Avaliação da interferência do exame imaginológico no planejamento de inserção de mini-implantes
Souto LAP, Rodrigues LG, Rodrigues ES, Mordente CM, Santos RPM, Aranha-Neto IS, Zenóbio EG, Manzi FR
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os mini-implantes são ferramentas utilizadas para proporcionar ancoragem absoluta e temporária para a movimentação dentária. Apesar de seu uso proporcionar diversos benefícios, eles apresentam alguns riscos que não devem ser negligenciados. Por esta razão, é importante fazer um bom planejamento para evitar intercorrências e aumentar o índice de sucesso da terapia. O presente estudo foi realizado com o intuito de comparar o planejamento da inserção de mini-implantes realizado com o uso de radiografia periapical e o planejamento com a tomografia computadorizada de feixe cônico associada à radiografia. Foram utilizadas 5 radiografias e 5 tomografias da região de pré-molares e molares superiores. Elas foram analisadas por 10 cirurgiões dentistas especialistas em Ortodontia, com vasta experiência no uso de mini-implantes. A comparação dos diâmetros e comprimentos escolhidos foi feita utilizando o teste T de Student e a avaliação dos pontos de inserção escolhidos foi analisada pelo teste Wilcoxon, com nível de significância de 5%. Em relação ao ponto de inserção, mais de 20% dos planos de tratamento foram alterados quando se utilizou a tomografia associada à radiografia para o planejamento. Os resultados demonstraram que a associação da tomografia computadorizada com a radiografia periapical frequentemente leva o profissional a alterar o ponto de inserção para a instalação dos mini-implantes. Pode-se concluir que a tomografia computadorizada é fundamental para o planejamento deste dispositivo, para que não ocorra injuria em estruturas adjacente.PN1080 - Painel Aspirante
Área:
7 - Estomatologia
Avaliação clínica e sialométrica de pacientes com síndrome da ardência bucal: estudo de série de casos
Pereira VM, Silva IMV, Donaduzzi LC, Souza PHC, Tornavoi GZ, Couto SAB
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi realizar uma avaliação clínica e sialométrica de pacientes com Síndrome da Ardência Bucal (SAB). Seis pacientes, de ambos dos sexos, acima de 40 anos foram avaliados. Na anamnese analisou-se os sintomas bucais e a história médica. No exame físico intrabucal investigou-se a presença de lesões inflamatórias em tecidos moles. A sialometria, estimulada e não estimulada, foi obtida na primeira consulta, com 7 e 14 dias, cujos valores foram classificados conforme os graus; reduzido, severamente reduzido e ausente. Os resultados foram analisados por meio de estatística descritiva. Observou-se que além do sintoma de ardência bucal relatado pelos 6 pacientes, 5 (83,3%) também se queixaram de xerostomia. Nenhum paciente apresentou lesões inflamatórias em tecidos moles. Dos 6 pacientes, 3 (50%) tinham diagnóstico de diabetes mellitus, 4 (66,6%) eram hipertensos e 3 (50%) tinham diagnóstico de depressão. O resultado da sialometria não estimulada nas três coletas mostrou que 2 (33,3%) pacientes apresentaram valores dentro da normalidade, 1 (16,6%) reduzido, 2 (33,3%) severamente reduzido e 1 (16,6%) ausente. O resultado da sialometria estimulada nas três coletas mostrou que 2 (33,3%) pacientes apresentaram os valores dentro da normalidade, 3 (50%) severamente reduzido e 1 (16,6%) ausente. Os resultados sugerem que sintomas de ardência bucal e xerostomia, confirmados pela presença de hipossalivação na maioria dos casos atendidos, estiveram associados com a presença de diabetes mellitus, hipertensão e depressão em pacientes com SAB.