RESUMOS APROVADOS

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PN0921 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 18

Como revisões sistemáticas em odontologia relatam a certeza da evidência usando a abordagem GRADE: uma pesquisa sistemática
Oliveira JMD, Oliveira LB, Pauletto P, Stefani CM, Massignan C, Martins-Pfeifer CC, Peres MAA, Canto GL
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi descrever como revisões sistemáticas de intervenção em Odontologia relatam a certeza da evidência usando a abordagem GRADing Recommendations, Assessment, Development, Evaluation (GRADE). Uma estratégia de busca foi desenvolvida com auxílio de uma bibliotecária e aplicada no MEDLINE/PubMed, filtrando o período de setembro de 2019 a setembro de 2020, para identificar revisões sistemáticas de intervenção em Odontologia que usaram a abordagem GRADE para avaliar a certeza da evidência. Após a etapa de seleção, os dados das revisões incluídas foram coletados, descritos narrativamente e resumidos em frequências relativas. Das 449 revisões inicialmente identificadas, apenas 23,6% usaram a abordagem GRADE e foram incluídas. Destas, 98,1% aplicaram a abordagem conforme recomendado pelos desenvolvedores, sendo que 75% descreveram como julgaram o domínio "risco de viés", 62,5% "inconsistência", 16,3% "evidência indireta", 42,3% "imprecisão" e 49% "viés de publicação". Além disso, 46,2% relataram certeza da evidência muito baixa, 33% baixa, 16% moderada e 2,8% alta para o desfecho com pior nível encontrado para cada estudo. Por fim, 59,4% das revisões usaram a certeza da evidência para embasar seus resultados nas conclusões.
Na maioria das revisões sistemáticas incluídas (104/106) a abordagem GRADE foi aplicada adequadamente e em cerca de 80% a certeza da evidência do pior desfecho avaliado foi considerada baixa ou muito baixa. A incorporação da abordagem GRADE em revisões sistemáticas de intervenção é mandatória e deve ser rigorosa.
(Apoio: CAPES)
PN0922 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 18

Fatores associados ao teste positivo de Covid-19 no núcleo familiar: estudo transversal via web
Piovesan ETA, Santos KS, Lima VAS, Silva CA, Kammer PV, Leal SC, Bolan M, Massignan C
Odontologia - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar possíveis fatores associados ao teste positivo para Covid-19 no núcleo familiar. Foram enviados questionários via redes sociais por WhatsApp, Instagram e Facebook para famílias brasileiras com crianças de 3-10 anos. Os responsáveis (n=466), indivíduos maiores de 18 anos de todos os estados brasileiros, responderam sobre dados socioeconômicos, preocupação em contrair Covid-19 e retorno às aulas durante a pandemia. Um modelo de regressão logística binária foi adotado, considerando um nível de significância de 5%. As análises foram ajustadas para renda, escolaridade e sexo dos pais, trabalho durante a pandemia e deixar a criança frequentar a casa de amigos ou familiares. A prevalência de teste positivo para a Covid-19 no núcleo familiar foi de 27,6% (n=128; considerando pais, crianças ou irmãos da criança referência para resposta do questionário). Sentir-se frequentemente preocupado em ter contraído a doença aumentou em 2,23 a chance de ter testado positivo (Odds Ratio [OR]:2,23; 95%CI:1.25-3.98; P<0.01). Ficar em casa com um funcionário enquanto os pais não estão aumentou em 1,92 a chance de alguém do núcleo familiar ter testado positivo (OR:1,92; 95%IC: 1.08-3.38; P=0.02).
Concluiu-se que a preocupação em contrair covid-19 e deixar a criança com um funcionário enquanto os pais se ausentam estiveram associados a um aumento nos testes positivos de Covid-19 em alguém do núcleo familiar.
(Apoio: Decanato de Pesquisa e Inovação, Universidade de Brasília  N° EDITAL COPEI-DPI/DEX n.01/2020)
PN0927 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 18

Gestão de organização social e acreditação no sistema único de saúde (SUS) e as implicações na saúde do trabalhador
Souza LA
Programa de Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os trabalhadores da saúde estão submetidos, usualmente, às condições precárias de trabalho, estresse e aos riscos ocupacionais. Em adição, as novas exigências da gestão pública, mediante organização social, acompanhadas da avaliação/certificação de qualidade, sendo mais frequente, a acreditação. Esse estudo objetiva avaliar as implicações da gestão de organização social e da acreditação da qualidade, na saúde dos trabalhadores, sob a percepção dos trabalhadores e gestores. Utilizou-se da abordagem qualitativa, com suporte da analise temática de conteúdo, o estudo foi desenvolvido em uma unidade de saúde mista, da rede SUS municipal, administrada por OS e certificada pela acreditação. Utilizou-se as técnicas de grupo focal e entrevista individual, por amostragem intencional. Os resultados demostram concordâncias entre gestores e trabalhadores a respeito dos benefícios da acreditação, mas revelam contrapontos, os profissionais relatam um agravamento à sua saúde e bem-estar, sobrecarga de atribuições e elevadas exigências de metas/indicadores, e excessivos registros documentais, não reconhecidas pelos gestores. Ademais, afirmam que a gestão de OS, conduz à insegurança, à baixa perspectiva de valorização, insatisfação profissional e adoecimento.
Por conseguinte, é premente minimizar os efeitos prejudiciais à saúde dos trabalhadores, mediante a promoção de espaços de negociação democráticos e a aplicação de medidas práticas de promoção e proteção à saúde do trabalhador, concomitante ao processo de acreditação.
PN0925 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 18

Perda precoce de dentes decíduos e qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças de cinco anos de idade
Gomes MNC, Perazzo MF, Neves ETB, Siqueira MBLD, Paiva SM, Granville-Garcia AF
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da perda precoce de dentes decíduos na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) entre pré-escolares. Estudo transversal realizado com 769 pré-escolares de cinco anos. Crianças e pais/responsáveis responderam ao questionário Scale of Oral Health Outcomes for 5-year-old children. Os pais responderam questionários de questões psicológicas, dados sociodemográficos e ida ao dentista. O exame clínico foi realizado por três pesquisadores calibrados. Variáveis relacionadas ao contexto foram coletadas em publicações oficiais municipais. A regressão de Poisson multinível foi empregada para determinar a força das associações entre as variáveis. A perda precoce de dentes decíduos foi observada em 29,8% dos pré-escolares. Na análise ajustada pelos determinantes individuais e contextuais, a perda precoce em dentes posteriores (RP=2,40; IC95%: 1,34-4,30), senso de coerência fraco (RP=2,23; IC95%: 1,62-3,06) e ida ao dentista (RP=1,60; IC95%: 1,01-2,53) estiveram associadas a um maior impacto na QVRSB segundo a percepção dos pais. Na versão das crianças, frequentar pré-escola pública foi associado a um maior impacto na QVRSB (RP=1,90; IC95%: 1,20-3,03).
A perda precoce de dentes decíduos posteriores exerce um impacto negativo na QVRSB de crianças segundo a percepção dos pais, mas não demonstrou influencia na versão das crianças. No entanto, perda precoce de dentes anteriores não apresentou relação com a QVRSB das crianças. Além disso, o contexto tipo de pré-escola mostrou associação com a QVRSB das crianças.
(Apoio: CNPq)