RESUMOS APROVADOS

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PO023 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 8

Perfil e fatores sociodemográficos associados à sífilis congênita na região noroeste do estado de São Paulo
Custódio LBM, Moimaz SAS, Saliba-Junior OA, Garbin AJI, Garbin CAS
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A sífilis é um problema de saúde pública com grande incidência no ciclo gravídico-puerperal. Objetivou-se analisar o perfil associado ao desenvolvimento dos casos de sífilis congênita em municípios da região noroeste paulista. Trata-se de um estudo observacional, epidemiológico, ecológico, realizado com dados coletados nas bases públicas do SINASC e SINAN no período entre 2010 e 2017. Os casos relatados foram descritos de acordo com as seguintes variáveis: escolaridade materna, tratamento do parceiro, momento do diagnóstico e realização de pré-natal. As taxas de transmissão vertical também foram analisadas. Testes de associação foram realizados ao nível de significância de 5%. No período, foram registrados 164 casos de sífilis congênita. Dentre as gestantes, 54,32% possuíam Ensino Fundamental Incompleto, 60,37% eram brancas e o diagnóstico ocorreu no pré-natal em 70,12% dos casos. Houve baixa adesão ao tratamento pelos parceiros das mães (29,88%) apesar da alta taxa de realização do pré-natal (86,59%) pelas gestantes. Na média, 44,09% dos casos incorreram em transmissão vertical materno-infantil. Foram encontradas associações entre a variável dependente (sífilis congênita) e escolaridade materna (p=0,00), raça (p=0,00) e tratamento do parceiro (p=0,00).
Conclui-se que a taxa de transmissão vertical foi alta e os casos de sífilis congênita foram associados a adesão dos parceiros ao tratamento, escolaridade materna e raça.
PO027 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 8

Efeito da pandemia no número de equipes de saúde bucal no Brasil
Menezes LXB, Silva RO, Lucena CDRX, Ishigame RTP, Cavalcanti YW, Celeste RK, Lucena EHG
Dcos - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar mudanças no número de equipes de saúde bucal (ESB) no Brasil entre os anos de 2019 e 2020. Trata-se de um estudo longitudinal com base nos dados da plataforma e-Gestor da Atenção Básica do Ministério da Saúde. A variável dependente foi a comparação das médias de ESB entre março-novembro de 2019 e de 2020, categorizada em redução, manutenção e ampliação. As variáveis independentes: taxa de mortalidade hospitalar no SUS por COVID-19 por 100 mil habitantes em 2020, taxa de ESB por 100 mil habitantes em 2019, porte populacional, IDH municipal desagregado (por renda, educação e longevidade) e índice de Gini. Os dados foram analisados por teste qui-quadrado de Pearson e regressão logística multinomial. Dos 5.134 municípios analisados, 11,1% reduziram o quantitativo e 15,1% ampliaram ESB. Mais de 88% dos municípios com menos de 10 mil habitantes e 27,1% daqueles com mais de 100 mil habitantes permaneceram estáveis com o número de ESB (p<0,01). No modelo ajustado, o índice Gini, a taxa de ESB em 2019, o porte populacional e o IDHM-Renda estiveram associados ao aumento e a redução de ESB. Os municípios com mais 100 mil habitantes apresentaram uma proporção 8 vezes maior de reduzir o número de ESB (RP=8,84; IC95%: 5,74-13,60) e 17 vezes maior para ampliar (RP=17,31; IC95%: 11,63-25,78).
A maioria dos municípios do país manteve o número de ESB entre os anos de 2019 e 2020. No entanto, maior variação foi associada aos municípios de maior porte populacional, com menor padrão de vida que garanta as necessidades básicas da população (IDHM-Renda), e com maior taxa de ESB por 100 mil habitantes.
PO029 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 8

Indicador de consultas odontológicas de gestantes no sus em âmbito municipal
Caetano BBR, Bavaresco CS, Oliveira DD, Moura FRR
UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Historicamente a saúde materno-infantil esta sistematizada com as políticas de saúde pública e recentemente começou a integrar o Programa Previne Brasil (PPB), que estabelece novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde. O objetivo do estudo foi analisar no município de Esteio/RS os indicadores de desempenho da proporção de gestantes com atendimento odontológico e de gestantes que realizam suas consultas de pré-natal como é preconizado no Sistema Único de Saúde nos anos de 2018-2019. Para a realização do estudo foram coletados dados do município e de cada Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF) de forma individualizada na plataforma SISAB (Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica), programando a apresentação dos resultados por quadrimestre no período analisado. Como resultados verificou-se aumento do percentual de gestantes que acessaram o serviço de saúde bucal do município, onde teve aumento para 9% no 3º quadrimestre de 2019 e de forma similar, houve aumento por UBS/ESF. Ainda, foi possível verificar aumento sistemático das consultas de pré-natal de forma geral.
Concluindo, o estudo sinalizou boas perspectivas de qualificação dos indicadores de consultas para gestantes no município. Contudo, ações devem continuar a serem realizadas para melhorar estes indicadores ainda mais, visto a importância da gestante consultar com o dentista e realizar seu pré-natal para monitoramento da saúde. Logo, o estudo pode servir de exemplo para que municípios cadenciem a política de saúde materno-infantil prevista no PPB.