Efeitos dentoesqueléticos da expansão rápida da maxila com expansor Diferencial, Hyrax e Haas: estudo clínico prospectivo
Bistaffa AGI, Belomo-Yamaguchi L, Oltramari PVP, Almeida MR, Conti ACCF, Berger SB, Almeida-Pedrin RR, Fernandes TMF
Ortodontia - UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos dentoesqueléticos da expansão rápida da maxila (ERM) com expansor maxilar Diferencial (EMD), Hyrax e Haas. Foram utilizados modelos digitais de 61 pacientes, com idades entre 7-11 anos, antes da ERM (T1) e 6 meses após a fase ativa, quando os aparelhos foram removidos (T2). Os grupos foram formados de acordo com o expansor utilizado, sendo EMD composto por 18 pacientes (idade média: 9,46 anos), o grupo Hyrax por 22 pacientes (idade média: 9,62 anos) e o grupo Haas por 21 pacientes (idade média: 9,29 anos). As seguintes medidas foram realizadas nos modelos maxilares e mandibulares: distância intercaninos, inter primeiros molares permanentes, perímetro e comprimento dos arcos, e profundidade palatina. Utilizou-se o software OrthoAnalyzer 3D para realizar as mensurações. As comparações entre as mudanças (T2-T1) foram realizadas utilizando ANOVA seguido de Tukey. Na distância intercaninos superiores, o EMD proporcionou um aumento maior do que o grupo Haas. Na distância inter molares permanentes superiores, o EMD proporcionou maior aumento que os grupos Haas e Hyrax. Na distância intercaninos inferiores e comprimento do arco superior, o Haas promoveu maior aumento do que o EMD. O EMD promoveu maiores mudanças na distância inter primeiros molares permanentes superiores do que os expansores Hyrax e Haas e maior aumento da distância intercaninos superiores do que o Haas com o protocolo de ativação adotado. (Apoio: CAPES)PN1147 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Uso da fotobiomodulação com laser na clínica de ortodontia e ortopedia funcional dos maxilares: uma revisão integrativa
Farias LG, Souza AON, Ferreira ACD, Batista ALA, Fernandes-Neto JA, Sousa JA, Simões TMS, Catão MHCV
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os tratamentos ortodônticos nos últimos anos demandaram alternativas que pudessem deixá-los mais curtos e menos dolorosos. Estudos avaliaram que os lasers podem ser empregados nesta especialidade de forma satisfatória, como o laser de baixa potência que pode acelerar o tratamento ortodôntico, possuindo efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e na resposta radicular. O objetivo da presente revisão integrativa foi revisar o uso da fotobiomodulação com laser dentro da especialidade da ortodontia e ortopedia facial. Como estratégia de busca, fez-se pesquisa bibliográfica nas bases de dados eletrônicas: PubMed, Lilacs e Web of Science, e selecionou-se estudos realizados em humanos e em laboratório in vivo com ratos, entre os anos 2010 e 2021. Uma combinação das seguintes palavras-chaves foi utilizada: laser, in vivo, humanos e laboratório. Vinte e sete estudos foram selecionados, destes, treze foram eliminados como duplicatas e quatorze foram incluídos a fim de análise qualitativa. Em 64% dos artigos estudados, a terapia com o laser obteve resultados positivos, atuando de forma satisfatória aos objetivos propostos nos estudos, e os outros 36% não encontraram resultados satisfatórios. Após a análise dos estudos, pode-se concluir que a fotobiomodulação com laser de baixa intensidade são realmente eficazes, podendo ser utilizada como procedimento coadjuvante concomitante ao tratamento ortodôntico. Entretanto, há necessidade de mais conhecimento e estudos para que a terapia seja realmente incorporada ao dia a dia prático do clínico ortodontista.PN1148 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Experiência de atendimentos de traumatismos dentários durante a pandemia da COVID-19: relato de cirurgiões-dentistas da Zona da Mata, MG
Fernandes RB, Soares LP, Fiche GE, Villela MD, Procopio SW, Scalioni FAR, Campos MJS, Machado FC
Doutorado Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a experiência de atendimentos relacionados a traumatismos dentários (TD) durante a pandemia da COVID-19, relatada por cirurgiões-dentistas (CD) da região da Zona da Mata - MG. Foi aplicado um questionário on-line, abordando informações pessoais e atendimentos odontológicos antes e durante o isolamento social. Foi realizada uma análise descritiva. A amostra foi composta por 213 CD, que atuam em serviços privados (n=182), serviços públicos (n=60) e/ou na área acadêmica (n=33). Dentre os CD, 39% possui menos de 5 anos de formados e 72,7% possui algum curso de pós-graduação. Aproximadamente a metade dos CD (56,3%) relatou que não notou diferença no número de casos de TD atendidos durante a pandemia e 33,8% percebeu um aumento. Cerca de 58% dos participantes foram procurados para atender ou dar orientações a pacientes que sofreram TD neste período, sendo que a maioria dos atendimentos foi realizada presencialmente. A maior parte dos CD (79,9%) atendeu de 1 a 5 pacientes entre março/2020 e abril/2021, sendo que os atendimentos foram principalmente em adultos (n=62) e crianças na primeira infância (n=54). Os principais tipos de injúrias atendidas foram fratura coronária (n=104) e lesão em tecido mole (n=49). Somente 31% dos CD buscaram algum conhecimento sobre TD durante a pandemia e as principais fontes foram livros/artigos (n=46) e redes sociais (n=34). Conclui-se que os CD presenciaram ocorrências frequentes de TD no cenário de isolamento social, ressaltando a importância da profissão durante o período da pandemia da COVID-19.