Pacientes com Hipomineralização Molar Incisivo apresentam-se mais ansiosos frente ao tratamento odontológico? Uma revisão sistemática
Reis PPG, Jorge RC, Ferreira DMTP, Marañón-Vásquez G, Maia LC, Soviero VM
Odontopediatria - FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS - FACULDADE ARTHUR SÁ EARP NETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo da revisão foi avaliar a evidência disponível respondendo à seguinte pergunta: pacientes com Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) têm maior ansiedade dental do que aqueles sem HMI? Buscas foram realizadas até março de 2021 no MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS, BBO, Embase, Cochrane Library, PsycINFO, e literatura cinzenta (google scholar e OpenGrey) sem nenhuma restrição. Os critérios de elegibilidade contemplaram estudos observacionais que avaliaram crianças e adolescentes (P) com e sem HMI (E e C) quanto ao nível de ansiedade dental (O). A seleção dos estudos, extração dos dados, e avaliação do risco de viés usando a ferramenta Newcastle Ottawa Scale foram realizadas de forma independente e em duplicata. Foi conduzida síntese narrativa dos resultados e a certeza da evidência foi avaliada pelo GRADE. De um total de 532 registros recuperados, 7 artigos foram finalmente incluídos. Quatro estudos apresentaram baixo risco de viés, dois tiveram moderado risco, e um evidenciou alto risco de viés. Os estudos mostraram-se heterogêneos, variando em relação aos instrumentos usados para avaliar o desfecho, aos respondentes, e à abordagem dos resultados. A maioria dos estudos relatou que não houve diferença nos níveis de ansiedade dental entre os pacientes com e sem HMI. A certeza da evidência foi classificada como muito baixa. Embora os resultados da síntese sugiram que a HMI não tem influência no nível de ansiedade dental em crianças e adolescentes, isto deve ser avaliado com cautela devido à alta heterogeneidade e a muito baixa certeza da evidência.RS069 - Painel Revisão Sistemática
Área:
4 - Odontopediatria
Prevalência de bruxismo em crianças e adolescentes com distúrbios do neurodesenvolvimento: uma revisão sistemática e meta-análise
Kammer PV, Moro JS, Soares JP, Massignan C, Phadraig CMG, Bolan M
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi conduzir uma revisão sistemática sobre a prevalência de bruxismo em crianças e adolescentes com distúrbios do neurodesenvolvimento e outras anomalias do desenvolvimento. Uma estratégia de busca foi desenvolvida e adaptada para sete base de dados e duas fontes da literatura cinzenta. O risco de viés dos estudos incluídos foi avaliado utilizando a ferramenta do Instituto Joanna Briggs para estudos reportando dados sobre Prevalência. O protocolo dessa revisão foi registrado (CRD42020212640). Dos 2240 artigos encontrados, 77 foram incluídos. A prevalência de possível bruxismo em indivíduos com Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) foi de 29,6% (95%IC [Intervalo de confiança]: 23,2 - 36,5), 23,3% (95%IC: 10,9 - 38,6) em indivíduos com Transtorno do espectro do Autismo (TEA), 38,5% (95%IC: 31,2 - 46,1) em indivíduos com Paralisia cerebral (PC) e 39,6% (95%IC: 31,6 - 48,0) em indivíduos com Síndrome de Down. Indivíduos com PC apresentaram a maior prevalência de provável bruxismo (43,6% [95%IC: 26,8 - 61,1]). Em indivíduos com TDAH a prevalência de bruxismo definitivo foi de 14,9% (95%CI: 5,4 - 28,1). A prevalência de bruxismo em vigília foi de 24,6% [95%IC: 7,3 - 47,9] em indivíduos com TDAH e 6,6% [95%IC: 3,0 - 12,1] em indivíduos com PC. A prevalência de bruxismo varia de acordo com a deficiência avaliada. Indivíduos com Síndrome de Down apresentaram a maior prevalência de possível bruxismo (39,6%) e indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro do Autismo apresentaram a menor prevalência (23,3%). (Apoio: CAPES)