Sucessivas aplicações de Terapia Fotodinâmica aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio em Biofilme de Candida albicans
Dias LM, Klein MI, Bellini A, Medeiros KS, Lacerda KT, Pavarina AC
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de aplicações sucessivas de Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) mediada por Photodithazine (PDZ) (25 mg/mL) associada a LED (18 j/cm2- 600 nm) na produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) de culturas planctônicas e biofilmes de Candida albicans (ATCC 90028). Biofilmes maduros (48h) e culturas planctônicas de C. albicans foram cultivados em meio de cultura Yeast Nitrogen Base (YNB) para serem ajustados em espectrofotômetro DO540 nm de 1,0 (107 UFC/mL). O protocolo de indução de resistência consistiu em 10 aplicações sucessivas dos tratamentos: aPDT (P+L+), somente PDZ (P+L-), somente luz LED (P-L+) e controle do experimento (P-L-). A Quantificação da produção de ERO foi realizada utilizando a sonda fluorescente Diacetato 2',7' -diclorofluoresceína-H2-DCF-DA na concentração final de 50 mM (n=12). O grupo H2O2 foi adicionado para análise comparativa da produção de ERO. As amostras foram analisadas no Fluorskan Ascent (excitação: 485 nm; emissão: 538 nm). O teste ANOVA-one way com correção de Welch foi aplicado, seguido do pós teste de Games-Howell para comparações múltiplas (p<0,05). Após a 3ª (cultura planctônica) e 7ª aplicação (biofilme), foi observado um aumento na produção de ERO de 683% e 740% do grupo P+L+, respectivamente, em comparação ao controle do experimento. O aumento de ERO após a última aplicação está relacionado ao acúmulo de metabólitos intracelulares. Aplicações sucessivas de aPDT mediada por PDZ promovem maior produção de ERO em Biofilme de C. albicans do que em suspensões planctônicas. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2018/148746-6)PN1320 - Painel Efetivo
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Atividades farmacológicas antimicrobiana e antioxidante de méis orgânicos da Mata Atlântica brasileira
Rosalen PL, Silva CF, Alencar SM, Sardi JCO, Romario-Silva D
Biociências - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se a atividade antimicrobiana de duas amostras de méis orgânicos da Mata Atlântica brasileira (MO1 e MO2) contra microrganismos causadores de infecções nosocomiais e a capacidade antioxidante. A atividade antimicrobiana foi avaliada por microdiluição em caldo (Concentração Inibitória Mínima - CIM e Concentração Fungicida/Bactericida Mínima - CFM/CBM) contra as cepas: P. aeruginosa ATCC 27853, S. aureus ATCC 25923 e S. aureus MRSA ATCC 33591, C. albicans MYA 2876, C. parapsilosis ATCC 22019, C. krusei ATCC 6258, C. glabrata ATCC 90030 e C. tropicalis ATCC 750. A atividade antioxidante e toxicidade foram avaliadas pela capacidade de sequestro do radical ROO. (peroxila) e modelo in vivo de Galleria mellonella, respectivamente. Análise estatística foi por ANOVA one-way e pós-teste de Tukey (α<0,05). As duas amostras de mel apresentaram atividade antimicrobiana contra todas as cepas testadas com faixa de concentração entre 6 a 8% contra as bactérias e 25 a 60% contra os fungos. Os extratos de MO1 e MO2 foram capazes de sequestrar de forma eficaz ROO· com valores de 6,57 ± 0,43 e 6,34 ± 1,16 μmol Trolox/g, respectivamente (p>0,05). No ensaio de toxicidade os extratos mostraram-se seguros nas doses testadas até 10 g/kg. Os méis orgânicos brasileiros de Mata Atlântica têm atividade antimicrobiana contra microrganismos que causam infecções hospitalares e atividade antioxidante promissoras. Estudos futuros são necessários para confirmar seu potencial funcional na terapia alternativa, assim como o mel de manuka da Nova Zelândia, único mel de grau médico. (Apoio: CNPq N° 306673/2019-3 | CNPq N° 141129/2017-4 | CAPES N° 88887476194/2020-00)