Avaliação das alterações do posicionamento dos pré-molares inferiores após tratamento ortodôntico: acompanhamento de 5 anos
Silva DKC, Pereira ALP, Freitas KMS, Gurgel JA, Cotrin P, Santos CMPM, Campelo RC, Pinzan-Vercelino CRM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar o posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores entre pacientes que permaneceram com a contenção fixa inferior e os que removeram a mesma durante a fase de crescimento tardio. A amostra foi constituída pelos modelos de estudo iniciais (T1), finais (T2) e de 5 anos de acompanhamento (T3) de 53 indivíduos com má oclusão de Classe I tratados ortodonticamente sem extrações dentárias que finalizaram o tratamento ortodôntico durante a adolescência. A amostra foi dividida em dois grupos: G1 - com uso da contenção fixa inferior em T3 (n=29) e G2 - sem contenção em T3 (n=24). Foram avaliados o posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores, o índice PAR, o índice de irregularidade de Little, o comprimento do arco e as distâncias intercaninos, interpremolares e intermolares. As alterações no posicionamento dos primeiros pré-molares foram similares entre os grupos. Houve diferença estatisticamente significante entre T2 e T3 para os índices PAR e de irregularidade de Little, verificando-se a ocorrência de maiores alterações para o grupo 2. As distâncias interprimeiros pré-molares e intermolares e o comprimento do arco também apresentaram alterações entre T2 e T3, observando-se uma diminuição estatisticamente significante destas medidas para o grupo 2. Apesar de ocorrerem maiores alterações gerais para o grupo 2, não houve diferença estatisticamente significante no posicionamento dos primeiros pré-molares inferiores entre os pacientes que permaneceram ou não com a contenção fixa inferior na fase de crescimento tardio.PN1166 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Comparação da ansiedade odontológica entre pré-escolares tratados com o Diamino Fluoreto de Prata e submetidos ao TRA
Rodrigues GF, Vollú AL, Costa TC, Barja-Fidalgo F, Fonseca-Gonçalves A
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Comparou-se a ansiedade de pré-escolares antes e após o tratamento com diamino fluoreto de Prata (DFP) e o tratamento restaurador atraumático (TRA); e investigou-se a influência do comportamento, sexo, idade, ceod, experiência odontológica prévia e histórico de dor de dente na ansiedade odontológica (AO). Crianças (n=93;3,91±0,78 anos) com lesão de cárie em dentina em molares decíduos foram alocadas nos grupos TRA (n=47) e DFP (n=46). Para avaliação da AO utilizou-se uma Escala de Imagens Faciais, sendo as possíveis respostas: não ansiosas, indiferentes e ansiosas. Com a Escala Comportamental de Frankl avaliou-se o comportamento: colaborador (++/+) ou não colaborador (--/-). Aplicaram-se os testes X2 e Fisher para associação entre AO e comportamento. Com um modelo de regressão logística investigou-se a influência das variáveis independentes na mudança da ansiedade (positiva, negativa ou nenhuma mudança). Da amostra (ceod=6,32±3,63), 54,8% eram meninos e a maioria já havia passado por consulta odontológica (62,4%) e sentido dor de dente (61,3%). Não houve diferença entre a AO antes do tratamento com DFP e TRA e o comportamento (p>0,05). Ao comparar a ansiedade antes e depois, não foi observada diferença (p>0,05) e, em geral, nenhuma mudança foi encontrada (p=0,583), considerando ambos os grupos. O sexo, ceod, idade, experiência odontológica e histórico de dor não tiveram influência na mudança da AO (p>0,05). Não houve diferença entre os grupos DFP e TRA na ansiedade antes e após os tratamentos e as variáveis estudadas não influenciaram a mudança na ansiedade. (Apoio: CAPES N° DS 001 | E-26/202.766/2019 N° FAPERJ)PN1167 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Alfabetismo em Saúde Bucal de pais/responsáveis, percepção de saúde bucal e fatores socioeconômicos: um estudo representativo
Martins LP, Bittencourt JM, Pordeus IA, Bendo CB, Paiva SM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a associação entre alfabetismo em saúde bucal (ASB) dos pais com percepção de saúde bucal e fatores socioeconômicos. Foi realizado um estudo transversal de base populacional com 449 pares de pais/responsáveis e pré-escolares (4-6 anos), de Ribeirão das Neves, Brasil. Os pais responderam a versão brasileira do questionário Hong Kong Oral Health Literacy Assessment Task for Paediatric Dentistry (BOHLAT-P) para mensurar ASB, um questionário socioeconômico e questões sobre percepção da saúde bucal. Os dados foram analisados através de Regressão Logística Binária Multivariada (p<0,05). Em relação aos dados de percepção, 49,1% relataram que o bem-estar geral de seus filhos é afetado pelas condições bucais e 42,0% perceberam a sua própria saúde bucal como 'ruim'. A análise bivariada demonstrou uma associação entre baixo ASB com autopercepção dos pais quanto a sua saúde bucal (p=0,016), percepção dos pais quanto a influência da condição bucal no bem estar geral do filho (p=0,004), renda familiar (p<0,001) e escolaridade materna (p<0,001). O modelo multivariado demonstrou que pais que relataram uma influência da condição bucal no bem estar geral de seus filhos apresentaram mais chances de terem baixo ASB comparado aos pais que não relataram influência da condição bucal no bem estar geral de seus filhos (OR= 1,64; 95% IC: 1,09-2,47). Conclui-se que o nível de ASB dos pais é influenciado diretamente pela percepção dos pais quanto as repercussões das condições de saúde bucal no bem-estar dos filhos bem como na avaliação da sua própria saúde bucal. (Apoio: CAPES | CNPq | FAPEMIG)PN1169 - Painel Efetivo
Área:
4 - Odontopediatria
Caracterização e avaliação de pastas endodônticas de hidroxiapatita e hidroxiapatita carbonatada adsorvidas com amoxicilina
Pintor AVB, Anjos SA, Lima VHS, Primo LG, Souza IPR, Mavroupolos E, Rossi AM
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Caracterizar e avaliar a resposta biológica in vitro em osteoblastos humanos (SaOs-2) de pastas compostas por hidroxiapatita (HA) e hidroxiapatita carbonatada (CHA), adsorvidas com amoxicilina (AA) adicionados de sulfato de bário (Ba). Pós de HA e de CHA sintetizados foram adsorvidos por 1 hora com solução de amoxicilina 1mg/mL em PBS (HA/AA e CHA/AA, controles em PBS). As pastas foram preparadas com os pós adsorvidos em solução de alginato contendo sulfato de bário (HA/AA/Ba e CHA/AA/Ba). As espectroscopias de FTIR e UV-Vis foram utilizadas para caracterizar as amostras antes e após a adsorção. A liberação de AA em PBS foi avaliada por sete dias. A viabilidade celular das amostras (extratos) foi avaliada por MTT (n=5) e a morfologia celular foi avaliada por microscopia de fluorescência (n = 2), em dois experimentos independentes. Os espectros de FTIR confirmaram as estruturas HA e CHA. A eficiência de adsorção da AA foi de 36,07% e 36,51% para HA e CHA respectivamente e a taxa de liberação de AA diminuiu ao longo do tempo. O ensaio de MTT revelou boa viabilidade celular quando comparada ao controle negativo (p> 0,05). A morfologia celular não apresentou alterações ultraestruturais visíveis onde foi observado o espraiamento das células, sem evidências de núcleos tipo picnóticos. A caracterização físico-química identificou hidroxiapatita e hidroxiapatita carbonatada nas pastas investigadas que apresentaram citocompatibilidade para osteoblastos humanos, e liberação de agente antibacteriano por até sete dias. (Apoio: FAPs - FAPERJ N° E-26/203.017/2017 | FAPs - FAPERJ N° E-26/202-399/2017)