Avaliação de associação entre dentes supranumerários e polimorfismos genéticos
Cunha AS, Soares ARL, Antunes LAA, Antunes LS, Baratto-Filho F, Costa MC, Miguel JAM, Kuchler EC
Odontologia - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se avaliar a associação entre dentes supranumerários e variações genéticas em BMP4 (codifica a Proteína Morfogenética Óssea-4) e TGFB3 (codifica Fator de Crescimento Transformante b3). Foram selecionados 303 pacientes com idade variando entre 5-57 anos (146 sexo feminino; 157 sexo masculino) atendidos em clinicas particulares e em Universidades do Estado do Rio de Janeiro, sendo 37 portadores de um ou mais dentes supranumerários isolado e 266 pacientes controle. O diagnóstico foi realizado através dos exames clínicos e radiográficos. Amostras de DNA extraídas de saliva foram utilizadas para genotipagem das variações genéticas rs17563 (BMP4) e rs2268626 (TGFB3) por PCR em tempo real. Na análise estatística foram utilizados os testes X2 e exato de Fisher (p<0,05). Dentre os 37 pacientes portadores de dentes supranumerários 17 eram do sexo feminino e 20 do sexo masculino, sendo a maioria caucasianos (n=26). Não houve diferença na distribuição do gênero e da etnia entre os grupos (p=0,771 e p=0,171, respectivamente). O arco mais acometido foi o maxilar. A região mais afetada foi a região de mesiodente (n=9), seguida pela região de incisivo superior (n=4). Polimorfismos genéticos em BMP4 (rs17563) foram associados com dentes supranumerários (p=0.044), no modelo dominante, carregar o genótipo GG estava envolvido com uma chance aumentada de apresentar dente supranumerário (OR=2,46; IC 95%=1,11-5,38). Não houve associação entre TGFB3 (rs2268626) e dentes supranumerário (p=0,131). Houve associação entre o gene BMP4 e dentes supranumerários em humanos. (Apoio: CAPES)PN1151 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Estudo clínico randomizado comparando a movimentação dos incisivos e as alterações nos tecidos moles entre a retração em massa e duas etapas
Bernardino RMP, Schneider PP, Monini AC, Jacob HB, Borsato KT, Kim KB, Gandini Júnior LG
Ciências Odontológicas - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo clínico randomizado foi comparar os efeitos do tratamento na retração dos incisivos e nas alterações do tecido mole após o fechamento dos espaços da extração com a retração em massa (RE) e retração em duas etapas (TSR). Foram selecionados 48 pacientes biprotrusos cujos os tratamentos foram realizados com extração de quatro primeiros pré-molares. Os pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: ER (n = 24) ou TSR (n = 24). O principal desfecho deste estudo foi comparar a movimentação dos incisivos durante a retração e as alterações dos tecidos moles entre ER e TSR. Secundariamente, as diferenças entre o início e o fim do tratamento intragrupo foram avaliadas. Radiografias cefalométricas laterais foram obtidas no antes do tratamento (T1) e pós-tratamento (T2). A distribuição normal dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e testes t pareados foram usados para comparar as diferenças entre T2-T1 intragrupo e intergrupo. Os resultados mostraram não haver diferença significativa entre a quantidade de retração dos incisivos e as alterações do tecido mole entre os grupos RM e RDE. No entanto, diferenças significativas foram observadas do início ao fim do tratamento intragrupo no overjet, inclinação e retração dos incisivos, bem como na espessura e retração dos lábios. A quantidade de retração dos incisivos e alterações nos tecidos moles são similares entre a RM e RDE. As mudanças entre o início e o final do tratamento foram favoráveis para ambos os métodos de retração. (Apoio: FAPESP N° 2015/100990)PN1155 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Impacto da pandemia de Covid-19 na qualidade do sono e no bruxismo do sono em crianças de 8 a 10 anos
Leal TR, Lima LCM, Silva SE, Araújo LJS, Sousa MLC, Ferreira FM, Serra-Negra JMC, Granville-Garcia AF
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Verificar o impacto da pandemia de COVID-19 na qualidade do sono e no possível bruxismo do sono (BS) em crianças de 8 a 10 anos. Foi um estudo longitudinal prospectivo realizado em dois momentos antes da pandemia por COVID-19, de forma presencial (T1), e durante este evento, de forma online (T2). A amostra foi composta por 105 crianças selecionadas por conveniência. Os pais/cuidadores responderam um questionário sociodemográfico, sobre uso de dispositivos eletrônicos e relato do bruxismo do sono pelas crianças, além do instrumento Sleep Disturbance Scale for Children, tanto no T1 quanto no T2. Realizou-se o Teste de Wilcoxon para comparar o BS e os distúrbios do sono nos dois tempos, além da regressão de Poisson para verificar o Risco Relativo(RR) e o Intervalo de Confiança (IC) entre as variáveis (α≤0,05). Observou-se um aumento significativo do BS (p<0,01) e distúrbios do sono (p<0,01) quando comparados os dois momentos (T1 e T2). A incidência do BS foi de 29,5%. Crianças cujos pais tinham menor nível de escolaridade (RR: 8,61;IC:3,14-23,95, p<0,01), com acesso a dispositivos eletrônicos próprios (RR: 1,69; IC:1,04-3,05,p=0,04) e com distúrbios do sono (RR: 2,14; IC:1,96-4,60, p<0,01) demonstraram maior risco de ter BS durante a pandemia. Conclui-se que houve uma maior incidência de bruxismo e distúrbios do sono durante a pandemia. Os fatores que influenciaram a incidência do BS durante o período pandêmico foram a menor escolaridade, o maior acesso a dispositivos eletrônicos próprios e sofrer distúrbio do sono.