Avaliação Em Modelos Digitais Do Arco Mandibular Em Pacientes Classe II Tratados Ortodonticamente
Fonseca PC, Barbo BN, Meller CR, Menezes LM, Lima EMS
Odontologia - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os objetivos deste estudo foram analisar a forma das arcadas dentárias em pacientes tratados ortodonticamente, comparar medidas angulares e lineares obtidas em modelos digitais e compará-las entre indivíduos com faces hipodivergentes e hiperdivergentes. A amostra consistiu em 20 pacientes, incluindo 11 com padrão de crescimento mandibular horizontal e 9 casos com padrão vertical. Os modelos de gesso obtidos em T0 e T1 referentes aos pacientes selecionados foram digitalizados (3D) em um escâner intraoral e convertidos em arquivo .stl. Pontos de referência foram selecionados nas estruturas dentárias a fim de se obter medidas lineares e angulares para determinar a forma e a dimensão da arcada dentária. O Teste t pareado foi utilizado para a comparação entre os grupos nos tempos T0 e T1. As medidas angulares dos caninos e molares inferiores apresentaram maior diferença entre T0 e T1, tanto nos casos de crescimento horizontal quanto nos de crescimento vertical. Houve diferença significativa entre a distância intercaninos, que aumentou ao final do tratamento. A relação das medidas angulares e lineares entre o padrão de crescimento não apresentaram diferença estatisticamente significativa (P > 0,05). Conclui-se, assim, que há uma tendência do ortodontista expandir a distância intercaninos inferior durante o tratamento ortodôntico. Por isso, a individualização da forma dos arcos é importante na manutenção de sua forma e na estabilidade do tratamento. (Apoio: CAPES N° 001)PN1190 - Painel Efetivo
Área:
4 - Odontopediatria
Estudo retrospectivo de lesões bucais biopsiadas em bebês
Rezende KMPC, Gallo CB, Pareja GN, Pedro ACC, Gallottini M, Bönecker M
Odontologia - UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Dados epidemiológicos acerca da distribuição das doenças orais e maxilofaciais presentes na primeira infância são escassos na literatura. Esse estudo analisou a frequência de lesões biopsiadas nessa região em crianças de 0 aos 3 anos de idade e enviadas para análise histopatológica em um laboratório de patologia oral de referência no Brasil, entre 2000 e 2018. Realizamos um estudo retrospectivo, transversal e descritivo no acervo de biópsias processadas no Laboratório de Patologia Cirúrgica da Disciplina de Patologia Oral e Maxilofacial da Universidade de São Paulo (FOUSP). Os dados de diagnóstico histopatológico, localização da lesão, sexo e idade foram coletados. Do total de 93.950 registros, 250 casos (0.23%) pertenciam a bebês de até 3 anos de idade, sendo 48% do sexo feminino e 52% do sexo masculino. As alterações bucais mais registradas foram: mucocele (13,6%); papiloma (4,4%), fibroma de células gigantes (2,4%), granuloma piogênico (2%) e hemangioma (1,2%). Quanto à distribuição da localização anatômica, o lábio foi o sítio mais prevalente seguido da gengiva e língua. Todas as lesões observadas foram de natureza benigna, e não houve diferença em relação à distribuição destas entre os sexos. Esses resultados geram informação sobre as lesões mais frequentemente diagnosticadas na primeira infância, o que facilita o processo de diagnóstico e consequentemente, de tratamento.