Iniquidades sociodemográficas em concepções e comportamentos relacionados à COVID-19 de responsáveis de pacientes odontopediátricos
Barbosa MCF, Barcelos NS, Lima LCM, Neves ETB, Portella PD, Assunção LRS, Granville-Garcia AF, Ferreira FM
Saúde da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo multicêntrico objetivou investigar a associação de aspectos socioeconômicos e demográficos com concepções e comportamentos relacionados à COVID-19. 325 responsáveis por pacientes odontopediátricos dos estados de MG, PB e PR responderam a um questionário online através da ferramenta SurveyMonkey, contendo 6 perguntas sobre concepções relacionadas à COVID-19 com respostas em escala Likert de 3 pontos e 6 sobre a frequência de realização de alguns comportamentos relacionados à doença. A fonte usada para se informar sobre a doença, assim como dados socioeconômicos e demográficos também foram coletados. As associações foram testadas através dos testes Qui-quadrado e Mann-Whitney (p≤5%). A porcentagem de responsáveis que continuou frequentando cabeleireiro e praticando atividade física durante a pandemia foi significantemente maior para o sexo masculino e a maior renda. Os mais jovens continuaram a frequentar bares/restaurantes e reuniões de amigos. Quanto às concepções, os solteiros discordaram mais sobre o uso da máscara em locais públicos e os mais jovens em procurar ajuda médica nos casos de tosse/febre. A renda mais elevada foi associada a maior compreensão de que o cuidado individual afeta o coletivo e da importância de higienizar as mãos frequentemente. A busca por informações sobre COVID-19 em sites oficiais foi associada a maior escolaridade e renda. Conclui-se que concepções e comportamentos relacionados à COVID-19 de responsáveis por pacientes odontopediátricos sofrem influência de aspectos socioeconômicos e demográficos. (Apoio: CAPES)