Reparo ósseo periimplantar em função da ozonioterapia em ratas com osteoporose experimentalmente induzida
Fonseca-Santos JM, Silva WPP, Souza MC, Silva MC, Delanora LA, Lima-Neto TJ, Ervolino E, Faverani LP
Cirurgia e Diagnóstico - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se analisar a ozonioterapia no reparo ósseo periimplantar em ratas ovariectomizadas. Assim, 16 ratas Wistar, com 6 meses de idade, foram submetidas à ovariectomia bilateral, aguardando-se 90 dias para a indução da osteoporose, após isso, foram submetidas à cirurgia de instalação de implantes em ambas as tíbias. Após o procedimento cirúrgico, as ratas foram divididas nos grupos OZ no qual foi realizada a aplicação intraperitoneal do ozônio na concentração de 0.7mg/kg, nos períodos: pós-operatório imediato, 2º, 4º, 6º, 8º, 10º, 12º dia pós-operatório, e SAL onde foi realizada a aplicação intraperitoneal de 1ml de solução salina, nos mesmos períodos. A eutanásia foi realizada aos 14 e 42 dias pós-operatórios (análise histológica e imunoistoquímica) e 60 dias pós-operatório (análise dos tecidos calcificados). A comparação entre os grupos OZ e SAL no Contato de Osso e Implante, no tempo de 14 dias apresentou diferença estatística (p= 0.001), demonstrando aceleração na neoformação óssea para OZ, a área de osso neoformado de OZ e SAL não apresentou diferença estatística aos 14 dias, porém demonstra uma tendência a maior neoformação para OZ (p=0.051). Na análise de fluorocromos e microtomografia não houve diferença estatística, porém, ao observar a baixa imunomarcação de osteocalcina, em ambos os tempos do grupo OZ, sugere-se o adiantamento do reparo periimplantar, comparado ao grupo SAL, corroborando com o resultado histológico. Conclui-se que o ozônio apresentou a capacidade de otimizar o reparo peri-implantar em ratas ovariectomizadas. (Apoio: CAPES)PN1308 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Avaliação biomecânica de maxilas atróficas reabilitadas com prótese total fixa sobre 4 implantes: análise através dos elementos finitos
Gottardo CRC, Rodrigues AFA, Gertz LC, Hernández PAG, Ozkomur A
Doutorado - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo comparou o comportamento biomecânico através da análise dos elementos finitos, de maxilas edêntulas, reabilitadas por próteses fixas implanto suportadas, no conceito "All on four" e "Four on pillars". Foram confeccionados 2 modelos virtuais tridimensionais de maxila edêntula que possibilitaram a simulação da reabilitação de acordo com os conceitos "All-on-Four" e "Four on Pillars", para análise através do método de elementos finitos. . Os implantes foram considerados 100% osseointegrados. A ação de mastigação foi realizada através de forças axiais aplicadas (150N) na configuração na região da extremidade do cantiléver, e molares. A análise das tensões foram realizadas através dos métodos dos elementos finitos. O critério de tensão de "Von Mises" foi utilizado para avaliar a distribuição de tensões em todas as estruturas. As maiores tensões apresentadas foram no conceito "All-on-four" quando comparado diretamente com o "Four-on-pillars" em 100% das estruturas. No pior cenário biomecânico do "All-on-four", no tecido ósseo, a tensão de von Mises apresentou 95,9MPa, já no "Four on pillars" a mesma força aplicada teve a distribuição da tensão 12, 4MPa. O cantiléver é um fator predominante para o aumento da tensão no tecido ósseo, componentes e infraestrutura. O conceito "Four on pillars" apresentou-se biomecanicamente melhor do que o "All-on-four" mostrando ser uma técnica promissora devido aos implantes estarem dispostos num amplo polígono que distribui as forças mastigatórias entre os implantes e estruturas ósseas crânio-faciais.