RESUMOS APROVADOS

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RCR260 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 2

O Fluxo CAD-CAM e Odontologia Digital: Revisão de Literatura
Rosemberg ET, Salles LP
Odontologia - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inovação tecnológica refletiu de forma disruptiva na Odontologia. O objetivo desse estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre as tecnologias digitais, histórico e automação digital em Odontologia. Base de dados: PubMed, SciELO, LILACS. A tomografia cone bean (CBCT) e as impressoras 3D iniciaram a automação com o fluxo digital CAD-CAM (computer aided design e computer aided manufacturing). O fluxo CAD-CAM é utilizado há mais de 25 anos na Odontologia, sendo a prótese a especialidade pioneira com o sistema CEREC. O fluxo digital inicia com a CBCT do paciente, posterior manipulação de softwares para planejamento e volta ao mundo físico com impressão 3D. Diversos softwares, pagos e livres, estão disponíveis: Mesh Mixer, ExoCad, Dolphin e outros. A partir da prótese, as tecnologias digitais expandiram para guias cirúrgicas de implante, cirurgia ortognática, endodontia guiada em canais calcificados, guias de gengivoplastia, placas miorrelaxantes e alinhadores de ortodontia. Muitas clinicas já estão inseridas no digital, seja pela própria aquisição das tecnologias ou pela terceirização das etapas com empresas especializadas em planejamento digital. A automatização em Odontologia com tecnologias digitais permite mais previsibilidade, precisão, ganho de tempo clínico e resultados satisfatórios tanto na função quando na estética.
A tecnologia digital tem evoluído expressivamente, ao ponto de possivelmente originar uma nova especialidade: A Odontologia Digital. Muitas inovações estão por vir, como os procedimentos robóticos em Odontologia.
RCR261 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 2

Principais achados incidentais em TCFC na região de cabeça e pescoço e o impacto na vida dos pacientes: uma revisão integrativa da literatura
Souza DL, Ramos MEE, Bortoluzzi EA, Nomura LH, Garcia LFR, Teixeira CS, Alves AMH, Corrêa M
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Tivemos como proposito identificar os principais achados incidentais (AIs) na região de cabeça e pescoço com o uso de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) e os impactos na vida dos pacientes. O estudo foi realizado utilizando como método a revisão integrativa, iniciado com pergunta norteadora seguida de buscas nas bases de dados Pubmed, Scopus, Biblioteca Virtual em Saúde e Dentistry & Oral Sciences Source por trabalhos de 2009 até o ano de 2019. Tornaram-se objeto deste trabalho quarenta e uma pesquisas. Os achados incidentais mais relatados pelos artigos estão presentes nas regiões ósseas e de ATM, sendo encontrados 35 diferentes AIs. No entanto, eles também são comuns em vias aéreas, como o espessamento de mucosa e cistos de retenção mucoso. Entre os dentários, os mais apontados são os dentes impactados e supranumerários. Já no grupo das calcificações de tecidos moles, o tonsilólito e a calcificação do processo estilo-hióide são as mais frequentes. Ateromas e lesões malignas são achados com menor prevalência, mas importantes devido ao impacto na vida do paciente.
Os principais AIs são os ósseos/ATM, seguidos pelos dentários, as calcificações de tecidos moles, os das vias aéreas e outros achados. A maioria deles não afetam a vida do paciente. Porém, alguns AIs requerem intervenções imediatas e geralmente estão associados a pacientes idosos. Por fim, mais da metade dos estudos apontaram que os AIs estão localizados em região extragnática.
RCR263 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 2

Desafios do tratamento odontológico do paciente pré transplante hepático
Schröter GT, Silva FF, Franco JB, Peres MPSM, Moreira MSNA, Costa C
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tratamento odontológico de pacientes previamente ao transplante hepático é desafiador e complexo. A realização de procedimentos cruentos como por exemplo exodontias muitas vezes é necessária e devido à doença hepática, há o desenvolvimento de diversas complicações como diminuição da produção dos fatores de coagulação e trombocitopenia, favorecendo o aumento do risco de sangramento frente aos procedimentos cruentos. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão crítica sobre os cuidados a serem tomados pelo cirurgião-dentista no tratamento odontológico dos pacientes pré transplante hepático. Foi realizada uma revisão dos artigos publicados na base de dados PubMed, de 2005 a 2020. O risco de sangramento é de difícil previsibilidade, mas seu controle pode ser obtido com medidas hemostáticas locais, sendo hemoderivados utilizados apenas quando estritamente necessário. A necessidade de profilaxia antibiótica não é bem estabelecida, entretanto, o protocolo mais indicado é 2g de amoxicilina e 500mg de metronidazol uma hora antes do procedimento, assim como a reposição de hemoderivados. Quanto ao controle da dor, analgésicos locais tem se mostrado efetivos e anestésicos locais como a articaína e prilocaína apresentam menor hepatotoxicidade.
Frente à alteração da homeostase, o cirurgião-dentista deve estar capacitado para tomar decisões que visem a prevenção e controle adequado do sangramento, infecções e dor, com o objetivo de evitar complicações decorrentes de focos de infecção odontogênico após o transplante hepático.
RCR265 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 2

Atendimento odontológico em paciente com doença do enxerto contra o hospedeiro: relato de caso
Melo WWP, Silva GK, Martini K, Feitosa LC, Roza BA, Schirmer J, Uchôa SALC, Abranches DC
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Relata-se o caso da paciente do gênero feminino, 60 anos, diagnosticada com a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), cinco meses após o Transplante de células Tronco Hematopoiéticas (TCTH) de um doador com antígeno leucocitário humano idêntico, realizado na Unidade de Internação de Transplante de Medula Óssea do Hospital São Paulo, por apresentar Leucemia Mieloide Aguda (LMA) de alto risco. Paciente era portadora de Diabetes Mellitus tipo II, hipertensão arterial e dislipidêmica há 10 anos. Foi avaliada e diagnosticada com DECH de boca grau I, pela equipe de odontologia do hospital. Constataram-se lesões liquenoides em mucosa jugal, palato e rebordo alveolar superior e inferior, características de DECH crônica. Paciente fazia uso de próteses totais superior e inferior. Por decorrência de complicações advindas do TMO, evoluiu a óbito. A DECH é uma complicação de caráter imunológica advinda do enxerto de células imunocompetentes originadas de um doador a um hospedeiro imunocomprometido. Embora não haja definição fisiopatologia desta doença, acredita-se que decorre da ação de células T, onde a mesma reconhece os tecidos do hospedeiro transplantado diferenciando-os através dos antígenos de histocompatibilidade. A DECH pode apresentar-se de forma aguda ou crônica, sendo a maior causa de mortalidade em pacientes submetidos ao TCTH.
Portanto, o cirurgião-dentista tem importante papel no cuidado dos pacientes que apresentam tal doença, atuando no diagnóstico diferencial das lesões bucais assim como no auxílio ao tratamento e resolutividade da doença.