Avaliação biológica in vivo e in vitro dos cimentos endodônticos Sealer 26, Sealer Plus e Dia ProSeal
Cury MTS, Bueno CRE, Vasques AMV, Benetti F, Silva ACR, Cosme-Silva L, Queiroz IOA, Dezan-Junior E
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar a resposta biológica in vivo e in vitro, propriedades como antibacteriana e citotoxicidade dos cimentos endodônticos resinosos contendo hidróxido de cálcio (Sealer 26, Sealer Plus e Dia ProSeal). Foram utilizados 40 ratos Wistar. Tubos de polietileno foram implantados com três cimentos e um tubo vazio como controle. Após 7 e 30 dias, os animais foram eutanasiados e foi realizada coloração em hematoxilina-eosina para análise de inflamação e Von Kossa e luz polarizada para biomineralização. A atividade antimicrobiana foi avaliada utilizando os três cimentos e clorexidina como controle, contra uma cepa padrão de Enterococcus faecalis. Para a citotoxicidade, células pulpares indiferenciadas (OD-21). As culturas foram expostas à diluição de extratos seriados e sem extrato como controle (6, 24, 48 h). Os dados de citotoxicidade in vitro foram analisados por ANOVA de duas vias seguida pela correção de Bonferroni. O teste de Kruskal-Wallis seguido do teste de Dunn foi realizado para os dados não paramétricos (p <0,05). Foi observada redução no crescimento celular, exceto para a diluição de DiaProseal ⅛, às 24h e 48h, e a diluição Sealer Plus que aumentou o crescimento celular às 48h quando comparado ao grupo Controle. Aos 30 dias, a quantidade de fibras colágeno maduras no grupo Sealer 26 aumentou, comparado aos 7 dias. Todos os grupos apresentaram cápsula fibrosa fina em 30 dias. O maior diâmetro de inibição foi o Sealer 26 às 24 e 48h. Todos os cimentos apresentaram atividade antimicrobiana e biocompatibilidade, sendo que o Sealer 26 induziu maior biomineralização.PN1007 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Efeito da medicação intracanal no conteúdo infeccioso e inflamatório de dentes com polpa vital e doença periodontal associada
Louzada LM, Arruda-Vasconcelos R, Moreira NR, Lemos BIN, Silva EGA, Casarin RCV, Marciano MA, Gomes BPFA
Odontologia Restauradora - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo investigou os efeitos da medicação intracanal (MIC) no perfil microbiano, níveis de endotoxinas (LPS), ácido lipoteicóico (LTA), citocinas e metaloproteinases de matriz em canais radiculares (CR) e bolsas periodontais (BP) de dentes com polpa vital e doença periodontal associada, que não responderam à terapia periodontal. Parâmetros clínicos também foram analisados. Dez dentes que estavam sob terapia periodontal, por no mínimo 6 meses, foram incluídos. Amostras iniciais e após MIC por 30 dias das BP e CR foram coletadas com cones de papel estéreis/apirogênicos. A microbiota foi caracterizada através Checkerboard DNA-DNA hybridization (CB). A quantificação de LPS foi realizada através de LAL Pyrogent 5000 e os níveis de LTA, IL-1 α, IL-1 β, TNF-α, PGE2, MMP-2, MMP-3, MMP-8, MMP-9 e MMP-13 através de ELISA. Os dados foram analisados estatisticamente com nível de significância de 5%. Pelo CB foi detectada maior carga microbiana nas BP comparadas aos CR. A redução de LPS foi de 73,38% (BP) e 90% (CR) após MIC. Houve redução de LTA de 28,45% (BP) e 47,93 % (CR) após MIC. Houve uma redução significativa nos níveis de MMPs, IL-1 β e TNF-α nas BP após MIC. Nos CR não houve redução significativa dos níveis de MMP-13, PGE2 e de IL-1β no entanto, os níveis das demais MMPs e citocinas foram reduzidos significativamente. Após proservação de 1 ano a mobilidade dentária foi reduzida. Concluiu-se que a microbiota das BP e CR é polimicrobiana. A MIC permitiu a redução do conteúdo infeccioso e inflamatório nas BP e CR. O tratamento endodôntico favoreceu os aspectos clínicos. (Apoio: FAPESP 2019/19300-0, 2017/25242-8, 2015/23479-5, CNPq 308162/2014-5, 303852/2019-4 CAPES 001)