Influência do tabagismo no perfil inflamatório da periodontite apical em ratos Wistar
Silva ACR, Vasques AMV, Bueno CRE, Cury MTS, Custódio VZ, Biguetti CC, Matsumoto MA, Dezan-Junior E
Odontologia Preventiva e - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Neste trabalho, avaliou-se a influência do tabagismo no desenvolvimento da lesão periapical (PA) em ratos. Foram utilizados 32 ratos machos Wistar divididos em 4 grupos (n=8): AP (ratos com PA induzida); S (ratos expostos à fumaça do cigarro); SAP (ratos com PA induzida expostos à fumaça do cigarro); C (ratos sem PA e sem exposição ao cigarro). Para inalação da fumaça do cigarro, os animais permaneceram em câmara de tabagismo por 8 min, 3x/dia por 20 dias antes da indução da PA. Em seguida, os animais tiveram as polpas coronárias expostas ao meio oral por 30 dias para a indução da lesão e continuaram inalando fumaça até completarem 50 dias. Após eutanásia, maxilas foram removidas para avaliar o perfil inflamatório por coloração em hematoxilina e eosina (HE), picrosirius red (PSR) e imunoistoquímica para marcação macrofágica CD206 (M2) e iNOS (M1). Dados não paramétricos foram analisados Kruskal-Wallis e Mann-Whitney post-hoc Dunn (P<.05). No HE, houve diferenças entre os grupos SAP e AP (escore 4) com os grupos C e S (escore 1). No PSR, não houve diferenças entre os grupos avaliados C e S (P>.05). Na análise quantitativa de macrófagos, embora o grupo SAP e AP não apresentaram diferenças entre si (P<.05), o grupo AP mostrou maior marcação de CD206, seguido de SAP, com diferença para os grupos C e S (P<.05). Não houve diferença entre C e S. Na detecção iNOS, SAP mostrou elevada marcação (P<.05), seguido de AP. Não foi observada marcação entre C e S. Portanto, os animais expostos a fumaça do cigarro associado à PA apresentaram maior marcação macrofágica M1 e reduzida marcação M2. (Apoio: CNPq N° 131423/2020-7)PN1045 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação do tratamento endodôntico em dentes com periodontite apical em pacientes com diabetes mellitus tipo 2: proservação após 12 meses
Ribeiro APF, Bernardo JE, Loureiro C, Andrade JG, Rodrigues GWL, Jacinto RC
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Diversos trabalhos sugerem a existência de associação entre periodontite apical (PA) e condições sistêmicas. O objetivo deste estudo clínico prospectivo foi avaliar clínica e radiograficamente o sucesso do tratamento endodôntico em dentes com PA de pacientes diabéticos tipo 2, após 12 meses do tratamento endodôntico. Foram incluídos 40 dentes com PA e infecção endodôntica primária. Os pacientes foram divididos em 2 grupos: diabético tipo 2 (HbA1c > 6,5%) e controle (HbA1c < 6,5%). O exame clínico e radiográfico foi realizado após 12 meses do tratamento, avaliando a alteração na densidade óssea apical e a presença de sintomas clínicos. As radiografias imediatas de pós-operatório e acompanhamento foram examinadas por 2 observadores independentes e cegos, através do índice PAI. Os dados foram submetidos ao teste Chi-quadrado ou exato de Fisher (α = 0,05). No grupo diabético, 60% dos dentes foram considerados sucesso (PAI ≤ 2), 15% em reparo (↓ PAI), 5% permaneceram inalterados (= PAI), 20% foram considerados insucesso ( PAI). Já, no grupo controle, em 85% dos dentes houve sucesso e 5% apresentaram melhora, 10% foram considerados insucesso ( PAI). Houve diminuição dos sinais e sintomas associados à PA em ambos os grupos, antes e 12 meses após a obturação. Conclui-se que o tratamento endodôntico é efetivo no sucesso clínico e radiográfico das infecções endodônticas tanto em pacientes sistemicamente saudáveis quanto em pacientes diabéticos. Além disso um período de avaliação maior que 12 meses pode ser necessário para que se obtenha o reparo completo das lesões endodônticas. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2018/18741-0 | FAPs - Fapesp N° 2019/24596-6 | FAPs - Fapesp N° 2018 20887-3)PN1046 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação antimicrobiana de um gel com oxigênio ativo e solução com peróxido de hidrogênio sobre Enterococcus faecalis e Candida albicans
Ramos MC, Moreira SA, Silva LS, Mendes YC, Lemes RML, Viola NV
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O tratamento endodôntico visa eliminar ou reduzir os microrganismos que infectaram o Sistema de Canais Radiculares, para alcançar esse objetivo métodos complementares ao preparo químico- mecânico se fazem necessários. Com esse fim, pesquisas mostram a propriedade antimicrobiana desempenhada pelo oxigênio ativo. O objetivo deste estudo foi avaliar a ação antimicrobiana de uma Solução Oral contendo peróxido de hidrogênio e de um Gel Oral composto por oxigênio ativo (ambos BLUE®M Florés Natural Cosmetics Kampen BV, Canada) sob Enterococus faecalis e Candida albicans. O trabalho utilizou duas cepas de Enterococus faecalis e uma de Candida albicans, ambas ATCC. As amostras foram divididas em dois grupos experimentais: Grupo 1 - Solução Oral; Grupo 2 - Gel Oral. Para isso se utilizou o método de difusão em ágar e inóculo em orifício para verificar o poder de inibição dos produtos, pois sua coloração impede a leitura por concentração inibitória mínima. Foi realizada leitura com 24 e 48 horas. O experimento foi realizado em duplicata. A aferição do diâmetro do halo de inibição foi realizada com halômetro, por dois leitores diferentes. Os resultados mostraram que o Gel Oral foi mais efetivo em Candida albicans do que em Enterococcus faecalis. A solução Oral teve maior capacidade de difusão em ágar do que o Gel Oral, apresentando inibição maior, e as cepas de Enterococcus faecalis apresentaram maiores médias de halo de inibição do que as de Candida albicans. Dessa forma, é possível concluir que os microrganismos em questão apresentam sensibilidade aos produtos estudados. (Apoio: CNPq N° 009/2019)