RESUMOS APROVADOS

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PN1350 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 27

Influência da atividade de cárie do paciente no incremento de cárie coronária e radicular em adultos e idosos ao longo de 4 anos
Rup AG, Izquierdo CM, Haas AN, Jardim JJ, Alves LS, Maltz M
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo de coorte prospectivo acompanhou 414 indivíduos com idade ≥35 anos por 4 anos a fim de avaliar a influência da classificação da atividade de cárie do paciente no incremento de cárie coronária e radicular em adultos e idosos de Porto Alegre/RS. A coleta de dados incluiu questionário e exame clínico. A análise de dados foi realizada no nível do indivíduo (desfechos: incremento CPOS coronário e COS radicular) e no nível da superfície (desfecho: progressão, definida como a presença de cavidade, restauração ou extração no exame final). Os indivíduos foram classificados em relação à sua atividade de cárie basal (cárie-inativos ou cárie-ativos) e em relação à atividade de cárie nos dois momentos observacionais (sempre inativos ou ativos no baseline e/ou follow-up). No nível do indivíduo, não houve associação entre o perfil do paciente e o incremento de cárie, tanto coronária quanto radicular. No nível da superfície, o risco de progressão de cárie entre pacientes cárie-ativos foi 90% maior em superfícies coronárias restauradas (IRR ajustada = 1,9; IC 95% = 1,0-3,6) e superfícies radiculares não expostas (IRR ajustada = 1,9; IC 95% = 1,4-2,6) do que em pacientes cárie-inativos. Resultados semelhantes foram encontrados quando indivíduos que tiveram atividade de cárie em pelo menos um dos dois exames foram comparados aos sempre inativos.
A classificação da atividade de cárie do paciente teve associação com progressão de cárie coronária e radicular nas superfícies mais propensas ao desenvolvimento da doença, independente da forma de classificação utilizada.
(Apoio: CNPq)
PN1352 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 27

Correlação entre o binômio pais e filhos referente a auto percepção e autocuidado em saúde bucal
Vilarinho APA, Silva MG, Penha KJS, Diniz ACS, Rodrigues VP, Ribeiro CCC, Firoozmand LM
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os pais desempenham papel determinante no cuidado e estado geral de saúde dos seus filhos. O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de concordância entre pais e filhos sobre conhecimento/crenças, autopercepção e comportamento em saúde bucal na faixa etária de 8 a 13 anos. A partir de um questionário estruturado 135 alunos de escolas do ensino fundamental, e seus respectivos pais/responsáveis, responderam questões sobre conhecimentos/crenças/ mitos, autopercepção e comportamentos em saúde bucal. Os dados foram analisados por meio dos testes Qui-quadrado e Exato de Fisher (alfa=5%). Um modelo de regressão foi utilizado ajustado para variáveis preditoras demográficas e socioeconômicas. Houve equivalências na maioria das respostas quanto aos conhecimentos e comportamentos relacionados à saúde bucal (p>0.05), com nível de concordância variando entre moderado à elevado nas díade pais-filhos (0,60 a 0,95). Porém, crenças e autopercepção de saúde bucal não expressam concordância nas respostas das díade pais-filhos (p<0,001). No modelo de regressão multivariado a maior idade da criança foi o único preditor para a concordância sobre conhecimento de saúde bucal entre pais e filhos (Beta = 0,659; P= 0.011).
O nível de conhecimento e os comportamentos de saúde oral dos pais/responsáveis parecem influenciar diretamente nos comportamentos de higiene/prevenção dos filhos. Entretanto, as crenças e autopercepção em saúde bucal entre a díade pais-filhos parecem não apresentar uma forte correlação.
PN1353 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 27

Avaliação de ciclofosfato e fluoreto na remineralização da dentina e na inibição de metaloproteinases da matriz
Nunes GP, Danelon M, Pessan JP, Capalbo LC, Matos AA, Nunes-Junior NA, Buzalaf MAR, Delbem ACB
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou a capacidade de soluções contendo fluoreto (F) e / ou trimetafosfato de sódio (TMP) e F / TMP na inibição de MMP-2 e MMP-9 e na remineralização da dentina in vitro. Blocos de dentina radicular bovina (6 × 4 × 2 mm, n = 130) foram preparados e lesões semelhantes a cárie foram induzidas em 2/3 da superfície (cada bloco foi usado como seu próprio controle). Estes foram divididos aleatoriamente em 13 grupos / soluções (n = 10): Placebo; 0,3%, 1% e 3% de TMP hidrolisado em NaOH; 0,3%, 1% e 3% TMP; 250 ppm F; 500 ppm F; 1100 ppm F; 250 ppm F + 0,3% TMP; 500 ppm F + 1% TMP e 1100 ppm F + 3% TMP. 1/3 de cada espécime foi tratado (1 min, 2x/dia) com as respectivas soluções, e submetido a ciclagem de pH por 7 dias. Assim, foram determinadas a porcentagem de recuperação de dureza de superfície (%RDS) e a concentração mineral (gHAp × cm-3 × µm) por micro CT, e os dados submetidos a ANOVA e teste t de Student (p <0,05). Em %RDS, as soluções contendo F + TMP promoveram efeito remineralizador significativamente maior quando comparado aos demais grupos (p <0,001). O ganho mineral (gHAp × cm-3 × µm) na região mais profunda da lesão cariosa apresentou relação dose-resposta para F (p <0,001). A co-administração de F e TMP levou a maior ganho mineral em regiões mais profundas da lesão em comparação com contrapartes sem TMP (p <0,001). 1100 ppm de F + 3% de TMP inibiu completamente a atividade gelatinolítica (MMP-2; MMP-9).
O tratamento com 1100 ppm F + 3% TMP promoveu a maior capacidade de remineralização da dentina, principalmente nas regiões mais profundas da lesão, e de inibir as metaloproteinases da matriz dentinária.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2018/19505-9)
PN1349 - Painel Efetivo
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 27

Inibição da enzima epóxi hidrolase solúvel regula a cascata inflamatória, inibindo a quimiotaxia e ativação celular na dor orofacial
Abdalla HB, Teixeira JM, Silva CAT, Hammock BD, Napimoga MH, Clemente-Napimoga JT
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da inibição da enzima epóxi hidrolase solúvel (sEH) na regulação da inflamação como um processo dinâmico e resolutivo em modelo de dor orofacial. Para isto, ratos machos Wistar foram utilizados. O efeito analgésico do inibidor da sEH foi avaliado pelo teste de comportamento nociceptivo através da injeção de formalina 1,5% na articulação temporomandibular (ATM). Ao final da análise comportamental, amostras do tecido periarticular foram coletadas para ELISA, Western Blotting, e análise histológica. Nossos resultados demonstraram que a inibição da sEH induziu, de forma dose-dependente, efeito analgésico na ATM de ratos (P<0.05). Histologicamente, a inibição da sEH reduziu o influxo de células inflamatórias e impediu a degranulação de mastócitos (lâminas coradas com H&E e azul de toluidina, respectivamente) (P<0.05). Ainda, corroborando os dados histológicos, os níveis de LTB4, PGE2, CXCL1/CINC-1 estão reduzidos no grupo tratado com o inibidor da sEH (P<0.05), bem como os níveis de citocinas inflamatórias TNF-α, IL-1β, IL-6, IL-12 (P<0.05). Por fim, a expressão da iNOS e os níveis de MCP1/CCL2 estão reduzidos no grupo tratado com o inibidor da sEH, e por outro lado, a expressão de MRC1/CD206 e os níveis de IL-10 estão significativamente aumentos (P<0.05).
Em conclusão, a inibição da enzima sEH induz efeito analgésico na ATM em modelo de dor orofacial. Em acréscimo, a inibição da sEH regula os mediadores bioquímicos da cascata inflamatória, alterando o perfil da resposta inflamatória, conduzindo-a para sua resolução.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2019/04276-7)