RESUMOS APROVADOS

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RCR229 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 3

Avaliação das abordagens terapêuticas não radicais para o tratamento de Tumor Odontogênico Queratocístico (TOQ)
Wilke IP, Silva EMM, Machado LS, Santos YR, Silva KT, Borges TS
Patologia Oral - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse trabalho foi discorrer sobre qual abordagem conservadora seria a mais eficiente no tratamento do Tumor Odontogênico Queratocístico. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura, a pesquisa procedeu-se por meio das bases de dados Pubmed, SciELO, Google acadêmico e ProQuest. Como critérios de inclusão, foram selecionados apenas artigos científicos, sem restrições de idioma, que continham as palavras-chaves (Patologia Bucal; Terapia Combinada; Tumores Odontogênicos), publicados entre o ano de 2011 até o ano de 2021. No total foram encontrados 220 artigos e 20 foram selecionados. A condição de alta taxa de recidiva a qual envolve o queratocisto odontogênico torna o prognóstico da abordagem conservadora um desafio na proservação pós-cirúrgica. Dentre os trabalhos consultados, destaca-se o sucesso dos tratamentos conservadores associados as terapias adjuvantes na redução da taxa de recidiva da patologia durante a proservação do paciente e satisfação do mesmo frente a solução de seu caso.
Portanto, torna-se evidente a eficácia da associação da técnica de enucleação juntamente com as terapias adjuvantes, principalmente com o uso da pasta 5-FU (5-Fluorouracil), como opção para o tratamento de TOQ, obtendo-se resultados satisfatórios no pós-operatório e a longo prazo.
RCR231 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 3

Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea (TENS) no tratamento de hipossalivação associada ao Diabetes Mellitus do tipo 2
Nunes FPES, Silva JR, Damé-Teixeira N, Guimarães MCM, Santana IS, Grisi DC
Odontologia - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo destes relatos de casos foi avaliar o efeito da estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS) no tratamento de hipossalivação associada ao Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2). Foram selecionados 7 pacientes com DM2 (P), no Hospital Universitário de Brasília. O fluxo salivar em repouso (FSR) foi avaliado pré e pós-tratamento. Os pacientes foram classificados como: normossialia (FSR>0,3ml/min), hipossalivação moderada (FSR 0,1-0,3 ml/min) e hipossalivação severa (FSR < 0,1 ml/mim). O TENS foi utilizado na frequência e pulso baixos (50Hz e 100u seg), com eletrodos posicionado na região de glândulas salivares maiores, com corrente elétrica contínua. A intensidade foi definida pela tolerância individual de cada paciente. O tempo de estimulação salivar foi de 20 minutos/sessão, uma vez por semana, totalizando 10 sessões. Dos três pacientes com normossialia pré-estimulação (P1=0,368; P2=0,3 e P3=0,44 ml/min) dois permaneceram com FSR normal pós-tratamento (P1=0,424 e p3=0,400 ml/min). Dentre os quatro pacientes com hipossalivação pré-tratamento (P4=0,2; P5=0,22; P6=0,10; p7= 0,08ml/min) dois pacientes se mantiveram com hipossalivação moderada (P4 =0,2 e P6=0,24 ml/min) um melhorou de um quadro de hipossalivação severa para moderada (P7=0,15ml/min) e outro de moderada para normossialia (P5= 0,7 ml/min).
Assim, uma única aplicação semanal, parece não produzir um aumento expressivo no FSR. Novos estudos são necessários para avaliar se uso do TENS pode representar uma alternativa para o manejo da hipossalivação em portadores de diabetes.
(Apoio: FAPs  N° 16991.78.45532.26042017)
RCR232 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 3

Mioepitelioma em lábio superior: relato de caso
Nascimento JPS, Simões PS, Oliveira LJ, Rodrigues MS, GROSSMANN SMC, Horta MCR, Souza PEA
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Paciente do sexo feminino, de 82 anos de idade, procurou atendimento para avaliação e tratamento de nódulo indolor, de crescimento lento, no lábio superior, com história de 2 anos. O exame extraoral evidenciou aumento de volume em lábio superior esquerdo, causando assimetria facial. O exame intraoral revelou nódulo móvel de consistência firme, recoberto por mucosa íntegra de coloração levemente arroxeada, medindo cerca de 2 x 1 cm, na mucosa labial superior esquerda. O diagnóstico diferencial clínico incluiu neoplasia benigna mesenquimal ou glandular. Foi realizada biópsia excisional e o exame microscópico mostrou tumor sólido benigno bem circunscrito, caracterizado por ilhas e cordões de células com diferenciação mioepitelial, mostrando características fusiformes, plasmocitoides e epitelioides. Reações de imunoistoquímica mostraram que as células foram positivas para citoqueratina 14, S-100 e alfa-actina de músculo liso.
Por meio da análise microscópica e do exame de imunoistoqímica foi estabelecido o diagnóstico de mioepitelioma. Após 12 meses de acompanhamento, nenhuma recorrência foi detectada.
RCR233 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 3

Manifestação oral da paracoccidioidomicose afetando mulher: considerações gerais e relato de caso
Cerqueira-Bellodi, NM, Rached-Junior FJA, Barbosa VM, León JE, Silveira HA, Silva-Sousa YTC
Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo neste estudo foi relatar um caso clínico de manifestação oral de paracoccidioidomicose (PCM), bem como realizar revisão de literatura de seus fatores sistêmicos associados à pacientes do sexo feminino. Paciente do sexo feminino, 53 anos de idade, foi encaminhada à disciplina de semiologia para avaliação de lesões ulceradas localizadas em lábio inferior e região intraoral. Durante a anamnese a paciente relatou tempo de evolução de aproximadamente 1 ano, sintomatologia e sangramento. Ao exame físico, observou-se presença de lesões moriformes com bordas elevadas, de coloração ora avermelhadas, ora pálidas e todas salpicadas por pontos eritematosos, Durante palpação foi observado grau significativo de fibrose e perda tecidual nas áreas lesionais. Após biopsia incisional, o exame histopatológico evidenciou a presença de infiltrado inflamatório granulomatoso, composto por linfócitos e macrófagos, numerosas células gigantes multinucleadas foram observadas e a levedura foi identificada tanto dentro dessas células como extracelularmente, as colorações de Grocott-Gomori e PAS foram positivas, confirmando o diagnóstico de PCM. A paciente foi encaminhada para acompanhamento com médico infectologista e o protocolo terapêutico foi iniciado.
Concluiu-se que a paracoccidioidomicose em mulheres é rara e que fatores sistêmicos associados a manifestações orais dessa lesão devem ser investigados.
(Apoio: CAPES)
RCR234 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 3

Fibroma ossificante períférico de grande extensão na maxila
Moreira GS, Duarte FAD, Nascimento RM, Mendes PA, Grandinetti HAM, Oliveira LJ, Souza PEA
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Paciente do sexo feminino, 40 anos de idade, procurou atendimento queixando-se de nódulo gengival indolor, com mais de 1 ano de evolução e sangramento à escovação e durante alimentação. Exame extraoral mostrou ausência de alterações. O exame clínico intraoral revelou nódulo séssil de consistência endurecida, recoberto por mucosa íntegra e de coloração normal, em gengiva e rebordo alveolar vestibulares próximo aos molares superiores direitos, medindo aproximadamente 3 cm. O dente 17 havia sido deslocado pela lesão para a região palatina. As radiografias periapicais e panorâmica mostraram dente 18 irrompido e deslocado distalmente, coroas dos dentes 17 e 18 divergentes e presença de radiopacidade difusa no interior da lesão. A principal hipótese diagnóstica levantada foi de fibroma ossificante periférico. Foram realizadas biópsia excisional e raspagem dos dentes associados. A peça cirúrgica foi submetida a exame radiográfico que mostrou numerosos pontos radiopacos no interior da lesão. O material foi enviado para exame anatomopatológico que mostrou fragmento de mucosa recobrindo massa de tecido conjuntivo fibroso celularizado contendo numerosos focos de mineralização.
Por meio das características clínicas, imaginológicas e histopatológicas foi estabelecido o diagnóstico de fibroma ossificante periférico. Após 4 meses de acompanhamento não foi detectada recidiva e a paciente foi encaminhada para tratamento reabilitador protético.