RESUMOS APROVADOS

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RCR104 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 1

Estudo da influência genética no desenvolvimento da Hipomineralização Molar Incisivo: revisão de escopo
Teixeira TPS, Pereira PSA, Soviero VM
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) é definida como um defeito qualitativo do esmalte, que afeta pelo menos um dos quatro primeiros molares permanentes, podendo estar associada a incisivos também afetados. Sua etiologia permanece incerta, sendo considerada de caráter multifatorial. Entre esses fatores, estudos apontam potencial influência genética. Esta revisão de escopo tem como objetivo identificar e analisar as evidências disponíveis que correlacionam a influência genética na etiologia da HMI. Seguindo o protocolo JBI para revisões de escopo, em congruência com o PRISMA-SCR, a revisão tem registro na Plataforma Open Science Framework. A pesquisa foi realizada entre dezembro/2020 e março/2021 nas seguintes bases de dados: Pubmed, Scopus, BVS, Embase e Web of Science. A busca resultou em 498 estudos. Dois examinadores, de modo independente, avaliaram títulos/resumos quanto aos seguintes critérios de inclusão: estudos primários, com humanos ou animais sobre o tema, posteriores ao ano de 2001, sem limitação de idioma. Discordâncias foram solucionadas por um terceiro examinador. Foram selecionados estudos clínicos, short communications, além de relatos de casos e cartas ao editor.
Os estudos propõem uma forte associação entre variantes genéticas e a suscetibilidade para HMI, apontando alterações em genes e em componentes genéticos essenciais para a amelogênese. Assim, esta revisão reforça o conceito da etiologia multifatorial, indicando a importância dos eventos genéticos no desenvolvimento da HMI.
(Apoio: CAPES)
RCR105 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 1

Tendências mundiais em hipomineralização de molares decíduos, permanentes e incisivos: Uma revisão bibliométrica
Rosa TC, Pintor AVB, Magno MB, Marañón-Vásquez G, Ferreira DMTP, Maia LC, Neves AA
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Identificar as tendências mundiais em publicações científicas sobre hipomineralização molar incisivo (HMI) e hipomineralização de molar decíduo (HMD). A busca foi realizada em 7 bases de dados e os estudos publicados entre 2001 e outubro de 2020 foram incluídos. Extraiu-se dados sobre autores, ano e periódico de publicação e país de filiação do primeiro autor. Além disso, os estudos foram categorizados de acordo com o assunto, tipo de dentição, desenho do estudo, opções de tratamentos e possíveis fatores etiológicos, usando o software VantagePoint. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 503 artigos foram incluídos. Os principais autores foram Manton D (n= 47), de Souza JF (n= 22) e Ghanim A (n= 22), com colaboração entre países e autores. O "European Archives of Pediatric Dentistry" foi o periódico com mais publicações (13,3%) e um aumento significativo das publicações foi observado na última década. O Brasil foi o país mais prolífico (14,7%) e a maioria dos estudos foi realizada na dentição permanente (87,4%); com desenho observacional (57,2%). O assunto mais estudado foi a prevalência (20,7%) e o menos estudado foi a qualidade de vida (1,4%). A resina composta foi a opção de tratamento mais estudada (24,8%) e uma lacuna de conhecimento foi observada para selantes (3,2%) e exodontias (1,7%). Entre os possíveis fatores etiológicos, os fatores sistêmicos foram os mais estudados (71,1%), com crescimento linear de 2001 a 2020.
Esta revisão bibliométrica forneceu uma visão abrangente da pesquisa em HMI e HMD nos últimos 19 anos e poderá nortear estudos futuros.
(Apoio: CAPES  N° DS 001  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/202.612/2019  |  CNPq  N° 401058/2016-6 )
RCR109 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 1

Reposicionamento espontâneo em caso de luxação intrusiva grau III: Um relato de caso
Fernandes GLP, Emerenciano NG, Cunha RF, Gonçalves FMC, Danelon M
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A luxação intrusiva é um tipo de traumatismo dentário que consiste no deslocamento do dente no sentido do seu longo eixo em direção apical. Clinicamente, esse tipo de injúria traumática apresenta diferentes graus: grau I - intrusão parcial leve, com mais de 50% da coroa visível; grau II - Intrusão parcial moderada, com menos de 50% da coroa visível; grau III - intrusão severa ou total da coroa. De acordo com as diretrizes da Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) é indicado que em casos de luxações intrusivas seja realizado acompanhamento clínico objetivando aguardar o reposicionamento espontâneo da estrutura dentária. O objetivo do presente trabalho é relatar o caso clínico de um paciente do gênero masculino, de 2 anos e 3 meses que procurou atendimento na Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Araçatuba FOA-UNESP, após uma queda em sua residência, resultando em traumatismo alvéolo-dentário. Ao exame clínico observou-se ausência do elemento 51 e luxação intrusiva grau I no elemento 61. O exame radiográfico foi realizado afim de estabelecer o diagnóstico definitivo, o qual indicou a ocorrência de luxação intrusiva grau III no dente 51. O tratamento realizado foi o acompanhamento clínico. Após um ano observou-se o reposicionamento espontâneo dos dentes acometidos e ausência de sinais clínicos patológicos.
Conclui-se que o conhecimento acerca do diagnóstico e tratamento das luxações intrusivas são de extrema importância, afim de preservar as estruturas dentárias e evitar procedimentos prescindíveis no paciente infantil.
RCR110 - Painel Relatos de Casos e Revisões
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 1

Protocolos clínicos de pulpectomia em dente decíduo: uma revisão de escopo
Rêgo EF, Bedran NR, Sancas MC, Duarte ML, Pintor AVB, Neves AA, Fonseca-Gonçalves A, Primo LG
Odontopediatria - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se relatar o panorama acerca dos protocolos de pulpectomia para dentes decíduos publicados na literatura. Utilizando os termos ''pulpectomia'' ou ''canal radicular'' e ''criança'' ou ''pré-escola'' e sinônimos, buscaram-se estudos clínicos em humanos sobre pulpectomia nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cochrane e BVS, sem restrição de idioma/data. Foram elegíveis estudos com pelo menos um grupo submetido à protocolo de pulpectomia. Os dados: desenho do estudo, tipo de dente tratado, protocolos de instrumentação, irrigantes, pastas obturadoras e material restaurador coronário final, foram extraídos para análise descritiva através do programa Vantage pointTM. Recuperaram-se 4997 artigos, dos quais 98 foram incluídos após avaliação por 3 revisores independentes. Destes, 80 foram classificados como prospectivos e 18 como retrospectivos. A maioria dos estudos (n=86) incluiu apenas dentes posteriores, instrumentados manualmente (n=95), cujo irrigante mais utilizado foi o hipoclorito de sódio (n=65) seguido por solução salina (n=48) e outras soluções (n=17). As pastas obturadoras mais usadas foram à base de óxido de zinco e eugenol (n=47), mista (n=46) e à base de CaOH2 (n=14) e, como material restaurador final, coroas de aço (n=61).
Conclui-se que estudos sobre pulpectomia em dentes decíduos mostram grande variedade de protocolos, mas a maioria relata procedimentos tradicionais: instrumentação manual, irrigação com hipoclorito de sódio e obturação com pasta a base de óxido de zinco/eugenol.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - Faperj   N° E-26/210.352/2019   |  FAPs - Faperj  N° E-26/200.386/2020)