo IDR (P = 0,01). Na análise de Kaplan Meier a taxa sobrevivência foi maior nos IDRs com diâmetro de 3,3 mm (P = 0,002), que receberam carregamento tardio (P = 0,024) e que foram instalados na maxila (P = 0,014). As próteses fixas suportadas por implantes de diâmetro reduzido são tratamentos previsíveis para pacientes parcialmente edêntulos, com sucesso e sobrevida comparáveis aos implantes convencionais e com perda óssea marginal ligeiramente inferior.RS248 - Painel Revisão Sistemática
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Desempenho clínico de implantes curtos e extra-curtos de diâmetro largo: uma revisão sistemática e meta-análise
Cerqueira GFM, Vargas-Moreno VF, Ribeiro MCO, Gomes RS, Faot F, Cury AAB, Machado RMM
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Implantes dentários curtos (IDC) e extra-curtos (IDEC) são clinicamente utilizados para reabilitação de regiões posteriores severamente reabsorvidas. Entretanto, os implantes de diâmetro largo (DL) vêm sendo constantemente recomendados por proporcionar maior superfície de contato osso/implante e melhor biomecânica do modelo de reabilitação. Assim, este estudo investigou a influência do DL no desempenho clínico de IDC e IDEC utilizados como retentores de coroas unitárias ou múltiplas em região posterior. Para isto foi conduzida uma busca em seis bases de dados, e meta-análises para estimar o risco relativo (RR) dos desfechos de sobrevivência do implante e sucesso da prótese. O risco de viés foi determinado por meio das ferramentas do Instituto Joanna Briggs, e a certeza de evidência pelo GRADE. Dezoito artigos foram incluídos, tendo 713 implantes de DL e 847 de diâmetro regular (DR) instalados. Com relação ao risco de viés, 3 estudos apresentaram baixo risco, 8 risco incerto e 7 alto risco. Meta-análises da sobrevivência do implante (RR 1.01 [0.93; 1.11]; p = 0.75; I2 = 40%) e sucesso da prótese (RR 0.99 [0.97; 1.02]; p = 0.70; I2 = 0%) não mostraram diferença estatística. Apenas um estudo relatou complicações protéticas, sendo 2 fraturas de coroa (DL) e 1 afrouxamento do abutment (DR). A complicação mais comum foi a perda óssea marginal excessiva (DL n = 4; DR n = 5). IDC e IDEC de DL apresentam comportamento clínico semelhante aos IDC e IDEC DR para reabilitações de região posterior com altas taxas de sobrevivência, sucesso da prótese e baixa incidência de complicações. (Apoio: CAPES N° 001)PE001 - Pesquisa em Ensino
Área:
1 - Cirurgia bucomaxilofacial
Oficina técnicas de exodontia em cabeça de porco: uma ferramenta didático-pedagógica para o processo de ensino-aprendizagem em odontolgia
Macedo NF, Reis GES, Costa DJ, Torres-Pereira CC
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Programa de Educação Tutorial de Odontologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveu uma oficina voltada para o objetivo de que o aluno de graduação desenvolva a compreensão e a habilidade pré-clínicas da técnica exodôntica. A oficina teve um caráter teórico-prático contando com uma aula expositiva dialogada ministrada por um professor da graduação, membro do corpo docente da disciplina Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais da UFPR que fundamentou conceitos sobre técnicas e com a realização de exodontias em cabeças de porcos frescas. A prática do estudante era realizada após a demonstração das técnicas pelo professor. Além de aprimorar a assimilação e a retenção do conteúdo teórico, a abordagem prática permitiu aos alunos reconhecerem as dificuldades da técnica operatória e se familiarizarem com o instrumental cirúrgico. A oficina foi realizada em um laboratório de ensino pré-clínico, com a participação de 25 alunos da graduação que já haviam cursado as disciplinas de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais I e II. Em devolutiva sobre o impacto da atividade, observou-se opiniões positivas sobre as práticas executadas, em relação ao aperfeiçoamento dos conhecimentos e habilidades para execução segura na rotina acadêmica e profissional. O treino de técnica cirúrgica neste modelo animal mostrou-se viável, de baixo custo e com potencial impacto para as fases de treinamento pré-clínico e também para alunos já com vivência preliminar no atendimento de pacientes. (Apoio: FNDE/MEC-SESu)PE002 - Pesquisa em Ensino
Área:
1 - Cirurgia bucomaxilofacial
Aplicação do planejamento vitural e prototipagens nas cirurgias buco-maxilo-faciais
Leal JV, Lubraico AB, Escudeiro EP, Costa RSA, Silva MM, Pereira RS, Mandarino SCA, Silva JR
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A prototipagem é uma técnica que permite construir modelos de estruturas anatômicas com uso de exames imaginológicos e softwares. Foi empregado pela primeira vez na Odontologia em 1987, e desde então é utilizado de diversas formas como um método auxiliar nos procedimentos cirúrgicos Bucomaxilofaciais. O presente trabalho visa a utilização da prototipagem no tratamento de pacientes portadores de lesões patológicas dos ossos gnáticos, evidenciando os possíveis benefícios da técnica. A metodologia consiste em criar protótipos gerados a partir de tomografias computadorizadas dos pacientes, cortadas virtualmente e impressas em impressora 3D, que serão aplicadas no tratamento de pacientes portadores de cistos e tumores dos ossos gnáticos. O custo dos biomodelos e o tempo de pré-dobra da placa é calculado, assim como o custo dos procedimentos cirúrgicos. Também são avaliadas a adaptação da placa e as complicações pós-operatórias. Até o momento, foram realizados quatro casos clínicos com o auxílio da prototipagem dentro dos critérios descritos para a pesquisa. Em todos os casos foram observados uma melhora na adaptação de placas cirúrgicas e economia no tempo cirúrgico ao utilizar a prototipagem rápida, com consequente diminuição do custo hospitalar e diminuição das complicações pós-operatórias. É necessário maior número de procedimentos realizados nestes protocolos, para determinar estatisticamente a real vantagem desta técnicaPE003 - Pesquisa em Ensino
Área:
1 - Anatomia
Digitalização de banco de dentes para desenvolvimento de ferramenta educacional virtual como método auxiliar no ensino
Madeira GF, Souza MS, Andrade LV, Mendes PA, Barros VM
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os bancos de dentes humanos (BDH) surgiram no século XX nas instituições de ensino e apresentam um sistema rígido de organização interna. O objetivo deste trabalho foi realizar a digitalização tridimensional (3D) do BDH da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), proporcionando o desenvolvimento de um aplicativo como ferramenta educacional virtual. Inicialmente, aspectos gerais, dimensões e estruturas anatômicas dos variados grupos de dentes foram revisados. Em seguida, realizadas as etapas de (a) seleção e escaneamento digital, com scanner intra-oral, dos exemplares do BDH e de paciente modelo para representação das arcadas; (b) tratamento digital das imagens 3D obtidas utilizando os softwares livres Autodesk Meshmixer e Microsoft Paint 3D; (c) programação do aplicativo. O aplicativo foi desenvolvido no Android Studio, utilizando linguagem de marcação XML e programação Java, com o framework do próprio Android. A plataforma possibilita navegação pelo conteúdo, com total liberdade de percurso de aprendizagem definido pelo usuário, com identificação das estruturas através de interação 3D e diversos testes de fixação (QUIZ e flashcards) em diferentes níveis de dificuldade, que se adequam ao perfil do usuário de acordo com o seu desempenho, utilizando-se de inteligência artificial. O aplicativo desenvolvido visa contribuir positivamente para os processos de ensino e aprendizagem, através do fácil acesso ao BDH digitalizado, com recursos visuais 3D atrelados ao conteúdo teórico. (Apoio: Fundo de Incentivo à Pesquisa - PUC Minas N° 2020/24793-1S)PE005 - Pesquisa em Ensino
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Implantação do Guia de Biossegurança para Retomada das Atividades Clínicas no Curso de Odontologia da UNAERP, após o surgimento da COVID-19
Messias DCF, Freitas JR, Bruniera JFB, Pitondo-Silva A, Faria PEP, Silva VO, Silva-Sousa YTC, Alfredo E
Curso de Odontologia - UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Após o surgimento da COVID-19, a elaboração de protocolo de biossegurança para a retomada do atendimento clínico nos cursos de Odontologia tornou-se imperativo frente ao risco de contaminação e disseminação entre profissionais e pacientes. Na Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP, a Comissão de Biossegurança em Odontologia elaborou o Guia de Biossegurança para as atividades clínicas e laboratoriais pós-pandemia da COVID-19. O objetivo neste estudo foi apresentar o protocolo implantado no retorno dos atendimentos clínicos e avaliar a implementação das medidas de biossegurança no período de setembro a dezembro de 2020. O Guia definiu atribuições e ações para o atendimento clínico, dividindo-as em três etapas: Pré-Atendimento (Teletriagem; Triagem presencial; Paramentação; Preparo do equipo); Atendimento (Trios de alunos; Procedimentos recomendados) e Pós-Atendimento (Liberação do paciente; Desmontagem de box; Limpeza e esterilização; Desparamentação). Paralelamente, foram realizadas adequações físicas na clínica, com instalação de divisórias até o teto entre consultórios e troca do sistema de ar-condicionado, respeitando-se as normas técnicas e orientações dos órgãos competentes. No período de setembro a dezembro de 2020, foram atendidos 1.353 pacientes, totalizando 12.798 procedimentos, e nenhuma notificação de contaminação pelo coronavírus na clínica. Concluiu-se que a implantação do Guia de Biossegurança possibilitou retorno seguro às atividades clínicas, garantindo continuidade da formação dos alunos e atendimento à população.PE006 - Pesquisa em Ensino
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
InfoOdonto - uso de aplicativo para smartphones no aprendizado em Odontologia
Corrêa JD, Silva VF, Oliveira AB, Santório BR, Fernandes MP
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O número de pacientes portadores de doenças sistêmicas que procuram atendimento odontológico tem aumentado de forma considerável e mesmo com todo conteúdo administrado durante a graduação muitos profissionais e estudantes apresentam dificuldades no atendimento desses pacientes. O objetivo do presente estudo foi desenvolver um aplicativo (app) de smartphone contendo informações sobre o atendimento de pacientes com as principais alterações sistêmicas e investigar a eficácia do app para aumentar o conhecimento dos estudantes de odontologia no tema. 50 Estudantes de odontologia responderam um questionário autoaplicável sobre seus conhecimentos frente as mais variadas situações de pacientes com alterações como diabetes e hipertensão. Posteriormente os estudantes receberam o aplicativo e responderam um segundo questionário, com perguntas semelhantes ao primeiro questionário. No quesito diabetes mais de 50% dos alunos não sabiam responder sobre o efeito dos anti-inflamatórios sobre hipoglicemiantes orais. Em relação aos pacientes hipertensos cerca de 60% não sabiam sobre as doses máximas de anestésicos com adrenalina e mais de 60% não sabem o anestésico contraindicado em caso de pacientes grávidas. Após o uso do app o índice de acerto das questões aumentou em todos os itens, como por exemplo no uso de anestésicos para gestantes e para hipertensos que chegou a 90% de acerto. Dadas as limitações do presente estudo, os aplicativos para smartphones podem melhorar o conhecimento, a atitude e a prática dos estudantes e profissionais de odontologia.PE007 - Pesquisa em Ensino
Área:
4 - Odontopediatria
Transpondo os muros da Universidade: Atuação presencial e virtual da Liga Acadêmica de Odontopediatria da FORP/USP
Ferreira LD, Masson BC, Silva CA, Campos EN, Ferreira LG, Bernal NR, Oliveira AA, Paula-Silva FWG
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Liga Acadêmica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (LAOP - FORP/USP) foi criada em 2018 com a finalidade de disseminar informações que agregam conhecimentos para o interessado na área. Em decorrência da pandemia da COVID-19 e interrupção das atividades presenciais na Universidade, a LAOP passou a atuar por meio de redes sociais. Este trabalho teve como propósito comparar a atuação dessa liga acadêmica no período de 2018 a 2019, quando as atividades eram realizadas presencialmente, com o período de 2020 a 2021, quando as atividades passaram a ser virtuais devido ao isolamento social. As atividades foram realizadas na forma de palestras e simpósios, nos quais foram apresentados tópicos de interesse à Odontopediatria. As atividades presenciais foram realizadas na FORP/USP enquanto as remotas foram nas plataformas Instagram, Google Meet e YouTube. Os dados foram comparados por meio de ANOVA seguido pelo pós-teste de Tukey (alfa= 5%). Anteriormente a pandemia de COVID-19, participavam presencialmente das atividades da LAOP em média 53 pessoas (± 11,4), alunos e docentes da FORP/USP, com maior parte de brasileiros. No período da pandemia, o maior número de participantes foi atingido pela rede social Instagram (519 ± 208,2 pessoas) (p < 0,05) seguido pela plataforma Google Meet (60 ± 22,1 pessoas), em ambas com abrangência internacional. Esse presente trabalho mostra a importância de transmitir conhecimento por diferentes meios, destacando maior alcance quanto as atividades ocorreram no formato virtual, comparado ao presencial. (Apoio: Programa Unificado de Bolsas (PUB-USP))