Coroa total posterior de cerâmica infiltrada por polímero: Relato de caso clínico após 1 ano de acompanhamento
Gois FG, Bezerra MGPG, Moura DMD, Souza KB, Silva SEG, Silva NR, Miranda LM, Souza ROAE
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A cerâmica infiltrada por polímero (PIC), comercialmente chamada de Vita Enamic está indicada em diversas situações clínicas em próteses fixas. O objetivo deste estudo foi apresentar a sequência de etapas para confecção de coroa total no elemento 15 utilizando a PIC, desde as etapas de preparo, moldagem, cimentação e o acompanhamento clínico de 1 anos. Paciente A.G.S.T, gênero masculino, procurou atendimento com queixa estética do elemento 15. Clinicamente, o dente apresentava grande destruição coronária e radiograficamente, tratamento endodôntico satisfatório. Foi planejada confecção de coroa total com PIC. O preparo foi realizado com redução oclusal de 1,5mm e axial de 1mm, com conicidade de 8º a 10º e ângulos arredondados com o término do tipo chanfro largo. O preparo foi escaneado, modelado e a coroa fresada a partir do bloco (Vita Enamic/Vita Zarnhfrabick). Previamente à cimentação, os preparos foram limpos com pasta de pedra pomes e água. A coroa foi condicionada com ácido hidrofluorídrico 5% (60s) e após lavagem e secagem o silano foi aplicado. Para cimentação, foi usado cimento resinoso autoadesivo (RelyX T U200 (3M/ESPE) e a polimerização foi realizada com aparelho LED Radii/SDI durante 40s em cada face. Após um ano de acompanhamento, a coroa demonstrou desempenho estético e funcional satisfatório, integridade superficial e marginal, ausência de fissuras e descolamento. Apesar de ser um material relativamente novo, ainda são poucos os estudos clínicos, mais pesquisas são necessárias para investigar desempenho e longevidade desta cerâmica a longo prazo.RCR224 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
6 - Prótese
Lentes de contato cerâmicas tratadas com silano autocondicionante: Relato de caso após 1 ano de acompanhamento
Silva SEG, Silva BCD, Souza KB, Gois FG, Bezerra MGPG, Miranda LM, Silva NR, Souza ROAE
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Monobond etch & prime (MEP, Ivoclar Vivadent), é um silano autocondicionante que surgiu com o objetivo de simplificar o tratamento de superfície, realizando o condicionamento e silanização da peça cerâmica em passo único, entretanto, ainda há poucos relatos clínicos com o uso deste material. O objetivo deste trabalho é descrever as etapas de um caso clínico de lentes de contato cerâmicas, comparando o tratamento convencional e o MEP, e relatar os achados clínicos após mais de 1 ano de acompanhamento. Paciente A.S., gênero feminino, 32 anos, apresentou-se com queixa de insatisfação com a estética do sorriso. Após avaliação, o plano de tratamento indicado foi dez lentes de contato cerâmicas em dissilicato de lítio nos elementos 16 ao 26 (ausência do 15 e 25). As etapas do tratamento incluíram o planejamento digital, mock-up, cirurgia periodontal, preparos dentários orientados pelo guia, provisório, moldagem e cimentação das lentes. Na etapa de cimentação, após sorteio, as lentes dos elementos 16, 13, 12, 21 e 24 foram tratadas com MEP e as lentes dos elementos 14, 11, 22 e 23 e 26 foram tratadas com ácido hidrofluorídrico 5% e silano. Após 1 ano e 4 meses de acompanhamento, independentemente do tipo tratamento, as lentes apresentaram excelente desempenho estético e funcional, ausência de alteração de cor, fraturas ou descolamentos. Portanto, o MEP apresentou desempenho clínico comparável ao tratamento convencional, sendo uma alternativa viável para o tratamento de cerâmicas vítreas. Porém, mais estudos clínicos são necessários para consolidar o uso desse material. (Apoio: )RCR228 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
6 - Prótese
Protetor facial para a prática esportiva: relato de caso
Berard LT, Cometti GF, Rabelo IJ, Elchin CB, Pinto HG, Dias RB, Coto NP
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os traumatismos do complexo maxilofacial decorrentes das atividades esportivas vêm ocorrendo de maneira frequente, nas mais diversas modalidades. Os protetores faciais para esporte são dispositivos extraorais utilizados para impedir que o osso fraturado sofra uma refratura ou deslocamento e podem ser indicados como forma de evitar lesões na região orofacial, frente aos choques e impactos aos quais os atletas estão sujeitos, principalmente nos esportes de contato. O copolímero de etileno e acetato de vinila (EVA) é o material de eleição para a confecção dos protetores faciais para a prática esportiva. O objetivo desse relato de caso é descrever as etapas da confecção de um protetor facial para esporte em EVA de um atleta que sofreu uma fratura nasal. O paciente atleta de um clube de futebol do interior de São Paulo, sexo masculino, de 24 anos de idade, sofreu uma fratura nasal durante competição. As etapas de execução do protetor facial em EVA foram: moldagem, obtenção do modelo em gesso, recorte do modelo, confecção do protetor facial, recorte do protetor facial, ajustes, polimento, teste da visão periférica, entrega e acompanhamento do atleta durante seu uso. O protetor facial para esporte em EVA é um dispositivo eficaz quanto a prevenção de traumas faciais, possibilita que o paciente atleta retorne às competições antes da completa regeneração do tecido ósseo fraturado e deve ser confeccionado pelo cirurgião dentista do esporte. (Apoio: CNPq)