Tratamento ortodôntico em maloclusão de mordida aberta anterior com placa desoclusora: relato de caso
Almeida KR, Leal TP, Bruder C, Ana-Neto ALS, Souza HMM, Ortolani CLF
Pos Graduação - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Mordida Aberta Anterior (MAA) é uma má oclusão que pode ser definida como uma deficiência no contato vertical normal entre as bordas incisais dos dentes anteriores superiores e inferiores, e seu tratamento se torna difícil por requerer cooperação do paciente, experiência do profissional e por sua etiologia ser multifatorial pode estar ligada a uma desordem miofuncional orofacial, seja por fatores genéticos ou pela ação prolongada de hábitos orais deletérios como sucção digital e chupeta, interposição de língua e respiração bucal. O objetivo deste artigo consiste em representar, através de um caso clinico, o tratamento da MAA com placa desoclusora associada ao aparelho fixo autoligado. Não foi necessário terapia miofuncional com fonoaudióloga, nenhuma extração dentária foi realizada. Foram discutidos alguns aspectos técnicos sobre este dispositivo em comparação a outros aparelhos, dentre as desvantagens, tem-se a adaptação do paciente com relação a fonação, além do uso, que deve ser durante o dia, visto que para correção da mordida aberta é necessário reeducar a língua, e, durante a noite somente ela não é efetiva.Dentre as vantagens, tem sua facilidade de confecção, pois é feita pelo dentista, tornando o baixo custo, sendo ótima para ser usada com ações socia É possível concluir que a placa desoclusora é uma alternativa excelente como método auxiliar no tratamento de mordida aberta anterior na dentição permanente, e, quando aliada ao tratamento ortodôntico fixo e a terapia miofuncional com fonoaudiólogo, dificulta a chance de recidivas. (Apoio: CAPES)RCR162 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
4 - Odontopediatria
Análise bibliométrica dos tratamentos para os distúrbios do sono em crianças e adolescentes com transtorno do espectro do autismo
Lotito MCF, Ferreira DMTP, Maia LC, Vicente-Gomila JM, Tavares-Silva CM, Pastura GMC, Fonseca-Gonçalves A, Castro GFBA
Ortodontia e Odontopediatria - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se realizar análises quali-quantitativas dos ensaios clínicos que avaliaram a eficácia das intervenções farmacológicas e não farmacológicas para os distúrbios do sono em crianças e adolescentes com transtorno do espectro do autismo (TEA), através de uma revisão bibliométrica. Uma pesquisa nas bases Medline/PubMed, Scopus, Web of Science e EMBASE foi conduzida até Agosto de 2020, sem restrições de idioma ou ano. A estratégia de busca incluiu MeSH / DECs, sinônimos e termos livres adaptados para cada base de dados. As variáveis extraídas foram: autores, periódico, palavras-chave, tipo (alopático e não alopático) e resultado do tratamento (positivo ou negativo). Os dados foram tabulados e analisados pelos programas Excel® e VantagePointT. Identificaram-se 3.189 estudos, dos quais 61 foram incluídos. Malow, B.A. e o Journal of Autism and Development Disorders foram autor e periódico com mais publicações (n=10; n=7, respectivamente). As palavras mais citadas no título foram autismo e criança. O tratamento alopático foi relatado em 28 estudos (45,9%), enquanto os não alopáticos exclusivos foram investigados em 31 (50,8%), e 2 (3,3%) artigos associaram ambas. O efeito positivo foi observado em 54 estudos (88,5%), cujo uso de melatonina foi mais frequente (n=15; 24,5%), seguido por terapia cognitivo comportamental (n=13; 21,3%) e educacional (n=7; 11,4%). Dessa forma, o uso de melatonina e terapia cognitivo comportamental foram os tratamentos mais frequentes, com resultados positivos para o controle dos distúrbios do sono em crianças com TEA. (Apoio: CAPES N° 001)RCR164 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
5 - Materiais Dentários
Vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata e sua aplicabilidade nos materiais dentários: uma revisão de escopo
Campos MR, Botelho AL, Reis AC
Materiais Dentários e Prótese - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente trabalho analisou a atividade antimicrobiana e propriedades dos materiais dentários após a incorporação de beta vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata (β-AgVO3). Essa revisão foi conduzida pelo Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) Checklist e pelo JBI Briggs Reviewers Manual para responder a seguinte questão: O beta vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata apresenta atividade antimicrobiana quando incorporado em materiais dentários sem alterar suas propriedades mecânicas? Uma busca eletrônica foi realizada sem restrição de datas ou idioma nas bases de dados PubMed, Web of Science, Lilacs, Scopus e Embase. A busca foi especificada com o uso das palavras "nanostructured silver vanadate". A busca inicial resultou em 55 artigos. Após uma avaliação inicial e leitura dos artigos, 15 estudos publicados entre 2014 e 2020 foram incluídos nessa revisão. Houve boa interação entre o β-AgVO3 e os materiais dentários, permitindo o uso em diferentes tipos de materiais para que estes possam exibir atividade antimicrobiana com o mínimo comprometimento das propriedades mecânicas.RCR165 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área:
5 - Materiais Dentários
Efeitos biológicos das nanopartículas de dióxido de titânio nos adesivos dentários - revisão de literatura
Anjos IF, Magalhães-Filho TR, Weig KM
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Materiais, como o dióxido de titânio (TiO2), têm sido testados nos adesivos dentários para buscar superar desafios, que ainda hoje, estão associados aos procedimentos adesivos, como a ocorrência de lesões de cárie secundária. O objetivo do trabalho foi realizar uma revisão de literatura sobre os efeitos biológicos das nanopartículas de TiO2 nos adesivos dentários. Foi efetuada uma pesquisa bibliográfica nas seguintes bases de dados: PubMed, Periodicos Capes, BVS, Scielo, Schoolar Google, Lilacs e livros. Na busca, foram usadas combinações das palavras-chave: adesivos dentários, dióxido de titânio, agentes antimicrobianos, e bioatividade, tanto na língua portuguesa quanto na inglesa. Foram, então, selecionados 73 artigos. Verificou-se que a dopagem do TiO2 tem se mostrado uma forma eficaz para sua ativação em presença de luz visível, evitando utilizar a radiação ultravioleta. O TiO2 pode melhorar propriedades físico-químicas dos adesivos dentários, e conferir atividade antibacteriana, reduzindo a necessidade de substituir restaurações devido à cárie secundária. Alguns poucos estudos demonstraram um potencial de bioatividade do TiO2, contudo essa propriedade tem sido pouco pesquisada. Assim, concluímos que a adição do TiO2 nos adesivos pode ser capaz de superar desafios clínicos, fornecendo potencial antibacteriano e bioativo. Porém, mais pesquisas são necessárias para reduzir o tempo de exposição do TiO2 à luz visível, encontrar seu percentual ideal nos adesivos e, avaliar por um tempo maior, se existe algum efeito citotóxico ao organismo humano.