RESUMOS APROVADOS

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PN1397 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 18

Influência de um primer polimérico catalisador sobre a eficácia estética, cinética de degradação e toxicidade de géis clareadores
Dias MF, Voss BM, Zuta UO, Leite MLAS, Ribeiro RAO, Hebling J, de-Souza-Costa CA
Prótese e Materiais Dentários - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliada a influência de um primer polimérico catalisador (PPC) contendo 10 mg/mL de óxido de manganês (MnO) sobre a eficácia clareadora, cinética de degradação e citotoxicidade trans-amelodentinária (CT) de géis clareadores com variadas concentrações de H2O2. Os seguintes grupos foram estabelecidos: G1: nenhum tratamento (controle negativo); G2: PPC; G3: 35%H2O2 (controle positivo); G4: 20%H2O2; G5: 10%H2O2; G6: PPC+35%H2O2; G7: PPC+20%H2O2; G8: PPC+10%H2O2. Após aplicar os géis por 45 min. sobre discos de esmalte/dentina manchados, recobertos ou não com PPC, a eficácia clareadora foi avaliada (sistema CIE L*a*b*). Para análise da CT, discos foram acoplados em câmaras pulpares artificiais. A viabilidade (V), estresse oxidativo (EOx) e morfologia (MEV) celular foram avaliados após células odontoblastóides MDPC-23 serem expostas aos extratos (meio de cultura + componentes dos géis difundidos pelo disco). A quantificação da difusão trans-amelodentinária de H2O2 e a produção de radical hidroxila (OH-) também foram determinadas (ANOVA/Tukey; p<0,05). Maior eficácia clareadora foi observada em G6 (p<0,05), porém não houve diferença estatística entre os grupos G3, G7 e G8 (p>0,05). Em G8, a menor difusão de H2O2 causou redução do EOx e o consequente aumento da V celular em comparação aos demais grupos (p<0,05).
Conclui-se que o recobrimento do esmalte com PPC contendo 10 mg/mL MnO antes da aplicação do gel clareador com 10% H2O2 mantém a eficácia estética do clareamento convencional de consultório (G3) e minimiza os efeitos tóxicos da terapia clareadora.
(Apoio: FAPESP  N° 2020/08882-6)
PN1398 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 18

Efeito da incorporação de um híbrido de óxido de grafeno e argilomaterial em resina experimental
Obeid AT, Nunes-Filho FG, Nascimento TRL, Velo MMAC, Castellano LRC, Brondino NCM, Fonseca MG, Mondelli RFL
Dentística, Endodontia e Materiais - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Embora o óxido de grafeno (GO) apresente excelentes propriedades químicas e biológicas, sua aplicação em materiais odontológicos é escassa, devido à coloração escura e propensão à aglomeração das partículas. Esse estudo reduziu o GO com a Montmorillonita (MMT), dos argilomateriais, através do tratamento com ultrassom e contato direto de suspensões aquosas, desenvolvendo um híbrido (GO-MMT) estável e com propriedades ópticas favoráveis. O híbrido foi incorporado em resina experimental (RE) (49,5% BisGMA; 49,5% TEGDMA; 0,2% canforoquinona e 0,8% 2- dimetacrilato) nas concentrações de 0,3% e 0,5% e a resistência flexural em três pontos avaliada (σ) por máquina Universal Instron (500 N a 0,5 mm/min). As análises de difração de raio-X, espectroscopia de infravermelho e espectroscopia Raman do híbrido GO-MTT demonstraram interações entre grupos OH do GO e silanóis da MTT. Para a avaliação da σ na RE, os espécimes (n=6) foram confeccionados (2 × 2 × 8 mm) e 7 grupos de estudo desenvolvidos: G1 (RE, controle); G2 (RE + 0,3% MMT); G3 (RE + 0,5% MMT); G4 (RE + 0,3% GO); G5 (RE + 0,5% GO); G6 (RE + 0,3% GO-MMT) e G7 (RE + 0,5% GO-MMT). Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). Os resultados da σ foram: G1: 69,8±1,98bc; G2: 65,7±4,36bc; G3: 77,5±1,93c; G4: 60,6±2,9b; G5: 47,0±2,0a; G6: 86,1±0,9d; G7: 100,1±3,53e, com resultados superiores para o híbrido (G6 e G7).
A redução do GO com MMT para formar o híbrido (GO-MMT) permite a expansão de sua aplicação em materiais odontológicos resinosos, demonstrando ser um composto estável, melhorando a propriedade mecânica da RE.
(Apoio: 19/06045-2  N° FAPESP)
PN1399 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 18

Efeito do pH no potencial biomodificador do extrato de semente da uva sobre colágeno dentinário
Mota ALM, Lemos MVS, Santiago SL, Mendes TAD, Lourenço GA
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi verificar a efetividade e a estabilidade da solução de extrato de semente da uva a 6,5%, com diferentes pHs, aplicadas sobre colágeno dentinário. Barras de dentina (0,5x1,7x6,0 mm) foram confeccionadas e desmineralizadas durante 5 horas em ácido fosfórico a 10% e distribuídas nos grupos: solução ácida (pH=4,42); neutra (pH=6,96); básica (pH=11,92) e água destilada como controle (pH=6,75). Realizou-se os testes de flexão de 3 pontos (n=10) e variação de massa (n=10), avaliados com máquina de ensaios universais e balança de precisão, respectivamente, antes e após biomodificação, 7 e 14 dias de armazenamento em solução remineralizante. Os dados foram submetidos a testes de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, seguido por ANOVA a dois critérios por medidas repetidas e pós-teste de Tukey (p<0,05). Espectroscopia infravermelho por transformada de Fourier (FT-IR) e espectroscopia Raman (FT-Raman) foram realizadas para análise qualitativa das ligações formadas. O grupo tratado com solução alcalina elevou o módulo de elasticidade (ME), apresentando queda após 7 dias e estabilização após 14. O grupo em solução ácida aumentou o ME após biomodificação, porém não se mostrou estável ao longo dos 14 dias. Sendo capaz também de elevar a massa após biomodificação e 14 dias de armazenamento. Os gráficos de FT-IR e FT-Raman demonstraram que todos as soluções apresentaram interação com o colágeno em algum nível.
Concluimos que o pH da solução influencia diretamente na ação do extrato da semente da uva, sendo encontrados resultados satisfatórios em soluções alcalinas.
(Apoio: CNPq  N° 425446/2018-2  |  CAPES)