Material obturador além dos limites do canal radicular e dor pós-operatória: uma revisão sistemática
Schuldt DPV, Reus JC, Dias-Junior LCL, Gonçalves WF, Almeida J, Bortoluzzi EA, Garcia LFR, Teixeira CS
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática (RS) da literatura, seguindo diretrizes do PRISMA, a fim de responder a pergunta de pesquisa: a sobreobturação aumenta a incidência de dor pós-operatória? Dois revisores independentes realizaram a busca nas bases de dados: PubMed/MEDLINE, EMBASE, Lilacs, Web of Science, Scopus, Cochrane Library, OpenGrey, Google Scholar e ProQuest, com a estratégia PICOS. Do total de 1793 artigos, 43 preencheram os critérios de inclusão e, após a leitura completa, 21 foram considerados elegíveis. Destes, 10 eram estudos clínicos randomizados (ECR) e foram incluídos para análise nesta RS. De cada artigo, foram coletados os dados referentes aos autores, ano e país, tamanho da amostra, grupo dental, diagnóstico pulpar, profissional que fez o tratamento, técnica obturadora, cimento obturador, nível da obturação, bem como o método, período de avaliação e ocorrência da dor pós-operatória (conclusão principal do estudo). A avaliação do risco de viés e da qualidade da evidência dos estudos incluídos seguiu critérios definidos pelo instituto Johanna Briggs e GRADE, respectivamente. Seis ECR apresentaram associação positiva entre a maior incidência de dor pós-operatória e a presença de material obturador além dos limites do canal radicular. Quatro ECR não encontraram diferença estatisticamente significativa. A maioria dos ECR encontraram associação positiva entre a maior incidência de dor pós-operatória e a presença de material obturador além dos limites do canal radicular.RS019 - Painel Revisão Sistemática
Área:
2 - Terapia endodôntica
A influência da composição e/ou extrusão dos cimentos endodônticos na dor pós-operatória: Uma revisão sistemática
Moraes VG, Meyfarth S, Guimarães LS, Silva EAB, Antunes LAA, Antunes LS
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esta revisão sistemática teve por objetivo avaliar a influência da composição e/ou extrusão dos cimentos endodônticos na dor pós-tratamento. As diretrizes do PRISMA foram seguidas e a pesquisa registrada no PROSPERO (CRD42020211297). As bases de dados consultadas foram PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane Library, BVS (LILACS), Open Grey e busca manual até 21 de agosto de 2020. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade baseado no PICO, a extração de dados, a avaliação do risco de viés pela ferramenta RoB2 e o GRADE foram feitos por dois avaliadores independentes. No total, 14 estudos foram selecionados para análise qualitativa. Dez estudos avaliaram a composição dos cimentos e a dor pós-operatória e 4 a extrusão e a dor pós-tratamento. Ao avaliar a composição dos cimentos, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao nível de dor em 7 estudos. Por outro lado, em 4 estudos houve diferenças estatisticamente significativas na intensidade da dor pós-operatória. Quanto à extrusão dos cimentos, os estudos não encontraram associação entre extrusão e ocorrência de dor. Dos 14 estudos elegíveis, 7 foram classificados como "baixo risco", 3 "algumas preocupações" e 4 "alto risco" de viés. A certeza de evidência dos desfechos foi considerada moderada. Sob as limitações desta revisão, as evidências disponíveis para apoiar uma relação entre a composição dos cimentos e a dor pós-operatória são controversas, enquanto não houve associação entre extrusão e ocorrência de dor. Estudos futuros com alta evidência metodológica são necessários