Determinação do tamanho e localização do defeito crítico na reparação óssea em calvária de ratos
Lima SC, Gonzaga RKM, Vajgel BCF, Fernandes AV, Cimões R
Prótese e Cirurgia Buco-facial - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O trabalho teve como objetivo comparar diferentes tamanhos de defeitos ósseos em calvária de ratos Wistar, para identificar e padronizar qual o menor tamanho e localização de um defeito para ser crítico. Com aprovação do comitê de ética CEUA-UFPE: 23076.051218/2012-96, 104 ratos (3-4 meses) foram divididos para realização de defeitos com: 4mm (G1), 5mm (G2), 6mm (G3 e G4) e 9 mm (G5), localizados central (G1, G2, G3 e G4) ou lateral (G4 e G5) à sutura sagital. Após períodos de observação de 30 ou 120 dias, os animais foram sacrificados. A neoformação óssea espontânea dos defeitos foi avaliada através das técnicas de maceração, microtomografia computadorizada (MicroCT) e histológica/histomorfométrica. A análise histológica encontrou neoformação óssea em formato de ilhas e trabéculas, e tecido conjuntivo fibroso denso e frouxo. As médias de porcentagem de fechamento dos defeitos variaram muito entre os grupos e dentro do mesmo grupo, porém nenhum defeito fechou completamente. Os diferentes tamanhos, localização anatômica e períodos de avaliação não foram estatisticamente significantes entre si. Maceração e histomorfometria apresentaram diferença estatística nos grupos 5 e 9 mm (30d) (p=0,010 e p=0,011), já o microCT e histomorfometria apresentaram diferença estatística para 6 mm lateral e central (30d) (p=0,002 e p=0,001) e entre os grupos de 4, 6 lateral, 6 central e 9 mm (120d) Concluímos que defeitos de 4, 5, 6 e 9 mm em calvária de ratos podem ser considerados críticos por não apresentar fechamento completo. A localização do defeito, não influenciou no reparo ósseo. (Apoio: CAPES)PN1284 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Efeito do risedronato sobre a biomecânica do tecido ósseo peri-implantar de ratas com deficiência de estrógeno e síndrome metabólica
Moura J, Ervolino-Silva AC, Pitol-Palin L, De-Souza-batista FR, Gomes-Ferreira PHS, Botacin PR, Okamoto R
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo tem como objetivo caracterizar a biomecânica do tecido ósseo de ratas ovariectomizadas com síndrome metabólica tratadas com risedronato, fármaco anti-reabortivo. 48 ratas foram divididas em seis grupos experimentais: SHAM: cirurgia fictícia, SHAM SM: cirurgia fictícia com síndrome metabólica, OVX:cirurgia de ovariectomia, sem tratamento medicamentoso, OVX SM: ovariectomia com síndrome metabólica, OVX/RIS: ovariectomia associada ao tratamento com risedronato e OVX SM RIS: cirurgia de ovariectomia com síndrome metabólica associada ao tratamento com risedronato. Passados 30 dias da indução à osteoporose, as ratas passaram pelo tratamento medicamentoso com risedronato (0,35 mg/kg/dia, semanalmente). Após 30 dias, os animais receberam um implante na metáfise tibial. A eutanásia ocorreu 28 dias após a cirurgia de instalação de implante. Realizada a eutanásia dos animais, foi removido o fêmur direito e as tíbias contendo os implantes ósseointegráveis, submetidos às análises de biomecânica e de compressão do fêmur. Os dados quantitativos foram submetidos à curva de normalidade para a definição de um teste paramétrico ou não paramétrico, considerando o nível de significância de 5%. Para o teste biomecânico o grupo OVX SM RIS, obteve valor superior aos demais grupos com diferença estatística entre eles. No ensaio biomecânico do fêmur, não houve diferença estatística significante, embora tenha sido observado maior valor para SHAM SM e OVX SM RIS. O risedronato melhora a biomecânica óssea em quadros de síndrome metabólica e deficiência de estrógeno. (Apoio: FAPs - Juliana de Moura N° 2019/26380-0)PN1286 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Proservação de Implantes Zigomáticos: Estudo em Humanos
Lima RSP, Roman-Torres CVG, Pimentel AC, Sendyk WR
Odontologia - UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A maxila atrófica possui características que podem trazer dificuldades para a reabilitação com implantes osseointegrados, devido a presença de acidentes anatômicos, como também a pouca quantidade de altura e/ou espessura óssea. Uma das opções para reabilitacão é a colocação de implantes zigomáticos, na região posterior da maxila, para fixar uma prótese total. Apesar desta técnica ser utilizada desde a década de 90, existem poucos dados sobre a preservação destes implantes na literatura. Este foi um estudo de preservação de implantes zigomáticos, instalados entre 2006 e 2012, em 13 pacientes (avaliados 25 implantes zigomáticos), por meio de um questionário, exame clínico e radiográfico. Observamos que 28% dos implantes zigomáticos foram perdidos e os pacientes com implantes em função mastigam apropriadamente, sem dor e nem gosto ruim na boca. Após a avaliação clínica dos implantes foi visualizada placa, os níveis de inflamação gengival foram leves, profundidade de sondagem com sucos rasos e moderados, não sendo observada recessão gengival ou exposição de roscas dos implantes zigomáticos que estão em função. Na avaliação radiografia nenhum tipo de anormalidade foi encontrada. Foi visualizada placa, os níveis de inflamação gengival foram leves, a profundidade de sondagem apresentou sucos rasos e moderados, não houve recessão gengival ou exposição de roscas dos implantes em função. Foram perdidos 28% dos implantes. Os problemas observados foram: sinusite e perda do implante. Na avaliação radiografia panorâmica nenhum tipo de anormalidade foi encontrada.PN1280 - Painel Efetivo
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Protocolo progressivo de produção de matrizes sólidas-PRF (Fibrina Rica em Plaquetas) em tubos de plástico sem aditivos: análise mecânica
Limirio PHJO, Saboia-Dantas CJ, Costa MDMA, Linhares CRB, Silva MAFS, Oliveira HAAB, Dechichi P
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Protocolos de PRF, buscando favorecer o reparo tecidual, têm sido propostos variando força de centrifugação relativa (RCF - Relative Centrifugation Force) e tempo de centrifugação. Alteração de RCF e/ou tempo de centrifugação tem repercussão na porosidade, celularidade e resistência das membranas-PRF. Estudos têm mostrado que o material do tubo de coleta (vidro ou plástico) também interfere nas características da membrana gerada. O presente estudo avaliou a resistência mecânica de membranas-PRF produzidas a partir de concentrados fluidos, obtidos em tubos de plástico, sem aditivos. Participaram do estudo 5 indivíduos, que foram submetidos a 3 venopunções, em momentos diferentes (estudo em triplicata e pareado). Em cada venopunção, foram coletados cerca de 45ml em 9 tubos de plástico, sem aditivos, separados em três grupos, de acordo com o protocolo de centrifugação: 700g/12min (L-PRF), 350g/14min (GM350) e RCF progressiva de 60g a 700g/15min total (GMPRO). O PRF fluido, dos tubos de mesmo protocolo, foi aspirado e dispensado em formas padrão de PLA (ácido polilático). Os coágulos produzidos foram removidos das formas e prensados em PRF-box. As membranas obtidas foram submetidas a teste de tração, para avaliação da força máxima de rompimento. Na análise mecânica, foi observado que as membranas do grupo GMPRO apresentaram maior força de rompimento à tração, quando comparadas às dos grupos L-PRF (p=0,010) e GM350 (p=0,005). Conclui-se que, o protocolo progressivo, produzido em tubos de plástico sem aditivos, forma membranas-PRF com maior resistência à tração. (Apoio: CAPES)