Irradiação intravascular do sangue com laser, fotobiomodulação e terapia fotodinâmica no manejo da mucosite oral em pacientes oncológicos
Silva RMC, Silva LA, Pinheiro SL
Ccv - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A terapia de fotobiomodulação (PBM-T) e terapia fotodinâmica (PDT) são utilizadas para a prevenção e o tratamento da mucosite oral (MO) e não existem trabalhos associando a irradiação intravascular do sangue com laser (ILIB) para esse propósito. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi avaliar a aplicação clínica da ILIB, PDT e PBM-T na MO em pacientes oncológicos. Trinta e seis pacientes foram divididos por conveniência em 3 grupos de acordo com a terapia estabelecida: PDT + PBM-T (PP, n=10); PDT + PBM-T + ILIB (PPI, n=10) e ILIB (I, n=16). A PDT foi realizada com o fotossensibilizante curcumina e irradiação da cavidade oral com LED azul (1200 mW de potência e comprimento de onda de 468 nm, durante 5 min). A PBM-T foi realizada utilizando o laser de baixa intensidade (100 mW de potência, comprimento de onda de 660 nm, em modo contínuo e 1 J de energia) em 26 pontos da cavidade oral, semanalmente por 5 semanas. A ILIB foi executada com uma pulseira na artéria radial utilizando o laser de baixa intensidade (100 mW de potência, comprimento de onda de 660 nm e 30 J de energia total, durante 5 min), semanalmente, em 5 sessões. Os resultados dos graus da MO foram analisados pelo teste de Wilcoxon e houve redução significante dos graus de MO após tratamento com PP (p=0.0117), PPI (p=0.0277) e I (p=0.0277). Dentro das limitações desse estudo, concluiu-se que a ILIB, PBM-T e PDT reduziram a severidade da MO e preveniram seu aparecimento nos pacientes sem MO.PN1097 - Painel Aspirante
Área:
7 - Patologia Oral
Imunomarcação de receptores Mu e Kappa opioides influenciou o prognóstico do Carcinoma de Células Escamosas da orofaringe
Chabot-Díaz L, Dantas TS, Silva PGB, Saldanha MPS, Mota MRL, Alves APNN, Sousa FB
Laboratório de Patologia Oral - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os receptores opioides participam de processos que influenciam o desenvolvimento tumoral, como angiogênese, apoptose, migração e proliferação celular. O objetivo deste estudo observacional transversal foi caracterizar a imunoexpressão dos receptores opioides µ (RMO) e κ (KMO) em Carcinoma de Células Escamosas da Orofaringe (COCE), correlacionando com fatores prognósticos. Foram selecionados 50 pacientes submetidos a ressecção tumoral, excluindo pacientes com terapia neoadjuvante e casos com informação insuficiente. Consideraram-se dados sociodemográficos, clínico patológicos, sobrevida global e imunomarcação com anti-µ, anti- κ, usando blocos de TMA que representaram o tumor primário (TP); epitélio escamoso de margem de ressecção cirúrgica (MRC); e metástase linfonodal (ML). Para a análise estatística adoptou-se uma confiança de 95% (SPSS ®). Nenhuma amostra mostrou positividade membranar para o RMO, mas todas as amostras mostraram positividade desde receptor em citoplasma ou núcleo. Para o RKO, as MRC apresentaram positividade membranar e os demais tecidos positividade citoplasmática e nuclear. A imunoexpressão para RMO e RKO foi significantemente superior nos tumores primários e ML p16+ e p16- em comparação às MRC. Em análise multivariada a expressão do RMO em núcleo foi diretamente associada a menor risco de morte e do RKO em núcleo com maior risco de morte. Encontramos expressão de RMO e RKO aumentada nos tecidos tumorais, além, a expressão nuclear de RMO e RKO influenciou a sobrevida global, pudendo ser um fator prognóstico no COCE.PN1102 - Painel Aspirante
Área:
7 - Imaginologia
Maturação óssea em portadores de anemia falciforme utilizando telerradiografia lateral
Borella NR, Soares CBRB, Moraes BC, Lima NS, Perez DEC, Ramos-Perez FMM, Pontual AA, Pontual MLA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo teve o intuito de avaliar a maturação óssea em pacientes com anemia falciforme (AF) por meio da telerradiografia lateral. Foram selecionados grupos de pacientes com idade entre 7 e 18 anos sem alteração sistêmica e de AF, os quais foram submetidos aos exames radiográficos digitais telerradiografia lateral e de mão e punho para planejamento de tratamento ortodôntico. A avaliação da idade óssea carpal foi realizada pelo método de Greulich & Pyle (1959). Nas telerradiografias laterais, foram analisadas as vértebras C3 e C4 segundo método de Caldas et al. 2010. Foram utilizados o teste de Wilcoxon para comparação da distribuição das idades e o de Mann-Whitney para avaliar as idades ósseas entre os grupos. Não houve diferença entre as idades óssea cervical e carpal (p = 0,856), enquanto que essas foram diferentes da idade cronológica (p≤0,05). Na detecção do surto de crescimento circumpuberal, as idades cronológica e óssea cervical apresentaram alta sensibilidade (0.85-1), com maior especificidade para idade cronológica (0.56-1). A idade óssea cervical dos pacientes de AF foi semelhante a do grupo controle, exceto nas idades de 8 e 11 anos do sexo feminino (p≤0.05). A fórmula desenvolvida por Caldas et al. (2010) para a determinação da idade óssea cervical é aplicável em pacientes de AF. As idades cronológica e óssea cervical apresentam boa sensibilidade para predição do surto de crescimento circumpuberal, porém a idade cronológica é melhor na predição da ausência. Há um atraso da maturação óssea dos pacientes portadores de AF do sexo feminino nas idades de 8 e 11 anos.