Análise clínica e morfológica de granulomas periapicais, cistos radiculares e cistos residuais: um estudo observacional
Lima CPM, Brito LNS, Souza DN, Godoy GP, Cavalcante RB, Nonaka CFW, Alves PM
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se aspectos morfológicos de granulomas periapicais (GPs), cistos radiculares (CRs) e cistos radiculares residuais (CRRs), comparando-os com achados clínicos. A amostra foi constituída por 60 casos (GPs=20, CRs=20 e CRRs=20). Dados clínicos (idade, gênero e localização da lesão) foram obtidos de fichas clínicas. Para a análise morfológica, considerou-se o padrão de revestimento epitelial (atrófico/hiperplásico) nos CRs e CRRs e o grau de intensidade do infiltrado inflamatório (I, II e III) em todas as lesões. Para a análise estatística, utilizou o teste exato de Fischer (p<0,05). No grupo dos GPs a média de idade (em anos) dos pacientes foi de 43,3±17,46 (16-76), sem diferença entre o gênero dos pacientes, maior parte localizados em mandíbula (n=14/70%) e grau III (n=15/75%) do infiltrado. Os CRs exibiram média de idade de 35,8±17,92 (6-75), mulheres sendo mais acometidas (n=14/70%), localizados em mandíbula (n=06/55%), padrão de epitélio hiperplásico em sua maioria (n=11/55%) e grau III (n=10/50%) de infiltrado. Os CRRs mostraram média de idade de 48,58±13,53 (22-75), mulheres mais acometidas (12/60%), localizados em maxila (n=13/65%), padrão de epitélio atrófico (13/65%) e grau I (n=8/40%) de infiltrado. Houve associação significativa do tipo de lesão com a intensidade do infiltrado (p=0,022). Sugere-se que nos GPs o infiltrado inflamatório crônico, comparado aos CRs e CRRs, encontra-se em maior intensidade.PN1107 - Painel Aspirante
Área:
7 - Imaginologia
Prevalência do posicionamento do terceiro molar inferior por meio da radiografia panorâmica
Souza-Junior EF, Passos MS, Lopes MN, Melo DP, França KP, Bento PM
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a prevalência dos posicionamentos dos terceiros molares inferiores em radiografias panorâmicas conforme as classificações de Pell e Gregory e de Winter em uma amostra proveniente de um serviço particular localizado no interior do nordeste brasileiro. Realizou-se uma análise de 500 radiografias panorâmicas e os seus respectivos laudos. Como resultado obtivemos a presença de 668 terceiros molares inferiores que apresentaram os seguintes posicionamentos conforme a classificação de Pell e Gregory: I 385 (57,6%); II 273 (40,9%); III 10 (1,5%); A 463 (69,3%); B 91 (13,6%); C 114 (17,1%); referente a classificação de Winter, foram encontrados os seguintes posicionamentos: vertical 328 (49,0%); mésio-angular 291 (43,4%); disto-angular 7 (1,0%); horizontal mesial 42 (6,3%) e horizontal vestibular/lingual 2 (0,3%). Pelo teste Qui-quadrado de Aderência verificou-se que os posicionamentos dentários no presente estudo não seguem a distribuição dos encontrados em outros estudos, na mesma região, no que se refere ao posicionamento do elemento no ramo mandibular (p<0,001), no plano oclusal (p<0,001) e na angulação dentária (p<0,001). Sendo possível concluir que a prevalência do posicionamento do terceiro molar inferior pode variar de maneira estatisticamente significante, numa mesma região. (Apoio: CAPES N° 88887.506148/2020-00)PN1109 - Painel Aspirante
Área:
7 - Imaginologia
Protocolo clínico de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico para o serviço público e efetividade da videoconferência na capacitação
Marinho MFP, Cabral MG, Visconti MA
Patologia e Diagnóstico Oral - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Para capacitar dentistas (CDs) da Prefeitura do Rio de Janeiro sobre a indicação da TCFC (Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico), evitando-se a irradiação desnecessária de pacientes e custos elevados para o sistema público, foi elaborado um Protocolo Clínico sobre TCFC e realizado um ensaio clínico controlado para avaliar a eficácia da intervenção educacional por videoconferência, com questionários estruturados aplicados antes e depois do curso de capacitação - grupo controle (aula presencial) e grupo experimental (aula por videoconferência). A amostra foi de 133 CDs no pré-teste e 129 no pós-teste. Foram utilizados o teste de qui-quadrado, o modelo de regressão logística binária e post-hoc de Bonferroni. O nível de significância foi de 0,05. As análises foram realizadas no SPSS v.25. Compararam-se as respostas "não sei" e corretas, antes e depois do curso, por especialidades. O resultado mostrou redução significativa de respostas "não sei" (p<0,001) e aumento das corretas de 10% (p<0,001). Não houve mudança significativa entre os resultados do curso presencial e à distância no pós-teste, indicando a eficácia da aula por videoconferência, assim como a premente necessidade de aquisição de conhecimentos de TCFC. O Guia SEDENTEXCT é válido, mas novas evidências foram encontradas na literatura após a sua publicação e adicionadas a este Protocolo atualizado. No pre-teste, os CDs mostraram grau insuficiente de conhecimentos sobre TCFC e os princípios básicos de radioproteção. A capacitação por videoconferência foi eficaz e comparável ao método presencial.