RESUMOS APROVADOS

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RS071 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Existe correlação entre o temperamento e medo/ansiedade odontológicos em crianças e adolescentes? Uma revisão sistemática
Paiva ACF, RABELO-COSTA D, Magno MB, Maia LC, Paiva SM, Bendo CB
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi verificar o temperamento (E/C) de crianças e adolescentes (P) e sua associação e/ou correlação com o medo/ansiedade odontológicos (O), através de estudos observacionais sem restrições de ano ou idioma de publicação. Foi realizada uma busca sistematizada em sete bases de dados, complementada por busca na literatura cinzenta, até abril/2021. Os dados dos artigos incluídos foram extraídos e sintetizados. A análise de qualidade foi realizada pelo critério de Fowkes e Fulton e a certeza da evidência pelo método GRADE. Do total de 1362 artigos recuperados, onze foram incluídos. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada como baixa em 8 dos 11 artigos incluídos, tendo esses alto risco de viés. A heterogeneidade dos dados inviabilizou a meta-análise. Síntese qualitativa por subgrupos demonstrou associação/correlação positiva entre o temperamento de emocionalidade/neuroticismo, impulsividade e timidez com o medo/ansiedade odontológicos em crianças e adolescentes. Os temperamentos de extroversão e sociabilidade não foram associados/correlacionados com medo/ansiedade odontológicos. A certeza da evidência foi avaliada como muito baixa.
Evidências fracas sugerem que crianças e adolescentes com temperamento que caracteriza uma instabilidade emocional, impulsividade e timidez são mais propensos a apresentar maior medo/ansiedade odontológicos. Este resultado deve ser avaliado com cautela devido à alta heterogeneidade e ao alto risco de viés dos estudos, com muito baixa certeza de evidência.
(Apoio: CAPES)
RS072 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Percepção dos Estudantes/Profissionais de Odontologia em Relação as Técnicas de Manejo de Comportamento Infantil: Revisão Sistemática
Galdino FF, Bendo CB, Fidalgo TKS
Odontologia - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente revisão sistemática teve como objetivo avaliar a aceitabilidade dos estudantes e profissionais de odontologia a respeito das técnicas de controle de comportamento (TCC) aplicadas nos pacientes odontopediátricos. Foi realizada uma busca sistemática seguindo o acróstico PEO, sendo Population (P)- Estudantes/Profissionais, Exposure (E)- TCC preconizadas pela AAPD e Outcome (O)- Proporção de aceitação das TCCs. As buscas foram conduzidas no PubMed, Scopus, Web of Science, BVS (Lilacs/BBO), Cochrane e Open Grey, em abril de 2021. As duplicatas foram removidas utilizando o programa Mendley. A seleção dos estudos, a extração de dados e a avaliação da qualidade metodológica, usando o método de Joanna Briggs Institute, foi realizada por dois autores (FFG e TKSF) de forma independente. A busca recuperou 687 artigos. Após a remoção de duplicatas e aplicação dos critérios de elegibilidade, 36 estudos foram selecionados para leitura completa, sendo 16 incluídos. Dentre os alunos de graduação e dentistas, as técnicas mais aceitas foram a dizer-mostrar-fazer e o reforço positivo, dentre os odontopediatras foi a dizer-mostrar-fazer e dentre profissionais com pós-graduação Stricto sensu foi a sedação com óxido nitroso e o reforço positivo. A técnica menos aceita foi a estabilização protetora. Seis estudos apresentaram baixo risco de vieses e dez, alto risco.
A técnica mais aceita pelos estudantes/profissionais em geral foi a dizer-mostrar-fazer e a menos aceita foi a estabilização protetora.
RS075 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Associação entre amamentação e má oclusão em crianças: uma revisão umbrella
Fabregat BD, Carmona WR, Jacinto RC, Monteiro DR, Prado RL, Delbem ACB, Pessan JP
Odontologia Preventiva e Restaurativa - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão avaliou a associação entre o aleitamento materno e diferentes tipos de má oclusão em crianças. A busca foi realizada em bases de dados específicas para revisões sistemáticas (RS) e bases tradicionais (totalizando 10 bases). Foram selecionadas RS com metanálise, incluindo indivíduos ≤ 18 anos de idade. A qualidade das RS (AMSTAR-2) e dos estudos primários (GRADE) foi avaliada. Em acréscimo, o método de Mantel-Haenzel foi utilizado para mensurar o odds ratio (OR); o modelo de efeitos aleatórios e os intervalos de confiança (IC) de 95% foram considerados. Quatro RS foram incluídas, tendo-se observado que a amamentação foi um importante fator protetor sobre o desenvolvimento de mordida aberta (OR 0,67; IC 0,57-0,79; p <0,001; I2 56,0%) e mordida cruzada posterior (OR 0,68; IC 0,54-0,85; p <0,001; I2 41,0%), independentemente da duração. A duração da amamentação ≥ 6 meses foi um fator de proteção para overjet (OR 0,70; IC 0,59-0,84; p <0,001; I2 0%). Não houve diferença significativa entre a duração da amamentação <6 e ≥ 6 meses em relação ao risco de mordida cruzada anterior (OR 0,95; IC 0,64-1,42; p = 0,80; I2 47,0%) e para relação molar de classe II e relação canino de classe II (OR 0,78; IC 0,56-1,08; p = 0,13; I2 90,0%). Além disso, a amamentação ≥ 6 meses reduziu o risco de apinhamento dentário (OR 0,59; IC 0,45-0,77; p <0,001; I2 0%). Por outro lado, a amamentação aumentou o risco de sobremordida (OR 1,95; IC 1,47-2,59; p <0,001; I2 0%).
Esta revisão demonstra o impacto positivo do aleitamento materno como estímulo funcional relacionado à oclusão dentária em crianças.
(Apoio: CAPES  N° 001)
RS076 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Aleitamento materno é um fator protetor contra a cárie dentária: dados de uma revisão umbrella
Carmona WR, Fabregat BD, Jacinto RC, Monteiro DR, Prado RL, Cunha RF, Pessan JP
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar dos efeitos benéficos da amamentação para a saúde do bebê e da mãe, dados recentes sugerem que esta pode ser um fator de risco para cárie dentária em crianças, sendo este efeito grandemente influenciado pela duração do aleitamento. Revisões do tipo umbrella são úteis para um melhor entendimento sobre a relação entre exposição a determinados fatores e aspectos relacionados à saúde, podendo auxiliar na tomada de decisões. A presente revisão avaliou a relação entre amamentação e risco de cárie em crianças. Revisões sistemáticas (RS) com meta-análise considerando histórico de amamentação e sua relação com a cárie dentária foram consideradas, a partir de 10 bases de dados. A qualidade das RS e de estudos primários foi avaliada utilizando as ferramentas AMSTAR-2 e GRADE, respectivamente. O odds ratio (OR) foi mesurado utilizando o método de Mantel-Haenszel num modelo de efeitos aleatórios com intervalos de confiança de 95% (IC). As RS incluídas (n = 4) foram classificadas como de qualidade moderada. A qualidade da evidência primária foi muito baixa (46,4%) e baixa (31,2%). Os resultados obtidos demonstraram que amamentação foi um fator protetor contra a cárie dentária em crianças em comparação ao uso de mamadeira (OR 0,52; IC 0,27-0,98; p = 0,04; I2 97,0%). Por outro lado, a duração da amamentação (≥ 12 meses × < 12 meses) não teve impacto significativo quanto ao risco de cárie (OR 1,12; IC 0,91-1,38; p = 0,14; I2 94,0%).
Conclui-se que o aleitamento materno constitui-se em fator protetor para a cárie dentária, sem influência significativa da duração da amamentação.
(Apoio: CAPES  N° 001)