Monitoramento da resistência antimicrobiana de E. faecalis no insucesso endodôntico
Fagundes PIDG, Francisco PA, Lima AR, Soares AJ, Marciano MA, Almeida JFA, Ferraz CCR, Gomes BPFA
Endodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O monitoramento da suscetibilidade antimicrobiana é importante para a prescrição de medicamentos com precisão no insucesso endodôntico. Este estudo teve como objetivo observar a suscetibilidade antimicrobiana de E. faecalis de canais com infecção secundária/persistente. Cepas de E. faecalis foram recuperadas de 20 casos e confirmadas por sequenciamento do gene 16S rRNA. Esses isolados tiveram sua suscetibilidade antimicrobiana testada por meio do sistema E-test, contra diversos antibióticos. As leituras dos pontos da concentração inibitória mínima (MIC) foram feitas no ponto de intersecção entre o halo de inibição e a fita do E-test. A suscetibilidade ou resistência foi determinada de acordo com os guias de interpretação. Foram obtidas 37 cepas de E. faecalis. Todos os isolados foram 100% suscetíveis à amoxicilina, amoxicilina + clavulanato, moxifloxacina e vancomicina. Taxas mais altas 75-84% de eficácia antimicrobiana também foram encontradas para ciprofloxacina, cloranfenicol e doxiciclina. Azitromicina 45,9% e eritromicina 56,8% apresentaram taxas intermediárias de suscetibilidade, enquanto 21,6%, 24,3% e 24,3% das cepas de E. faecalis expressaram resistência à doxiciclina, rifampicina e tetraciclina, respectivamente. Concluindo,as cepas de E. faecalis foram suscetíveis à amoxicilina, amoxicilina + clavulanato, moxifloxacina e vancomicina. Além disso, observou-se que 1mg/ml de amoxicilina ou amoxicilina + clavulanato, 0,75mg/ml de moxifloxacina e 3mg/ml de vancomicina seriam suficientes para inibir pelo menos 90% dos isolados. (Apoio: FAPESP N° 2015/23479-5 | CNPq N° 303852/2019-4 | CAPES N° 001)PN1058 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação das propriedades físico-químicas de um cimento reparador de silicato de cálcio experimental com tamanho de partícula reduzido
Aguiar BA, Frota LMA, Vitoriano MM, Chaves AV, Fechine PBA, Vivan RR, Duarte MAH, Vasconcelos BC
Pós-graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi avaliar as propriedades físico-químicas de um cimento de silicato de cálcio experimental (C3S) com tamanho de partícula reduzido. Para este estudo o C3S foi sintetizado pela via estado solido e calcinado a 1400ºC. Em seguida macerado em almofariz e uma parte levada ao moinho planetário de bolas de zircônio por 24h, determinando assim dois grupos C3S não moído e C3S moído. Os testes físico-químico deu-se pela avaliação do tempo de presa utilizando moldes de anéis metálicos de aço inoxidável com 10 mm de diâmetro interno e 2,0 mm de altura (n = 5); já radiopacidade utilizou anéis metálicos medindo 10,0 mm de diâmetro interno e 1,0 mm de altura (n = 3), ambos de acordo com a norma ISO 6876/2012. A capacidade de liberação de hidroxila foi avaliada por meio de pHmetro nos períodos de 03, 24, 72 e 168 horas. A caracterização da distribuição do tamanho de partícula foi avaliada por meio de microscopia eletrônica de varredura. Os resultados foram determinados em função dos valores de mediana. Apresentando diferença estatística no tempo de presa inicial C3S moído (56min) e C3S não moído (40min) (P < 0,05). Radiopacidade C3S moído (5,37) e C3S não moído (4,56) (P < 0,05). pH não apresentou diferença nos períodos entre os grupos experimentais (P > 0,05). Sendo o C3S moído com maiores valores absolutos. Na análise de granulometria o C3S moído apresentou uma redução de 40,75% do tamanho de partícula frete ao C3S não moído. Concluiu-se, nas condições deste estudo, que o C3S moído apresenta propriedades físico-químicas melhoradas e tamanho de partícula nanométrica.PN1062 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação da ação antimicrobiana de uma formulação à base de bis(peroximonossulfato)bis(sulfato) de pentapotássio para uso na Endodontia
Reis CB, Rached-Junior FJA, Silva BLRP, Moraes MA, Silva-Sousa YTC, Pitondo-Silva A, Miranda CES
UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O bis(peroximonossulfato)bis(sulfato) de pentapotássio é o princípio ativo de um produto recentemente lançado como potente desinfetante hospitalar. O objetivo, neste estudo, foi avaliar a potencial utilização dessa formulação como irrigante durante o tratamento endodôntico, tendo o hipoclorito de sódio (NaOCl) 2,5% como padrão. Para tanto, foram determinadas a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM) dessas soluções contra as seguintes cepas bacterianas: Enterococcus faecalis NCTC 775, Staphylococcus aureus ATCC 25923, Klebisiella variicola hipermucóide e Klebisiella pneumoniae pandrug-resistant (PDR). Considerando-se a sequência supracitada das bactérias, os valores de CIM e CBM do bis(peroximonossulfato)bis(sulfato) de pentapotássio foram, respectivamente, 0,06; 0,06; 0,13; 0,13% e 0,5; 0,13; 0,5; 0,25%, enquanto que, para o NaOCl, o valor de CIM foi de 0,039% e de CBM, 1,25%, para todas as bactérias, exceto para S. aureus, cuja CBM foi de 0,039%. Conclui-se que o bis(peroximonossulfato)bis(sulfato) de pentapotássio foi capaz de eliminar as células bacterianas de todas as espécies com concentrações inferiores às do NaOCl, exceto para S. aureus, comprovando sua efetividade como agente antimicrobiano.