RESUMOS APROVADOS

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RS187 - Painel Revisão Sistemática
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 5

Alterações, complicações e lesões relacionadas ao uso de piercings orais: Revisão sistemática e meta-análises
Passos PF, Fonseca TC, Pintor AVB, Abrahão AC, Marañón-Vásquez G, Maia LC, Primo LG, Visconti MA
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a relação entre uso de piercing, joia ou expansor e alterações, complicações ou lesões orais. Busca eletrônica foi realizada nas bases PubMed, Scopus, Embase, Web of Science, Cochrane Library, VHL, OpenGrey e Google Scholar, até novembro 2020. Incluíram-se estudos clínicos e observacionais, em humanos (P), com piercing oral (E), com ou sem grupo controle (C), que reportaram consequências do uso de piercing (O), considerando-se um mínimo de 10 participantes. Os dados foram extraídos e a qualidade metodológica foi avaliada (Fowkes e Fulton). Meta-análises foram realizadas no software Jamovi e utilizou-se o GRADE. Um total de 53 estudos foram incluídos, dos quais 15 tiveram alta qualidade metodológica. Foram observadas alterações na fala (18), mastigação (16), placa/cálculo (13), saliva (11); além de dor (15), infecção (12), inchaço (11) sangramento (10), inflamação (9), alergia (6) e aspiração (5); e lesões em tecidos moles e mucosas, como hiperplasia fibrosa (8) e atrofia da mucosa (7). Meta-análises sobre o uso de piercing demonstraram: recessão gengival em 35% (raw proportion (rp)=0,35; IC 95% 0,24, 0,45; I2=98,6%) (P <0,001); 33% danos aos dentes (rp=0,33; IC 95% 0,03, 0,63; I2=99,2%); 32% desgaste/abrasão dental (rp=0,32; IC 95% 0,11, 0,54; I2=88,0%). A chance de ocorrer fratura dentária foi maior em usuários de piercing (OR=3,30; IC 95%: 1,86, 5,86; P<0,001; I2=39,7%). Houve baixa certeza de evidência.
Alterações, complicações e lesões foram relacionadas ao uso de piercing oral, sendo recessão gengival, danos e desgaste de dentes os mais prevalentes
(Apoio: FAPs - FAPERJ  N° E-26/202-399/2017 )
RS188 - Painel Revisão Sistemática
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 5

Predição da transformação maligna de leucoplasias e eritroplasias orais pelos sistemas binário e OMS: revisão sistemática e meta-análise
Silva LR, Lima KL, Batista DCR, Normando AGC, Silva MAG, Yamamoto-Silva FP, Silva BSF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo dessa revisão sistemática foi comparar a capacidade do sistema binário de gradação histológica com o sistema da OMS para prever a transformação maligna da displasia epitelial oral (DEO) em leucoplasias e eritroplasias orais. Este trabalho seguiu o checklist PRISMA e foi registrado no PROSPERO. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, EMBASE, LILACS, Web of Science, Scopus e Livivo e adicionalmente na literatura cinzenta (n=3.653). A seleção dos artigos e análise de risco de viés e qualidade metodológica foram realizadas por dois avaliadores independentes, sendo incluídos trabalhos que compararam os dois sistemas na predição da transformação maligna da DEO. Dentre os artigos inicialmente identificados, 4 artigos foram selecionados para a análise qualitativa e 3 foram incluídos na análise quantitativa. A metodologia dos estudos apresentou risco de viés de baixo a moderado. A meta-análise foi conduzida e a taxa de transformação maligna combinada de lesões classificadas como displasia severa ou carcinoma in situ pela classificação da OMS foi de 40% (IC 95%=0,02-0,87), enquanto o valor correspondente para lesões classificadas como de alto risco pelo sistema binário foi de 31% (IC 95%=0,00-0,84). Não houve diferença significativa na precisão do prognóstico entre a OMS e o sistema binário (odds ratio=2,02, IC de 95%=0,88-4,64). A certeza da evidência foi moderada.
Embora alguns estudos sugiram que o sistema binário apresente menor variabilidade interexaminador, não há evidências que mostrem que ele seja superior ao sistema da OMS.